Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado – O normal como aberração

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,”

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Baseado em artigo de Kim Andreassen

O que é normal e o que é anormal

Quando os limiares de diagnóstico são reduzidos, ser normal acaba sendo tão inalcançável quanto tentar se parecer com as supermodelos nas passarelas.

O Dr. Lars Fredrik Svendsen, da Universidade de Bergen, na Noruega, é mais um que se junta ao enorme grande coro de protestos contra a ampliação do manual de diagnósticos mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM).

As edições do manual de diagnósticos da DSM são criticadas por baixarem constantemente os limiares de qualificação para um diagnóstico psiquiátrico.

Essas normas são usadas como referência na maioria dos outros países.

Quando os psiquiatras redefinem o que é normal e o que é anormal não se trata de algo restrito aos consultórios.

Segundo o Dr. Svendsen, isso tem significado cultural muito amplo, já que a redução constante dos limiares de diagnóstico tem a ver com como os seres humanos se veem.

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.

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Normal como aberração

“Exatamente como as supermodelos nas passarelas, corremos o risco de ver o normal como uma aberração, tornando-se algo além do que é humanamente possível,” diz o pesquisador.

Na prática, isso pode significar que mais pessoas se desviem da norma e que mais pessoas vão querer se submeter a tratamentos médicos simplesmente para se aproximar de alguma aparência de normalidade.

Isso não é muito diferente da maneira como corpos perfeitos estão sendo manipulados digitalmente por computador nas revistas de estilo de vida.

“Os manuais de diagnóstico têm um monte de influência, criando diagnósticos biologicamente determinados,” diz Svendsen. “Esses manuais moldam nossas vidas de uma forma sem precedentes.”

Paradoxalmente, eles são cada vez menos tolerante a desvios, ao mesmo tempo que muitos mais de nós são considerados “desviantes” do padrão normal.

“Eu acredito que há uma boa razão para discutirmos se os critérios que usamos para estabelecer o que é normal e anormal são razoáveis,” observa ele.

Ligeiramente menos anormal

O novo manual, chamado DSM-5, que está previsto para publicação em 2013,  não vai apenas permitir diagnosticar novas doenças, mas também vai baixar os sintomas que caracterizam o que se chama de “doenças mentais”, criando “sublimites”.

Se um paciente atingir os novos critérios necessários para um diagnóstico, ele não vai necessariamente chegar ao limiar patológico – em vez disso, ele será considerado apenas um pouco menos anormal.

Uma proposta que está sendo fortemente questionada é o diagnóstico conhecido como “síndrome do risco de psicose“.

A ideia por trás desse diagnóstico é identificar as pessoas que podem estar desenvolvendo esquizofrenia, para que o paciente possa receber tratamento em uma idade mais jovem.

Até mesmo Allen Frances, presidente do comitê que deu origem à força-tarefa que está elaborando o DSM-5, afirmou que isso poderia facilmente se transformar em uma “mina de ouro para a indústria farmacêutica, mas a um custo enorme para os novos pacientes falso-positivos, capturados na rede excessivamente larga do DSM-5”.

Luto vira doença

Muitos críticos dos manuais de diagnóstico acreditam que várias características humanas gerais tornaram-se patologizadas – um fenômeno conhecido como medicalização – ao longo dos últimos anos.

Por exemplo, na proposta apresentada pelo DSM-5, argumenta-se que a dor pós-morte – o luto – se qualifica como um sintoma incondicional de depressão.

“Tornou-se muito fácil ser diagnosticado com depressão,” argumenta Svendsen. “É preciso lembrar que a depressão é classificada como uma de nossas doenças mais graves pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é considerada tão debilitante quanto a cegueira ou a síndrome de Down.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,” acrescenta ele.

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Deficiência de Vitamina D: Um importante fator de risco para a doença cardiovascular

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A vitamina D não é uma “vitamina”. Seu produto metabólico, calcitriol , é realmente um hormônio seco esteróide que é a chave que abre pontos de ligação do genoma humano. O genoma humano contém mais de 2.700 sítios de ligação para o calcitriol, que estão perto dos genes envolvidos em PRATICAMENTE TODAS AS DOENÇAS importantes conhecidas dos seres humanos.

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Conforme estudos recentemente publicados, a deficiência de Vitamina D   [que  não é vitamina  e  sim  um hormônio  esteroide ASSOCIADO à SAÚDE  de todas as pessoas],  que é tradicionalmente associada com fraqueza óssea ou muscular,  também aumenta o risco da doença cardiovascular. Um crescente número de evidências relaciona baixos níveis de Vitamina D a fatores comuns da doença cardiovascular, como por exemplo, hipertensão arterial, diabetes, aterosclerose, além de outros eventos cardiovasculares maiores que incluem acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e morte súbita por origem cardíaca. Mundialmente a prevalência da deficiência de vitamina D entre idosos é de quase 50%.

Resultados dos estudos sobre vitamina D e doença cardiovascular

Tem sido demonstrado que a deficiência de Vitamina D leva a diminuição na contratilidade cardíaca, tônus vascular, volume do colágeno cardíaco e desenvolvimento do tecido cardíaco, existindo uma crescente evidência vinculando resultados do tratamento com vitamina D para a melhoria da sobrevida na hemodiálise em pacientes no estágio final da doença renal, e melhoria na função cardíaca (1, 2).

Baixos níveis de vitamina D no plasma têm sido relacionados como um fator contributivo para a patogênese da insuficiência cardíaca congestiva (3), prevalente disfunção miocárdica, óbitos por insuficiência cardíaca congestiva, e morte cardíaca súbita (4).

Indivíduos com baixos níveis de vitamina D têm maior incidência de pressão alta, diabetes, e elevação nos triglicérides do que aqueles com mais altos níveis de vitamina D no plasma (5).

