Entrevista com Mrs. Mercedes Wilson sobre morte encefálica e transplante de órgãos

 

 

Taubaté-SP: centro captador de rins

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 “havia em Taubaté um centro captador de rins – e não um PROGRAMA  de transplantes -, usado por hospitais particulares e intermediado pelo médico Emil Sabagga, um dos pioneiros de transplantes renais na América Latina. O equivalente a cerca de R$ 35 mil teria sido pago por um paciente ao hospital por um transplante. O promotor criticou o sistema brasileiro, que levou dez anos para encerrar o inquérito policial, e ironizou o fato de os réus negarem os fatos. ‘Não aconteceu nada aqui em Taubaté. Está tudo certo”.

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O terceiro dia do julgamento do caso Kalume, em Taubaté (SP), foi marcado pelo embate entre o promotor Mário Friggi e a defesa dos médicos Pedro Henrique Torrecillas, Rui Noronha Sacramento e Mariano Fiore Júnior, acusados de retirar os rins de quatro pacientes vivos no antigo Hospital Santa Isabel. A retirada dos órgãos, que teria ocorrido há 25 anos, foi denunciada pelo médico Roosevelt Sá Kalume, então diretor do departamento de medicina da Universidade de Taubaté (Unitau). A sentença deve sair amanhã à tarde.

 

Friggi argumentou que havia em Taubaté um centro captador de rins – e não um programa  de transplantes -, usado por hospitais particulares e intermediado pelo médico Emil Sabagga, um dos pioneiros de transplantes renais na América Latina. O equivalente a cerca de R$ 35 mil teria sido pago por um paciente ao hospital por um transplante. O promotor criticou o sistema brasileiro, que levou dez anos para encerrar o inquérito policial, e ironizou o fato de os réus negarem os fatos. “Não aconteceu nada aqui em Taubaté. Está tudo certo”, disse Friggi.

Ao se dirigir aos jurados, o promotor deu o tom do que deve ser a sua tese de acusação. Ele quis desqualificar a tentativa da defesa de apontar que a denúncia de Kalume tenha sido feita por ciúme e pela disputa de poder. “Será que tudo o que aconteceu aqui, toda a repercussão na mídia, foi apenas porque o dr. Kalume queria execrar publicamente essas pessoas?”, indagou.

 

Acusados. Pela manhã de hoje, os três médicos acusados foram questionados pelo juiz Marco Antonio Montemor, pelo promotor e pela defesa. Pedro Henrique Torrecillas, acusado de ter matado o paciente José Carneiro com um golpe de bisturi, negou o fato e disse que a enfermeira Isabel Pereira, que o acusa, não teria participado da cirurgia.

 

Mariano Fiore Junior afirmou ter falado várias vezes à polícia sobre sumiço de documento do prontuário dos pacientes. “O delegado prevaricou?”, disse o promotor. Fiori respondeu que essa era uma palavra “muito forte”. Após ter prestado depoimento, na segunda, Kalume foi internado no Hospital Regional, em Taubaté, onde foi submetido a um cateterismo. Ele está internado, sem alterações no quadro clínico.

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Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5920968/taubate-sp-seria-centro-captador-de-rins.aspx

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China aprova lei anti-tráfico de órgãos

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Caixa de transporte de órgãos
A China ainda não tem nenhuma legislação sobre transplantes.

A China deve emitir no próximo mês uma proibição das atividades comerciais envolvendo órgãos humanos e corpos de seres humanos, numa medida que visa tornar mais rígido o “mercado” de transplante de órgãos.

16/06/2011

As novas leis devem passar a valer no mês que vem, o que significará que cadáveres humanos só poderão ser doados para legítima pesquisa médica e terão de ser enterrados uma vez que a mesma tenha se completado. A China tem sido alvo de freqüentes acusações

dentro e fora do país sobre a existência de um crescente mercado negro de órgãos humanos, frequentemente retirados sem autorização de prisioneiros executados. Uma extensão da proibição, que requer o consentimento do doador dos órgãos, passou a valer no início deste mês de julho.

‘Turismo de transplante’

Recentemente, denúncias foram feitas relativas a um novo tipo de negócio na China. O  “turismo de transplante de emergência” aumentou ainda mais a lucratividade do tráfico de órgãos no país. Pacientes oriundos de países europeus, Japão e Coréia do Sul estariam indo para o país para realizar transplantes clandestinos. A falta de transparência envolvendo as execuções na China agrava o problema. As acusações de tráfico de órgãos na China não são recentes, tendo vindo de diversos grupos de direitos humanos nos últimos anos.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/07/060716_chinaorgaos_crg.shtml

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Tráfico de órgãos: mais uma vez Brasil envolvido no mercado de rins – “South Africa illegal kidney deals tied to Israel”

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Global Research, November 13, 2010
PressTV
Mais uma vez o Brasil envolvido no mercado negro de órgãos humanos
Por midiaindependente.org – GG

 

Netcare, a maior prestadora de cuidados de saúde na África do Sul, declarou-se culpada das acusações de realizar operações ilegais de transplante de rins utilizando sindicato de tráfico de órgãos ligado a Israel.

Em troca do relaxamento das acusações contra o executivo chefe da Netcare, Richard Friedland, a empresa reconheceu nas negociações que “foram feitos pagamentos para os doadores de rins, e que certa quantidade dos doadores eram menor de idade, à época que os rins foram removidos”.

O processo segue a uma investigação de sete anos para as operações ilegais no Hospital St. Augustine, em Durban, em associação com um sindicato israelense ligada ao tráfico de órgãos.

Segundo relatos, enquanto órgãos eram inicialmente originados de cidadãos israelenses, posteriormente foram obtidos de romenos pobres e de brasileiros a um custo menor.
Segundo os promotores, aos israelenses foram pagos cerca de US $ 20.000 para os rins, enquanto os brasileiros e romenos foram pagos uma média de US $ 6.000.

Outros relatos indicaram que 25.000 crianças ucranianas foram levadas para Israel nos últimos dois anos para serem usadas pelos centros médicos israelenses como  “peças de reposição.”

Além disso, o exército israelense foi acusado de roubar órgãos de prisioneiros palestinos. As operações ilegais na África do Sul incluíram a retirada de órgãos de cinco crianças.

A empresa de saúde também foi forçada a admitir que, “alguns empregados participaram dessas ilegalidades, e [o hospital] beneficiou-se indevidamente com estes procedimentos”, quando cinco notáveis médicos Sul-Africanos também foram indiciados no caso.

O hospital se comprometeu a pagar cerca de 8 milhões de rands (US $ 1,1 milhões) em multas. As acusações envolvem 109 operações realizadas no hospital entre 2001 e 2003.

http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=21897

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Netcare, the biggest health care provider in South Africa, has pleaded guilty to charges of performing illegal kidney transplant operations using Israeli-linked organ trafficking syndicate.

In return for charges being dropped against Netcare’s Chief Executive Richard Friedland, the firm acknowledged in a plea bargain that, “payments must have been made to the donors for their kidneys, and that certain of the kidney donors were minors at the time that their kidneys were removed.”

The suit follows a seven-year investigation into the illegal operations at St. Augustine’s Hospital in Durban in association with an Israeli-linked organ trafficking syndicate.

