A carência de vitamina D é especialmente severa e prevalente entre idosos, em particular os institucionalizados.

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Severe vitamin D deficiency in the institutionalized elderly – 2008

 

“Em conclusão, a maioria dos idosos institucionalizados no sul da Grécia apresentava grave deficiência de vitamina D e hiperparatireoidismo secundário, em contraste com o status bastante bom de vitamina D e falta de hiperparatireoidismo nos idosos que vivem na comunidade durante o verão. Esses achados indicam a necessidade de suplementação de vitamina D e cálcio dos idosos institucionalizados ao longo do ano.”

“…a pele envelhecida produz muito menos vitamina D do que a pele em pessoas mais jovens.”👇🏼

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Vitamin D physiology – 2006

“…a produção de vitamina D na pele diminui consideravelmente com o envelhecimento. Um estudo com radiação UV em Boston mostrou que a produção de vitamina D3 aos 80 anos é de cerca de 25% da produção aos 20 anos.”👇🏼

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Ultraviolet Irradiation Corrects Vitamin D Deficiency and Suppresses Secondary Hyperparathyroidism in the Elderly – 1998

Quase 70% dos mortos por coronavírus no Rio de Janeiro são idosos:

https://oglobo.globo.com/rio/quase-70-dos-mortos-por-coronavirus-no-rio-sao-idosos-24366523

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Exposição solar e vitamina D

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O colecalciferol (vitamina D3) formado após exposição solar é a melhor e mais fácil fonte de vitamina D que podemos obter. A variedade de alimentos ricos em vitamina D é pequena, por isso, uma exposição solar frequente é necessária para que o corpo consiga ter reservas adequadas de vitamina D

mapa-europa

Populações que vivem em países de clima temperado são as que mais sofrem com a falta de vitamina D. Além da menor incidência de sol nos meses de inverno e outono, o frio faz com que as pessoas saiam menos de casa, e quando o fazem, precisam usar roupas grossas e compridas, impedindo o contato da pele com o sol, mesmo em dias ensolarados. Na Europa, cerca de metade da população chega ao final do inverno com níveis baixos de calcidiol  (25-hidroxivitamina D),  caracterizando deficiência de vitamina D.

Para quem vive em países com elevada exposição solar, como o Brasil, o risco de deficiência de vitamina D deveria ser bem baixo, mas não é.  Na verdade, a quantidade de sol que uma região recebe por ano é importante, mas há outros fatores que influenciam na capacidade da pele de produzir vitamina D a partir dos raios UV-B. Exemplos:

– No Oriente Médio, a exposição solar anual é bem elevada, entretanto esta região apresenta altas taxas de carência de vitamina D. O principal motivo é cultural, devido ao costume de se usar roupas compridas, que cobrem toda a superfície corporal, limitando o contato da pele com os raios solares.

A idade é outro fator importante também. Com o passar do anos, a pele vai ficando cada vez menos eficiente em produzir vitamina D, tornado os idosos um grupo com elevado risco para deficiência desta vitamina. Além da baixa eficiência da pele, os idosos costumam ter um consumo mais baixo de vitamina D na dieta, se expõem menos ao sol e muitas vezes passam o dia fechados em casa ou em lares para terceira idade. Em alguns países da Europa, mais de 80% da população idosa apresenta carência de vitamina D. Mesmo no Brasil, estima-se que metade da população idosa sofra de falta de vitamina D.

– Com a maior conscientização da população em relação aos riscos de câncer de pele devido à exagerada exposição solar, é cada vez maior o número de pessoas que evitam tomar banho de sol. Além disso, o uso frequente de protetor solar com elevado fator de proteção bloqueia os raios UV-B, impedindo que os mesmos consigam estimular a produção de vitamina D na pele.

– A cor da pele é outro importante fator. A melanina, presente em grande quantidade nas pessoas de pele mais escura, é um pigmento que nos protege contra os raios UV-A e UV-B. A melanina é a responsável pela menor incidência de câncer de pele em pessoas negras e pardas. Porém, a melanina não bloqueia só os efeitos maléficos dos raios ultravioleta. Pessoas de pele mais escura precisam ficar mais tempo ao sol para que sua pele produza mesma quantidade de vitamina D que pessoas mais brancas. A falta de vitamina D em negros é muito comum, principalmente naqueles que vivem em países com baixa incidência solar.

O tempo diário de exposição solar pode ser verificado nesta entrevista da Rádio CBN de São Paulo:

Saúde sem reajuste por idade – Justiça considera abusivo o aumento em plano para clientes que completam 60 anos

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Justiça considera abusivo o aumento em plano para clientes que completam 60 anos

POR PABLO VALLEJOS

Rio –  Reajuste no valor do plano de saúde em função de o segurado ter completado 60 anos de idade configura cobrança indevida e é proibido pelo Estatuto do Idoso. Esse foi o entendimento da Terceira Turma Recursal em Segunda Instância da Justiça Federal do Rio. Em ação movida pela a Anacont (Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e ao Trabalhador), o aumento de 150% no valor da mensalidade do plano de um cliente de 62 anos foi cancelado.

