Sentir raiva demais pode prejudicar a sua saúde

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“Permita-se sentir raiva e depois disso, trabalhe-a! Se você não senti-la, não poderá substituí-la. Sinta a raiva que o momento exige e depois troque-a pela serenidade que você precisa!”  [do Livro Valeu a Pena, Jornada de uma codependente, de Giulliana Fischer Fatigatti]

 

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Tem dias que tudo parece estar contra você.   É a fila no banco,  o farol que fecha quando você está atrasado, o celular que não funciona, o chefe que pega no pé. É quando vem a raiva, um sentimento importante para nos mobilizar para a ação, mas que, em excesso, pode até gerar problemas de saúde.

“A raiva é uma emoção que faz parte de nossas vidas e senti-la quando somos provocados ou agredidos é normal e difícil de controlar.  É uma reação de sobrevivência da espécie.  Neste caso, se a raiva salvar sua vida, será positiva”,  diz a psicóloga Marilice Rubbo Carvalho,  especialista em comportamento cognitivo pela USP (Universidade de São Paulo).

Em pequenas doses, a raiva pode servir de impulso para ações ou motivação para mudanças, segundo Armando Ribeiro das Neves Neto, psicólogo e coordenador do programa de avaliação do estresse do hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo. “As medicinas antigas defendiam que todas as emoções são positivas se estiverem equilibradas em nossas vidas. A raiva pode ser um gatilho para nos mobilizar para a ação. É uma emoção muito poderosa e que, quando bem canalizada, nos faz ter energia para enfrentar as dificuldades”, diz ele.

O problema todo começa quando o sentimento extrapola o bom-senso e passa a prejudicar a saúde e o convívio social. “Ela é ruim quando chega a causar sintomas mentais e físicos prejudiciais, como depressão”, aponta Carvalho.

Sentir raiva excessiva e de forma constante pode trazer diversos males ao indivíduo ao longo do tempo. “Podem surgir problemas como cansaço físico excessivo, falta de memória e problemas gastrointestinais”, cita a psicóloga.

A raiva provoca uma descarga de adrenalina muito grande no organismo, e leva a alterações fisiológicas como aumento da pressão e dos batimentos cardíacos, tonturas, vertigens, tremores, sudorese, pelos arrepiados, inquietação e até insônia. É como se o corpo, literalmente, se preparasse para o ataque.

Ao longo do tempo, essas “descargas” de raiva podem acarretar doenças mais graves, caso ocorram com muita frequência e intensidade além do aceitável. “Os hormônios por trás da raiva podem se transformar em gatilhos para um infarto cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC)”, alerta Neves Filho.

A raiva também pode levar à obesidade, já que está por trás do transtorno do comer compulsivo, que leva indivíduos a ingerirem desenfreadamente comida.

Isso sem contar os prejuízos no convívio social e o isolamento que o sentimento pode acarretar, uma vez que alguém constantemente raivoso se torna desagradável, afastando as pessoas que ama de perto de si. “Raiva excessiva maltrata o corpo, a mente e principalmente as relações. É responsável por destruir casamentos, impedir a comunicação afetiva e a escuta atenta. Literalmente, ela cega”, fala Neves Neto.

“Explosões”

A raiva pode começar com uma simples irritação e se transformar em fúria, se não for controlada ou canalizada corretamente. O maior ou menor potencial para se ter este sentimento tem bastante ligação com a personalidade de cada pessoa e com a maneira como ela encara a vida. “A forma de se encarar os problemas e adversidade na vida tem relação com o sentir raiva”, diz Carvalho.

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Atitudes como inflexibilidade, perfeccionismo, exigência e impaciência transformam o indivíduo em alguém mais raivoso que os demais. Como quase sempre as coisas não saem da forma como a pessoa gostaria, ela se sente frustrada, insegura e ameaçada, e se torna alvo fácil da raiva. “É necessário fazer uma reestruturação cognitiva para que seus pensamentos e crenças de vida possam ser trabalhados e assim ter uma melhora”, explica a psicóloga.

