Fumar ‘emburrece’: mais uma razão para parar

 

Fumantes adultos na meia-idade tendem a ter performances mais pobres em testes de memória e raciocínio comparados com não-fumantes, aumentando a lista de razões para não fumar, disseram pesquisadores franceses nesta segunda-feira.

Çim, nóis podi

Çim, nóis podi

Analisando dados previamente coletados sobre cinco mil funcionários públicos britânicos, os pesquisadores descobriram que os que fumavam tinham mais chance do que pessoas que nunca fumaram de pertencer ao grupo de pior desempenho, de um total de cinco grupos, em testes de memória, raciocínio, vocabulário e fluência verbal.

O fumo foi associado com o declínio mental na meia-idade, assim como com demência e doenças físicas, eles descobriram.

“Fumar na meia idade está associado com déficit de memória e redução nas habilidades de raciocínio”, concluiu Severine Sabia e seus colegas do National Institute of Health and Medical Research em Villejuif, Fança.

Comparado com os fumantes, as pessoas que disseram que haviam parado de fumar tendiam a adotar hábitos mais saudáveis como beber menos álcool, ser fisicamente mais ativo, comer mais frutas e vegetais, Severine escreveu na revista científica Archives of Internal Medicine.

Os participantes estavam entre os 35 e 55 anos de idade no começo do estudo, que acompanhou os voluntários durante até 17 anos.

O estudo também demonstrou como pode ser difícil conduzir pesquisas de longo prazo com fumantes: mais do que o dobro dos fumantes, em comparação com os que não fumavam, se recusaram a repetir os testes de memória ou não puderam repeti-lo, em alguns casos por haverem morrido no ínterim.

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(Reuters) – Middle-aged adults who smoke tended to perform poorly on tests of memory and reasoning compared to nonsmokers, adding to the list of reasons not to smoke, French researchers said on Monday.

Analyzing previously collected data on about 5,000 British civil servants, the researchers found those who smoked were more likely than people who never smoked to be in the lowest-performing of five groups in tests of memory, reasoning, vocabulary and verbal fluency.

Smoking was associated with mental decline in middle age, as it is with dementia and a host of physical ills later in life, they found.

“Smoking in middle age is associated with memory deficit and decline in reasoning abilities,” concluded Severine Sabia and colleagues from the National Institute of Health and Medical Research in Villejuif, France.

Compared to smokers, people who said they had quit cigarettes were more likely to adopt healthier behaviors, such as drinking less alcohol, being more physically active, and eating more fruits and vegetables, Sabia reported in the journal Archives of Internal Medicine.

The participants were aged 35 to 55 at the beginning of the study, which followed some subjects up to 17 years.

The study also demonstrated how difficult it can be to conduct long-term research on smokers: more than twice as many smokers as non-smokers refused to take the memory test again or were not able to be re-tested, in some cases because they died in the interim.

 

 

Fonte: http://www.reuters.com/article/2008/06/09/us-smoking-memory-idUSN0645737020080609

 

5 Passos para parar de fumar definitivamente

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Canadian Lung Association

[The Lung Association]   Parar de fumar pode ser uma das coisas mais difíceis que você terá que fazer, mas fica mais fácil com a prática. Pesquisas mostram que cada vez que você tenta parar de fumar você melhora suas chances de parar de vez. Sua chance de sucesso é ainda maior se você combina métodos para parar de fumar como aconselhamentos, substituição de nicotina ou remédios.

 

Você terá sucesso se seguir os conselhos à seguir.

 

1. OS QUATRO DEGRAUS PARA PARAR DE FUMAR

 