Estudos epidemiológicos recentes também têm vinculado a deficiência de vitamina D com um aumentado risco de eventos adversos cardiovasculares maiores (6). Um estudo envolvendo profissionais da saúde mostrou um risco 2 vezes maior de enfartes do miocárdio em indivíduos com deficiência D comparados com aqueles dentro de uma faixa normal (7). Similarmente um estudo prospectivo recente de coortes mediu os níveis de vitamina D em 3.258 pacientes adultos, os quais estavam sendo submetidos a cateterização cardíaca eletiva. Durante o seguimento médio de 7.7 anos, os indivíduos no mais baixo quartíl de 25-hydroxyvitamin D no soro tiveram um risco ajustado de 2 vezes no aumento de risco de óbito, especialmente óbito por doença cardiovascular, comparados com aqueles no mais alto quartil de vitamina D (8).

Baixos níveis de vitamina D aumentam o risco de eventos cardiovasculares entre pacientes com hipertensão, mas não entre aqueles sem hipertensão (6). Mulheres jovens com baixos níveis de vitamina D no plasma têm um aumentado risco para o desenvolvimento de hipertensão (9).

Níveis maiores de calcificação coronária são vistos naqueles pacientes com maior deficiência de vitamina D (10, 11).

A deficiência de vitamina D pode se estender a doenças vasculares além das artérias coronárias. Recente estudo determinou que quanto maior a deficiência de vitamina D, mais placa aterosclerótica era encontrada na carótida, através de avaliação por ultrasonografia. A espessura da íntima-medial da carótida é considerada uma medida substituta válida para a avaliação da aterosclerose coronária. Esse estudo concluiu que os baixos níveis de vitamina D encontrados no sangue representam um forte e independente preditor da aterosclerose. Também mostrou que a deficiência severa de vitamina D foi o dobro em diabéticos do que em não diabéticos (12).

Pessoas com pouca ou nenhuma função renal freqüentemente têm muitos baixos níveis de vitamina D, já que o rim é requerido para essa ativação (13). Estudo envolvendo pacientes com doença renal grave em diálise peritoneal demonstrou que o tratamento para corrigir a deficiência de vitamina D conseguiu uma dramática redução em enfartes e óbitos por doença cardíaca (14). Outro estudo revisando as evidências, tanto da ciência básica quanto de estudos clínicos, apoiou um possível papel protetor da vitamina D, além de seus efeitos no metabolismo mineral, sugerindo a necessidade para uma avaliação contínua do papel da vtamina D na saúde cardiovascular da população de pacientes com doença renal crônica (15).

Enfim, a restauração da vitamina D aos níveis normais pode ajudar a reduzir inflamação, a normalização da pressão sangüínea, e melhora da sensibilidade à insulina – fatores que podem reduzir o risco cardíaco (16, 17, 18, 19).

Estudo recentemente publicado no Jornal do Colégio Americano de Cardiologia emitiu recomendações práticas para a triagem e tratamento de pacientes com baixos níveis de vitamina D, especialmente naqueles com fatores de risco para doenças cardíacas e diabetes, ressaltando que a vitamina D é fácil de conseguir e sua suplementação é simples, segura e de baixo custo (20).

Fontes de vitamina D

A pele humana é rica em pré-vitamina D latente, a qual é ativada pela luz do sol. A vitamina D não é contida em um grau significante nos alimentos e nem deveria ser obtida através de consumo oral. Algumas das fontes naturais de vitamina D incluem salmão, sardinhas, óleo de fígado de bacalhau, e de alimentos fortificados com vitamina D, incluindo leite e alguns cereais. A vitamina D pode também ser fornecida na forma de suplementos.

As pessoas deveriam obter vitamina D através da exposição ao sol. Entretanto, através dos séculos as pessoas têm migrado para lugares mais frios e privados de climas mais ensolarados, trabalhando internamente em escritórios ou fábricas, fazendo viagens de automóvel, exercícios em ginásios ao invés de ao ar livre, e vestindo roupas que cobrem praticamente 95% da superfície do corpo. De fato, mesmo adultos vivendo em lugares ensolarados são passiveis de deficiência de vitamina D, pelo menos durante uma parte do ano. Assim o consumo oral de vitamina D se tornou necessário tendo em vista que os seres humanos desenvolveram estilos de vida envolvendo menos e menos exposição ao sol. Adicionando-se a isso a fobia promovida pelos dermatologistas que aconselham a população de que exposição ao sol causa câncer de pele, com muitas pessoas privando-se do sol e, portanto incapazes de ativar a vitamina D (21).

A teoria de Carl J Reich sobre a deficiência de cálcio e vitamina D

Há cerca de 53 anos Carl Reich acreditava que muitos dos sintomas e doenças da civilização poderiam ser atribuídos à deficiência crônica de cálcio e vitamina D, criada por defeitos específicos no estilo de vida, incluindo dieta, podendo levar à acidose.

No início de sua prática clínica nos anos 50 ele acompanhou diversos pacientes exibindo todos os sinais físicos e sintomas de um sistema nervoso autônomo sobre-estimulado os quais muito freqüentemente eram classificados como de origem psicossomática, como por exemplo: fadiga crônica, fraqueza física, ansiedade, distúrbios do sono, dores de cabeça, câimbras, etc…

Reich descobriu que seus pacientes saudáveis tinham leituras na saliva, feitas através de papel litmus, com medidas de neutro para alcalino de 7,0 para 7,5 pH que ele acreditava fielmente representassem o pH do sangue e tecidos. Enquanto isso os pacientes não saudáveis tinham leituras de saliva ácida mostrando evidência de um pH ácido no sangue na direção de ou abaixo de 6,5.