Junto com o estresse do dia a dia, essa raiva pode ser potencializada e transformar a pessoa em uma bomba-relógio prestes a explodir. “O estresse aumenta ainda mais a irritabilidade e os ataques de raiva podem ser mais intensos”, diz a médica. “O problema normalmente se dá quando a pessoa perde controle desse estado emocional e começa a reagir intensamente ao sentimento”, continua ela.

Daí para agressões físicas ou verbais é um passo. Expressar a raiva de forma violenta, no entanto, não é considerado um comportamento normal, ainda que todo dia vejamos na TV e no noticiário exemplos desse tipo. “O ‘explodir’ geralmente ocorre com pessoas agressivas e muitas vezes com transtorno de personalidade”, fala Carvalho.

Essas explosões podem indicar algum problema psiquiátrico, como transtorno bipolar, caracterizado por oscilações de humor que podem levar a ataques de fúria e raiva, ou transtorno de personalidade borderline, cujas características de comportamento são explosão, agressividade, intolerância e irritação. “Sempre se recomenda uma avaliação com especialista para um diagnóstico e tratamento adequado”, frisa a especialista da USP.

VEJA COMO LIDAR COM A RAIVA DE FORMA POSITIVA

O primeiro passo para lidar com esse sentimento é não negá-lo. Se ele está lá, tente entendê-lo e avaliá-lo com a maior clareza possível, prestando atenção nos pensamentos que o levam a sentir raiva. “Identificar se estamos sentindo raiva por uma situação real ou se estamos tendo reações desproporcionais ao evento é fundamental”, afirma Carvalho.

Para isso, é preciso avaliar a situação com tranquilidade e tentar olhá-la de vários ângulos, e não somente o seu, frisa a especialista da USP. A ajuda de um terapeuta pode ser de grande valia neste processo. “Para lidar melhor com a raiva é necessário reconhecer o que desencadeia esta emoção em você mesmo. O que pode te provocar e a reação que isso gera em você”, avalia Repanas.

Outra dica valiosa é tentar ser o mais assertivo possível em todas as situações de sua vida. Para isso, é preciso uma dose de coragem e equilíbrio emocional, mas os resultados prometem ser muito melhores do que “engolir sapos”. “Tente falar o que incomoda, quando possível, de forma clara e objetiva”, fala Carvalho. Segundo ela, isso evita que se guardem mágoas mal resolvidas que poderão se transformar em raiva acumulada.

Agir por impulsividade também pode levar uma pessoa a excessos desnecessários. O ideal, ao sentir aquele acesso de raiva, é sempre esperar antes de reagir. O tradicional “contar até dez” ajuda. “Tente fazer uma respiração, descansar e somente depois tomar uma atitude”, fala a psicóloga. “De forma racional, lembre-se sempre: quem mantém a calma tem o controle da situação”, completa Fátima Repanas, psicóloga e terapeuta floral.

Investir em atividades que ajudem a canalizar este sentimento, como algum esporte, também é uma boa forma de lidar com a raiva. “É possível transformar sentimentos negativos em positivos quando você se propõe a transferir essa emoção para uma atividade construtiva. Um bom exemplo seria a corrida”, fala Repanas.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/01/12/sentir-raiva-com-frequencia-pode-prejudicar-a-sua-saude-veja-dicas-para-fugir-deste-sentimento.htm

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Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia – Low vitamin D in newborns linked to schizophrenia

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Age-standardised disability-adjusted life year (DALY) rates from Schizophrenia by country (per 100,000 inhabitants). (Photo credit: Wikipedia)

Duas matérias, a primeira em português, outra a seguir em inglês.

Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia, diz cientista australiano

Nos últimos sete anos, o biólogo Darryl Eyles, diretor do laboratório de neurobiologia do Centro de Estudos em Saúde Mental de Queensland (Austrália), coordenou uma pesquisa sobre o impacto da deficiência de vitamina D na gestação no desenvolvimento da esquizofrenia –distúrbio caracterizado por sintomas como alucinações, cujas causas ainda são pouco compreendidas pela ciência.

Mães e Filhos

Os resultados da pesquisa foram apresentados no seminário “Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença”, realizado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo. Na ocasião, Eyles deu a seguinte entrevista à Folha.

Folha – Por que a associação entre vitamina D e esquizofrenia?

