Nove pessoas em tribunal no caso do rapaz que vendeu o rim para comprar um iPad e um iPhone

 

13.08.2012 – 19:55 Por Isabel Gorjão Santos

Wang Shangkun era ainda menor quando vendeu um rim para comprar um iPad e um iPhone. O caso chegou aos tribunais e nove pessoas podem agora ser condenadas na China por tráfico ilegal de órgãos e danos graves, crimes cuja pena pode chegar aos 10 anos de prisão.

A venda do rim aconteceu em Abril, mas só agora o caso está a ser julgado. Wang Shangkun tinha ainda 17 anos e estava disposto a tudo para ter um iPhone e um iPad, da Apple. Resolveu vender um rim, depois de encontrar um anúncio na Internet a propor o negócio. Acabou por receber 22.000 yuans, cerca de 2821 euros, muito menos do que os 150.000 yuans e 10.000 dólares (cerca de 27.000 euros, ao todo) que receberam os alegados membros da rede de tráfico de órgãos que agora foram levados a tribunal.

O julgamento começou na semana passada em Chenzhou, na província chinesa de Hunan, no centro do país. Entre os acusados estão o cirurgião que fez o transplante, um funcionário do hospital onde este decorreu e outras pessoas que terão procurado dadores através da Internet, adiantou o diário espanhol ABC. Após o transplante, o estado de saúde de Wang Shangkun deteriorou-se. Os seus pais só terão descoberto o que fizera depois da operação, quando apareceu em casa com o novo telemóvel e o novo iPad da Apple.

Os seus advogados pedem agora uma indemnização de 2,7 milhões de yuans (cerca de 355.000 euros), mas a sentença só deverá ser divulgada em breve. Segundo o China Daily, o procurador dos distrito de Beihu, ao qual pertence Chenzhou, acusou um dos réus, He Wei, de ter procurado pagar dívidas de jogo através de uma rede ilegal de tráfico de órgãos. Este terá pedido a outra pessoa, Yin Shen, para procurar dadores na Internet, e também a Tang Shimin para providenciar uma sala de operações junto de Su Kaizong, do departamento de urologia do hospital local.

A operação terá sido depois realizada pelo cirurgião Song Zhongyu, agora acusado de ter retirado o rim a um estudante de 17 anos e transplantado depois para um receptor, em Abril. He terá recebido 56.360 yuans (cerca de 7130 euros), enquanto a Su terão sido entregues 60.000 yuans e a Song 52.000 yuans, em qualquer dos casos muito mais do que Wang Shangkun recebeu. Depois, Tang Shimin terá recebido 10.000 yuans por ter arranjado a sala de operações e Yin Shen cerca de 3000 yuans pela pesquisa na Internet. Para além destas cinco pessoas foram ainda acusadas duas enfermeiras, um assistente de cirurgião e um anestesista que terão estado envolvidos na operação, adianta o China Daily.

A venda de órgãos foi proibida pelas autoridades chinesas em 2006, após a morte de seis cidadãos japoneses que tinham viajado para a China para ser operados, mas não faltam anúncios na Internet a oferecer dinheiro por rins ou fígados. Segundo a agência Xinhua há cerca de 1,5 milhões de pessoas a necessitar deste tipo de transplantes na China, ainda que se realizem apenas 10.000 operações deste tipo por ano. Ainda este mês a polícia chinesa deteve 137 pessoas suspeitas de ligação a redes de tráfico de órgãos.

Fonte: http://www.publico.pt/Mundo/caso-de-rapaz-que-vendeu-o-rim-para-comprar-um-ipad-e-um-iphone-leva-nove-pessoas-a-julgamento-1558934

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Doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica

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Os pesquisadores estimam que de 5 a 10 mil moléculas estudadas, apenas uma acaba gerando um novo fármaco no final do processo. A estimativa é de que o custo da entrada de um novo  no mercado chegue a 1,3 bilhões de dólares.
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Fonte: R7

Enfermidades como a malária, tuberculose, esquistossomose (” barriga-d’água” ), leishmaniose e hanseníase (” lepra” ), entre outras, não recebem atenção de laboratórios farmacêuticos devido ao custo das pesquisas. É o que apontam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Com o objetivo de reunir esforços na busca de soluções no combate a doenças negligenciadas por pesquisas, cientistas da USP trabalham, desde 2009, com assuntos relacionados em um plano comum de ação, permitindo maior intercâmbio de conhecimento e colaboração entre as unidades acadêmicas empenhadas em estratégias de tratamento.

A professora Elizabeth Igne Ferreira, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF), participou da criação da rede, que chegou a reunir ao todo 100 pesquisadores da universidade. A iniciativa os possibilitou conhecer o que estava sendo pesquisado até então, permitindo melhor articulação entre os estudos. Segundo ela, estas doenças são pesquisadas na instituição sob diversos ângulos tais como epidemiologia, diagnóstico, patogenia, vacinas, fármacos e medicamentos, entre outros.

De acordo com a professora, uma das maiores dificuldades em sua área de pesquisa é o longo tempo que separa o início da seleção de uma molécula e a sua aplicação prática em um medicamento. “Há algumas moléculas promissoras, mas o caminho desde quando é encontrada, até o momento em que chega ao mercado pode levar até 15 anos”, afirma ela. Esse é um dos motivos pelos quais é importante buscar parcerias entre a universidade e as indústrias farmacêuticas.

Outro problema é que grande parte também não encontra viabilidade. Os pesquisadores estimam que de 5 a 10 mil moléculas estudadas, apenas uma acaba gerando um novo fármaco no final do processo. A estimativa é de que o custo da entrada de um novo medicamento no mercado chegue a 1,3 bilhões de dólares.
Fonte: http://www.parceirodasaude.com.br/?p=2300

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