Marin breast cancer linked to vitamin D receptor?

Sobre Vitamina D, assista ao vídeo do Programa Sem Censura:

Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

__

Victoria Colliver
Updated 8:51 a.m., Wednesday, August 8, 2012

Mt. Tamalpais viewed from Corte Madera Creek in Marin County. A new study of Marin County women determined to be at high risk for breast cancer found twice as likely to have a variant of a vitamin D receptor. Photo: Eric Luse, The Chronicle / SF

New research may start to shed light on why Marin County has one of the highest rates of breast cancer in the world, and the answer may be related to vitamin D.

A small pilot study of Marin County women determined through testing to be at high risk for breast cancer found them to be almost twice as likely to have a variant of a vitamin D receptor as the overall population of 338 in the study.

Researchers have long been investigating and discovering variations in genes that could be associated with breast and other cancers. This is the first time a study has linked this vitamin D receptor – a protein molecule that signals the cell to activate vitamin D – with higher risk for breast cancer in Marin County women, the authors said.

Additionally, numerous studies have found a relationship between adequate vitamin D in the body and a lower risk of cancer.

“A lot of people have been doing analyses of vitamin D levels and breast cancer risk, but there haven’t been a lot of studies addressing the vitamin D receptor itself,” said Dr. Kathie Dalessandri, a surgeon scientist in Point Reyes Station and primary author of the study.

“I think this is just the tip of the iceberg,” she said, adding that the findings need to be validated in a larger study.

A focus on Marin

Researchers have long been trying to determine why largely white, affluent Marin County has higher than average rates of breast cancer.

Studies have looked at traditional risk factors such as age at the time of diagnosis, age at giving birth for the first time, family history of breast cancer and use of hormone replacement therapy. But none has offered any clear conclusions.

The first major study to look at these issues, which was led by UCSF researchers and published in 2003, determined there was nothing about the land itself in Marin County that appeared to cause breast cancer. It concluded that a woman’s risk of developing the disease did not increase according to the amount of time spent in the county.

While researchers have focused on the levels of vitamin D in the body and the vitamin’s potential to lower risk of breast and other cancers, they have yet to determine the role of vitamin D or how much of it is needed for cancer prevention.

In this most recent study, which was published online this week in the Journal of the American College of Surgeons, the role of the variant in the vitamin D receptor and how that affects the amount of vitamin D in the body is also unclear.

The variant “is known to be associated with differing vitamin D levels, but the exact way it works is not known, which is kind of frustrating,” said Eldon Jupe, clinical laboratory director of InterGenetics Inc. and developer of the breast cancer risk test that was used in the study. “But it does give a direction in which to look.”

Researchers used cell samples taken from the mouths of 338 women from the 2003 UCSF study.

A larger study pool

A larger, collaborative study in Marin County is ongoing, headed by the Marin County Department of Health and Human Services. The breast cancer study, called the Marin Women’s Study, involves thousands of women. Investigators hope this study group could be used to advance the vitamin D receptor research.

Rochelle Ereman, director of the Marin Women’s Study, said Dalessandri’s research “provides us another possible piece to the puzzle as to why Marin’s breast cancer rates have been historically high.”

Jeanne Rizzo, president of the Breast Cancer Fund, an advocacy group that focuses on the environmental causes of breast cancer, said it’s too soon to stock up on vitamin D.

“But this tells us we should be looking at things that are not just traditional risk factors and it’s important to continue this investigation,” said Rizzo, who is also a Marin County resident.

Victoria Colliver is a San Francisco Chronicle staff writer.

Fonte: http://www.sfgate.com/health/article/Marin-breast-cancer-linked-to-vitamin-D-3770785.php

__

O tráfico de órgãos é uma realidade, mesmo na Europa

__

Um homem propõe vender seu rim em uma rua de São Paulo, Brasil

Legenda: Um homem propõe vender seu rim
em uma rua de São Paulo, Brasil  (Keystone)


O tráfico de órgãos é uma realidade, até mesmo na Europa. Na Suíça, a lei é eficaz, mas deve ser acompanhada de perto para não entrar na “zona cinza” que permitiria o comércio.


Entre a venda de um carro, de um terreno ou de um cão, encontra-se às vezes a de um rim. Estamos em um sítio de anúncios na internet e as propostas de venda se multiplicam.

Por milhares de francos suíços, homens e mulheres jovens se dizem dispostos a ceder uma parte do corpo. O rim é o órgão número um do tráfico.

Segundo informações comunicadas no sítio, as ofertas vêm da França ou da Bélgica, países cujas ruas não são invadidas pela pobreza. Nesses países, o tráfico de órgãos é proibido. São falsos anúncios ou as ofertas são sérias? “Há anos que pessoas geralmente pobres propõem vender seus órgãos na internet”, diz Ruth-Gaby-Mongold, membro do Conselho da Europa e autora de um relatório sobre o tráfico de órgãos na Europa.

Um órgão por um punhado de dinheiro. Um comércio de seres humanos, mas em pedaços. O tráfico de órgãos não se limita às sórdidas prisões chinesas. Na Europa ele também existe.

“O tráfico de órgãos é um problema que deve ser resolvido no plano internacional”, afirma Thomas Gruberski, que fez uma tese de doutorado sobre a venda de órgãos*

Ruth-Gaby Vermot-MangoldRuth-Gaby Vermot-Mangold (swissinfo)

Leis eficazes


Submetido à lei do silêncio, o comércio de órgãos é particularmente difícil a combater. O único meio para os países consiste em adotar leis eficazes.