According to reports, while organs had originally been sourced from Israeli citizens, they were later obtained from poor Romanians and Brazilians at a lower cost.

According to prosecutors, the Israelis were paid about USD 20,000 for their kidneys, while the Brazilians and Romanians were paid an average of USD 6,000.

Other related reports surfaced regarding 25,000 Ukrainian children who had been brought to Israel over the past two years to be used by Israeli medical centers for their “spare parts.”

Additionally, the Israeli military was accused of stealing the organs of Palestinian prisoners.

The illegal operations in South Africa included the removal of organs from five children.

The healthcare firm was also forced to admit that, “certain employees participated in these illegalities, and [the hospital] wrongly benefited from the proceeds,” as five notable South African physicians were also indicted in the case.

The hospital has agreed to pay nearly 8 million rand (USD 1.1 million) in fines.

The charges account for 109 operations carried out at the hospital between 2001 and 2003.

LF/MB

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O tráfico de órgãos é uma realidade, mesmo na Europa

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Um homem propõe vender seu rim em uma rua de São Paulo, Brasil

Legenda: Um homem propõe vender seu rim
em uma rua de São Paulo, Brasil  (Keystone)


O tráfico de órgãos é uma realidade, até mesmo na Europa. Na Suíça, a lei é eficaz, mas deve ser acompanhada de perto para não entrar na “zona cinza” que permitiria o comércio.


Entre a venda de um carro, de um terreno ou de um cão, encontra-se às vezes a de um rim. Estamos em um sítio de anúncios na internet e as propostas de venda se multiplicam.

Por milhares de francos suíços, homens e mulheres jovens se dizem dispostos a ceder uma parte do corpo. O rim é o órgão número um do tráfico.

Segundo informações comunicadas no sítio, as ofertas vêm da França ou da Bélgica, países cujas ruas não são invadidas pela pobreza. Nesses países, o tráfico de órgãos é proibido. São falsos anúncios ou as ofertas são sérias? “Há anos que pessoas geralmente pobres propõem vender seus órgãos na internet”, diz Ruth-Gaby-Mongold, membro do Conselho da Europa e autora de um relatório sobre o tráfico de órgãos na Europa.

Um órgão por um punhado de dinheiro. Um comércio de seres humanos, mas em pedaços. O tráfico de órgãos não se limita às sórdidas prisões chinesas. Na Europa ele também existe.

“O tráfico de órgãos é um problema que deve ser resolvido no plano internacional”, afirma Thomas Gruberski, que fez uma tese de doutorado sobre a venda de órgãos*

Ruth-Gaby Vermot-MangoldRuth-Gaby Vermot-Mangold (swissinfo)

Leis eficazes


Submetido à lei do silêncio, o comércio de órgãos é particularmente difícil a combater. O único meio para os países consiste em adotar leis eficazes.

“O tráfico de órgãos é difícil. É um médico que deve extrair o órgão a ser transplantado em pouco tempo, e ele não suporta longas viagens. Portanto, se os países são bem organizados, controlam esse processo e respeitam as leis, o tráfico é quase impossível”, explica Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Na Suíça, como em outros países europeus, a lei proíbe o comércio de órgãos. Além disso, “é proibido receber ou dar dinheiro na doação de um órgão, de um tecido ou de células de origem humana.”

“Aqui os organismos como Swisstransplant (ndr: Fundação Nacional Suíça para a Doação e o Transporte de Órgãos) não utilizam órgãos sem verificar e ter certeza da proveniência. Essas instituições sabem que é preciso ter muito cuidado para não entrar na ‘zona cinzenta’ do tráfico”, afirma Gaby Vermot-Mangold.

Se em toda a Europa, em virtude da proteção dos direitos humanos, as leis proíbem o tráfico de órgãos, elas diferem em certos pontos, particularmente na definição das relações entre o doador e o receptor. Na Alemanha, a lei admite a possibilidade de transplante entre pessoas com laços emocionais fortes. Na França, cônjuges ou parentes do receptor ou ainda uma pessoa que vive mais de dois anos com o receptor podem exigir uma doação de órgãos.

Em contrapartida, na Noruega, na Espanha, na Áustria ou na Suíça, as leis são mais amplas e nenhuma ligação particular é obrigatória entre o doador e o receptor. É uma situação que pode propiciar a “zona cinzenta”.

Não é infalível


“A regulamentação constitui um grande dilema. De um lado, é bom que amigos possam ser doadores. De outro, isso pode levar ao tráfico ou a transplantes na ‘zona cinzenta’. Soubemos de casos em que o receptor indicou um falso amigo com o qual ele nem havia conversado por falarem línguas diferentes”, conta Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Há países onde nenhum laço é obrigatório entre o doador e o receptor e que lei abre pequenas portas para o tráfico. Mas, segundo Thomas Gruberski, esses países, entre eles a Suíça, avançam na boa direção liberalizando suas leis.

“As leis restritivas não são, do meu ponto de vista, judiciosas. Elas podem provocar situações de forte pressão em que o doador não toma decisões com seu livre-arbítrio. Se imaginamos uma família cuja mãe precisa de um rim e uma criança de cinco anos que é compatível, essa criança pode sofrer pressões. Também pode haver comércio dentro da família, com a promessa de uma parte maior da herança para o doador, por exemplo. Por essas razões, é importante ampliar o círculo de doadores autorizados.”

Transplante no estrangeiro


Para lutar contra o tráfico de órgãos, alguns defendem a liberalização total, como a filósofa e biotécnica inglesa Janet Radcliffe Richards. Ela acredita que a liberalização do comércio de órgãos permitiria um melhor controle e ofereceria um melhor acompanhamento médico aos doadores.

Essa posição é considerada perigosa por Ruth-Gaby Vermot-Mangold. “As pessoas que vendem um rim, o fazem geralmente por causa da pobreza. E mesmo que houvesse um sistema de acompanhamento médico para os doadores nos países pobres, muitos não seriam beneficiados”. É que, frequentemente, as pessoas que aceitam doar um órgão encontram-se em situação extremamente precária e não têm meios para pagar um médico.

Essa precariedade é explorada por certas pessoas nos países desenvolvidos para conseguir um órgão. Obter um órgão em seu próprio país é difícil e é menos complicado fazer o transplante no estrangeiro.

“Na Suíça, fizemos recentemente pesquisas aprofundadas e não descobrimos nenhum caso de receptor que foi ao estrangeiro, notadamente na China, para fazer um transplante. Só que isso não quer dizer que não exista”, afirma Franz Immer, diretor de Swisstransplant.

No entanto, segundo um questionário acerca do tráfico de órgãos recolhido em 2004 pelo comitê diretor de bioética e pelo comitê europeu da saúde, em vários países europeus pessoas viajam ao estrangeiro para fazer um transplante. Na França, os receptores vão à África, China, Índia ou à Turquia. A Bélgica é considerada como um ponto importante para o tráfico.

Aliás, doadores moldávios que Ruth-Gaby Vermot-Mangold encontrou no contexto de seu relatório afirmaram que doaram seus rins na Turquia. Prometeram-lhes um emprego naquele país. Como não havia emprego nenhum, propuseram-lhes vender um rim por 2 a 3 mil euros para pagar a viagem de volta à Moldávia.