Dentro de poucas semanas ou meses de dieta com vitaminas e minerais e mudanças suplementares o pH ácido na saliva dos pacientes tratados podiam retornar a leituras mais normais de neutro para alcalino, de 7 para 7,5 pH, acompanhadas pelo desaparecimento de sintomas (22)

Referências

  1. Zittermann A. Vitamin D and disease prevention with special reference to cardiovascular disease. Prog Biophys Mol Biol. 2006 Sep;92(1):39-48.

  2. Achinger SG, Ayus JC. The role of vitamin D in left ventricular hypertrophy and cardiac function. Kidney Int Suppl. 2005 Jun;(95):S37-S42.

  3. Zittermann A, Schleithoff SS, Tenderich G, Berthold HK, Korfer R, Stehle P. Low vitamin D status: a contributing factor in the pathogenesis of congestive heart failure? J Am Coll Cardiol. 2003 Jan 1;41(1):105–12.

  4. Pilz S, Marz W, et al. Association of vitamin D deficiency with heart failure and sudden cardiac death in a large cross-sectional study of patients referred for coronary angiography. J Clin Endocrinol Metab, Oct 2008, 93(10): 3927-3935

  5. Martins D, Wolf M, Pan D, et al. Prevalence of cardiovascular risk factors and the serum levels of 25-hydroxyvitamin d in the United States: data from the third national health and nutrition examination survey. Arch Intern Med. 2007 Jun 11;167(11):1159-65.

  6. Wang T, Pencina MJ, Booth SL, et al. Vitamin D deficiency and risk of cardiovascular disease. Circulation, 2008 Jan 29;117(4):503-11.

  7. Giovannuci E, Liu Y, Hollis BW, Rimm EB. 25-Hydroxyvitamin D and risk of myocardial infarction in men: a prospective study. Arch Intern Med 2008;168:1174-80

  8. Dobnig H, Pilz S, Schanagl H et al. Independent association of low serum 25-Hydroxyvitamin D  and 1,25-Hydroxyvitamin D levels with all cause and cardiovascular mortality. Arch Intern Med 2008;168:1340-9

  9. Forman JP, Curhan GC, Taylor EM. Plasma 25-Hydroxyvitamin D levels and risk of hypertension among young women. Hypertension. 2008, 52:828

  10. Watson KE, Abrolat ML, Malone LL, et al. Active serum vitamin D levels are inversely correlated with coronary calcification. Circulation. 1997 Sep 16;96(6):1755-60.

  11. Zittermann A, Schleithoff SS, Koerfer R. Vitamin D and vascular calcification. Curr Opin Lipidol. 2007 Feb;18(1):41-6.

  12. Targher G, Bertolini L, Padovani R, et al. Serum 25-hydroxyvitamin D3 concentrations and carotid artery intima-media thickness among type 2 diabetic patients. Clin Endocrinol (Oxf). 2006 Nov;65(5):593-7.

  13. Levin A, Li YC. Vitamin D and its analogues: do they protect against cardiovascular disease in patients with kidney disease? Kidney Int. 2005 Nov;68(5):1973-81.

  14. Taskapan H, Ersoy FF, Passadakis PS, et al. Severe vitamin D deficiency in chronic renal failure patients on peritoneal dialysis. Clin Nephrol. 2006 Oct;66(4):247-55.

  15. Shoji T, Shinohara K, Kimoto E, et al. Lower risk for cardiovascular mortality in oral 1alpha-hydroxy vitamin D3 users in a haemodialysis population. Nephrol Dial Transplant. 2004 Jan;19(1):179-84.

  16. Pfeifer M, Begerow B, Minne HW, Nachtigall D, Hansen C. Effects of a short-term vitamin D(3) and calcium supplementation on blood pressure and parathyroid hormone levels in elderly women. J Clin Endocrinol Metab. 2001 Apr;86(4):1633-7.

  17. Lind L, Hanni A, Lithell H, et al. Vitamin D is related to blood pressure and other cardiovascular risk factors in middle-aged men. Am J Hypertens. 1995 Sep;8(9):894-901.

  18. Timms PM, Mannan N, Hitman GA, et al. Circulating MMP9, vitamin D and variation in the TIMP-1 response with VDR genotype: mechanisms for inflammatory damage in chronic disorders? QJM. 2002 Dec;95(12):787-96.

  19. Zittermann A. Vitamin D and disease prevention with special reference to cardiovascular disease. Prog Biophys Mol Biol. 2006 Sep;92(1):39-48.

  20. Lee JH, O’Keefe JH, et al. Vitamin D deficiency, an important, common, and easily treatable cardiovascular risk factor?. J Am Coll Cardiol 2008; 52: 1949-1956

  21. William Davis,, Vidamin D’s crucial role in cardiovascular protection, LE Magazine, September 2007.

  22. Calcium and Vitamin D Deficiency. The clinical work and theory of Carl J. Reich, MD. Publicado em 1995 pela “Foundation for Erradication of Rheumatoid Disease”, e disponível em http://www.arthritistrust.org/Articles/Calcium%20and%20Vitamin%20D%20Deficiency.pdf

Fonte:  http://www.infarctcombat.org/polemica-47/icem.html

Mercúrio e Saúde Pública

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No último século os níveis de mercúrio no meio ambiente global triplicaram como resultado crescente da poluição causada pelos intensivos usos industriais, medicinais e domésticos. Este crescimento alarmante da poluição por mercúrio embora pouco divulgado, tem aumentado exponencialmente o risco da exposição perigosa e fatal para todas as pessoas, para a vida selvagem para os ecossistemas, e ameaça a segurança alimentar do planeta, uma vez que os principais alimentos contaminados com mercúrio são os pescados, uma das mais importantes fontes mundiais de proteínas. Devido a isso, as altas concentrações de mercúrio no meio ambiente estão colocando em perigo cidadãos de todos os continentes. Importantes fontes de alimentos já estão contaminadas: crianças são expostas e afetadas, devido aos programas de vacinas contendo thimerosal, populações indígenas da Ilha Baffin (Canadá) até o escudo da Guiana ( Amazônia), com economia de frágil subsistência, correm o risco de perder seus meios de obter alimentos e milhões de pessoas inalam vapores de mercúrio que chegam até os seus pulmões diariamente através de diversas fontes, uma delas que deve ser considerada é o amálgama de mercúrio utilizado em obturações dentárias.

mercurio

O mercúrio ocorre em três formas básicas: mercúrio elementar (metálico), inorgânico e orgânico. O mercúrio metálico é pouco absorvido no sistema digestivo, mas entra no corpo através da inalação. Enquanto a maior parte do mercúrio emitido no meio ambiente esta na forma de mercúrio elementar ou inorgânico,  é  o  mercúrio orgânico – em particular,  o metil mercúrio que apresenta  a maior ameaça às pessoas e á vida selvagem.  Uma  potente neurotoxina, a exposição ao metil mercúrio danifica o cérebro, rins e fígado, e causa problemas de desenvolvimento, desordens reprodutivas, distúrbios das sensações, prejudica a fala e a visão, causa dificuldades para ouvir e caminhar, distúrbios mentais e a morte.  O metil  mercúrio se concentra   no  tecido dos peixes, se tornando crescentemente potente em peixes  predadores  e  mamíferos que se alimentam de peixes, algumas  vezes  alcançando  níveis tóxicos acima de um milhão de vezes maiores do que das águas do entorno.

Uma vez ingeridos pelas pessoas, o metil mercúrio é rapidamente absorvido através do gastrointestinal e penetra facilmente as barreiras hematocenfálicas e placentárias em seres humanos, o que significa que o mercúrio pode passar do corpo de uma mulher gravida para seu feto. Como resultado de exposição ocupacional regular ao mercúrio, inúmeras pessoas em todo o mundo são colocadas diariamente em situações de risco. O uso de mercúrio inclui a produção de cloro e álcalis, fabricas de termômetros, mineração primária de mercúrio, produção de ouro, prata chumbo, cobre e níquel, clinicas odontológicas e usinas termoelétricas sobretudo a carvão; no Brasil 130 toneladas de mercúrio por ano são despejadas em rios para cada 90 toneladas de ouro produzidas pela mineração artesanal de ouro.

Em 1932 uma indústria descartou na Bahia de Minamata (Japão) toneladas de mercúrio erado como subproduto na fabricação de acetaldeído (componente para produção de plásticos), contaminado peixes e frutos do mar. Algum tempo depois, a população local, que se alimentava basicamente de pescados, começou a apresentar sintomas de intoxicação, dentre eles: dormências extremidades dos membros, perda de audição e fala, deficiência visual e distúrbios nervosos. Com o acumulo de mercúrio no organismo , no decorrer do tempo, sugiram graves consequências como a paralisia muscular e degeneração cerebral e , em muitos casos, a morte de mães contaminadas pelo consumo de peixes davam a luz a crianças defeituosas.

No Distrito de Primavera, Município de Rosana, SP, dia 21 de Junho de 2010, duas crianças encontraram vinte (20) frascos contendo Mercúrio metálico no “bota-fora” (despejo de resíduos não orgânicos) da cidade; estes frascos foram levados para residências, escola, locais de trabalho e comércio; posteriormente novos frascos de mercúrio metálico foram encontrados, além dos 20 iniciais. Até 16 de agosto de 2010, a investigação epidemiológica identificou cento e seis (106) casos suspeitos à exposição ou potencialmente expostos ao Mercúrio metálico; destes, seis (6) casos foram confirmados como intoxicação por Mercúrio.

Em setembro deste ano ocorreu um vazamento de mercúrio dentro do compartimento de bagagens de um avião da Gol no Aeroporto Juscelino Kubitschek , em Brasília. O mercúrio estava sendo transportado armazenado numa pequena caixa, dentro de uma mala de passageiro que seguia para Marabá, Pará, com destino a Salvador.

Fontes: Saúde sem Dano, Globo News, Centro de Vigilância Epidemiológicas do Estado de São Paulo e Associação de Combate aos Poluentes.

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Perigo: tem mercúrio. Lâmpada Fluorescente, melhor não usar, utilize as incandescentes.

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Apesar de economizar energia – e quando duram o tempo que o fabricante anuncia -, as lâmpadas fluorescentes contêm MERCÚRIO  substância nociva ao ser humano e ao meio ambiente. Enquanto estão intactas, elas não oferecem risco durante o manuseio. Se rompidas, liberam vapor de mercúrio, que é absorvido principalmente pelos pulmões, causando intoxicação. Por isso, é recomendável que as lâmpadas sejam armazenadas em local seco, dentro das embalagens originais.

As lâmpadas fluorescentes devem ser separadas do lixo orgânico e dos materiais tradicionalmente recicláveis, como vidro, papel e plásticos. Aprenda  como descartar adequadamente.

MAS é preferível não utilizar. Utilize lâmpadas incandescentes.

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Na playlist, cujo link está acima, podem ser vistos vários vídeos demonstrando o efeito destruidor da saúde onde o mercúrio é utilizado. 

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Temporada de nascimento. Baixa Exposição à Luz Solar – deficiência de Vitamina D é associada com risco elevado de esquizofrenia

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Este trabalho refere-se a períodos de estações do hemisfério norte.  No hemisférios sul os meses correspondentes são opostos.
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Risco relativo de esquizofrenia dependendo do mês de nascimento

De acordo com um artigo da revista New Scientist, uma pesquisa sugere que pessoas que desenvolvem esquizofrenia na Europa e América do Norte são mais prováveis de terem nascido no inverno e começo da primavera (Fevereiro e Março no Hemisfério Norte).

Em outras palavras, os indivíduos nascidos durante esses meses tem uma ligeira maior incidência que a média de desenvolver esquizofrenia, enquanto que indivíduos nascidos em Agosto e Setembro tem uma incidência ligeiramente menor que a média. Parece haver uma diferença de 10% no risco de desenvolver esquizofrenia entre os meses de nascimento de alto risco (Inverno e Primavera) e de baixo risco.

Uma possível razão que os pesquisadores acreditam que possa explicar essa temporada de risco de esquizofrenia é a associação entre os nascimentos ocorridos no inverno/primavera e a esquizofrenia possivelmente causada pela exposição à luz solar. Uma carência de luz solar (por exemplo, durante os dias mais curtos do inverno) poderia levar à deficiência de vitamina D, que os cientistas acreditam poder alterar o desenvolvimento do cérebro da criança no útero da mãe e após o nascimento.

O que fazer: Para um risco reduzido de esquizofrenia, a mãe poderá se certificar de receber pelo menos o dobro da dose recomendada de vitamina D regularmente antes e durante a gravidez. Em um recente estudo sobre deficiência de vitamina D durante a gravidez, a Dra. Lisa Badner observou que “Enquanto várias vitaminas pré-natais contem 400 unidades internacionais (IU) de vitamina D, absorver por volta de 1.000 seria o preferível“. A vitamina D pode ser adquirida como suplemento nutricional que não precise de prescrição médica, ou pode ser incluído na compra em supermercados de leites e sucos de laranja.

Um casal planejando uma criança também pode tentar marcar o parto para um período fora do intervalo entre “inverno e primavera” (intervalos que foram implicados como mais suscetíveis a um número maior que a média de pessoas nascidas que futuramente desenvolvem esquizofrenia). Pesquisas sugerem que os meses de nascimento que tem menor risco são Julho até Outubro.

Fonte (sem tradução): http://www.schizophrenia.com/prevention/season.html (tem mais nesse link, um deles que sugere que o nível adequado de vitamina D seria de 2000 IU durante o primeiro ano de vida).

E que o protetor solar não causa deficiência de vitamina D, apenas reduz o risco real de câncer de pele, sendo que 90% desses são causados por muita exposição ao Sol com a pele desprotegida. Outro problema associado com falta de vitamina D na infância é o raquitismo – amolecimento dos ossos.

Risk factors in schizophrenia. Season of birth, gender, and familial risk.

The risk for schizophrenia among first-degree relatives of schizophrenic probands obtained from an epidemiological sample using family history methods was examined to determine whether month of birth of the proband was associated with familial risk.

The results of this study of the first-degree relatives of 106 female schizophrenics and 275 male schizophrenics suggested that the relatives of probands born in the months February to May had the highest risk, although the association between month of birth and familial risk among the male probands was present only for those relatives who had onset of schizophrenia before the age of 30.

Prenatal

Um número de fatores durante o desenvolvimento do feto pode resultar num pequeno aumento no risco de esquizofrenia futuramente na vida incluindo: hipoxia (deficiência de oxigênio nos tecidos orgânicos), e infecção, estresse ou má nutrição da mãe.

Pessoas diagnosticadas com esquizofrenia são mais suscetíveis a terem nascido no inverno ou primavera (pelo menos no hemisfério norte). Isso pode se dever aos níveis elevados de exposições virais no útero.

Que fatores ambientais são importantes?

A meta-analysis has shown that patients with schizophrenia are more likely to have experienced obstetric complications, in particular premature birth, low birth weight, and perinatal hypoxia.

Eles também são mais prováveis de terem nascido no fim do inverno e começo da primavera, possivelmente refletindo exposições virais intra-uterinas. Esses riscos ambientais prematuros aparentemente tem um efeito sutil no desenvolvimento cerebral.

In adulthood different environmental stressors act — including social isolation, migrant status, and urban life — and this remains the case even when life events attributable to the incipient psychosis itself are excluded.

The way parents raise their children does not seem to have a major impact on future vulnerability, but families do have an important part to play in the course of the illness; patients with supportive parents do much better than those with critical or hostile ones.

Collectively, these risk factors point to an interaction between biological, psychological, and social risk factors that drive increasingly deviant development and finally frank psychosis.

Fontes:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1914490/

Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia – Low vitamin D in newborns linked to schizophrenia

Age-standardised disability-adjusted life year...

Age-standardised disability-adjusted life year (DALY) rates from Schizophrenia by country (per 100,000 inhabitants). (Photo credit: Wikipedia)

Duas matérias, a primeira em português, outra a seguir em inglês.

Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia, diz cientista australiano

Nos últimos sete anos, o biólogo Darryl Eyles, diretor do laboratório de neurobiologia do Centro de Estudos em Saúde Mental de Queensland (Austrália), coordenou uma pesquisa sobre o impacto da deficiência de vitamina D na gestação no desenvolvimento da esquizofrenia –distúrbio caracterizado por sintomas como alucinações, cujas causas ainda são pouco compreendidas pela ciência.

Mães e Filhos

Os resultados da pesquisa foram apresentados no seminário “Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença”, realizado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo. Na ocasião, Eyles deu a seguinte entrevista à Folha.

Folha – Por que a associação entre vitamina D e esquizofrenia?

Darryl Eyles – A hipótese surgiu com um dado dos estudos epidemiológicos. A maioria dos pacientes com esquizofrenia nasceu nos meses de primavera e inverno, quando diminuem os níveis de vitamina D no organismo da mãe.

Folha – Como foi feita a pesquisa?

Eyles – Foi um estudo em animais, para ver se os que nasceram de mães com deficiência de vitamina D tinham alterações na morfologia do cérebro relacionadas à esquizofrenia. Quando não houve privação da vitamina, ou quando ela ocorreu só no primeiro trimestre da gestação, não se observou sinais do distúrbio, mas a deficiência no final da gestação provocou alterações no cérebro. Os resultados foram iguais em testes comportamentais.

Folha – A pesquisa limitou-se aos animais?

Eyles – Partimos de dados populacionais, mas os testes foram feitos em animais. Há uma parte da pesquisa, ainda em andamento, com humanos. Na Dinamarca, estamos recolhendo amostras de sangue de recém-nascidos, e pretendemos acompanhar o aparecimento de distúrbios na vida adulta.

Folha – Se a hipótese for confirmada, o que pode ser feito?

Eyles – Para saber se uma intervenção com vitamina D durante a gestação pode prevenir eventos futuros, precisamos de grandes estudos, que ainda não foram feitos. Mas acho que pode ser uma saída. Há um trabalho no Canadá sustentando que a suplementação na gestação pode prevenir defeitos no feto.

Folha – Como seria feita essa suplementação?

Eyles – Em termos de desenvolvimento neurológico do feto, deveria ser feita a partir do segundo trimestre da gravidez.

Folha – É possível suplementar o bebê após o nascimento?

Eyles – Suplementar a mãe é o modelo. Mas creio que há uma “janela” entre o terceiro trimestre da gestação e o primeiro ano de vida que, arrisco dizer, pode ser usada para prevenir problemas neurológicos.

Folha – Em países tropicais, a exposição ao sol garante os níveis de vitamina D?

Eyles – Fizemos uma pesquisa epidemiológica na Austrália, incluindo regiões de clima tropical e de clima temperado. Observamos que em ambas ocorre deficiência de vitamina D no inverno. Há vários fatores que influem na exposição ao sol, como os hábitos urbanos e o uso de bloqueadores solares.

Fonte: Folha On Line
http://www.west1.com.br/news.php?recid=1862

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Cisne Negro

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MARTIN MITTELSTAEDT
The Globe and Mail
Published Thursday, Sep. 09 2010, 2:30 PM EDT
Last updated Thursday, Aug. 23 2012, 4:25 PM EDT

The cause of schizophrenia has long baffled doctors, but a tantalizing clue has emerged that some cases of the debilitating mental disorder are linked to having too little vitamin D during fetal development and early in life.

Researchers studying schizophrenia cases in Denmark have discovered that newborns with the lowest level of the sunshine vitamin in their blood at birth had about twice the risk of developing the disease when they became adults, compared to those with moderate amounts.

In some countries, milk and cereal grains are ...

Vários países fortificam os alimentos com Vitamina D para prevenir doenças

The finding suggests it may be possible to reduce the incidence of the illness by having babies and pregnant women either take the vitamin, or increase their exposure to sunshine, the natural way of making the nutrient.

“The study opens up the possibility that improving vitamin D levels in pregnant women and newborn babies could reduce the risk of later schizophrenia,” observes John McGrath, director of the Queensland Centre for Mental Health Research, one of a team of Australian and Danish researchers who conducted the investigation.

A paper on the findings appeared earlier this week in Archives of General Psychiatry. The research is the first to link neonatal vitamin D levels and the brain disease.

Schizophrenia is a severe mental illness in which people often experience hallucinations and hear voices. It typically develops in young adults, around the age of 20, and causes a lifetime of symptoms that sometimes can be controlled through medications.

It’s thought that the disease lies dormant until after puberty, when changes in the brain allow symptoms to break through and become apparent.

Researchers have long scratched their heads over why some people develop the disease, which affects an estimated one person out of 100 in Canada. Previous studies have found it’s more common in children born to older fathers, for instance, as well as among those living in urban areas, and in non-white immigrants to northern latitude areas.

But one previously identified risk factor has hinted at an insufficiency of vitamin D: the time of year a child is born. Children with winter births, when mothers’ vitamin D levels are typically low because of the lack of exposure to strong sunlight, have about a 10-per-cent higher risk of schizophrenia than those born at other times of the year. Fetuses depend entirely on their mothers for the nutrient.

For winter births, this seasonal fetal vitamin D famine occurs during the last stages of pregnancy, a time when brain development is very rapid and the lack of a key nutrient could have a major impact. The new research is an important breakthrough because it tracked actual vitamin D levels in children, rather than the inferred amounts from the season of birth.

Previous experiments by Dr. McGrath have found that pregnant rats deprived of vitamin D give birth to pups with altered brain development. One possible link to schizophrenia suspected by the researchers is that too little vitamin D before birth alters the brain’s dopamine system, an important chemical factor influencing mood and other mental processes.

The research on newborns was based Denmark’s vaunted Newborn Screening Biobank, which has collected dried blood samples from all children born in the country since 1981. Vitamin D levels in the blood were compared in 424 people, ranging in age from 16 to 29, who had developed schizophrenia and an equal number of so-called controls who had not. These comparisons found the excess risk among those with low levels.

A paradoxical finding in the research is that the babies with the highest amounts of vitamin D also had an elevated risk of the mental disease, at first glance suggesting that both too little or too much of the nutrient might be a bad thing when it comes to schizophrenia.

But Dr. McGrath played down this possibility and said there may be a subgroup of the population that has difficulty metabolizing vitamin D into the form used by cells, causing levels of the nutrient to build up in their blood. These individuals would consequently have cells experiencing shortages, while simultaneously having high blood levels awaiting to be converted.

