Sal e doenças autoimunes

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A substância interfere no desenvolvimento de células de defesa, sugere estudo publicado na revista ‘Nature’ e comentado pelo jornalista Cássio Leite Vieira na seção ‘Mundo de Ciência’ da CH de abril.

Por: Cássio Leite Vieira

Publicado em 18/04/2013 | Atualizado em 18/04/2013

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Pesquisa sugere que o sal pode aumentar as chances de uma pessoa com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune. (foto: Sxc.hu/ aschaeffer)

É possível que um fator externo desencadeie um quadro autoimune em uma pessoa com predisposição genética. Três artigos defendem agora que um desses fatores seja uma substância muito presente – geralmente, em excesso – em nossa alimentação: o sal.

O sistema autoimune tem que atuar em uma fronteira tênue: se sua atividade estiver em baixa, vêm as doenças, pois os patógenos (micro-organismos vilões) ficam livres para agir; se estiver muito elevada, as células começam a atacar o próprio organismo, ou seja, passam a ver aquilo que deveriam defender como inimigo: doença autoimune.

Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune.
Psoríase, artrite reumatoide e esclerose múltipla são exemplos de quadros resultantes do excesso de zelo do sistema imune

O propósito inicial da equipe era entender como o organismo controla o sistema imune, exercendo aquela sintonia fina que permite que ele não descambe nem para um lado (imunidade baixa), nem para outro (imunidade exacerbada).

Os pesquisadores centraram a atenção no desenvolvimento de uma das várias células do sistema imune: a Th17 (sigla, em inglês, para célula T auxiliar 17 ou linfócito T auxiliar 17), que tem papel importante em desencadear um processo inflamatório para sinalizar que o local precisa da atenção do sistema imunológico. No entanto, a atividade anormal da Th17 pode levar a um quadro autoimune – em alguns casos, o tratamento é baseado em interferir no desenvolvimento das Th17.

Tirar fotos

A estratégia dos pesquisadores foi ‘tirar fotografias’ do desenvolvimento das Th17 por três dias, mexendo na maquinaria genética dessas células para entender como elas se tornam maduras. Nesse trabalho, eles foram desligando genes, com a ajuda – método inovador, por sinal – de nanoagulhas.

Um gene chamou a atenção da equipe: SGK1. Já se sabia que, quando ele era desligado em camundongos, os roedores não produziam as Th17. Sabia-se também que o SGK1 também tem papel importante na absorção de sal no intestino e nos rins, em pesquisa com camundongos. Havia aí uma relação interessante: SGK1, Th17 e sal.

Nos experimentos, a equipe observou que os animais mantidos em dietas com alto teor de sal tinham mais chance de desenvolver uma doença autoimune.

Mas o sal sozinho não era vilão. Foi preciso um comparsa – no caso, a injeção nos roedores de uma substância (autoantígeno) que induzia um quadro autoimune nos animais, como se esse animal passasse a ter uma predisposição à doença.

Hipótese da equipe: o sal aumenta as chances de alguém com predisposição genética desenvolver uma doença autoimune.

Como foi dito, tudo não passa de uma hipótese. Um dos autores disse que é bem prematuro sair por aí alardeando que as pessoas não deveriam mais consumir sal. Essa relação tem que ser testada e reproduzida.

O sal vem se juntar a outros vilões, sobre os quais recaem a acusação de também serem um fator predisponente: tabaco, infecções e carência de vitamina D.

O estudo foi publicado em três artigos na Nature –

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11981.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11984.html

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature11868.html

Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 302 (abril de 2013).

 

Morte encefálica: teste da apnéia mata o paciente “potencial” doador de órgãos – Neurologista Dr. Cícero Galli Coimbra na Conferência de Roma de fevereiro de 2009

A mídia brasileira — cúmplice do genocídio praticado na medicina — não noticiou a Conferência de Roma de fevereiro de 2009.

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

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“Brain Death” Test Causes Brain Necrosis and Kills Patients: Neurologist to Rome Conference

By Hilary White – Rome correspondent

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022504.html

ROME, February 25, 2009 (LifeSiteNews.com) – One of the medical world’s key diagnostic tools for determining “brain death” preliminary to organ retrieval, actually causes the severe brain damage it purports to determine, neurologist Dr. Cicero Coimbra told attendees at a conference held in Rome last week. With the so-called “apnoea test,” Coimbra said, brain damaged patients who might be recoverable are deprived of oxygen for up to ten minutes, rendering the injuries to the brain irreversible.