Eles aceitaram. Cinco depois tiveram que sair do hospital e voltaram para a Moldávia de ônibus, com um órgão a menos e um pouco de dinheiro no bolso. “Voltei a ver um deles. Com esse dinheiro ele comprou uma pequena casa para sua família, mas sua saúde vai muito mal”, diz Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Laureline Duvillard, swissinfo.ch
(Adaptação: Claudinê Gonçalves)

*”Das strafrechtliche Verbot der entgeltlichen Organspende und des Organhandels gemäss schweizerischem Transplantationsgesetz – Begründung, Wesen und Problematik”, Thomas Gruberski, a ser publicado brevemente.

http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Orgaos_por_pouco_dinheiro.html?cid=24885516&rss=true

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Comunidade mundial mobilizada contra tráfico de órgãos

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A comunidade internacional, liderada pela União Europeia e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), está a mobilizar-se crescentemente contra o turismo de transplante de órgãos, principalmente rins e fígados.

Uma «frente comum» internacional conseguiu atacar o problema, confirmou Luc Noel, coordenador da OMS para o turismo de transplante de órgãos, recordando que leis repressivas contra o tráfico de órgãos foram adotadas nos cinco países mais problemáticos, designadamente China, Filipinas, Paquistão, Egipto e Colômbia.

Na China «continua a existir turismo de transplantes, mas uma lei para reprimir este fenómeno foi votada em 2007 e um primeiro processo contra um bando de traficantes de órgãos vai começar a curto prazo», sublinhou Noel, que falava numa conferência que termina hoje em Madrid.

Diário Digital / Lusa

http://noticias.nunoprospero.com/?m=s&id=197006

 

Legalizar o tráfico de órgãos humanos? Análise do editorial da Revista Nature, 461, 570, de 30 de setembro de 2009

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Por Celso Galli Coimbra*

veja endereços e vídeos complementares a este assunto no final desta postagem, após o editorial da Revista Nature

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Em interpretação benéfica, o erro declaratório da morte encefálica para a maioria dos médicos representa uma conduta tipificada como homicídio culposo ou por dolo eventual se for feito no paciente traumatizado encefálico severo o teste da apneia (desligamento do respirador por 10 minutos) previsto na Resolução CFM 1480/97 e se não houver o esgotamento dos recursos terapêuticos em seu favor.

O teste da apneia é feito na medicina desde 1968, e seu único objetivo atual é tornar irreversível a morte encefálica do paciente para liberar órgãos transplantáveis o “mais rapidamente possível”, como determina a voz de comando dos gestores médicos.

Muitos dos médicos que procuram evitar esta situação promovem a inversão do protocolo declaratório de morte encefálica, realizando os exames confirmatórios antes do teste da apneia, porque se os “exames confirmatórios” forem realizados depois do teste da apneia eles serão inúteis para qualquer finalidade senão para proteger os médicos de responsabilidades criminais. Esta intenção de proteção aos médicos foi declarada como objetivo do protocolo de morte nas Atas da Câmara Técnica Brasileira da Morte Encefálica há dez anos atrás, quando membros desta Câmara chegaram a dizer que elaboraram o protocolo da Resolução 1480/97 apenas porque precisavam proteger os médicos de responsabilidades criminais diante de um “sistema judiciário complicado” como seria o brasileiro, e “mostrar figurinhas”, pois esta “declaração” de morte era para eles uma questão de “custo-benefício”.  Nas Atas desta Comissão, foi enfatizado que as pessoas “não acreditariam” na declaração de morte para fins de transplante de órgãos vitais únicos se não houvesse esses cuidados de aparência …

Como esta Ata foi obtida em processo judicial ajuizado pelo advogado firmatário, poucos médicos sabem de seu conteúdo, em que pese o Jornal do Brasil ter publicado em fevereiro de 1999 parte importante do conteúdo destas Atas, em três grandes reportagens em dias consecutivos. Já o Ministério Público Federal tem conhecimento de seu conteúdo, pois fizemos o protocolo da mesma no ano de 2000, naquele Órgão, representando dezenas de brasileiros.

Por outro lado, o que vem descrito para efeitos desta “declaração de morte” no editorial da Revista Nature, 461, 570, publicado on line em 30 de setembro de 2009, representa a defesa de homicídio doloso com o objetivo de promover a “colheita” de órgãos humanos para beneficiar a lucrativa indústria transplantadora.  Em 24 de setembro, em encontro internacional de médicos, transplantadores e bioeticistas no Italian Festival of Health, em Viareggio, foi concluído que os legisladores nos Estados Unidos e nos demais países deveriam reconsiderar rigidas definições de morte.

Morte não é uma “definição legal”, como é do interesse de interesses afastados dos caminhos legais, mas a constatação de um fato que gera efeitos legais. Se este fato for constatado de forma errada há tipificações penais para tal conduta. É muito “conveniente” a esses interesses utilizar a falácia de que morte é uma definição legal, quando isto não é verdade, nem seria possível.

O tráfico de órgãos humanos é a atividade do crime organizado que está em terceiro lugar no mundo em lucratividade e sua existência deve-se sobretudo à declaração na medicina de uma morte fictícia e não consensual na comunidade médica para fins de transplante de órgãos humanos.  O Festival da Saúde de Viareggio, de 24 de setembro de 2009, em suma, está propondo a “legalização” do tráfico de órgãos humanos, quando conclui que as legislações é que deveriam reconsiderar definições de morte, como se a função legislativa fosse apta para tanto.  Tal “reconsideração” está prescrita pelo Festival médico de Viareggio para ser flexível …

*Advogado

OABRS 11352

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Editorial

Nature 461, 570 (1 October 2009) | doi:10.1038/461570a; Published online 30 September 2009

Delimiting death


Procuring organs for transplant demands a realistic definition of life’s end.

Prompted by the increasing practice of organ transplantation, and thus the need to procure donor organs that are as fresh as possible, many countries have modelled their legal definition of death on a US law passed in 1981 after extensive debate and thoughtful input from a specially appointed president’s commission of experts.

The law seems admirably straightforward: “An individual who has sustained either (1) irreversible cessation of circulatory and respiratory functions, or (2) irreversible cessation of all functions of the entire brain, including the brain stem, is dead.”

In practice, unfortunately, physicians know that when they declare that someone on life support is dead, they are usually obeying the spirit, but not the letter, of this law. And many are feeling increasingly uncomfortable about it.

In particular, they struggle with three of the law’s phrases: ‘irreversible’, ‘all functions’ and ‘entire brain’, knowing that they cannot guarantee full compliance. They do know that when they declare a death — according to strict clinical criteria, the principles of which are outlined in the original report of the president’s commission — that the person is to all intents and purposes dead. But what if, as is sometimes the case, blood chemistry suggests that the pituitary gland at the base of the brain is still functioning? That activity has nothing to do with a person being alive in any meaningful sense. But it undermines a claim that all functions of the entire brain have ceased. As do post-mortem observations that relatively large areas of tissue can be metabolically active in different brain areas at the time death is declared.

The criterion of irreversibility raises the question of how long one should wait to be sure that no function will re-emerge. Is the six hours recommended in the commission’s report sufficient? Physicians who have been required by circumstance to wait much longer have occasionally observed a brainstem-mediated reflex — a cough, for example — up to 36 hours after they would have declared death.