  1. Escolha um dia. Escolha um dia nas próximas duas ou três semanas para parar. Ter um prazo torna mais fácil planejar como você irá lidar com as pessoas, lugares e situações que o fazem querer fumar. Tente escolher um momento que não seja difícil para você. Mas não fique esperando para sempre pelo dia “perfeito”: escolha uma data agora e trabalhe com esse prazo.
  2. Escolha um ou mais métodos comprovados para parar de fumar.
  3. Suas chances de sucesso são maiores se você combina métodos de cessação como aconselhamento, guias de auto-ajuda, o adesivo e medicamentos. Escolha mais abaixo um dos métodos que irão funcionar melhor para você. Estes itens você também deve seguir:
    • Liste as suas razões para parar nos campos da saúde, família, dinheiro, etc.
    • Escreva as coisas que podem substituir o cigarro: alternativas saudáveis como exercício ou um novo hobby.
    • Fale com seus amigos, família e colegas que podem dar apoio. Fale para eles sobre seu plano para parar de fumar, para que ele fique mais real e realizável para você.
    • Comece a fazer mudanças no seu estilo de vida que irão apoiar seu plano: deixe os cigarros em casa quando sair, remova os cinzeiros da sua casa, etc.
    • Considere juntar-se a um grupo de suporte. Para algumas pessoas ajuda falar com outros que também estão tentando parar.
  4. Coloque seu plano em andamento
    • Hoje é o seu dia de parar de fumar. Seja firme e não fume.
    • Revise sempre o seu plano. Sabendo como você irá lidar com os impulsos de fumar irá te ajudar a lidar com o desejo de um cigarro.
    • Evite aquelas pessoas e situações que te deixam com vontade de fumar.
    • Dê uma caminhada ao invés de fumar.
    • Encontre um hobby que mantenha suas mãos e pensamentos ocupados.
    • Limpe seus dentes, roupas, carro e casa do cheiro da fumaça do cigarro.
    • Seja positivo! Você está escolhendo ficar livre do fumo.
  5. Comemore o seu sucesso
    • Confie em si mesmo e no seu plano.
    • Entenda que leva tempo para reaprender hábitos livres de cigarro.
    • Lembre-se que parar de fumar é um processo e não um evento.
    • Apesar de a recuperação começar apenas em horas depois do seu último cigarro, leva pelo menos três semanas para criar o novo hábito. Não desencoraje se você escorregar. É parte do processo. Você não é um fracasso. Revise o seu plano e pergunte a si mesmo como você poderá agir diferente da próxima vez. “O erro é o princípio do acerto.
    • Recompense a si mesmo.

 

2. MÉTODOS COMPROVADOS PARA PARAR DE FUMAR

 

A maioria das pessoas que param de fumar usam uma combinação de métodos para cortar os cigarros das suas vidas. Pesquisas mostraram que as pessoas têm mais chances de sucesso se combinam diversos métodos de apoio.

Por exemplo, você pode se unir a um grupo de suporte e também manter chicletes ou adesivos de nicotinas em mãos, para superar os desejos de fumar. Você deverá encontrar a combinação que apoios que melhor funcionam para você.

 

Aqui estão alguns métodos comuns que funcionam comprovadamente:

 