“Diagnostic protocols for brain death actually induce death in patients who could recover to normal life by receiving timely and scientifically based therapies,” Dr. Coimbra, head of the Neurology and Neurosurgery Department at the Federal University of Sao Paulo, Brazil, told the participants at the “Signs of Life” conference on “brain death.”

Addressing an assembly of about 170 physicians, philosophers, ethicists, lawyers, students, journalists, and clergy, including two Catholic cardinals, Dr. Coimbra said that it is the apnoea test, routinely applied to patients who have suffered acute brain injuries, that frequently causes “brain necrosis,” or permanent and irrecoverable brain damage that is accepted as “brain death”.

The test is applied in emergency rooms or ICUs, often with an “organ procurement agent” standing by to ask relatives for approval for organ retrieval. A patient who needs assistance breathing is removed from the ventilator for up to ten minutes, cutting off oxygen to the brain and slowing the heart rate. If the patient fails to begin breathing without assistance after this time, he is declared “brain dead” and his organs may be legally removed.

Since the world-wide adoption of the “brain death” criteria, developed at Harvard University in 1968, Dr. Coimbra said, The lives of thousands of human beings, including children, adolescents and young adults, are lost every year in each country.”

The premise of the standard Harvard Criteria for “brain death” is that lack of brain function implies absence of blood circulation to the brain, which is what causes brain necrosis, or the irreversible death of brain cells. But since the definition of the Harvard Criteria, he explained, medical scientists have discovered that the absence of discernable brain function cited by the criteria is not the same as “brain necrosis,” or true brain death. In many cases where there is no discernable brain activity, patients have recovered with appropriate treatment.

Dr. Coimbra cited one study supported by the National Institutes of Health in 1975, that found that of 226 comatose patients determined to be “brain dead” for at least 48 hours, only 50 percent were later found to have “pathological signs of necrosis.” 21 percent of the patients had no signs of dead brain cells. Even patients who show no signs of synaptic activity, a condition of the “brain death” diagnosis, are still recoverable at that point.

For patients, he explained, with only less serious brain damage, who are submitted to the apnoea test, “the test will cause total necrosis of the brain.” The apnoea test increases carbon dioxide concentrations in the blood. This increases the inter-cranial pressure and causes final reduction of the brain circulation.

But, Dr. Coimbra said, the information that the apnoea test causes severe, irreversible brain damage, is being suppressed. Even with this knowledge of the danger of the apnoea test and the fact that some patients who are declared brain dead can and frequently have recovered, the legal definition of “brain death” is itself irreversible.

He told the conference of an experience in his clinical practice as a neurologist involving a 15 year-old girl with a severe brain trauma. She was declared “brain dead” but he treated her with thyroid hormones and she began to recover. She started breathing and having seizures, he said. “But a ‘dead’ brain cannot seize. That brain cannot express convulsions and she was having convulsions.This meant that a diagnosis of “brain death” even according to the Harvard Criteria, did not apply.

“And so I went to the doctors in the ICU that, up to that time, were denying proper care to that patient under the assumption that she was brain dead.” One of the attending physicians in the ICU, he relates, wrote on the girl’s chart that even recovery could not reverse a legal definition of “brain death.”

The physician wrote the following statement, a photocopy of which was shown at the conference: “If the diagnostic criteria for a brain death are fulfilled at a certain time, the person is legally dead no matter whether those criteria become no longer fulfilled later on.”

This incident showed, he said, that medical professionals attending patients officially declared “brain dead” “feel at risk” of legal action from families.

“That is why there is such a fearful repression when we start talking about those subjects in medical forums.”

