Lei do aborto divide Espanha três meses após entrar em vigor

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Médicos dizem estar sofrendo perseguição por se recusarem a realizar o procedimento.

Fonte:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/10/lei-do-aborto-divide-sociedade-espanhola-tres-meses-apos-entrar-em-vigor.html

07/10/2010 06h52 – Atualizado em 07/10/2010 09h52 

BBC

Três meses depois de entrar em vigor, a nova lei do aborto na Espanha – que permite a interrupção da gravidez até as 14 semanas de gestação – continua dividindo a sociedade e está no centro de uma polêmica envolvendo médicos que se recusam a realizar o procedimento.

Esta semana, um grupo de cerca de 200 médicos da Andaluzia, no sul da Espanha, denunciou a Secretaria de Saúde por uma suposta perseguição aos profissionais que se recusam a cumprir a lei, baseados em questões ideológicas.

Em outras províncias espanholas a briga chegou aos tribunais. A Associação de Médicos de Toledo, na região central do país, processou a Secretaria de Saúde e Bem Estar de Castilha-La Mancha por obrigar médicos, enfermeiros, anestesistas e parteiros a fazer abortos, mesmo que estes trabalhadores se declarassem impossibilitados por problemas de consciência ou religião.

“O tribunal de Castilha-La Mancha aceitou este direito dos profissionais da área médica de se declarar contrários (à prática), mas ainda há muita resistência em administrações que insistem em impor uma lei que contraria o clamor da sociedade espanhola”, disse à BBC Brasil o porta-voz da Associação Nacional pelo Direito à Objeção de Consciência, José Antonio Díaz.

“O governo socialista sabe bem que se houvesse um plebiscito, esta lei seria rejeitada pelo povo. Recebemos em média em torno de 15 mil e-mails por dia de cidadãos pedindo que todos profissionais envolvidos em tarefas de aborto se declarem contra”, completou.

A sentença do tribunal de Castilha-La Mancha anunciada no dia 19 de setembro dá aos trabalhadores o direito de se recusar a participar de interrupções voluntárias da gestação, se isso for contra seus princípios morais ou religiosos, mas essa decisão por enquanto é única no país e só será aplicada na região.

Igreja

 

Na dividida sociedade espanhola, a discussão sobre a lei do aborto, que entrou em vigor no dia 5 de julho de 2010, vai das ruas às instituições profissionais, religiosas e civis.Um dos mais veementes críticos é o clero. O Papa Bento 16 disse diretamente ao embaixador da Espanha no Vaticano, Francisco Vazquez, que a Igreja Católica respalda todas as manifestações de seus representantes no país sobre a lei.

Com esta autorização, o arcebispo de Tarragona, no nordeste da Espanha, Jaume Pujol Balcells, membro do Opus Dei, recomendou em um documento distribuído aos fiéis nas missas de domingo que “é preciso obedecer a Deus, acima dos homens”, supostamente aludindo ao descumprimento da lei.

 

Perseguição

Segundo a associação feminista Nós Decidimos (Nosotras Decidimos), desde dezembro de 2009 várias clínicas de Madri e Valência vêm sofrendo atos de vandalismo e vêm recebendo ameaças a mulheres que fazem aborto e profissionais de saúde.“Estamos sofrendo uma perseguição destes grupos que se dizem a favor dos direitos humanos, mas que realmente não respeitam direitos de ninguém que pense diferente deles”, disse à BBC Brasil a presidente da organização, Ángeles Alvarez. Depois que a ministra da Igualdade, Bibiana Aído, recebeu no parlamento o boneco de um feto ensaguentado, os protestos contra as feministas têm sido cada vez mais agressivos, inclusive com xingamentos e ameaças. “Esta campanha de ultra-direita tenta provocar um passo atrás na evolução da sociedade, criar intimidação. O que defendemos é o básico direito de escolher o que é melhor para nossas vidas. A lei não obriga ninguém a nada, só dá uma opção justa e legal”, afirmou Ángeles Alvarez. A Federação Internacional de Associações Médicas Católicas não concorda. “Chamar o aborto de opção justa é uma barbaridade”, disse à BBC Brasil o presidente da FIAMC, Dr. José Maria Simón Castellví. Junto com a Federação de Farmacêuticos Católicos, a FIAMC mandou uma carta ao Parlamento da União Européia, pedindo a intervenção do tribunal da UE na Espanha em defesa dos profissionais da área médica que se recusam a cumprir a lei por questões morais. “Esta lei representa uma violação gravíssima dos princípios profissionais e da liberdade dos cidadãos”, explicou.

