O Hormônio-Vitamina D interfere com cerca de 3.000 genes associados a muitas doenças, diminuindo os seus riscos

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Em 2010, um novo estudo acaba de ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças. [Imagem: FRL/UCR]

Em 2010, novo estudo conclui por ampliar – de maneira contundente – as evidências de que a deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de muitas doenças. [Imagem: FRL/UCR]

Referência ao artigo de 2013:

Arash Hossein-nezhad, Avrum Spira, Michael F. Holick.Influence of Vitamin D Status and Vitamin D3 Supplementation on Genome Wide Expression of White Blood Cells: A Randomized Double-Blind Clinical TrialPLoS ONE, 2013; 8 (3): e58725 (DOI:10.1371/journal.pone.0058725)

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Até agora , os cientistas encontraram cerca de 3.000 genes que são regulados pela vitamina D, o que é notável quando se considera que o corpo humano tem apenas entre 20-25,000 genes totais. Pesquisadores da vitamina D continuam a encontrar benefícios para a saúde na vitamina D em praticamente todas as áreas que eles olham, incluindo:
Cancer       Hypertension       Heart disease
Autism       Obesity       Rheumatoid arthritis
Diabetes 1 and 2       Multiple Sclerosis       Crohn’s Disease
Cold & Flu       Inflammatory Bowel Disease       Tuberculosis
High Blood Pressure       MRSA Infections       Dementia
Birth Defects       Reduced C-section risk       Infertility
Melanoma (skin cancer)       Asthma       Depression
Osteoporosis       Alzheimer’s disease       Schizophrenia

 

A vitamina D há muito que está associada ao bom funcionamento dos tecidos musculares e esqueléticos e à disponibilidade celular de cálcio. O cálcio é essencial para a contracção muscular assim como é um mensageiro químico intracelular, com papel importante na actividade das mitocôndrias. Estas, para além de serem as “fábricas” de energia celular, estão envolvidas directamente na saúde celular, como seja na co-regulação do seu ciclo de divisão (precisamente por mitose) assim como em processos de morte programada, ou apoptose. As mitocôndrias estão ainda envolvidas no nível de stress oxidativo a nível celular.

Assim não é de estranhar a ligação dos níveis de vitamina D e um número grande de distúrbios que interferem com o estado de saúde e que podem originar doenças, mais ou menos graves ou mesmo mortais.

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Vários dados apresentados em estudos epidemiológicos publicados nos últimos anos têm associado a deficiência (menos de 20 ng/mL no sangue) ou insuficiência (entre 21-29 ng/mL no sangue) nos níveis sanguíneos de vitamina D com um risco acrescido no desenvolvimento de doenças cancerosas, autoimunes, infecciosas, diabetes tipo 2 e cardiovasculares.

Agora, num artigo (DOI:10.1371/journal.pone.0058725) publicado on line na revista PLOS ONE no dia 20 de Março de 2013, cientistas do Centro Médico da Universidade de Boston, em Massachusetts nos Estados Unidos, apresentam pela primeira vez resultados que indicam que os níveis de vitamina D (especificamente o colecalciferol ou vitamina D3) têm um impacto directo sobre a expressão de muitos genes (291 genes foram investigados neste estudo) envolvidos em várias vias metabólicas que se sabe estarem associadas com o desenvolvimento de células cancerígenas, com doenças infecciosas e autoimunes, com doenças cardiovasculares. Assim este estudo dá um passo em profundidade na ligação entre os níveis presentes de vitamina D e os processos moleculares que estão na origem ou que estão envolvidos naquelas doenças.

O estudo indica ainda que a manutenção de níveis suficientes de vitamina D desempenha um papel importante no robustecimento do sistema imunitário e na diminuição do risco em desenvolver aquelas doenças.

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Segundo Michael F. Holick, um dos líderes da investigação, «este estudo identifica marcadores moleculares que ajudam a explicar os benefícios da vitamina D na saúde dos sistemas não esqueléticos», e acrescenta que «enquanto muitos mais estudos são necessários para confrimar as nossas observações, os dados obtidos demonstram que manter os níveis recomendados de vitamina D pode ter um efeito marcante sobre a expressão  genética  nas células do nosso sistema imunitário e  pode ajudar a explicar o papel da vitamina D na redução do risco para as doenças cardiovasculares, câncer, entre outras».