Dr. McGrath said the possibility that there is a vitamin D resistant part of the population is “pure speculation,” and needs to be confirmed by more research into genetic differences in the way people metabolize the nutrient.

Fonte:  http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/conditions/low-vitamin-d-in-newborns-linked-to-schizophrenia/article4268128/
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Estudo destaca a vitamina D como forte aliada contra várias doenças

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Baixos níveis da vitamina no organismo já foram associados a uma sucessão de problemas de saúde, desde doenças cardiovasculares até doenças neurológicas

“A vitamina — que na verdade é um hormônio — pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina. Entretanto, uma maneira boa de manter níveis adequados do hormônio é tomar sol de 10 a 15 minutos — nos bons horários ou somente até começar leve vermelhidão na pele exposta —, duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos do que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o sol é necessário à saúde.”

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Vitamina pode ser encontrada em alimentos como leite, salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo e ovos

 

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, recebeu destaque na mídia nacional e internacional recentemente. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para as vitaminas. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis — nesse caso, a vitamina D —, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura a qual pertencem.

O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores desta vitamina, cujo baixos níveis no organismo já foram associados a uma sucessão de problemas de saúde, desde doenças cardiovasculares até doenças neurológicas.

— A carência afeta mais de 200 processos no organismo, ou seja, a sua falta prejudica desde o humor até a pressão arterial e o risco de infarto — alerta Ícaro Alves Alcântara, médico especialista em homeopatia.

A vitamina — que na verdade é um hormônio — pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina. Entretanto, uma maneira boa de manter níveis adequados do hormônio é tomar sol de 10 a 15 minutos — nos bons horários ou somente até começar leve vermelhidão na pele exposta —, duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos do que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o sol é necessário à saúde.

— Estima-se que a vitamina D esteja faltando em mais de 70% da população, sobretudo no inverno, com a diminuição dos raios UVB — diz Alcântara.

O sistema imunológico é outro beneficiado, como explica a farmacêutica Rogy Tokarski:

— A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor de doenças como a gripe.

Esperança contra a esclerose

A substância tem sido vista como uma esperança também para pacientes de esclerose múltipla, doença autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, como documentou um estudo da Universidade de Maas­tricht, na Holanda, após acompanhar 267 pessoas com a doença.

Outra pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sugere que a falta de Vitamina D pode prejudicar o tratamento de pacientes com câncer de mama. Os cientistas descobriram que 70% das 200 voluntárias, cujos resultados do tratamento se apresentavam comprometidos, tinham baixo índice da vitamina no sangue.

 

VIDA DO CLICRBS

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Mulheres fumantes perdem 14,5 anos de vida – The American College of Obstetricians and Gynecologists

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[Whashington Post]

(The American College of Obstetricians and Gynecologists) Os males do cigarro tiram uma média de 14,5 anos de vida da mulher fumante. Os efeitos do dano do fumo são extensos, bem documentados e podem ser observados desde o berço até a morte prematura.

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Sabemos que fumar emburrece e segundo médica estadunidense Dra. Sharon Phelan “fumar é um hábito danoso que afeta negativamente quase todos os órgãos do corpo. Simplesmente não há uma boa razão para não parar” de fumar.

Lista dos riscos de fumar:

  • É a causa principal de câncer de pulmão e a principal causa de morte por câncer em mulheres. Desde os anos 1950 as mortes por câncer aumentaram mais de 600% nos EUA.
  • Fumar aumenta significativamente o risco de muitos outros tipos de de câncer em mulheres incluindo câncer de mama, câncer oral, câncer de faringe, laringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, útero e cervical.
  • Mulheres que fumam tem o dobro de chance de desenvolverem doença coronária e 10 vezes mais riscos de morrer de doença pulmonar obstrutiva crônica do que não fumantes.
  • Fumar aumenta o risco de efisema, bronquite, osteoporose, artrite, catarata, baixa densidade óssea após menopausa e fratura nos quadris.
  • O cigarro pode também levar a menopausa prematura, doença nas gengivas, perda de dentes e envelhecimento prematuro da pele.
  • Mulheres fumantes em idade reprodutiva podem ter mais dificuldades em engravidar, ter partos prematuros, bebês com peso muito baixo, bebês com baixa função pulmonar, bronquite ou asma.
  • Mulheres com mais de 35 anos que fumam e tomam anticoncepcionais tem risco de desenvolver coágulos sanguíneo fatais.

 

“Grávidas não devem fumar em hipótese nenhuma e o cigarro não deve ser permitido em casa depois que o bebê nasce”, disse Sharon. “Infelizmente nós sabemos que bebês e crianças são muito mais expostas à fumaça de cigarro do que adultos e que os pais, guardiães ou outros membros da casa fumam sempre perto delas.”

Mesmo assim quase 60% das crianças entre 3 e 11 anos são expostas à fumaça de cigarro, o que as coloca em risco acentuado de desenvolver uma grande quantidade de problemas de saúde.

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Women Smokers Lose 14.5 Years Off Life Span

 

(HealthDay News) — During Lung Cancer Awareness Month in November, female smokers should take advantage of available resources, pick a quit day, and start taking steps toward kicking the habit, urges The American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG).

Even though smoking takes an average of 14.5 years off women’s lives, almost one in five American women age 18 and older smokes.

“The damaging effects of smoking on women are extensive, well-documented, and can be observed from the cradle to the premature grave,” Dr. Sharon Phelan said in an organization news release. She helped develop ACOG’s smoking cessation materials for health care providers.

“Smoking is a harmful habit that negatively affects nearly every organ in the body. There’s just no good reason not to quit,” she said.

Here’s a list of the dangers:

Smoking is the main cause of lung cancer, the leading cause of cancer death in women. Since 1950, lung cancer deaths among women have increased more than 600 percent, according to ACOG.Smoking also significantly increases the risk of many other cancers in women, including breast, oral, pharynx, larynx, esophageal, pancreatic, kidney, bladder, uterine, and cervical cancers.Women who smoke are twice as likely to develop coronary heart disease and 10 times more likely to die from chronic obstructive pulmonary disease (COPD) than nonsmokers.Smoking increases the risk of emphysema, bronchitis, osteoporosis, rheumatoid arthritis, cataracts, lower bone density after menopause, and hip fracture. It can also contribute to early menopause, gum disease, tooth loss, and premature skin aging.Reproductive-age women who smoke may have trouble conceiving, and pregnant women who smoke are at high risk of delivering preterm or low birth weight infants or having babies with poor lung function, bronchitis or asthma.Women over age 35 who smoke and take birth control pills are at risk for developing deadly blood clots.

“Pregnant women should absolutely not smoke, and smoking should not be allowed in the home after a baby is born,” Phelan said. “Unfortunately, we know that infants and young children are more heavily exposed to secondhand smoke than adults, and parents, guardians, or other members of the household often smoke around them.”

Almost 60 percent of children ages 3 to 11 are exposed to secondhand smoke, which puts them at increased risk for a wide range of health problems.

More information

The American Cancer Society has more about women and smoking.

SOURCE: The American College of Obstetricians and Gynecologists, news release, Nov. 3, 2008


A vitamina D é o novo fenômeno dos estudos científicos

 Cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D -, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura a qual pertencem.

O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. “A carência afeta mais de 200 processos no organismo, ou seja, a sua falta prejudica desde o humor até a pressão arterial e o risco de infarto

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A vitamina D é o novo fenômeno dos estudos científicos, que comprovam sua eficácia desde o combate à pressão arterial e controle de peso ao afastamento dos riscos de tumores.

Um dos achados mais reveladores surgiu de um trabalho de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que recebeu destaque no Brasil ao ser capa da Revista Istoé, de circulação nacional.

Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D -, para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura a qual pertencem.
O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. “A carência afeta mais de 200 processos no organismo, ou seja, a sua falta prejudica desde o humor até a pressão arterial e o risco de infarto”, alertou o Dr. Ícaro Alves Alcântara, médico especialista em Homeopatia.

A vitamina – que na verdade é um hormônio – pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina.

Entretanto, uma maneira boa de manter níveis adequados do hormônio é tomar sol de 10 a 15 minutos – nos bons horários  -, duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos do que o raio UVB.

Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o UVB é, sim, necessário à saúde. “Estima-se que a Vitamina D esteja faltando em mais de 70% da população mundial; e no inverno – com a diminuição dos raios UVB – esta carência atinge níveis ainda piores”, contou o especialista.

O sistema imunológico é outro beneficiado. “A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor, por exemplo, das gripes e resfriados de repetição”, contou Rogy Tokarski, farmacêutica da Naiak – Alimentos Funcionais.

O óleo de fígado de peixe – riquíssimo em vitamina D -, produzido pela Naiak, é um dos produtos mais procurados da linha de alimentos funcionais da marca.

A substância tem sido vista como uma esperança também para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos.

Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, conforme documentou um estudo da Universidade de Maastricht, na Holanda, a partir do acompanhamento de 267 pessoas com a doença.

Outra pesquisa realizada pelo Centro Médico da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sugere que a falta de Vitamina D no organismo pode prejudicar o tratamento de pacientes com Câncer de Mama.

O estudo aconteceu com aproximadamente 200 mulheres que estavam sendo submetidas à quimioterapia. Depois de alguns exames, os cientistas descobriram que 70% das voluntárias, cujos resultados do tratamento se apresentavam comprometidos, tinham baixo índice da vitamina no sangue.

Fonte: http://www.salutre.com.br/noticia/234/site/2012/12/26/a-vitamina-d-e-o-novo-fenomeno-dos-estudos-cientificos.html

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Tabagismo aumenta em sete vezes o risco de periodontite

Universidade de São Paulo

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10/07/2012 – 08h42

Estudo realizado na USP comprova os malefícios do fumo para a saúde bucal.

O hábito de fumar pode elevar em até sete vezes o risco de periodontite. É o que revela a pesquisa recentemente publicada no Journal of Clinical Periodontology, que acompanhou 52 fumantes de São Paulo durante um tratamento periodontal e antitabágico.

Cláudio Mendes Pannuti, responsável pelo estudo e professor de Periodontia da USP, explica os danos que os pacientes sofrem. “Além da periodontite, os pacientes apresentam halitose, manchas dentais e maior chance de desenvolver câncer bucal. Após um ano, somente 17 participantes pararam de fumar. Apenas estes apresentaram melhora significativa na gengiva, comprovando que os riscos de doenças bucais diminuem quando não há o uso do tabaco”.

A pesquisa, além de comprovar que o tabagismo aumenta a possibilidade de doenças orais, enfatiza a importância da correta higiene bucal. “A prevenção é a maneira menos dolorida e mais econômica de cuidar da boca. Com três passos simples, escovação, uso do fio dental e do enxaguatório, é possível deixar a boca saudável”, completa Pannuti.

Uma informação interessante obtida a partir da pesquisa foi que 49% dos pacientes gostariam de receber auxílio para parar de fumar durante o tratamento dentário. “Cabe aos profissionais esclarecer dúvidas e orientar os pacientes quanto aos danos causados pelo tabaco. Muitas vezes, é mais fácil convencer o paciente a parar de fumar mostrando os efeitos que o fumo causa especificamente na boca, do que em outras partes do corpo”, ressalta Pannuti.

Fonte:  http://www.inpn.com.br/noticia.asp?id=199

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