Queda no número de abortos

A lei aprovada pelo parlamento espanhol permite o aborto até as 14 semanas de gestação ou até a 22ª semana de gravidez em caso de má formação ou risco para a gestante.O capítulo mais polêmico é o que prevê que menores de 16 anos possam realizar o aborto sem o consentimento dos pais ou responsáveis, embora estes tenham o direito de ser informados sobre a decisão. Apesar da aplicação da nova lei, o número de abortos na Espanha caiu em 2010. Segundo as estatísticas do Ministério da Saúde, é a primeira queda desde 1998, quando começaram a ser colhidos dados oficiais. A redução foi de 3% até julho. Entre as mulheres que realizaram abortos, 43% eram imigrantes. O principal partido da oposição, Partido Popular, promete revogar a lei do aborto se ganhar as eleições nacionais de 2012.

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Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI

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A morte encefálica foi criada em função dos interesses transplantadores de alta complexidade e custo, no final da década de 60, por Comitê Ad Hoc de Harvard.  A forma mais simples de explicar este imperativo é de que os órgãos vitais únicos apenas podem ser retirados viáves para transplantação se a atividade cardiorrespiratória estiver preservada.

Celso Galli Coimbra

OABRS 11352

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ZP08110708 – 07-11-2008
Permalink
:
http://www.zenit.org/article-19996?l=portuguese

De qualquer forma, nestes casos, esclareceu citando o
«deve assumir-se como critério principal o respeito pela vida do doador,
de maneira que a extração de órgãos só aconteça após
se ter constatado sua morte real».

Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI


Pede que se chegue a um consenso científico claro «para constatar a morte do paciente»

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 7 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI insistiu em que os transplantes de órgãos vitais podem acontecer eticamente sob a condição de que se tenha constatado a morte do doador e com o consentimento informado de suas famílias.

O Papa tocou nesta sexta-feira um dos debates bioéticos mais candentes, ao receber no Vaticano os participantes do congresso internacional sobre «Um dom para a vida. Considerações sobre a doação de órgãos», realizado de 6 a 8 de novembro, por iniciativa da Academia Pontifícia para a Vida, em colaboração com a Federação Internacional das Associações Médicas Católicas e o Centro Nacional Italiano de Transplantes.

Em primeiro lugar, ao falar da doação de órgãos vitais, o pontífice explicou que «o consentimento informado é uma condição da liberdade para que o transplante se caracterize por ser um dom e não se interprete como um ato coercitivo ou de abuso».

Em segundo lugar, recordou, «os diferentes órgãos vitais só podem ser extraídos ex cadavere [do cadáver, N. da R.], que possui uma dignidade própria que deve ser respeitada».

«A ciência, nestes anos, fez progressos para constatar a morte do paciente», constatou, sem entrar no debate sobre qual o critério científico deve adotar-se para isso: a morte cerebral ou o cessar de funções vitais: a respiração, a circulação, a atividade do sistema nervoso.

O que o Papa pediu é que «os resultados alcançados recebam o consenso de toda a comunidade científica para favorecer a busca de soluções que dêem certeza a todos».

Agora, «em um âmbito como este», reconheceu, «não se pode dar a mínima suspeita de arbítrio e, quando não se tenha alcançado ainda a certeza, deve prevalecer o princípio de precaução».

«Para isso, é útil aumentar a busca e a reflexão interdisciplinar, de maneira que se apresente à opinião pública a verdade mais transparente sobre as implicações antropológicas, sociais, éticas e jurídicas da prática do transplante.»

De qualquer forma, nestes casos, esclareceu citando o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (n. 476), «deve assumir-se como critério principal o respeito pela vida do doador, de maneira que a extração de órgãos só aconteça após se ter constatado sua morte real».
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Câmara aprova estatuto jurídico da Igreja Católica

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A Câmara dos Deputados aprovou no final da noite de 27 de agosto projeto de decreto legislativo que aprova o acordo internacional entre o Brasil e o Vaticano que trata do estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil. O acordo foi assinado em 2008. O documento conta com 20 artigos, que na maior parte dos casos, consolida os procedimentos que já estão sendo aplicados, dando à Igreja Católica a segurança de que serão mantidos no futuro. A matéria segue agora ao Senado Federal para apreciação.