  1. Grupos de suporte/aconselhamento: A maioria das pessoas pensa que ajuda juntar-se a um grupo de suporte, conseguir aconselhamento ou ler um livro de auto-ajuda. Este tipo de suporte irá ajudar a entender o que vem pela frente e a lidar melhor com os sintomas da abstinência.
  2. Terapias de substituição de nicotina: Existem muitas opções de terapias de substituição de nicotina: adesivos para a pele, chiclete, sprays e inaladores. Eles possuem pequenas quantidades de nicotina e podem ajudar a lidar com os desejos. Estes produtos trabalham reduzindo vagarosamente a quantidade de nicotina levada ao seu corpo para te ajudar a lidar com os sintomas da abstinência com mais facilidade. Pesquisas mostram que eles são eficazes ao ajudar as pessoas a parar de fumar, especialmente quando combinados com aconselhamento ou auto-ajuda.
  3. Champix: Este medicamento da Pfizer foi aprovado em 2007 pela Anvisa. Ele simula as alterações que a nicotina causa no cérebro, sem levar as mudanças que levam à dependência química.
  4. Antidepressivos: A bupropiona (encontrada no medicamento Zyban) é um antidepressivo vendido sob prescrição médica que pode reduzir a vontade de fumar em algumas pessoas. É mais eficiente para ajudar pessoas a pararem de fumar quando combinado com outros métodos como aconselhamento.
    1. Beba água: Muita água. Isso leva a nicotina e outros compostos químicos mais rapidamente para fora do seu sistema. Ajuda a manter a sua boca ocupada.
    2. Respire fundo: Respire fundo ao invés de fazer uma pausa para o cigarro. Respire fundo algumas vezes. Segure a última e solte o ar lentamente.
    3. Espere: Como fumante você nem sempre esteve no controle de si mesmo. Você fumava quando seu corpo necessitava de nicotina. Ao atrasar ou esperar você está dando as cartas. Normalmente o desejo por um cigarro passa em alguns minutos.
    4. Faça algo diferente: Quando o desejo bate, ajuda muito mudar a situação atual. Faça algo diferente. Para algumas pessoas ajuda a fazer alguma coisa com as mãos, quando o desejo domina, como apertar uma bolinha de estresse ou tricotar.
    • Desejo de fumar
    • Cansaço
    • Tosse
    • Gases e dores no estômago
    • Fome
    • Dores de cabeça
    • Irritabilidade (mau humor)
    • Dificuldade de concentração
    • Irritabilidade: Pode durar entre 2 e 4 semanas. Fazer caminhadas, banhos quentes, usar técnicas de relaxamento, música suave e alongamento podem ajudar.
    • Cansaço e falta de energia: A nicotina é um estimulante e pode levar entre 2 e 4 semanas para seu corpo aprender a viver sem ela. Tente tirar uma soneca sempre que possível. Não force seu organismo.
    • Dificuldade para dormir: A nicotina afeta as ondas cerebrais e os padrões de sono. Mas no máximo em uma semana este problema costuma desaparecer. Evite toda forma de cafeína, inclusive de refrigerantes. Fazer uma atividade física durante o dia ajuda o corpo a dormir melhor.
    • Tosse, garganta seca, coriza: Ocorre pelo fato de que o muco natural do corpo escorrega para fora da garganta. O seu corpo está se livrando do muco que estava preso nas vias aéreas. Este sintoma deve durar alguns dias apenas. Para compensar o problema beba muita água.
    • Tontura: O seu cérebro está recebendo mais oxigênio, pois os níveis de gás carbônico estão caindo, mas em um ou dois dias este sintoma deve desaparecer. Lembre-se de levantar-se devagar da cadeira ou da cama.
    • Problemas de concentração: O seu corpo deverá se acostumar ficar sem a nicotina, portanto você deverá esperar algumas semanas para seu corpo adaptar-se à sua nova vida sem cigarro. Para remediar reduza sua carga de trabalho e faça pausas com mais freqüência.
    • Pressão no peito: Os músculos ficam doloridos por causa da tosse ou da tensão muscular do desejo de fumar. Pode durar algumas semanas. Ajuda se você respirar fundo.
    • Gases, dores estomacais e prisão de ventre: Os movimentos do intestino podem diminuir por duas ou quatro semanas. Beber bastante água e comer alimentos ricos em fibra como frutas e vegetais ajuda o intestino a trabalhar.
    • Fome: Você pode confundir o desejo de fumar com fome, porque sua boca não está acostumada a não ter nada o que fazer. Mas ela irá aprender em duas ou quatro semanas. Beber água, comer snacks de baixas calorias pode ajudar.
    • Desejo de fumar: Esse possivelmente é o pior sintoma da abstinência, pois seu corpo simplesmente precisa de uma droga na qual está viciado; a nicotina. Para a maioria das pessoas estes desejos ocorrem apenas nos primeiros dias, mas para outros pode ocorrer ocasionalmente por meses ou anos. Algumas técnicas funcionam bem como: esperar (os desejos tendem a durar apenas poucos minutos), tentar fazer outra atividade, beber água, sair para uma caminhada, ligar para um amigo ou utilizar o substituto de nicotina como chiclete ou adesivo. Você poderá tentar combinar algumas destas técnicas para obter um resultado mais eficiente.
    • Escolha uma data e anote na agenda, na geladeira e no calendário.
    • Escreva as suas razões pessoais para parar de fumar em um cartão. Carregue-o para onde for e olhe para ele quando não estiver incerto sobre a sua decisão de parar de fumar ou quando tiver vontade de fumar.
    • Antes de você parar de fumar anote o horário, local e o que sente (tédio, estresse, aborrecimento, etc.) para cada cigarro que fumar. Faça isso por uns dois dias. Olhe para os seus padrões de fumante e planeje o que fará para lidar com as mesmas situações quando não estiver fumando.
    • Torne o fumo menos confortável ou fácil: mude o cigarro de mão quando fumar, carregue os cigarros em um local diferente, mude para uma marca que você não gosta, não leve isqueiro, etc.
    • Escolha substitutos dos cigarros mais importantes do dia. Por exemplo, se você fuma sempre logo que acorda, tente mastigar um chiclete de nicotina ou caminhar.
    • Marque uma limpeza ou clareamento de dentes no dia que você determinou para parar de fumar. A motivação de dentes limpos ou mais brancos ajudarão a manter-se com motivação.
    • Lembre-se que parar de fumar é um processo e não um evento. Você teve que aprender a fumar e terá que dar tempo para aprender a não fumar.