A sentença beneficia todos os clientes acima dos 60 que, como ele, são clientes do plano coletivo da Companhia Souza Cruz. Segundo especialistas, recorrer é direito discriminado no estatuto do idoso e não há necessidade de procurar advogado para tanto. É possível, também, tirar proveito da sentença, que está atrelada ao processo: 0225029-46-2012.8.19.0001.

NO ESTATUTO E NO CDC

No ação vitoriosa da Anacont, o cliente que completava 62 anos notou que o preço da mensalidade do plano de saúde havia passado de R$209,67 para R$ 524. Na sentença deste caso, é ressaltado o artigo do Estatuto do Idoso que proíbe o reajuste: “É vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade”.

 

População de idosos aumentou no Brasil | Foto: Reprodução Internet

Nem sempre o idoso precisa contar somente com o plano de saúde, diz geriatra |

 

A sentença também destaca que o aumento é prática “manifestamente abusiva”, também condenada pelo Código de Defesa do Consumidor. O advogado da Anacont que defendeu  o cliente,  Carlos Henrique Dantas,  detalha: “Com a  decisão, o aumento foi cancelado e o idoso volta a se comprometer com o valor que pagava antes de completar 60 anos”.

A dica do presidente da Anacont, José Roberto Oliveira,  é verificar se houve aumento na mensalidade  quando o  cliente completou  essa idade  e reforçar a atenção nas cobranças. Procurada, a Souza Cruz não se manifestou sobre o caso.

 

Misto de prevenção com tratamento

 

Para a Dra. Silvia Pereira, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria, casos de reajuste na mensalidade do plano de saúde são abusivos para idosos. “Quando se é jovem,  nem  sempre  os benefícios  do plano são usados.  Quando passa dos 60,  é vital fazer uso desse serviço , misturando o tratamento e a prevenção”, ressalta Silvia.

A prevenção, segundo a geriatra, consiste na busca por uma rotina cercada de exercícios. Ela explica que a expectativa de vida agora é maior e o idoso pensa mais no bem-estar. A Dra. Silvia Pereira orienta: “Praticar o exercício físico é bom, independente de ter um plano de saúde. No entanto, é importante buscar orientação para isso”.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/economia/sa%C3%BAde-sem-reajuste-por-idade-1.526288

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Idosos precisam de lugar ao sol

01/10/2012 10:11

Mais de 50% deles têm falta de vitamina D. Essencial para a absorção de cálcio, é obtida através do sol. (…)  Diferentemente de outras vitaminas, a D não é uma amina (classe de composto químico–orgânico), mas um hormônio vital. Responsável pela absorção do cálcio pelo corpo, sua deficiência está diretamente relacionada à osteoporose e diversos outros problemas de saúde. 

Micheli Nunes
micheli.nunes@diariosp.com.br

Por medo do câncer de pele, as pessoas tomam cada vez menos sol, que ainda é a principal maneira natural de obter a vitamina D. Com isso, mais da metade dos idosos brasileiros têm falta da substância no organismo, segundo uma pesquisa realizada pelo Delboni Medicina Diagnóstica. Hoje, no Dia do Idoso, os médicos chamam a atenção para o problema.

Diferentemente de outras vitaminas, a D não é uma amina (classe de composto químico–orgânico), mas um hormônio vital. Responsável pela absorção do cálcio pelo corpo, sua deficiência está diretamente relacionada à osteoporose e diversos outros problemas de saúde.

A pesquisa analisou 2.735 exames de sangue de pacientes acima de 60 anos, sendo 2.156 (78%) mulheres e 579 (21,1%) homens e detectou que 53,6% das mulheres e 53,4% dos homens têm necessidade de reposição desta vitamina.

Myrna Campagnoli, endocrinologista do Delboni e responsável pela pesquisa, afirma que para os homens o caso pode ser ainda mais grave. “Como o número de homens que realizaram a dosagem de vitamina D é muito inferior ao das mulheres, este problema pode ser ainda mais severo entre esse público. A deficiência pode estar sendo subdiagnosticada”, conclui.

Apesar de ser encontrada em alimentos como a gema do ovo, derivados de leite e alguns peixes, o banho de sol ainda é a maneira mais eficiente de obter a vitamina D. “O ideal é que, pelo menos duas vezes por semana, o idoso passe 40 minutos no sol sem filtro solar, mas apenas entre às 8h e às 10h da manhã”, aconselha o médico Fábio Gabas, clínico geral do Delboni.

Porém, ainda com a ingestão dos alimentos ricos na substância e com a exposição solar adequada, a absorção da vitamina muitas vezes não é suficiente. “Os idosos que apresentam falta de vitamina D têm a necessidade de um tratamento com reposição por meio de remédios”, diz Myrna.

Fábio ressalta a importância de fazer um acompanhamento médico e dosar os níveis de vitamina D anualmente. “Os exames são importantes até mesmo para os jovens. Se a deficiência for detectada ainda cedo e a reposição começar a ser feita precocemente, muitas doenças como o câncer, hipertensão, osteoporose e até mesmo as doenças autoimunes podem ser evitadas”, alerta.

F0nte: http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/34345/Idosos+precisam+de+lugar+ao+sol

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