O acordo começa explicitando que a Constituição brasileira garante o livre direito dos cultos religiosos. O relator da matéria, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), disse que o texto não estabelece nenhum privilégio para a Igreja Católica, “mas sim fixa normas que podem ser consideradas de interesse de todas as religiões”. Segundo ele, o acordo não está sendo firmado com uma religião, mas com um Estado, o Vaticano.

O acordo estabelece, entre outras coisas, o direito da Igreja Católica de desempenhar sua missão apostólica, observado o ordenamento jurídico brasileiro; reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica e de todas as instituições eclesiásticas, desde que não contrarie o sistema constitucional brasileiro; reconhece, como parte do patrimônio cultural brasileiro, o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica e estabelece que em observância do direito de liberdade religiosa, o Brasil afirma que respeita a importância de garantir, nas escolas, o ensino religioso católico, e de outras religiões, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do país.

“O acordo legaliza as dioceses, igrejas, os templos religiosos e os isenta de tributação. O acordo legitima a existência dos templos, permite o ensino religioso facultativo nas escolas, além de proibir os padres e pastores de criarem vínculo empregatício com as igrejas ou templos religiosos”, disse o deputado Padre José Linhares (PP-CE).

Para a votação da proposta foram quase cinco horas de debates no plenário da Câmara entre os deputados favoráveis e contrários ao acordo assinado entre o Brasil e o Vaticano. Os parlamentares não católicos protestaram ao afirmar que o acordo privilegia a Igreja Católica. Os deputados evangélicos foram os que mais criticaram a assinatura do acordo e sua aprovação pela Câmara dos Deputados.

Alguns parlamentares propuseram, inclusive, alterar o texto do acordo firmado entre o governo brasileiro e o Vaticano. Proposta rejeitada pela maioria dos deputados. Eles argumentaram que o Congresso não pode alterar um acordo firmado pelo Executivo com outro Estado.

Para permitir a votação, os líderes partidários tiveram que fechar acordo com os evangélicos no sentido de aprovar um projeto de lei do deputado George Hilton (PP-MG), que é evangélico. O projeto dispõe sobre as garantias e direitos fundamentais ao livre exercício da crença e dos cultos religiosos.

A proposta, a exemplo do acordo com o Vaticano, também regulamenta incisos da Constituição ao estabelecer mecanismos que assegurem o livre exercício religioso, a proteção aos locais de cultos e suas liturgias e a inviolabilidade de crença no país. O projeto estabelece que é livre a manifestação religiosa em logradouros públicos, entre outras coisas.

Fonte: Ag. Brasil

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Morte encefálica não é morte: neurologistas, filósofos, neonatologistas, juristas e bioeticistas unânimes na Conferência “Signs of Life” de Roma, de fevereiro de 2009

A Conferência “Sinais da Vida” de Roma, de fevereiro de 2009, teve caráter médico, científico e jurídico, com participantes reconhecidos internacionalmente como autoridades em suas profissões, mesmo assim a mídia brasileira não noticiou sobre este importante evento para não comprometer o genocídio da medicina transplantadora no Brasil, que é uma indústria da morte bilionária.  O constitucionalismo brasileiro determina o direito à informação e não permite o tráfico de órgãos.

Quando em futuro próximo, os fatos relativos ao homicídio de pacientes traumatizados encefálicos estiverem públicos e expostos,  pois existentes já são e de conhecimento,  inclusive oficial, do Ministério Público Federal (que terá muito o que explicar quanto ao significado da frase “não contrariamos políticas de Estado”), os responsáveis pela morte destes inúmeros pacientes dentro dos hospitais brasileiros, com o exclusivo objetivo de beneficiar a sobrevida de pacientes de médicos transplantadores, poderão responder civil e criminalmente diante das famílias induzidas a erro mortal na “doação” de órgãos de seus filhos e parentes, tanto pela ação como pela omissão, inclusive de informações, desde 1997, neste país.

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

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“Brain Death” is Life, Not Death: Neurologists, Philosophers, Neonatologists, Jurists, and Bioethicists Unanimous at Conference

By Hilary White – Rome correspondent

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022604.html

ROME, February 26, 2009 (LifeSiteNews.com) – If a patient is able to process oxygen from the lungs into the bloodstream, maintain a normal body temperature, digest food and expel waste, grow to normal adult size from the age of four to twenty, and even carry a child to term, can he or she be considered dead? Can a person who is “dead” wake up and go on later to finish a university degree? Can a corpse get out of bed, go home and go fishing? Can he get married and have children?

These are among the real-life stories of patients declared “brain dead” presented by medical experts at the “Signs of Life” conference on “brain death” criteria held near the Vatican in Rome last week. Ten speakers, who are among the world’s most eminent in their fields, sounded a ringing rebuke to the continued support among medical professionals and ethicists for “brain death” as an accepted criterion for organ removal.

Dr. Paul Byrne, the conference organizer, told LifeSiteNews.com he was delighted with the success of the conference, that he hopes will bring the message that “brain death is not death” inside the walls of the Vatican where support for “brain death” criteria is still strong.

Dr. Byrne, a neonatologist and clinical professor of pediatrics at the University of Toledo, compared the struggle against “brain death” criteria with another battle: “I’m sure that slavery was at one time well-accepted in the United States, and that people saw big benefits to slavery. And yes, it was difficult to go away from that but it was absolutely essential.”

“Slavery was doing evil things to persons. This issue of ‘brain death’ was invented to get beating hearts for transplantation. And there is no way that this can go on. It must get stopped.”

Participants came from all over the world to attend the Signs of Life conference, with speakers from Quebec, Alberta, Ontario, Germany, Poland, the US, Brazil and Italy. The conference hall was packed to standing-room only with physicians, clergy, students, journalists, and academics. Clergy included two senior officials of the Vatican curia: Francis Cardinal Arinze, the head of the Congregation for Divine Worship and Sergio Cardinal Sebastiani, the President Emeritus of the Prefecture for the Economic Affairs of the Holy See. Two senior members of the Congregation for the Doctrine of the Faith were also present. Conference organizers told LifeSiteNews.com that they had expected no more than a hundred to attend and were surprised but very pleased with the crowd of over 170 for the one-day event.

Conflicting voices on “brain death” criteria are still battling in the Church. In February 2005, the Pontifical Academy of Sciences (PAS) refused to publish the findings of its own conference after the speakers roundly denounced “brain death” as a cynical invention to further the monetary interests of organ transplanters. The speakers said that using “brain death” for the purpose of organ harvesting results in the death of helpless patients. The PAS convened a second conference in 2007 with different speakers who, with only two dissenting, supported “brain death” for organ transplants. Papers from the 2005 conference that opposed “brain death” were excluded without explanation to their authors.

During a Vatican-sponsored conference last November on organ transplantation, at which not a single speaker raised their voice against “brain death,” Pope Benedict XVI warned in an address that “the removal of organs is allowed only in the presence of his actual death.” But on the Monday following the Friday organ transplant conference, only the PAS conference report in favor of “brain death” was posted to the Vatican website and not the Pope’s warning.

Dr. Byrne said that a major function of the Signs of Life conference was “to support Pope Benedict,” whose address in November, he said, had started to turn the Church against “brain death.”

“It’s here to demonstrate clearly that ‘brain death’ never was true death. What we’re trying to do is come back to the truth and protect and preserve the life that comes from God.

“When there are attacks on life, then we, as physicians, defend it and that is what this conference is for.”

The Signs of Life conference, sponsored privately by various pro-life organizations, including Human Life International, the Northwest Ohio Guild of the Catholic Medical Association, American Life League and the Italian organization Associazione Famiglia Domani, stood in opposition to the second PAS conference, which was titled, “The Signs of Death.”

Read related LifeSiteNews.com coverage:

Doctor to Tell Brain Death Conference Removing Organs from “Brain Dead” Patients Tantamount to Murder
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021608.html

Pro-Life Conference on “Brain Death” Criteria Will Have Uphill Climb to Sway Entrenched Vatican Position
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021607.html

Pope Warns Organ Transplant Conference of Abuses of Death Criteria
Says, “In the question of determination of death there must not be the slightest suspicion of arbitrariness”

http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08110706.html

Conference may Begin to Sway Vatican Opinion Against Brain Death: Eminent Philosopher
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022404.html

Doctor Says about “Brain Dead” Man Saved from Organ Harvesting – “Brain Death is Never Really Death”
Expert says, “Brain death was concocted, it was made up in order to get organs. It was never based on science.”