Darryl Eyles – A hipótese surgiu com um dado dos estudos epidemiológicos. A maioria dos pacientes com esquizofrenia nasceu nos meses de primavera e inverno, quando diminuem os níveis de vitamina D no organismo da mãe.

Folha – Como foi feita a pesquisa?

Eyles – Foi um estudo em animais, para ver se os que nasceram de mães com deficiência de vitamina D tinham alterações na morfologia do cérebro relacionadas à esquizofrenia. Quando não houve privação da vitamina, ou quando ela ocorreu só no primeiro trimestre da gestação, não se observou sinais do distúrbio, mas a deficiência no final da gestação provocou alterações no cérebro. Os resultados foram iguais em testes comportamentais.

Folha – A pesquisa limitou-se aos animais?

Eyles – Partimos de dados populacionais, mas os testes foram feitos em animais. Há uma parte da pesquisa, ainda em andamento, com humanos. Na Dinamarca, estamos recolhendo amostras de sangue de recém-nascidos, e pretendemos acompanhar o aparecimento de distúrbios na vida adulta.

Folha – Se a hipótese for confirmada, o que pode ser feito?

Eyles – Para saber se uma intervenção com vitamina D durante a gestação pode prevenir eventos futuros, precisamos de grandes estudos, que ainda não foram feitos. Mas acho que pode ser uma saída. Há um trabalho no Canadá sustentando que a suplementação na gestação pode prevenir defeitos no feto.

Folha – Como seria feita essa suplementação?

Eyles – Em termos de desenvolvimento neurológico do feto, deveria ser feita a partir do segundo trimestre da gravidez.

Folha – É possível suplementar o bebê após o nascimento?

Eyles – Suplementar a mãe é o modelo. Mas creio que há uma “janela” entre o terceiro trimestre da gestação e o primeiro ano de vida que, arrisco dizer, pode ser usada para prevenir problemas neurológicos.

Folha – Em países tropicais, a exposição ao sol garante os níveis de vitamina D?

Eyles – Fizemos uma pesquisa epidemiológica na Austrália, incluindo regiões de clima tropical e de clima temperado. Observamos que em ambas ocorre deficiência de vitamina D no inverno. Há vários fatores que influem na exposição ao sol, como os hábitos urbanos e o uso de bloqueadores solares.

Fonte: Folha On Line
http://www.west1.com.br/news.php?recid=1862

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Cisne Negro

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MARTIN MITTELSTAEDT
The Globe and Mail
Published Thursday, Sep. 09 2010, 2:30 PM EDT
Last updated Thursday, Aug. 23 2012, 4:25 PM EDT

The cause of schizophrenia has long baffled doctors, but a tantalizing clue has emerged that some cases of the debilitating mental disorder are linked to having too little vitamin D during fetal development and early in life.

Researchers studying schizophrenia cases in Denmark have discovered that newborns with the lowest level of the sunshine vitamin in their blood at birth had about twice the risk of developing the disease when they became adults, compared to those with moderate amounts.

In some countries, milk and cereal grains are ...

Vários países fortificam os alimentos com Vitamina D para prevenir doenças

The finding suggests it may be possible to reduce the incidence of the illness by having babies and pregnant women either take the vitamin, or increase their exposure to sunshine, the natural way of making the nutrient.

“The study opens up the possibility that improving vitamin D levels in pregnant women and newborn babies could reduce the risk of later schizophrenia,” observes John McGrath, director of the Queensland Centre for Mental Health Research, one of a team of Australian and Danish researchers who conducted the investigation.

A paper on the findings appeared earlier this week in Archives of General Psychiatry. The research is the first to link neonatal vitamin D levels and the brain disease.

Schizophrenia is a severe mental illness in which people often experience hallucinations and hear voices. It typically develops in young adults, around the age of 20, and causes a lifetime of symptoms that sometimes can be controlled through medications.

It’s thought that the disease lies dormant until after puberty, when changes in the brain allow symptoms to break through and become apparent.

Researchers have long scratched their heads over why some people develop the disease, which affects an estimated one person out of 100 in Canada. Previous studies have found it’s more common in children born to older fathers, for instance, as well as among those living in urban areas, and in non-white immigrants to northern latitude areas.