Recorde-se que esta é a única vitamina que tanto pode ser ingerida através da dieta como sintetizada  no  organismo  após exposição solar.   Assim, aproveite o despertar da Primavera e reponha os seus níveis de vitamina D. Vai ver que se sentirá muito melhor.

António Piedade

Referência ao artigo:

Arash Hossein-nezhad, Avrum Spira, Michael F. Holick.Influence of Vitamin D Status and Vitamin D3 Supplementation on Genome Wide Expression of White Blood Cells: A Randomized Double-Blind Clinical TrialPLoS ONE, 2013; 8 (3): e58725 (DOI:10.1371/journal.pone.0058725)

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0058725

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Deficiência de Vitamina D comum em crianças obesas – Vitamin D deficiency common in obese children

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Pouca vitamina D tem relação com obesidade em crianças

Esse quadro ainda aumenta as chances de desenvolver diabetes tipo 2

Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, baixos níveis de vitamina D são mais prevalentes em crianças obesas e estão associados com maiores riscos de desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa, feita na Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, ainda associou as baixas taxas da substância a maus hábitos alimentares.

O estudo analisou 498 jovens de 6 a 16 anos, sendo que 411 eram obesos. Foram observados seus níveis de vitamina D, de açúcar no sangue, de insulina, índice de massa corporal (IMC) e pressão arterial. Além disso, os participantes informaram seus hábitos alimentares, como ingestão diária de refrigerante, suco, leite, frutas e hortaliças e se eles costumavam pular o café-da-manhã.

Os resultados demonstraram que os jovens obesos tinham menores níveis de Vitamina D em comparação com os não obesos, e que hábitos como o consumo de refrigerante e sucos e o fato de não tomar café-da-manhã estavam negativamente associados com as taxas de vitamina D. Além disso, a pesquisa concluiu que crianças obesas com baixos níveis de vitamina D tiveram maior grau de resistência à insulina e maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2.

“Estudos futuros são necessários para determinar a relevância clínica de níveis mais baixos de vitamina D em crianças obesas. Esses resultados são importantes para ajudar a determinar os tratamentos necessários para repor os níveis da vitamina nesses jovens e descobrir se terapias com vitamina D podem melhorar problemas como a resistência à insulina”, afirma Micah Olson, pesquisadora do Centro de Medicina da Universidade do Sudoeste do Texas e principal autora do estudo.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pouca-vitamina-d-tem-relacao-com-obesidade-em-criancas

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Recent research published in the journal Pediatrics reports vitamin D deficiency is extremely prevalent in overweight and obese children.

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Researchers led by Christy Turner, MD, MHS, and colleagues at the University of Texas Southwestern Medical Center in Dallas, analyzed data from over 12,000 US children and teens aged 6 to 18 years in the National Health and Nutrition Examination Survey.

Height, body weight, and vitamin D levels of the children were measured. Participants were classified as healthy weight, overweight, obese, or severely obese. After adjusting for confounding factors, the researchers examined associations between BMI and vitamin D deficiency. They found that 21% of healthy-weight youngsters are vitamin D deficient, 29% of overweight children, 34% obese, and 49% severely obese children were vitamin D deficient.

After accounting for vitamin D supplementation and intake of fortified milk, vitamin D deficiency was most prevalent among severely obese Latinos (53%) and African Americans (87%), compared with 27% Caucasian children.

Lead author Christy Turer, MD, MHS, stated that she and her colleagues routinely check vitamin D levels in children at weight management clinics. Deficient children are prescribed high-dose vitamin D supplements taken weekly. After 8 weeks the levels are rechecked, and if normal, the children are put on a lower monthly maintenance dose. The dosages were not specified.

The authors conclude,

“Further studies are needed to determine the clinical relevance of low vitamin D levels among overweight/obese children, including whether there is a causal relationship between vitamin D deficiency and obesity-associated cardio metabolic conditions, as well as skeletal conditions… The particularly high prevalence in severely obese and minority children suggests that targeted screening and treatment guidance is needed.”

Sources

Turer CB, Lin H, Flores G. Prevalence of vitamin D deficiency among overweight and obese US children. Pediatrics. December 24, 2012.

Rubin R. Children’s Health. Low vitamin D more common in overweight kids. WebMD. Dec 2012.

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