Read related LifeSiteNews.com coverage:

“Brain Death” as Criteria for Organ Donation is a “Deception”: Bereaved Mother
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022306.html

Doctor Says about “Brain Dead” Man Saved from Organ Harvesting – “Brain Death is Never Really Death”
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/mar/08032709.html

Pope Warns Organ Transplant Conference of Abuses of Death Criteria
Says, “In the question of determination of death there must not be the slightest suspicion of arbitrariness”

http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/nov/08110706.html

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Transplantes e morte cerebral. L’Osservatore Romano rompe o tabu
https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/02/01/transplantes-e-morte-cerebral-losservatore-romano-rompe-o-tabu/

Conferência “Signs of Life” pode começar a mudar a opinião do Vaticano sobre “morte encefálica”. Professor Josef Seifert, membro da Pontifical Academy of Life
https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/02/25/conferencia-signs-of-life-pode-comecar-a-mudar-a-opiniao-do-vaticano-sobre-morte-encefalica-professor-josef-seifert-membro-da-pontifical-academy-of-life/

Os livros:

Roberto de Mattei (ed.), Finis Vitae. Is Brain Death Still Life?”, Rubbettino, Soveria Mannelli, 2006, 336 pp., 35.00 euros.

http://www.rubbettino.it/rubbettino/public/dettaglioLibro_re.jsp?ID=3469

Finis Vitae. La morte cerebrale è ancora vita?, organizado por Roberto de Mattei, Rubbettino, Soveria Mannelli, 2007, pp. 482, € 35.

http://www.webster.it/libri-finis_vitae_morte_cerebrale_ancora-9788849820263.htm

Paolo Becchi, Morte cerebrale e trapianto di organi. Una questione di etica giuridica, Morcelliana, Brescia, 2008, pp. 198, € 12,50.

http://www.webster.it/libri-morte_cerebrale_trapianto_organi_becchi-9788837222406.htm

http://www.politeia-centrostudi.org/doc/SCHEDE%20LIBRI/becchi,%20morte%20cerebrale.pdf


Leia também outras referências sobre o mesmo assunto:

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

” IF a person was not dead, they should not be baving their organs taken away.”

Se uma pessoa não está morta, não deveria ter seus órgãos retirados.

” IF a patient is not sedated during procedures to remove heart, lung, liver and pancreas, there is often an alarming and dramatic response from the body”

Se um paciente não está sedado durante os procedimentos para remover coração, pulmão, fígado e pancreas, há freguentemente uma alarmante e dramatica reação de seu corpo.

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Artigo publicado na Revista Ciência Hoje, número 161

Expressamente proíbida a reprodução deste artigo em qualquer publicação eletrônica ou não.

Endereço deste artigo neste espaço:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/08/falhas-no-diagnostico-de-morte-encefalica-valor-terapeutico-da-hipotermia/

Editorial da Revista Ciência Hoje, número 161:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/3/

Artigo original: https://biodireitomedicina.files.wordpress.com/2009/01/revista-ciencia_hoje-morte-encefalica.pdf

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/2/

Editorial da Revista dos Anestesistas do Royal College of Anaesthetists da Inglaterra, de maio de 2000:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Leia também no site da UNIFESP:

http://www.unifesp.br/dneuro/apnea.htm

http://www.unifesp.br/dneuro/mortencefalica.htm

http://www.unifesp.br/dneuro/brdeath.html

http://www.unifesp.br/dneuro/opinioes.htm

Revista de Neurociência da UNIFESP, de agosto de 1998:

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/04/morte-encefalica-um-diagnostico-agonizante-artigo-de-0898-da-revista-de-neurociencia-da-unifesp/

Brazilian Journal of Medical and Biological Research (1999) 32: 1479-1487 ISSN 0100-879X – “Implications of ischemic penumbra for the diagnosis of brain death”:

http://www.scielo.br/pdf/bjmbr/v32n12/3633m.pdf

Revista BMJ – British Medical Journal – debate internacional onde não foi demonstrada a validade dos critérios declaratóricos de morte vigentes:

http://www.bmj.com/cgi/eletters/320/7244/1266

Morte encefálica: o teste da apnéia somente é feito se houver a intenção de matar o paciente

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/11/morte-encefalica-o-teste-da-apneia-somente-e-feito-se-houver-a-intencao-de-matar-o-paciente/

Morte encefálica: carta do Professor Flavio Lewgoy

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/3/

A morte encefálica é uma invenção recente

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/4/

Morte encefálica: A honestidade é a melhor política

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/5/

Morte encefálica: O temor tem fundamento na razão

https://biodireitomedicina.wordpress.com/page/6/

Morte encefálica: Carta do Dr. César Timo-Iaria dirigida ao CFM acusando os erros declaratórios deste prognóstico de morte

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/13/morte-encefalica-carta-do-dr-cesar-timo-iaria-dirigida-ao-cfm-acusando-os-erros-declaratorios-deste-prognostico-de-morte/

Referências correlacionadas:

QUESTIONAMENTO INTERPELATÓRIO JUDICIAL AO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=149

INTRODUÇÃO ÀS RESPOSTAS DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=150

RESPOSTAS DO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=151

RÉPLICA A ESTAS RESPOSTAS COM NOVE ANEXOS E CARTAS DE AUTORIDADES EM SAÚDE:

http://www.biodireito-medicina.com.br/website/internas/ministerio.asp?idMinisterio=108

A change of heart and a change of mind? Technology and the redefinition of death in 1968

http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VBF-3SWVHNF-R&_user=10&_rdoc=1&_fmt=&_orig=search&_sort=d&view=c&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=45715d0a00629ba39456d22a891613e6

Morte Suspeita – Editorial do Jornal do Brasil de 01.03.1999, Caderno Brasil, página 08

https://biodireitomedicina.wordpress.com/category/editoriais-morte-encefalica/page/4/

A dura realidade do tráfico de órgãos

Seminário sobre Morte Encefálica e Transplantes de 20.05.2003 na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/14/seminario-sobre-morte-encefalica-e-transplantes-de-20052003-na-assembleia-legislativa-do-estado-do-rio-grande-do-sul/

Redefinindo morte: um novo dilema ético – publicado em 19 de janeiro de 2009, na Revista American Medical News

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/19/redefindo-morte-um-novo-dilema-etico/

“Brain Death” — Enemy of Life and Truth

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/“brain-death”—enemy-of-life-and-truth/

Movimento contesta uso do critério da morte cerebral – “Brain Death” — Enemy of Life and Truth

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/movimento-contesta-uso-do-criterio-da-morte-cerebral-“brain-death”-—-enemy-of-life-and-truth/

“Morte encefálica” — Inimiga da Vida e da Verdade – Declaração internacional em oposição à “morte encefálica” e ao transplante de órgãos vitais únicos

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/22/declaracao-internacional-em-oposicao-a-morte-encefalica-e-ao-transplante-de-orgaos-vitais-unicos-traduzido-para-portugues/

Tráfico de órgãos é uma realidade comprovada no Brasil e no exterior

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/27/trafico-de-orgaos-e-uma-realidade-comprovada-no-brasil/


Editorial da Revista Ciência Hoje da SBPC: erros declaratórios da morte encefálica

Download: https://biodireitomedicina.files.wordpress.com/2009/01/revista-ciencia_hoje-morte-encefalica.pdf


Editorial da Revista da SBPC critica erros da declaração de morte encefálica do Conselho Federal de Medicina, cobrando urgente revisão desses critérios desde junho de 2000. Este editorial foi apresentado em junho de 2000 no Ministério Público Federal junto com outros documentos em Interpelação Judicial sobre este assunto,  e no dia 23 de junho de 2004 na CPI do Tráfico de Órgãos.


“A Revista Ciência Hoje, na edição de junho de 2000, número 161, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) publica o artigo “FALHAS NO DIAGNÓSTICO DA MORTE CEREBRAL”, do neurologista Cícero Galli Coimbra.

O posicionamento crítico da Revista, contrário aos critérios declaratórios de morte encefálica do Conselho Federal de Medicina, está assumido publicamente no Editorial daquela edição. O corpo de editores dessa revista não é leigo, é formada por cientistas do SBPC:

“Ciência Hoje aponta também para uma questão crucial que pode transformar milhares de vidas. Os critérios usados no Brasil e em diversos outros países para diagnosticar a morte cerebral de um paciente, permitindo a retirada de órgãos para transplantes, são inadequados.

Muitas das pessoas que têm a morte cerebral diagnosticada a partir dos exames exigidos atualmente poderiam se recuperar e retornar à sua vida normal se fossem submetidas à hipotermia – resfriamento do corpo, de 37ºC para 33ºC, por um período entre 12 e 24 horas.”

Esses dados mostram que é preciso reavaliar urgentemente os critérios hoje adotados pelo Conselho Federal de Medicina.”

No endereço a seguir encontra-se a íntegra do artigo publicado nesta revista, dirigido especialmente para o entendimento facilitado a pessoas leigas em neurologia:

https://biodireitomedicina.files.wordpress.com/2009/01/revista-ciencia_hoje-morte-encefalica.pdf

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