But one previously identified risk factor has hinted at an insufficiency of vitamin D: the time of year a child is born. Children with winter births, when mothers’ vitamin D levels are typically low because of the lack of exposure to strong sunlight, have about a 10-per-cent higher risk of schizophrenia than those born at other times of the year. Fetuses depend entirely on their mothers for the nutrient.

For winter births, this seasonal fetal vitamin D famine occurs during the last stages of pregnancy, a time when brain development is very rapid and the lack of a key nutrient could have a major impact. The new research is an important breakthrough because it tracked actual vitamin D levels in children, rather than the inferred amounts from the season of birth.

Previous experiments by Dr. McGrath have found that pregnant rats deprived of vitamin D give birth to pups with altered brain development. One possible link to schizophrenia suspected by the researchers is that too little vitamin D before birth alters the brain’s dopamine system, an important chemical factor influencing mood and other mental processes.

The research on newborns was based Denmark’s vaunted Newborn Screening Biobank, which has collected dried blood samples from all children born in the country since 1981. Vitamin D levels in the blood were compared in 424 people, ranging in age from 16 to 29, who had developed schizophrenia and an equal number of so-called controls who had not. These comparisons found the excess risk among those with low levels.

A paradoxical finding in the research is that the babies with the highest amounts of vitamin D also had an elevated risk of the mental disease, at first glance suggesting that both too little or too much of the nutrient might be a bad thing when it comes to schizophrenia.

But Dr. McGrath played down this possibility and said there may be a subgroup of the population that has difficulty metabolizing vitamin D into the form used by cells, causing levels of the nutrient to build up in their blood. These individuals would consequently have cells experiencing shortages, while simultaneously having high blood levels awaiting to be converted.

Dr. McGrath said the possibility that there is a vitamin D resistant part of the population is “pure speculation,” and needs to be confirmed by more research into genetic differences in the way people metabolize the nutrient.

Fonte:  http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/conditions/low-vitamin-d-in-newborns-linked-to-schizophrenia/article4268128/
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Doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica

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Os pesquisadores estimam que de 5 a 10 mil moléculas estudadas, apenas uma acaba gerando um novo fármaco no final do processo. A estimativa é de que o custo da entrada de um novo  no mercado chegue a 1,3 bilhões de dólares.
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Fonte: R7

Enfermidades como a malária, tuberculose, esquistossomose (” barriga-d’água” ), leishmaniose e hanseníase (” lepra” ), entre outras, não recebem atenção de laboratórios farmacêuticos devido ao custo das pesquisas. É o que apontam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Com o objetivo de reunir esforços na busca de soluções no combate a doenças negligenciadas por pesquisas, cientistas da USP trabalham, desde 2009, com assuntos relacionados em um plano comum de ação, permitindo maior intercâmbio de conhecimento e colaboração entre as unidades acadêmicas empenhadas em estratégias de tratamento.

A professora Elizabeth Igne Ferreira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), participou da criação da rede, que chegou a reunir ao todo 100 pesquisadores da universidade. A iniciativa os possibilitou conhecer o que estava sendo pesquisado até então, permitindo melhor articulação entre os estudos. Segundo ela, estas doenças são pesquisadas na instituição sob diversos ângulos tais como epidemiologia, diagnóstico, patogenia, vacinas, fármacos e medicamentos, entre outros.

De acordo com a professora, uma das maiores dificuldades em sua área de pesquisa é o longo tempo que separa o início da seleção de uma molécula e a sua aplicação prática em um medicamento. “Há algumas moléculas promissoras, mas o caminho desde quando é encontrada, até o momento em que chega ao mercado pode levar até 15 anos”, afirma ela. Esse é um dos motivos pelos quais é importante buscar parcerias entre a universidade e as indústrias farmacêuticas.

Outro problema é que grande parte também não encontra viabilidade. Os pesquisadores estimam que de 5 a 10 mil moléculas estudadas, apenas uma acaba gerando um novo fármaco no final do processo. A estimativa é de que o custo da entrada de um novo medicamento no mercado chegue a 1,3 bilhões de dólares.
Fonte: http://www.parceirodasaude.com.br/?p=2300

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