 

3. LIDANDO COM A ABSTINÊNCIA DE NICOTINA

 

A abstinência é a resposta fisiológica da falta de nicotina. Todos que param de fumar devem esperar alguns sintomas de abstinência. Os mais comuns são:

Os sintomas da abstinência e a sua duração são diferentes para cada um. Em geral os sintomas começam depois de horas de parar de fumar e podem ser piores entre o final da tarde e o começo da noite. Os sintomas tendem a diminuir ao longo dos 4-5 dias. Algumas pessoas têm sintomas mais fortes do que outras.

Fonte:  http://www.lung.ca/protect-protegez/tobacco-tabagisme/quitting-cesser/how-comment_e.php

[The Lung Association]

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VERSÃO EM INGLÊS

Smoking & tobacco

Quitting smoking

How to quit smoking

Most people find it hard to quit smoking. Quitting can be hard, but it’s not impossible. Many people like you have quit smoking. You can too. Counseling, medications, and other supports can help you quit.

If you’ve tried quitting smoking before but couldn’t do it, try again. Each time you try, it will get easier. You will be one step closer to quitting for good.

Now is the best time to quit. It’s never too late.

How should I quit smoking?

1. Pick a quit day

Choose a date within the next two weeks to quit. Don’t wait for the “perfect” day – just pick a date and work with it. Put it in your calendar.

If you’d like:

  • List your reasons for quitting – health, family, money.
  • Write down some new hobbies you can do instead of smoking – exercise, knitting, making model airplanes- something to keep your hands and mind busy.
  • Speak with friends, family, and colleagues and ask for support. Tell them about your plan to quit, so it feels more real to you.
  • Start making the changes to push smoking out of your everyday life – stop smoking in the house and in the car. Make your house and car smoke-free, so no one is allowed to smoke inside.
  • Learn about nicotine withdrawal symptoms and how to cope with them.

 

2. Choose two or more proven quit-smoking methods

There are many proven ways to quit smoking. To boost your chances of quitting, choose more than one method. Pick what seems right for you. Each person is different. You’ll know what will work best for you.

Proven quit smoking methods:

 

Going “cold turkey” – quitting spontaneously, on your own – also works well for some people. Some people just decide to quit smoking one day – maybe it’s the day they find out they have a lung disease, or the day their grandchild is born. Maybe there is something else that motivates them. Many people who have quit smoking for good say they quit “cold turkey”. If you think going cold turkey could work for you, try it.

3. On your quit date, butt out completely.

  • Don’t smoke, not even a little.
  • Toss out your cigarettes, other tobacco, and ashtrays.
  • Avoid people and situations where you will be tempted to smoke. If you usually smoke in a certain chair, don’t sit in that chair. If you usually smoke at a nightclub, avoid that nightclub for a while. Change your usual routine, so your new routine doesn’t include smoking.
  • Go for a walk instead of a smoke.
  • Be positive. Believe in yourself and your plan.
  • Remember that nicotine withdrawal symptoms only last a short time. Follow these tips to cope with withdrawal symptoms.
  • Get help from support groups, counselors and your local quitline
  • Take it one day at a time. Remind yourself that once the withdrawal is over, you’ll feel better than you have in years. You deserve to feel better…. You’re almost there!
  • Celebrate your success and give yourself credit! Tell people how long you’ve been quit. It’s a major achievement and you should be proud.
  • If you’d like, tell us how long you’ve quit. We’d love to hear from you and celebrate your success! You can use this form to submit your quit story.