The problem is that death is not a phase transition whereby a person stops being alive and becomes dead in an instant. It is a long process during which systems, networks and cells gradually disintegrate. At some point, the person is no longer there, and can never be made to return. But the kind of clear, unambiguous boundary assumed in the 1981 law simply does not exist.

Ideally, the law should be changed to describe more accurately and honestly the way that death is determined in clinical practice. Most doctors have hesitated to say so too loudly, lest they be caricatured in public as greedy harvesters eager to strip living patients of their organs. But their public silence was broken on 24 September at an international meeting that included physicians, transplant surgeons and bioethicists at the Italian Festival of Health in Viareggio. The meeting concluded that lawmakers in the United States and elsewhere should reconsider rigid definitions of death, and called for a wider public debate.

The time has come for a serious discussion on redrafting laws that push doctors towards a form of deceit. But care must be taken to ensure that it doesn’t backfire. Learning that the law has not been strictly adhered to could easily discourage organ donation at a time when demand for organs already vastly exceeds supply. Physicians and others involved in the issue would be wise to investigate just how incendiary the theme might be, perhaps in contained focus groups, and design their strategy accordingly.

Few things are as sensitive as death. But concerns about the legal details of declaring death in someone who will never again be the person he or she was should be weighed against the value of giving a full and healthy life to someone who will die without a transplant.

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Entrevista de Zack Dunlap: depois de declarado morto pelos médicos –

legendas em português

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Morte encefálica: Zack Dunlap – com legendas em portugues
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Morte encefálica: paciente continua vivo

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Apnéia na morte encefálica – site da UNIFESP

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CFM será obrigado a explicar morte cerebral – Folha de São Paulo

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Tráfico de órgãos no Brasil: íntegra da entrevista com a antropóloga Nancy Scheper-Hughes

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Morte encefálica: o teste da apnéia somente é feito se houver a intenção de matar o paciente

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Legalizar o tráfico de órgãos humanos? Análise do editorial da Revista Nature, 461, 570, de 30 de setembro de 2009

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A morte encefálica é uma invenção recente

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Morte encefálica: O temor tem fundamento na razão

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Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

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Morte Suspeita – Editorial do Jornal do Brasil de 01.03.1999, Caderno Brasil, página 08

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Editorial da Revista Ciência Hoje da SBPC: erros declaratórios da morte encefálica

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Convidados na CPI do Tráfico de Órgãos questionam eficiência do método apnéia na declaração da morte encefálica

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Morte encefálica e transplante de órgãos

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Congresso internacional: “Os sinais da vida. A ‘morte cerebral’ ainda é vida?”

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Revista Dossiê AJURIS, ANO I, No. 02 – 2007: A morte encefálica em xeque, págs. 16-27

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EUA: Pais acusam hospital de matar seu filho para retirar-lhe os órgãos

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Morte encefálica não é morte: neurologistas, filósofos, neonatologistas, juristas e bioeticistas unânimes na Conferência “Signs of Life” de Roma, de fevereiro de 2009

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Transplantes e morte encefálica. L’Osservatore Romano rompe o tabu

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Conferência “Signs of Life” pode começar a mudar a opinião do Vaticano sobre “morte encefálica”. Professor Josef Seifert, membro da Pontifical Academy of Life

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Tráfico de órgãos é terceiro crime organizado mais lucrativo no mundo, segundo Polícia Federal

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Imigração: Itália diz ter evidências de tráfico de órgãos de menores

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O tema espinhoso da morte cerebral

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Tráfico de órgãos é uma realidade comprovada no Brasil e no exterior

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Movimento contesta uso do critério da morte cerebral – “Brain Death” — Enemy of Life and Truth

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A dura realidade do tráfico de órgãos

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Morte encefálica: Carta do Dr. César Timo-Iaria dirigida ao CFM acusando os erros declaratórios deste prognóstico de morte

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Anencefalia, morte encefálica, o Conselho Federal de Medicina e o STF

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Ação na justiça questiona a prática de transplantes

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Morte encefálica: A honestidade é a melhor política

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Quanto vale ou é por quilo?

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Editorial que recomenda anestesia geral para os doadores de órgãos: Anaesthesia for organ donation in the brainstem dead – why bother?

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The Nasty Side of Organ Transplanting -The Cannibalistic Nature of Transplant Medicine

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A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968 – Mita Giacomini

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Brazilian Journal of Medical and Biological Research (1999) 32: 1479-1487 – “Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death”

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Tráfico de órgãos pode movimentar 13 bilhões por ano

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Kidney trade arrest exposes loopholes in India’s transplant laws -BMJ 2004;328:246

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Police uncover large scale organ trafficking in Punjab – BMJ 2003;326:180 ( 25 January )

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Revista Newsweek – Not Just a Urban Legend

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Morte encefálica e transplante de órgãos

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Oportunos esclarecimentos prestados pelo médico neurologista Prof. Cícero Galli Coimbra, da UNIFESP, sobre esse atualíssimo tema

“O tratamento de hipotermia é capaz de normalizar rapidamente a pressão no interior do crânio,impedindo que sua elevação faça cessar a circulação cerebral. Reduz também o edema (inchaço) cerebral”

Imaginemos a cena. Um jovem, vítima de acidente automobilístico, está entre a vida e a morte na UTI de um hospital. Seus pais e familiares, na ante-sala, desejam ardentemente sua recuperação.

Outro quadro, na mesma UTI: um homem de meia idade pode salvar-se se receber um transplante de fígado. Caso contrário, morrerá. E, quanto mais passa o tempo sem receber esse transplante, menores são suas possibilidades de sobreviver. Sua família agita-se para obter a doação do órgão que vai salvar sua vida, o qual poderia vir do jovem acidentado.

Duas situações dramáticas. E a família do homem de meia idade está submetida a uma grave prova de ordem moral. Pois não pode, para salvar seu ente querido, precipitar a morte do jovem que sofreu o acidente automobilístico, por mais improvável que seja sua recuperação. Mesmo que essa recuperação esteja inteiramente descartada pelos mais sólidos critérios da medicina!

Para a equipe médica que vai diagnosticar a morte do jovem, o drama moral torna-se ainda mais agudo. Um erro pode custar uma vida: a do jovem, candidato a doar seus órgãos, se a morte dele for diagnosticada de forma precipitada ou defectiva; ou a do homem de meia idade, se não receber a tempo o órgão que lhe falta para a sobrevivência, e cuja família pressiona para que a equipe autorize logo o transplante.

Neste caso imaginário, a equipe médica sente o poder de vida e de morte em suas mãos. Quase se diria que, mais do que um grupo de médicos, funciona ali um verdadeiro tribunal com poderes aterradores. E obrigações não menos terríveis, porque, como ensina a doutrina da Igreja, os poderosos serão poderosamente atormentados.

O pressuposto para que um transplante possa ser considerado lícito, nos casos em que a extração do órgão a ser transferido importe em falecimento do doador, é que este último já esteja realmente morto.

Em outras palavras, não se pode admitir que alguém seja levado à morte para poupar a vida de outrem. Então, toda a problemática referente aos transplantes esbarra num problema primeiro, incontornável: estará o doador realmente sem vida?

Não é suficiente que o futuro doador esteja desenganado pelos médicos. Pois a previsão pode falhar. E mesmo que fosse infalível, ou seja, que tal ou tal pessoa não pudesse de modo algum sobreviver, não seria lícito levá-la à morte para efeito de transplante.