“O tráfico de órgãos é difícil. É um médico que deve extrair o órgão a ser transplantado em pouco tempo, e ele não suporta longas viagens. Portanto, se os países são bem organizados, controlam esse processo e respeitam as leis, o tráfico é quase impossível”, explica Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Na Suíça, como em outros países europeus, a lei proíbe o comércio de órgãos. Além disso, “é proibido receber ou dar dinheiro na doação de um órgão, de um tecido ou de células de origem humana.”

“Aqui os organismos como Swisstransplant (ndr: Fundação Nacional Suíça para a Doação e o Transporte de Órgãos) não utilizam órgãos sem verificar e ter certeza da proveniência. Essas instituições sabem que é preciso ter muito cuidado para não entrar na ‘zona cinzenta’ do tráfico”, afirma Gaby Vermot-Mangold.

Se em toda a Europa, em virtude da proteção dos direitos humanos, as leis proíbem o tráfico de órgãos, elas diferem em certos pontos, particularmente na definição das relações entre o doador e o receptor. Na Alemanha, a lei admite a possibilidade de transplante entre pessoas com laços emocionais fortes. Na França, cônjuges ou parentes do receptor ou ainda uma pessoa que vive mais de dois anos com o receptor podem exigir uma doação de órgãos.

Em contrapartida, na Noruega, na Espanha, na Áustria ou na Suíça, as leis são mais amplas e nenhuma ligação particular é obrigatória entre o doador e o receptor. É uma situação que pode propiciar a “zona cinzenta”.

Não é infalível


“A regulamentação constitui um grande dilema. De um lado, é bom que amigos possam ser doadores. De outro, isso pode levar ao tráfico ou a transplantes na ‘zona cinzenta’. Soubemos de casos em que o receptor indicou um falso amigo com o qual ele nem havia conversado por falarem línguas diferentes”, conta Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Há países onde nenhum laço é obrigatório entre o doador e o receptor e que lei abre pequenas portas para o tráfico. Mas, segundo Thomas Gruberski, esses países, entre eles a Suíça, avançam na boa direção liberalizando suas leis.

“As leis restritivas não são, do meu ponto de vista, judiciosas. Elas podem provocar situações de forte pressão em que o doador não toma decisões com seu livre-arbítrio. Se imaginamos uma família cuja mãe precisa de um rim e uma criança de cinco anos que é compatível, essa criança pode sofrer pressões. Também pode haver comércio dentro da família, com a promessa de uma parte maior da herança para o doador, por exemplo. Por essas razões, é importante ampliar o círculo de doadores autorizados.”

Transplante no estrangeiro


Para lutar contra o tráfico de órgãos, alguns defendem a liberalização total, como a filósofa e biotécnica inglesa Janet Radcliffe Richards. Ela acredita que a liberalização do comércio de órgãos permitiria um melhor controle e ofereceria um melhor acompanhamento médico aos doadores.

Essa posição é considerada perigosa por Ruth-Gaby Vermot-Mangold. “As pessoas que vendem um rim, o fazem geralmente por causa da pobreza. E mesmo que houvesse um sistema de acompanhamento médico para os doadores nos países pobres, muitos não seriam beneficiados”. É que, frequentemente, as pessoas que aceitam doar um órgão encontram-se em situação extremamente precária e não têm meios para pagar um médico.

Essa precariedade é explorada por certas pessoas nos países desenvolvidos para conseguir um órgão. Obter um órgão em seu próprio país é difícil e é menos complicado fazer o transplante no estrangeiro.

“Na Suíça, fizemos recentemente pesquisas aprofundadas e não descobrimos nenhum caso de receptor que foi ao estrangeiro, notadamente na China, para fazer um transplante. Só que isso não quer dizer que não exista”, afirma Franz Immer, diretor de Swisstransplant.

No entanto, segundo um questionário acerca do tráfico de órgãos recolhido em 2004 pelo comitê diretor de bioética e pelo comitê europeu da saúde, em vários países europeus pessoas viajam ao estrangeiro para fazer um transplante. Na França, os receptores vão à África, China, Índia ou à Turquia. A Bélgica é considerada como um ponto importante para o tráfico.

Aliás, doadores moldávios que Ruth-Gaby Vermot-Mangold encontrou no contexto de seu relatório afirmaram que doaram seus rins na Turquia. Prometeram-lhes um emprego naquele país. Como não havia emprego nenhum, propuseram-lhes vender um rim por 2 a 3 mil euros para pagar a viagem de volta à Moldávia.

Eles aceitaram. Cinco depois tiveram que sair do hospital e voltaram para a Moldávia de ônibus, com um órgão a menos e um pouco de dinheiro no bolso. “Voltei a ver um deles. Com esse dinheiro ele comprou uma pequena casa para sua família, mas sua saúde vai muito mal”, diz Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Laureline Duvillard, swissinfo.ch
(Adaptação: Claudinê Gonçalves)

*”Das strafrechtliche Verbot der entgeltlichen Organspende und des Organhandels gemäss schweizerischem Transplantationsgesetz – Begründung, Wesen und Problematik”, Thomas Gruberski, a ser publicado brevemente.

http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Orgaos_por_pouco_dinheiro.html?cid=24885516&rss=true

__

%d blogueiros gostam disto: