Dor muda de estatuto e passa a ser doença

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04/12/2012 – 08:23

dor

Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos em várias novas categorias de medicamentos contra a dor, que têm vindo a ser testadas em pacientes,  avança o Valor Económico, citando o Financial Times.

A dor é um problema sério. Responde por mais de metade de todas as consultas médicas.  As vendas mundiais de analgésicos totalizam 40 mil milhões de dólares anuais. Mas ela é    há muito minimizada pelos médicos, que a tratam mais frequentemente como um sintoma do que como uma doença com existência própria. Mesmo quando uma queixa subjacente  foi curada, a dor que ela desencadeou muitas vezes continua a atormentar os pacientes, deixando centenas de milhões de pessoas com dificuldade de trabalhar ou viver confortavelmente.

“Estamos determinados a elevar o estatuto da dor”, diz o professor Richard Langford, presidente da Sociedade Britânica de Dor. “Ela tem vindo a ser, inquestionavelmente, uma doença patinho feio que não é nem uma coisa nem outra. Falta a consciência de que a dor acarreta efeitos secundários e letalidade. Ela reduz a expectativa de vida. Não dá para ficar de braços cruzados”.

Infelizmente para as pessoas destruídas por dores crónicas, os laboratórios farmacêuticos – frustrados pelas dificuldades científicas – transferiram os seus investimentos para outros distúrbios. Nos últimos anos, concentraram-se menos nas causas do que nas maneiras de evitar o uso abusivo de analgésicos – muitas vezes à base de opióides estigmatizados por seu uso “recreativo” como alucinógenos. Mas há actualmente novos sinais de avanços revolucionários na ofensiva contra a dor. Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos, e várias novas categorias de medicamentos têm vindo a ser testadas em pacientes. A Pfizer, a Johnson & Johnson e a AstraZeneca, ao lado de empresas de menor porte, como a Allergan, a MAP e a Zogenix, estão a desenvolver programas na área da dor. A consultoria de pesquisa de mercado Datamonitor contabiliza quase 200 medicamentos experimentais em processo de teste.

A análise diagnóstica começa a identificar mecanismos estruturais como mutações genéticas, e exames de laboratório apontam para o potencial analgésico das picadas das aranhas caranguejeiras, cobras e abelhas. Os cientistas, além disso, aderem cada vez mais à prática de isolar a dor pelo mapeamento dos fluxos de sangue no cérebro.

“Este foi um ano óptimo”, diz Clifford Woolf, do departamento de neurobiologia da Faculdade de Medicina de Harvard, que identifica os recentes avanços tanto do meio académico quanto dos órgãos reguladores e dos laboratórios farmacêuticos. “Efectivamente acho que a actividade científica está melhorando”, diz.

O reconhecimento da dor crónica também está a crescer. Num relatório do ano passado, o Instituto de Medicina dos EUA estimou que o mal atingiu 100 milhões de americanos e custou cerca de 600 mil milhões de dólares por ano em tratamento e em perda de produtividade. O estudo “A Dor na Europa” mostrou que quase 20% das pessoas disseram sofrer de dores crónicas que se estenderam por pelo menos seis meses, das quais uma parcela próxima de 40% não estava satisfeita com o tratamento que recebeu.

O professor Christopher Murray, do Instituto de Indicadores e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, disse que a sua maior surpresa foi constatar o impacto de distúrbios como problemas musculoesqueléticos, como dor nas costas. Ele finaliza um estudo sobre a carga mundial de doenças de todos os tipos, a ser publicado no mês que vem.

“Elas são muito mais generalizadas do que se pensava”, diz ele. “Há uma grande e crescente necessidade de tratar eficazmente alguns desses distúrbios crónicos, e a parte problemática é que a maioria dos países não está equipada para atender a essa necessidade”, diz.

Muitos dos factores que geram dor, além disso, estão a aumentar no mundo inteiro: uma população em processo de envelhecimento, mais vulnerável a doenças como artrite e cancro; o aumento da obesidade, que desencadeia diabetes, com complicações de natureza neurológica; e a expansão das cirurgias, com risco de dor no pós-operatório.

Muitos dos factores que geram dor estão a aumentar no mundo, como o envelhecimento da população

Mas o tratamento muitas vezes continua ineficaz. Os medicamentos actualmente usados são limitados na sua capacidade de reduzir ou eliminar o sofrimento, e muitas vezes geram efeitos secundários relevantes. Os antiepilépticos desencadeiam fadiga e perda de concentração, por exemplo, enquanto os opióides podem causar prisão de ventre, dependência ou até mesmo morte, quando tomados em altas doses.

Alguns argumentam que os médicos, tradicionalmente, não deram suficiente ênfase à abordagem da dor em si, preferindo experimentar tratamentos das causas estruturais, sem se concentrar suficientemente no alívio. Isso deixa pacientes com cancro terminal, por exemplo, em situação de extrema dor física.

Mas, em muitas pessoas, não chega a ser diagnosticado qualquer problema estrutural. Noutras, mesmo quando a causa directa é identificada e tratada, a dor persiste, ou volta após certo período de trégua. Isso sugere que a dor pode ser – ou se tornar – uma doença por si só, em vez do que apenas um sintoma de outros distúrbios.

O Dr. Stuart Derbyshire, da Universidade de Birmingham, diz: “A boa notícia é que a dor está a ser levada muito mais a sério hoje e que os médicos estão um pouco mais preparados para acreditar em seus pacientes. O problema é que não há nada de novo para tratá-la. A situação até ficou pior, com mais pacientes e menos alternativas de tratamento. É uma grande decepção”.

Um dos motivos disso são as limitações do dinheiro e do foco dedicados a esse campo. O centro de pesquisa National Institutes of Health, ligado ao Departamento de Saúde dos EUA, com orçamento anual de 30 mil milhões de dólares, financia unidades voltadas para muitas doenças, mas não tem um instituto específico para a dor. “Os pacientes de dor crónica não têm grupos activistas muito ruidosos, como os de VIH”, diz Jürgen Häussler, chefe de pesquisa de dor da Johnson & Johnson, que lançou em 2011 uma versão de liberação prolongada no organismo do Nucynta®, um opióide para dor de moderada a forte. “O problema nem sempre consegue a atenção que merece”.

Outra dificuldade para os investigadores está em identificar e quantificar a dor. Ao contrário de muitos outros distúrbios, não existe qualquer “biomarcador” simples de sangue ou urina para medir a sua presença ou intensidade. Em vez disso, os médicos empregam uma escala subjectiva de 10 pontos ou um equivalente visual, em que cores diferentes denotam o nível de dor.

Isso restringe a facilidade de comparação com experiências de laboratório com animais – nos quais a dor tem de ser induzida. Em testes em seres humanos o efeito do placebo para tratar a dor é especialmente significativo, o que confunde os esforços para medir a acção específica de medicamentos experimentais.

O potencial do diagnóstico por imagem também é restrito. William Dillon, professor de radiologia da Universidade da Califórnia, campus de São Francisco, diz que pode às vezes ser possível, com boa formação, identificar danos mesmo em minúsculos nervos periféricos que podem causar dor. Para um melhor diagnóstico, ele gostaria de ver aparelhos que permitem que os pacientes se sentem e sejam rastreados em posições mais naturais, que comprimem os nervos, em vez de ficarem deitados na horizontal.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos contra a dor

A questão final é a cautela dos órgãos reguladores, que são tidos, em amplos círculos, como concentrados nos riscos de efeitos colaterais dos analgésicos, relativamente aos benefícios. Essa contraposição foi aguçada desde os enfartes vinculados ao uso de Vioxx®, da Merck, que a empresa retirou do mercado em 2004 apesar da sua eficácia em muitos pacientes portadores de artrite. “Ninguém morre em decorrência de dor, por isso os níveis de restrição são muito elevados em comparação, digamos, com o câncer”, diz o professor Steve McMahon, do King’s College de Londres.

Ironicamente, muitos dos principais medicamentos actuais para o tratamento da dor são derivados de produtos com raízes no folclore e hoje em dia estigmatizados pelo uso “recreativo” como alucinógenos, desde os opióides até à marijuana. O resultado foram medidas rígidas para restringir a sua oferta e monitorizar o seu uso. Outros foram originalmente desenvolvidos para outras indicações, encabeçados pelos anticonvulsivos e antidepressivos.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos. O Sativex, da GW Pharma, derivado de uma variedade híbrida da maconha, e o Botox, da Allergan, estão sendo estudados para uso como diferentes tipos de alívio à dor, como é o caso da cetamina, já empregada como anestésico.

Mais fundamentalmente, um dos mais avançados medicamentos novos experimentais é voltado para o factor de crescimento do nervo, uma proteína vista como fundamental na geração da dor. O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos EUA, suspendeu os testes de vários medicamentos devido a preocupações com seus danos, mas levantou a interdição em Março, abrindo caminho para a fase final de testes do Tanezumab da Pfizer, por exemplo.

Um segundo enfoque provém do estudo de pessoas como o americano Steven Pete, apresentado numa nova exposição do Museu da Ciência de Londres. Ele é portador de um distúrbio extremamente raro chamado analgesia congénita, que o impede de sentir dor. “Tem que prestar atenção para não pôr a mão no tampo do fogão”, diz ele. “Tem que ouvir seu corpo, principalmente no que se refere a lesões internas”.

Um estudo publicado este ano mostrou a magnitude de mutações que determinam a produção do gene Nav1.7, essencial na transmissão dos sinais nervosos para o cérebro.

Ruth McKernan, directora científica da Neusentis, a divisão de dor da Pfizer, diz: “É muito raro encontrar dados genéticos tão sólidos que validem tão optimisticamente o alvo de um medicamento”. Ela fala também de perspectivas de mais longo prazo do uso, pela medicina regenerativa, dos próprios mecanismos de recuperação do organismo, e das células-tronco, como forma de avaliar a eficácia de novos medicamentos. “Os modelos animais de dor são apenas moderadamente esclarecedores, e é mais recomendável para nós usar células-tronco humanas nos primeiros estágios de pesquisa e pessoas, em vez de animais, nos estágios posteriores”.

De maneira muito mais experimental, vários artigos académicos recentes destacaram inesperados tratamentos em potencial. Investigadores franceses discutiram no mês passado na revista Nature duas proteínas que eles chamaram de “mambalginas”, presentes no veneno da cobra mamba-preta, que cortam a dor em ratinhos sem gerar efeitos colaterais. No início do ano, uma equipe encabeçada por cientistas sul-coreanos mostrou que o veneno diluído da abelha diminui a dor em ratos.

“Milhões de anos de evolução apuraram toxinas animais muito melhor do que qualquer químico de laboratório”, diz Steve Trim. Ele acrescentou que os contratos com sua empresa, a Venomtech, que fornece veneno de aranhas caranguejeiras e cobras, apontam para o crescente interesse da parte dos laboratórios. “A maioria dos grupos farmacêuticos está se voltando para a dor, e nós estamos em negociações com a maior parte dos dez maiores”.

O avanço final ocorre com o mapeamento do cérebro. Steve Williams, do King’s College, diz que imagens obtidas por ressonância magnética estão detectando fluxos de sangue cerebrais que podem ser correlacionados com a dor. “Estamos desenvolvendo métodos quantitativos. Ao longo da actual década, vamos usar scanners para fazer diagnósticos”.

“É pouco provável que exista um único remédio milagroso para alívio da dor e, em vez disso, serão necessários medicamentos de fins múltiplos voltados para os mecanismos específicos responsáveis”, diz Woolf.

Embora uma única cura possa ser inatingível, mesmo o progresso parcial na redução dos efeitos aflitivos sobre os indivíduos constituirá um significativo passo à frente.

 

Bayer to Buy U.S. Vitamin Maker Schiff for $1.1 Billion

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Bayer AG (BAYN) agreed to buy Schiff Nutrition International Inc. (SHF) for $1.1 billion to add a faster- growing vitamins and nutritional supplements business to the German drugmaker’s consumer-health unit.

Investors will receive $34 a share in cash, Leverkusen- based Bayer said in a statement today. The price is 47 percent above Schiff’s closing level Oct. 26, the most recent day of stock trading in the U.S. Bayer also said its third-quarter profit rose 2.2 percent.

Bayer will strengthen its U.S. consumer-health unit with the Salt Lake City, Utah-based business. Signed about six weeks after Bayer agreed to buy Teva Pharmaceutical Industries Ltd. (TEVA)’s animal-health business, the deal fits Bayer’s strategy of building its life sciences unit with small- and mid-sized acquisitions, Chief Executive Officer Marijn Dekkers said.

“These are two of the areas that we are very committed to growing, both organically and with these bolt-on acquisitions,” Dekkers said in a Bloomberg Television interview today.

Schiff sales in the year ended May 31 totaled $259 million. The company said last month that sales this fiscal year would increase by 43 percent to 46 percent after its acquisition of Airborne, the cult cold-prevention remedy featured by Oprah Winfrey.
Tiger’s Milk

Schiff also makes Tiger’s Milk nutrition bars, Omega-3 product MegaRed and Move Free, a pill for joints.

The U.S. company won’t seek a competing offer, though it has the option to review unsolicited bids until Nov. 28, Schiff said in a regulatory filing today. Chairman Eric Weider’s company Weider Health and Fitness, which owns a controlling stake in Schiff, agreed to the deal, according to the filing.

“Nutritionals are a reasonably fast-growing area,” said Alistair Campbell, an analyst at Berenberg Bank in London who recommends buying Bayer stock. “It broadens their product line.”

The deal is expected to close by the end of 2012. Bayer was advised by Bank of America Merrill Lynch, and Rothschild advised Schiff.

Schiff declined 0.4 percent to close at $23.19 on the New York Stock Exchange Oct. 26. Trading was closed yesterday in the U.S. because of Hurricane Sandy, and markets will remain closed today. TPG, the Fort Worth, Texas-based buyout firm, owns 34 percent of Schiff’s shares, according to data compiled by Bloomberg.
Vitamin Companies

The purchase including net debt values Schiff at about 17.8 times this year’s estimated earnings before interest, tax, depreciation and amortization. Buyers have paid a median 16.9 times profit for acquisitions of vitamin companies over the past five years, according to data compiled by Bloomberg.

Bayer has no upper limit for deals, though it’s primarily seeking smaller acquisitions, Dekkers said in a conference call with reporters.

The purchase price is based on about 31.1 million shares outstanding, including shares underlying stock options. Bayer also is assuming $122 million in net debt.

Growth in the health and crop-chemical business helped push earnings up in the third quarter, Bayer said in a separate statement today. Earnings before interest, taxes, depreciation, amortization and special items increased to 1.85 billion euros ($2.39 billion) from 1.81 billion euros a year earlier, Bayer said. That beat the 1.83 billion-euro estimate of 11 analysts surveyed by Bloomberg.
Plastics Forecast

Sales rose 12 percent to 9.67 billion euros. Bayer raised its forecast for the plastics unit, saying it now expects a small increase in sales. The company had previously said sales and profit from plastics wouldn’t rise this year.

Bayer, Johnson & Johnson (JNJ)’s partner on the blood thinner Xarelto, has been leaning on its health-care and agriculture units for growth. The company reiterated today that sales will increase 4 percent to 5 percent this year, with a “high single- digit” percentage boost to adjusted Ebitda.

Sales in the crop-science unit increased 19 percent to 1.64 billion euros in the third quarter. Consumer-health sales climbed 12 percent to 1.99 billion euros.
Growing Conditions

“It continues an excellent year for crop,” said Berenberg’s Campbell. “The big question is going to be whether this is because of growing conditions” and whether they’ll be able to continue the growth next year with this year’s strong basis for comparison.

Bayer rose 1.7 percent to 67.65 euros in Frankfurt.

The company said yesterday that Liam Condon, 44, has been named chairman of the executive committee of the crop-science unit. He replaces Sandra Peterson, who’s leaving Bayer Nov. 30 to join Johnson & Johnson.

To contact the reporter on this story: Naomi Kresge in Berlin at nkresge@bloomberg.net

To contact the editor responsible for this story: Phil Serafino at pserafino@bloomberg.net

Fonte: http://www.bloomberg.com/news/2012-10-30/bayer-to-buy-u-s-vitamin-maker-schiff-for-1-2-billion.html

Vendas de medicamentos da Bayer sobem 13% no terceiro trimestre de 2012

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31/10/2012 – 11:23

A Bayer anunciou na terça-feira que as vendas de medicamentos no terceiro trimestre cresceram 13% para 2,7 mil milhões de euros (3,5 mil milhões de dólares), impulsionadas pelo desempenho na América do Norte e nos mercados emergentes, bem como pelas vendas mais elevadas do Xarelto®. A receita do anticoagulante, que a farmacêutica comercializa com a parceira Johnson & Johnson, mais do que quadruplicou em relação ao mesmo trimestre do ano anterior para 81 milhões de euros (105 milhões de dólares), subindo dos 68 milhões de euros (88 milhões de dólares) registados no segundo trimestre, avança o site FirstWord.

O CEO da Bayer, Marijn Dekkers, referiu que as vendas na unidade de saúde, em especial na divisão pharma, ganharam um maior impulso de crescimento durante o período de três meses. A receita da unidade de saúde subiu 12,4% para 4,7 mil milhões de euros (6,1 mil milhões de dólares). “Os negócios evoluíram favoravelmente […], especialmente na América do Norte e nos mercados emergentes”, comentou Dekkers, destacando o crescimento contínuo, especialmente na China. As vendas de medicamentos cresceram 24,3% na América do Norte, para 619 milhões de euros (802 mil milhões de dólares), enquanto a receita subiu 1,3% na Europa para 888 milhões de euros (1,1 mil milhões de dólares).

A empresa referiu que, no trimestre, as vendas do Kogenate® subiram 16,7% para 300 milhões de euros (388 milhões de dólares), com o crescimento impulsionado pelo aumento das remessas enviadas a um parceiro de distribuição e pelos negócio na Austrália. A receita do Betaferon® subiu 1% em relação ao mesmo período do ano passado, para 292 milhões de euros (378 milhões de dólares), que a Bayer disse que se deveu principalmente a um declínio na Europa, enquanto as vendas da linha de produtos YAZ® aumentou menos de 1% para 277 milhões de euros (359 milhões de dólares). A farmacêutica indicou que a receita do anticoncepcional oral “foi prejudicada pela concorrência dos genéricos, especialmente na Europa Ocidental”. Além disso, as vendas do Nexavar® subiram 12,4% para 199 milhões de euros (258 milhões de dólares), com o crescimento a ocorrer principalmente na China e nos EUA.

As vendas globais da empresa no terceiro trimestre cresceram 11,5% para 9,7 mil milhões de euros (12,6 mil milhões de dólares), embora Dekkers tenha dito que “o lucro líquido desceu […] devido a encargos especiais – particularmente para acções judiciais e de reestruturação”. Os números caíram 17,8% para 528 milhões de euros (683 milhões de dólares) com a Bayer a por de lado mais 205 milhões de euros (265 milhões de dólares) para litígios relacionados com a YAZ® e a Yasmin®. A Bayer indicou que, até agora, concordou em pagar um total de 750 milhões de dólares para resolver 3.490 processos judiciais que reivindicam que os contraceptivos orais causam lesões de coágulos venosos, com mais 3800 casos pendentes.

“Continuamos num caminho de sucesso, e confirmamos a nossa previsão para 2012”, acrescentou Dekkers. A empresa espera que as vendas globais cresçam de 4% para 5% este ano, levando a receita global de cerca de 39 mil milhões de euros (50,5 mil milhões de dólares) para 40 mil milhões de euros (51,8 mil milhões de dólares). Enquanto isso, as previsões da Bayer é de que as vendas de produtos farmacêuticos subam um pouco mais em 2012.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/31-10-12/vendas-de-medicamentos-da-bayer-sobem-13-no-terceiro-tri

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