Em situação tão delicada, compreende-se então, com facilidade, que a equipe médica necessita ter, atrás de si, critérios legais perfeitamente confiáveis de acordo com a moral, atualizados e firmes. É o caso dos adotados no Brasil?

O “Jornal do Brasil”, nos dias 21 e 22 de fevereiro último, publicou duas matérias sobre esse assunto. Nelas, relata os estudo feitos pelo neurologista Cícero Galli Coimbra, que questionam os critérios preconizados pelo Conselho Federal de Medicina. E no dia 1º de março, em editorial intitulado Morte Suspeita, o mencionado quotidiano carioca declara que o cientista levanta uma “dúvida séria”. E a respeito dos doadores potenciais afirma o jornal:

“Deve-se tentar salvar esse paciente e não considerá-lo a priori, por falta de recursos, preguiça ou até ganância desenfreada, simples doador de órgãos”. E conclui que, se assim não for feito, “estaremos matando pacientes, em geral pobres, que poderiam ser salvos, em nome da eficiência e da esperança dos transplantes”.

Sem nos envolvermos diretamente na controvérsia eminentemente científica, e que a esse título escapa às características desta revista, Catolicismo julga útil informar seus leitores a respeito dela. E, para isso, traz às suas páginas declarações do jovem e brilhante neurologista Cícero Galli Coimbra, Professor-adjunto do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), Orientador da pós-graduação em Neurologia e Neurociências, Pós-Doutor pela Universidade de Lund (Suécia). O entrevistado recebeu amavelmente a reportagem de Catolicismo em seu gabinete de trabalho no Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP.

* * *

Catolicismo — Os critérios adotados no Brasil, para a constatação da morte do futuro doador de órgãos, são inteiramente confiáveis? Ou pode suceder a retirada de órgãos de pessoa que, na realidade, não estava morta?

Prof. Cícero Galli Coimbra — Os critérios são adotados em nível internacional, não apenas no Brasil. Encontram-se, no entanto, ultrapassados pelo progresso do conhecimento científico atual, que se contrapõe aos conceitos que levaram à elaboração desses critérios em 1968. Na realidade, são critérios prognósticos, não diagnósticos: a partir de um período curto de observação, infere-se que não ocorrerá recuperação das funções neurológicas, que se constata estarem ausentes através do exame clínico. Um prognóstico ruim pode mudar com o progresso da medicina, que disponibiliza novos e mais eficientes recursos terapêuticos para situações antes consideradas irreversíveis. Ademais, o teste da apnéia constitui-se em um grande risco para esses pacientes em tal situação crítica, pois pode comprometer irreversivelmente a circulação de sangue ao cérebro, induzindo à morte, que deveria apenas auxiliar a diagnosticar.

Catolicismo — No que consiste o tratamento por hipotermia?

Prof. Galli Coimbra — Na redução da temperatura do corpo de 37ºC para 33ºC, mantendo-se o paciente assim por um período que varia de 12 a 24 horas, conforme prática que tem sido empregada no Japão, na Alemanha e nos EUA. Entre outros efeitos, esse tratamento é capaz de normalizar rapidamente a pressão no interior do crânio, impedindo que sua elevação faça cessar a circulação cerebral. Reduz também o edema (inchaço) cerebral, que é um dos principais fatores responsáveis pela elevação dessa pressão, e paralisa as reações químicas que levam as células nervosas à morte. Vítimas de traumatismo craniano grave e de paradas cardíacas prolongadas (30 a 47 minutos de duração) têm tido as suas funções neurológicas completa ou quase completamente recuperadas através desse tratamento.

Catolicismo — Há casos de recuperação total de pessoas que poderiam ser consideradas mortas de acordo com os atuais critérios de diagnóstico de morte encefálica?

Prof. Galli Coimbra — Desde que não tenha sido executado o teste da apnéia, pessoas que preenchem muitos ou todos os demais critérios clínicos foram recuperadas pelo tratamento hipotérmico, vindo a reassumir a sua rotina de atividades diárias meses após o acidente que as vitimou. Os casos recuperáveis podem chegar a 50% ou 70%, conforme a rapidez com que o tratamento é instituído e conforme a causa da lesão cerebral.

Catolicismo — Qual o peso da autoridade dos médicos que estão contestando, no plano internacional, esses critérios?

Prof. Galli Coimbra –– A validade das críticas veiculadas aos atuais critérios através da Internet (http://www.epm.br na parte de “Serviços ao Público”), tem sido reconhecida pela Comissão Organizadora do 3º Simpósio Mundial sobre Coma e Morte (Alan Shewmon e outros), pelo Presidente da Sociedade Católica de Medicina dos EUA (Paul Byrne) e pelo Presidente da Comissão de Ética e Humanidades da Academia Americana de Neurologia (James Bernat), entre outros. As cartas de apoio encontram-se também disponíveis na Internet, traduzidas para o português.

Catolicismo — Que problemas éticos estão envolvidos na polêmica?

Prof. Galli Coimbra — A continuidade do emprego do teste da apnéia, em que se desliga o respirador por até 10 minutos, mesmo com medidas que tentam (mas não conseguem completamente) prevenir a ocorrência da falta de oxigênio durante o teste, é indefensável sob o ponto de vista ético, pois pode determinar a morte através dos efeitos deletérios já citados sobre o suprimento de sangue ao cérebro, e não traz — nem é executado com a intenção de trazer — qualquer benefício terapêutico para o paciente. O médico inglês David Evans, que também apóia essas críticas, em carta disponível na Internet, aconselha os familiares a não autorizarem a realização desse teste.

O não emprego do tratamento hipotérmico (principalmente quando a alternativa oferecida é o teste da apnéia, para benefício de possíveis receptores de órgão) constitui-se, de fato, no mínimo em uma negativa de socorro, mesmo que seja motivada pela falta dos recursos necessários, ou pelo desconhecimento dos resultados surpreendentemente bons alcançados com pacientes muito graves, e já publicados na literatura médica desde 1996. É destituída de coerência a argumentação de que esses resultados são muito recentes ou carecem de mais reiterada confirmação, simplesmente porque os autores dessa argumentação não têm a oferecer nenhuma alternativa terapêutica que tenha propiciado resultados melhores.

Fonte: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=2B2A92C3-B7DD-54F7-12DCA9133D12DE6A&mes=Setembro2009

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Tráfico de órgãos é uma realidade comprovada no Brasil e no exterior

A Revista Newsweek de 19 de janeiro corrente, reproduzida após estes comentários, traz mais uma reportagem sobre tráfico de órgãos.

Poucas pessoas sabem destes fatos porque a mídia recusou-se a divulgá-los para não comprometer interesses dos lucros que gravitam em torno do sistema transplantador no Brasil: no ano de 2004, houve a realização de uma CPI do Tráfico de Órgãos que comprovou a existência de tráfico de órgãos dentro de hospitais brasileiros, retirando por completo o rótulo de “lenda urbana” sobre este assunto. Mais: esta CPI, com a qual colaboramos, não constatou apenas a venda de um dos órgãos vitais duplos de pessoas que continuavam vivendo, mas o homicídio de crianças e jovens para a retirada de todos os seus órgãos. No decorrer destes acontecimentos, inclusive, o administrador de um hospital em Minas Gerais onde havia caso de tráfico conseguiu praticar “suicídio” com dois tiros na cabeça. A versão do suicídio com dois tiros foi aceita pelas autoridades e a razão pela qual ele morreu não foi investigada.

Foi constatado que o Brasil está entre os cinco países onde há maior incidência do tráfico de órgãos, junto com países como China e India.

Estes dados já eram denunciados pela antropóloga Nancy Scheper-Hughes da ONG http://sunsite.berkeley.edu/biotech/organswatch/

Neste espaço iremos disponibilizar todas as atas desta CPI. Na coluna à direita desta página pode ser consultada a categoria de links em “Tráfico de Órgãos”.

A Resolução 1752/2004 do CFM [1], quando “autorizou” os médicos a retirarem os órgãos dos anencéfalos para transplantes, procurou “oficializar” esta prática em um universo de pessoas (anencéfalas) altamente vulneráveis.

Esta Resolução do CFM tem um conteúdo homicida, pois causar a morte do anencéfalo encontra tipificação no artigo 121 do Código Penal.

Antes da reportagem da Revista Newsweek de 19 de jan. colocamos links relacionados com este assunto [2].

[1] https://biodireitomedicina.wordpress.com/2008/12/29/anencefalia-morte-encefalica-e-o-conselho-federal-de-medicina/

[2]https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

[2] http://www.nazioneindiana.com/2008/12/19/il-mercato-degli-organi-il-buco-nero-della-globalizzazione/

[2] https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/18/a-dura-realidade-do-trafico-de-orgaos/

[2] https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/11/morte-encefalica-o-teste-da-apneia-somente-e-feito-se-houver-a-intencao-de-matar-o-paciente/

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

Link para esta página e para a reportagem da Revista Newsweek:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/27/trafico-de-orgaos-e-uma-realidade-comprovada-no-brasil/

“The World Health Organization estimates that one fifth of the 70,000 kidneys transplanted worldwide every year come from the black market.”


HEALTH

Not Just Urban Legend

Organ trafficking was long considered a myth. But now mounting evidence suggests it is a real and growing problem, even in America.

By the time her work brought her back to the United States, Nancy Scheper-Hughes had spent more than a decade tracking the illegal sale of human organs across the globe. Posing as a medical doctor in some places and a would-be kidney buyer in others, she had linked gangsters, clergymen and surgeons in a trail that led from South Africa, Brazil and other developing nations all the way back to some of her own country’s best medical facilities. So it was that on an icy February afternoon in 2003, the anthropologist from the University of California, Berkeley, found herself sitting across from a group of transplant surgeons in a small conference room at a big Philadelphia hospital.

By accident or by design, she believed, surgeons in their unit had been transplanting black-market kidneys from residents of the world’s most impoverished slums into the failing bodies of wealthy dialysis patients from Israel, Europe and the United States. According to Scheper-Hughes, the arrangements were being negotiated by an elaborate network of criminals who kept most of the money themselves. For about $150,000 per transplant, these organ brokers would reach across continents to connect buyers and sellers, whom they then guided to “broker-friendly” hospitals here in the United States (places where Scheper-Hughes says surgeons were either complicit in the scheme or willing to turn a blind eye). The brokers themselves often posed as or hired clergy to accompany their clients into the hospital and ensure that the process went smoothly. The organ sellers typically got a few thousand dollars for their troubles, plus the chance to see an American city.

As she made her case, Scheper-Hughes, a diminutive 60-something with splashes of pink in her short, grayish-brown hair, slid a bulky document across the table—nearly 60 pages of interviews she had conducted with buyers, sellers and brokers in virtually every corner of the world. “People all over were telling me that they didn’t have to go to a Third World hospital, but could get the surgery done in New York, Philadelphia or Los Angeles,” she says. “At top hospitals, with top surgeons.” In interview after interview, former transplant patients had cited the Philadelphia hospital as a good place to go for brokered transplants. Two surgeons in the room had also been named repeatedly. Scheper-Hughes had no idea if those surgeons were aware that some of their patients had bought organs illegally. She had requested the meeting so that she could call the transgression to their attention, just in case.

Hospital officials told NEWSWEEK that after meeting with Scheper-Hughes, they conducted an internal review of their transplant program. While they say they found no evidence of wrongdoing on the part of their surgeons, they did tighten some regulations, to ensure better oversight of foreign donors and recipients. “But that afternoon,” Scheper-Hughes says, “they basically threw me out.”

It’s little wonder. The exchange of human organs for cash or any other “valuable consideration” (such as a car or a vacation) is illegal in every country except Iran. Nonetheless, international organ trafficking—mostly of kidneys, but also of half-livers, eyes, skin and blood—is flourishing; the World Health Organization estimates that one fifth of the 70,000 kidneys transplanted worldwide every year come from the black market. Most of that trade can be explained by the simple laws of supply and demand. Increasing life spans, better diagnosis of kidney failure and improved surgeries that can be safely performed on even the riskiest of patients have spurred unprecedented demand for human organs. In America, the number of people in need of a transplant has nearly tripled during the past decade, topping 100,000 for the first time last October. But despite numerous media campaigns urging more people to mark the backs of their driver’s licenses, the number of traditional (deceased) organ donors has barely budged, hovering between 5,000 and 8,000 per year for the last 15 years.

In that decade and a half, a new and brutal calculus has emerged: we now know that a kidney from a living donor will keep you alive twice as long as one taken from a cadaver. And thanks to powerful antirejection drugs, that donor no longer needs to be an immediate family member (welcome news to those who would rather not risk the health of a loved one). In fact, surgeons say that a growing number of organ transplants are occurring between complete strangers. And, they acknowledge, not all those exchanges are altruistic. “Organ selling has become a global problem,” says Frank Delmonico, a surgery professor at Harvard Medical School and adviser to the WHO. “And it’s likely to get much worse unless we confront the challenges of policing it.”

For Scheper-Hughes, the biggest challenge has been convincing people that the problem exists at all. “It used to be a joke that came up at conferences and between surgeons,” she says. “In books and movies, you find these stories of people waking up in bathtubs full of ice with a scar where one of their kidneys used to be. People assumed it was just science fiction.” That assumption has proved difficult to dismantle. In the mid-1980s, rumors that Americans were kidnapping children throughout Central America only to harvest their organs led to brutal attacks on American tourists in the region. When those stories proved false, the State Department classified organ-trafficking reports under “urban legend.” Scheper-Hughes’s evidence, which is largely anecdotal and comes in part from interviews with known criminals, has not convinced department officials otherwise. “It would be impossible to successfully conceal a clandestine organ-trafficking ring,” Todd Leventhal, the department’s countermisinformation officer, wrote in a 2004 report, adding that stories like the ones Scheper-Hughes tells are “irresponsible and totally unsubstantiated.” In recent years, however, the WHO, Human Rights Watch and many transplant surgeons have broken with that view and acknowledged organ trafficking as a real problem.

At first, not even Scheper-Hughes believed the rumors. It was in the mid-1980s, during a study of infant mortality in the shantytowns of northern Brazil, that she initially caught wind of mythical “body snatcher” stories: vans of English-speaking foreigners would circle a village rounding up street kids whose bodies would later be found in trash bins removed of their livers, eyes, kidneys and hearts.

When colleagues in China, Africa and Colombia reported similar rumblings, Scheper-Hughes began poking around. Some stories—especially the ones about kidnapped children, stolen limbs and tourists murdered for organs—were clearly false. But it was also clear that slums throughout the developing world were full of AWOL soldiers, desperate parents and anxious teenage boys willing to part with a kidney or a slice of liver in exchange for cash and a chance to see the world—or at least to buy a car.

Before long, Scheper-Hughes had immersed herself in an underworld of surgeons, criminals and those eager to buy or sell whatever body parts could be spared. In Brazil, Africa and Moldova, newspapers advertised the sale and solicitation of human body parts while brokers trolled the streets with $100 bills, easily recruiting young sellers. In Istanbul, Scheper-Hughes posed as an organ buyer and talked one would-be seller down to $3,000 for his “best kidney.” In

But not all organs flowed from poor countries to rich ones; Americans, for example, were both buyers and sellers in this global market. A Kentucky woman once contacted Scheper-Hughes looking to sell her kidney or part of her liver so that she could buy some desperately needed dentures. And a Brooklyn dialysis patient purchased his kidney from Nick Rosen, an Israeli man who wanted to visit America.

Unlike some organ sellers, who told of dingy basement hospitals with less equipment than a spartan kitchen, Rosen found an organ broker through a local paper in Tel Aviv who arranged to have the transplant done at Mount Sinai Medical Center in New York. An amateur filmmaker, Rosen documented a portion of his odyssey on camera and sent the film to Scheper-Hughes, whose research he had read about online. The video excerpt that NEWSWEEK viewed shows Rosen meeting his broker and buyer in a New York coffee shop where they haggle over price, then entering Mount Sinai and talking with surgeons—one of whom asks him to put the camera away. Finally, after displaying his post-surgery scars for the camera, Rosen is seen rolling across a hotel bed covered in $20 bills; he says he was paid $15,000. (Brokers, on the other hand, typically net around $50,000 per transplant, after travel and other expenses. In America, some insurance plans will cover at least a portion of the donor’s medical expenses.)

The money changed hands outside the hospital’s corridors, and Rosen says that he deliberately misled the Mount Sinai doctors, but that no one there challenged him. “One hospital in Maryland screened us out,” he says. Tom Diflo, a transplant surgeon at New York University’s Langone Medical Center, points out that many would-be donors do not pass the psychological screening, and that attempting to film the event would probably have set off an alarm bell or two. “But the doctors at Mount Sinai were not very curious about me,” Rosen says. “We told them I was a close friend of the guy who I sold my kidney to, and that I was donating altruistically, and that was pretty much the end of it.” Citing privacy laws, Mount Sinai officials declined to comment on the details of Rosen’s case. But spokesperson Ian Michaels says that the hospital’s screening process is rigorous and comprehensive, and assesses each donor’s motivation. “All donors are clearly advised that it is against the law to receive money or gifts for being an organ donor,” he says. “The pretransplant evaluation may not detect premeditated and skillful attempts to subvert and defraud the evaluation process.”

Because many people do donate organs out of kindness, altruism provides an easy cover for those seeking to profit. And U.S. laws can be easy to circumvent, especially for foreign patients who may pay cash and are often gone in the space of a day. Diflo, who has worked in numerous transplant wards over the past two decades, says that while they are in the minority, hospitals that perform illegal transplants certainly exist in the United States. “There are a couple places around that have reputations for doing transplants with paid donors, and then some hospitals that have a ‘don’t ask, don’t tell’ policy,” he says. “It’s definitely happening, but it’s difficult to ferret out.”

Diflo became an outspoken advocate for reform several years ago, when he discovered that, rather than risk dying on the U.S. wait list, many of his wealthier dialysis patients had their transplants done in China. There they could purchase the kidneys of executed prisoners. In India, Lawrence Cohen, another UC Berkeley anthropologist, found that women were being forced by their husbands to sell organs to foreign buyers in order to contribute to the family’s income, or to provide for the dowry of a daughter. But while the WHO estimates that organ-trafficking networks are widespread and growing, it says that reliable data are almost impossible to come by. “Nancy has done truly courageous work, literally risking her life to expose these networks,” says Delmonico. “But anecdotes are impossible to quantify.”

Scheper-Hughes acknowledges that in gathering these anecdotes she has frequently bumped up against the ethical boundaries of her own profession. While UC Berkeley (which funds most of her work) granted special permission for her to go undercover, she still takes heat from colleagues: misrepresenting oneself to research subjects violates a cardinal rule of academic research. “I expect my methods to be met with criticism,” she says. “But being an anthropologist should not mean being a bystander to crimes against the vulnerable.”

While Rosen has fared well since the surgery—he recovered quickly, used the money to travel and stays in touch with his kidney recipient via Facebook—most of the donors Scheper-Hughes and her colleagues have spoken with are not so lucky. Studies show that the health risks posed by donating a kidney are negligible, but those studies were all done in developed countries. “Recovery from surgery is much more difficult when you don’t have clean water or decent food,” says Scheper-Hughes. And research on the long-term effects of organ donation—in any country—is all but nonexistent.

Last may, Scheper-Hughes once again found herself sitting across from a group of transplant surgeons. This time they were not as incredulous. More than 100 of them had come from around the world to Istanbul for a global conference on organ trafficking. Together, they wrote and signed the Declaration of Istanbul, an international agreement vowing to stop the commodification of human organs. But unless their document is followed by action, it will be no match for the thriving organ market. Even as illegal trade is exposed, a roster of Web sites promising to match desperate dialysis patients with altruistic strangers continues to proliferate unchecked. These sites have some surgeons worried. “We have no way to tell if money is changing hands or not,” says Diflo. “People who need transplants end up trying to sell themselves to potential donors, saying, ‘I have a nice family, I go to church,’ etc. Is that really how we want to allocate organs?”

Maybe not. But in the United States, the average wait time for a kidney is expected to increase to 10 years by 2010. Most dialysis patients die in half that time, and the desperate don’t always play by the rules.

http://www.newsweek.com/id/178873

Leia mais em:

Are Kidneys a Commodity?

http://www.newsweek.com/id/137544?tid=relatedcl

Organ Brokers

http://www.socyberty.com/Crime/Organ-Brokers.470441


Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

Assista:
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” IF a person was not dead, they should not be baving their organs taken away.” Se uma pessoa não está morta, não deveria ter seus órgãos retirados.

” IF a patient is not sedated during procedures to remove heart, lung, liver and pancreas, there is often an alarming and dramatic response from the body”

Comentários de autoria de Celso Galli Coimbra*

Vedada a reprodução deste texto, mas sua citação ou referência pode ser feita utilizando os links ativos:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/editorial.asp?idEditorial=154

Em fevereiro de 2000, Volume 55, Issue 2, p. 105-106, a Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetists [1] da Inglaterra recomendou em seu editorial a realização de anestesia geral nos doadores de órgãos para eles não sentirem DOR com a retirada de seus órgãos, devido à “abitrariedade dos critérios declaratórios de morte encefálica”. Esta atitude foi determinada pelo fato de os anestesistas saberem que o paciente que tem seus órgãos retirados para transplante, a partir de como essa “declaração” de morte para fins de transplante é feita atualmente, reage dramaticamente à sensação de dor (” if a patient is not sedated during procedures to remove heart, lung, liver and pancreas, there is often an alarming and dramatic response from the body”). Se o paciente está morto, por que fazer anestesia geral nos doadores de órgãos?