Morte encefálica: teste da apnéia mata o paciente “potencial” doador de órgãos – Neurologista Dr. Cícero Galli Coimbra na Conferência de Roma de fevereiro de 2009

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?
https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Transplantes e morte cerebral. L’Osservatore Romano rompe o tabu
https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/02/01/transplantes-e-morte-cerebral-losservatore-romano-rompe-o-tabu/

Conferência “Signs of Life” pode começar a mudar a opinião do Vaticano sobre “morte encefálica”. Professor Josef Seifert, membro da Pontifical Academy of Life

Professor Josef Seifert, a propósito da Conferência “Signs of Life” da qual participou e que reuniu eminentes neurologistas, juristas, filósofos e bioeticistas, ocorrida na semana passada perto do Vaticano (fev. de 2009), diz que está claro que os transplantes são negócios bilionários e que também são úteis para muitos pacientes. Ele explica que tais motivos como a fama dos médicos transplantadores e pesquisadores e o dinheiro estão entre os interesses envolvidos que podem obscurecer a verdade sobre os critérios declaratórios da morte encefálica.

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“It’s clear that [transplantation] is a million or billion dollar business and it is clear that also it is useful for many patients.” He said that motives such as fame for transplant doctors and researchers and money are among the “vested interests that could obscure the truth.”

Professor Josef Seifert

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Pope Warns Organ Transplant Conference of Abuses of Death Criteria
Says, “In the question of determination of death there must not be the slightest suspicion of arbitrariness”

http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08110706.html

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Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

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Conference may Begin to Sway Vatican Opinion Against Brain Death: Eminent Philosopher

By Hilary White

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022404.html

ROME, February 24, 2009 (LifeSiteNews.com) – While he said that he could not predict the future, Professor Josef Seifert told LifeSiteNews.com (LSN) on Friday that a conference on “brain death” criteria last week had possibly opened a door to moving opinion in the Vatican away from support for the use of the criteria for organ transplants.

In an interview with LifeSiteNews.com the day after the conference, Professor Seifert said, “I’m not a prophet. On the other hand, if one believes in the Catholic Church as I do, then one must assume that earlier or later the truth will triumph and that the Church will not teach something false on central issues of faith or morals. And if that is so, and if what we say is true, I trust that it will be formulated.”

Professor Seifert is a philosopher and the rector of the International Academy for Philosophy of Liechtenstein and a member of the Pontifical Academy of Life and was a speaker at the ‘Signs of Life’ conference held last week near the Vatican.

The conference was organized by Human Life International (HLI) and the American Life League (ALL), as well as the Italian organization Associazione Famiglia Domani and other groups, to address the growing opinion in academia, medicine and even within the Church that “brain death” is a legitimate diagnosis. The conference speakers, including eminent neurologists, jurors, philosophers and bioethicists, were united in their denunciation of the “brain death” criteria as a tool in the determination of death.

Speaking at the conference on the original formulation of the so-called 1968 Harvard Criteria that created “brain death,” Professor Seifert told participants, “We look in vain for any argument for this unheard of change of determining death … except for two pragmatic reasons for introducing it, which have nothing to do at all with the question of whether a patient is dead but only deal with why it is practically useful to consider or define him to be dead.”

The two “pragmatic reasons” cited by the Harvard Report, he said, were “the wish to obtain organs for implantation and to have a criterion for switching off ventilators in ICUs.” He said these must be rejected because they “possess absolutely no theoretical or scientific value to determine death.” This conclusion was amply supported by clinical neurologists, and neurocardiologists, who told participants that a patient who is declared “brain dead” by the standard criteria, is, quite simply, still alive.

To LSN Professor Seifert responded to comments made in September 2008 by Francesco D’Agostino, professor of the philosophy of law and president emeritus of the Italian bioethics committee, that opposition to the “brain death” criteria in the Church is “strictly in the minority.” A 2006 document, entitled “Why the Concept of Brain Death Is Valid as a Definition of Death,” was signed by Cardinal Georges Cottier, then theologian to the papal household; Cardinal Alfonso Lopez Trujillo, at the time president of the Pontifical Council for the Family; Cardinal Carlo Maria Martini, the former Archbishop of Milan; and Bishop Elio Sgreccia, the then president of the Pontifical Academy for Life.

Professor Seifert, however, said that he did not agree with the assertion that there is a universal consensus in the Church supporting brain death. He pointed to the act in 2005 by Pope John Paul II in convening a conference to discuss “brain death” as evidence that the subject is far from closed at the Vatican. Indeed, continued interest was signaled last week by the presence at the Signs of Life conference of Cardinals Arinze and Sebastiani and two representatives of the Congregation for the Doctrine of the Faith.

“There’s no official church teaching at all against the conclusion that all the speakers reached yesterday that the brain death definition is not correct,” he said.

He also said, however, that the matter of whether there is a universal consensus among medical professionals on “brain death” is not a central concern for the Church. “For the Magisterium of the Church it’s a question of whether it’s a fact or not.”

Professor Seifert also noted the address by Pope Benedict XVI in November to the participants at a Vatican sponsored conference on organ transplants in which he did not use the term “brain death” but pointedly referred only to “actual death.”

The Pope said that “the main criterion” must be “respect for the life of the donor so that the removal of organs is allowed only in the presence of his actual death,” a strong indicator that he does not accept the concept of “brain death” as indicating actual death, according to Seifert.

Professor Seifert said, “One could hope that this speech prepares the way for formulating this even more clearly with reference to brain death. Many people like the organizer, Dr. [Paul] Byrne, who organized the conference, interprets this statement in this way. Now it may be wishful thinking, but it may also be correct.”

The idea that there is a majority opinion among theological and ethics experts, including the Pontifical Academy of Sciences, in the Church in favor of “brain death” is irrelevant, he said, in the search for the truth.

“The same happened in the case of Humanae Vitae. There was a minority and a majority and the majority report said you should admit the Pill and contraception. But the Pope followed the minority report. A majority opinion is never what dominates and what should determine Church teaching is rather the truth. In the light of reason and also of Revelation, and not simply the opinion of a majority of people.”

“Particularly not the majority of scientists,” he added, “who are very fallible individuals.”

“Normally there is much more common sense in simple people than in academicians and professors who all have their theories. It’s very rare, I think, to have academicians to have the same simple pursuit of truth than among non-academicians.”

He warned that the “brain death” theory has the characteristics of an ideology.

“It’s clear that [transplantation] is a million or billion dollar business and it is clear that also it is useful for many patients.” He said that motives such as fame for transplant doctors and researchers and money are among the “vested interests that could obscure the truth.”

“For that reason, I think, if there’s a majority in favor, it doesn’t say much.”

Read related LifeSiteNews.com coverage:

Pope Warns Organ Transplant Conference of Abuses of Death Criteria
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08110706.html

Segundo jornal do Vaticano, morte encefálica ‘entra em contradição com a concepção católica de existência’


O editorial ‘Os Sinais da Morte’ (em italiano)

http://www.vatican.va/news_services/or/or_quo/205q01.pdf

estadao.com.br
02.07.2008
Ansa


VATICANO – O jornal L’Osservatore Romano defendeu em seu editorial que a declaração de “morte cerebral” não pode mais ser parâmetro para definir o fim de uma vida, e deve ser revista, em virtude dos novos avanços científicos.

A declaração contraria o “Relatório de Harvard”, que há 40 anos modificou a definição de morte. Na época, paradas cardíacas, circulatórias e respiratórias eram o que definia a morte, mas o relatório demonstrou que o parâmetro deveria ser a morte encefálica.

Na época, a Igreja católica havia aceitado a definição, proclamando-se favorável à retirada dos órgãos dos pacientes com morte cerebral. Posteriormente, porém, foi demonstrado que a “morte cerebral não corresponde à morte do ser humano”, ressaltou o Osservatore Romano.

Atualmente, a Igreja se encontra em uma situação delicada, pois “a idéia de que a pessoa deixe de existir quando o cérebro pára de funcionar considera a existência do ser levando em conta somente o funcionamento cerebral”, defendeu o jornal.

O editorial explicou ainda que “este fato entra em contradição com a concepção católica da existência e, desta forma, com as orientações da Igreja no que se refere aos casos de coma profundo”.

O artigo levantou a possibilidade de que a definição de morte “tenha sido motivada mais por interesse, ou pela necessidade, de transplante de órgãos do que por um real avanço científico”.

Segundo o Osservatore Romano, muitos médicos, juristas e filósofos norte-americanos estão de acordo que “a morte cerebral não é a morte do ser humano”.

Em anos recentes, a idéia de que a vida do ser humano está ligada à presença de um cérebro funcional foi invocada em uma série de polêmicas para defender posições que conflitavam com as posturas adotadas pela Igreja, como no caso da americana Terri Schiavo e no debate em curso, no Brasil, sobre a interrupção da gestação de fetos anencéfalos.

(com estadao.com.br)
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