[1] Young & Matta Editorial. Anaesthesia 2000;55;105-6 Correspondence Anaesthesia 2000 55;695-6

http://pt.wkhealth.com/pt/re/anesb/abstract.00000524-200007000-00015.htm;jsessionid=J66DzJJxCNhs5wNKJV1hDT17CNG54XDk3vZcf85h4hQrpjdNDrQ6!-1854079795!181195628!8091!-1

[1] Anaesthesia for organ donation in the brainstem dead – why bother?
Young, P. J.; Matta, B. F.

A íntegra deste editorial pode ser obtida no endereço:

http://pt.wkhealth.com/pt/re/anesb/toc.00000524-200002000-00000.htm;jsessionid=J66DzJJxCNhs5wNKJV1hDT17CNG54XDk3vZcf85h4hQrpjdNDrQ6!-1854079795!181195628!8091!-1

*Advogado, OABRS 11352, c.galli@terra.com.br


A reportagem reproduzida a seguir, apresenta a conclusão do editorial da revista médica do Royal College of Anaesthetists


Esse documento está juntado ao dossiê da CPI do Tráfico de Órgãos (2004) e também em procedimento junto ao Ministério Público Federal, desde junho de 2000.

COULD THE CLINICALLY DEAD FEEL PAIN?

Tuesday, 22 August 2000

Fears that brain-dead patients having their organs removed for donation could still feel pain have sparked calls for use of anaesthetics.

The Guardian reports that British anaesthetists are urging that anaesthetics be used in all situations where organs are being removed from a patient. The call comes this week in an editorial in Anaesthesia, the joumal of the .

The writers, Basil Matta and Peter Young from Addenbrooke’s Hospital in Cambridge said; death is not an event but a process, and our limited understanding of the process should demand caution before assuming that anaesthesia is not required.

Anaesthetists have long debated whether pain might be experienced by someone who is clinically brain dead. It is common for patients from whose body organs are being removed to still be connected to a resuscitator, and still have a beating heart.

The concerns come from me fact that if a patient is not sedated during procedures to remove heart, lung, liver and pancreas, there is often an alarming and dramatic response from the body.

But the controversy deepened last year when British public watchdog, me intensive Care Society, published guidelines which stated that analgesia was not necessary in this situation. The Department of Heatth has agreed with this assessment.

Anaesthetists have observed that patient’s pulse and blood pressure shoot up when the first cut is made. Theatre staff are often distressed when clinically dead patients move and wriggle about, to me point where it is impossible to operate.

The editorial claimed that studies showed there was some level of activity in brain cells, even when the brain stem (which connects the brain to me spine) was not active. However, the guidelines said that dead patients do not require analgesia or sedation. It added that dead people did not require anaesthesia, and if a person was not dead, they should not be baving their organs taken away.

http://www.abc.net.au/science/articles/2000/08/22/166001.htm?site=science&topic=latestAbbie Thomas- ABC Science Online

http://www.abc.net.au/science/news/health/HealthRepublish_166001.htm

Outras referências sobre o mesmo assunto:

Artigo publicado na Revista Ciência Hoje, número 161

Expressamente proíbida a reprodução deste artigo em qualquer publicação eletrônica ou não.

Endereço deste artigo neste espaço:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/08/falhas-no-diagnostico-de-morte-encefalica-valor-terapeutico-da-hipotermia/

Editorial da Revista Ciência Hoje, número 161:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/3/

Artigo original: https://biodireitomedicina.files.wordpress.com/2009/01/revista-ciencia_hoje-morte-encefalica.pdf

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/2/

Editorial da Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetists da Inglaterra, de maio de 2000:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Leia também no site da UNIFESP:

http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm

http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm

http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html

http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm

Revista de Neurociência da UNIFESP, de agosto de 1998:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/04/morte-encefalica-um-diagnostico-agonizante-artigo-de-0898-da-revista-de-neurociencia-da-unifesp/

Brazilian Journal of Medical and Biological Research (1999) 32: 1479-1487 ISSN 0100-879X – “Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death”:

http://www.scielo.br/pdf/bjmbr/v32n12/3633m.pdf

Revista BMJ – British Medical Journal – debate internacional onde não foi demonstrada a validade dos critérios declaratóricos de morte vigentes:

http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266

Morte encefálica: o teste da apnéia somente é feito se houver a intenção de matar o paciente

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/11/morte-encefalica-o-teste-da-apneia-somente-e-feito-se-houver-a-intencao-de-matar-o-paciente/

Morte encefálica: carta do Professor Flavio Lewgoy

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/3/

A morte encefálica é uma invenção recente

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/4/

Morte encefálica: A honestidade é a melhor política

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/5/

Morte encefálica: O temor tem fundamento na razão

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/6/

Morte encefálica: Carta do Dr. César Timo-Iaria dirigida ao CFM acusando os erros declaratórios deste prognóstico de morte

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/13/morte-encefalica-carta-do-dr-cesar-timo-iaria-dirigida-ao-cfm-acusando-os-erros-declaratorios-deste-prognostico-de-morte/

Referências correlacionadas:

QUESTIONAMENTO INTERPELATÓRIO AO CFM:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=149

INTRODUÇÃO ÀS RESPOSTAS DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=150

RESPOSTAS DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=151

RÉPLICA A ESTAS RESPOSTAS COM NOVE ANEXOS E CARTAS DE AUTORIDADES EM SAÚDE:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=108

A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968

http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VBF-3SWVHNF-R&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=45715d0a00629ba39456d22a891613e6

Morte Suspeita – Editorial do Jornal do Brasil de 01.03.1999, Caderno Brasil, página 08

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/4/

A dura realidade do tráfico de órgãos

Seminário sobre Morte Encefálica e Transplantes de 20.05.2003 na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/14/seminario-sobre-morte-encefalica-e-transplantes-de-20052003-na-assembleia-legislativa-do-estado-do-rio-grande-do-sul/

Redefinindo morte: um novo dilema ético – publicado em 19 de janeiro de 2009, na Revista American Medical News

http://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/19/redefindo-morte-um-novo-dilema-etico/

“Brain Death” — Enemy of Life and Truth
https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/“brain-death”—enemy-of-life-and-truth/

Movimento contesta uso do critério da morte cerebral – “Brain Death” — Enemy of Life and Truth

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/movimento-contesta-uso-do-criterio-da-morte-cerebral-“brain-death”-—-enemy-of-life-and-truth/

“Morte encefálica” — Inimiga da Vida e da Verdade – Declaração internacional em oposição à “morte encefálica” e ao transplante de órgãos vitais únicos

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/declaracao-internacional-em-oposicao-a-morte-encefalica-e-ao-transplante-de-orgaos-vitais-unicos-traduzido-para-portugues/

Tráfico de órgãos é uma realidade comprovada no Brasil e no exterior

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/27/trafico-de-orgaos-e-uma-realidade-comprovada-no-brasil/

Transplantes e morte cerebral. L’Osservatore Romano rompe o tabu

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/02/01/transplantes-e-morte-cerebral-losservatore-romano-rompe-o-tabu/


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