 

Consider exercising more. When you’re quitting smoking, exercise can help. Exercise is a healthy alternative to smoking, it can take your mind off your cravings, it can help your mood and energy level, and it can help keep off extra weight. If you are new to exercising, start slowly. A walk around the block is a good start.

4. If you slip up, don’t give up. Try quitting again.

Quitting smoking gets easier with practice. Every time you try to quit, you boost your chances of quitting for good. Most people who’ve quit smoking forever had to try 5 or 6 times before they could quit for good. This is normal.

Don’t be discouraged if you slip up. You are not a failure. Try to figure out what the barriers were to your quitting. Were the nicotine cravings too strong? Did you go back to smoking when you were stressed? Talk with your counselor, doctor or pharmacist about your experience. Ask yourself how you can do it differently next time. If you think quit smoking medicines will make it easier for you to quit next time, ask your doctor or pharmacist for their recommendation. Then try quitting again. Keep trying.

Unproven methods to quit smoking

Quitting smoking is tough. You are going to spend time, energy, and maybe even money to try to quit. So it’s best to choose quit smoking methods that are proven to work.

We’ve reviewed the medical evidence and put a list of proven quit smoking methods, above. There are also some unproven quit smoking methods that people and companies may try to sell you.

These quit smoking methods have not been proven to work:

  • Acupuncture
  • Acupressure
  • Electrostimulation
  • Laser therapy
  • Hypnosis

It’s best to check with your doctor before spending money on these therapies.

 

[The Lung Association]

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Tabagismo e gravidez

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No Canadá, a década de 1990 foi marcada por um aumento da conscientização pública sobre os efeitos maléficos do tabaco sobre a saúde e pelo surgimento de estudos e leis sobre o uso e o preço dos cigarros.   

O Relatório sobre Tabagismo no Canadá revela que, de 1985 a 2001, a prevalência de fumantes diários de ambos os sexos e de todas as faixas etárias diminuiu significativamente: a população de fumantes de 15 anos ou mais diminuiu de 35,1% para 21,7% em relação à população total.

Apesar disto, os fumantes ainda são predominantemente jovens, em seus primeiros anos de vida reprodutiva. Este fato está longe de ser trivial, uma vez que a exposição crônica à fumaça de cigarros durante o período fetal aumenta significativamente o risco de problemas de saúde, físicos e mentais.

De fato, se por um lado os efeitos devastadores do tabaco sobre a saúde de adultos são bem conhecidos, seus efeitos sobre crianças estão se mostrando preocupantes, especialmente quando a exposição à fumaça do tabaco começa durante o período fetal.

Resultados do National Longitudinal Study on Children and Youth (NLSCY- Estudo Longitudinal Nacional sobre Crianças e Jovens)2 indicam que 23,3% das mulheres canadenses fumam durante a gravidez. Destas mulheres, 84% fumam durante toda a gravidez. A distribuição das taxas de uso cotidiano de tabaco entre mulheres grávidas é a seguinte: 65% fumam entre um e dez cigarros por dia; 34% fumam entre 11 e 25 cigarros; 1% fuma mais de 25 cigarros.

Uma pesquisa do CEECD* sobre percepções do uso de tabaco entre mulheres grávidas mostra que a população canadense não está consciente do número de mulheres grávidas que fumam. Apesar de haver alguma consciência pública a respeito dos efeitos maléficos do tabagismo sobre o peso de neonatos, a maioria das pessoas ainda parece desconsiderar as consequências em longo prazo da exposição do feto à fumaça do tabaco sobre a saúde física e mental das crianças.

*NT: CEECD – Center of Excellence for Early Childhood Development (Centro de excelência pelo desenvolvimento infantil inicial).

Referências
Gilmore J. Report on Smoking in Canada 1985-2001. Ottawa, Ontario: Statistics Canada, Health Statistics Division, Minister of Industry; 2001.
Statistics Canada. National Longitudinal Study on Children and Youth, 1994-1995 Data. Ottawa, Ontario: Statistics Canada.

Fonte: http://www.enciclopedia-crianca.com/pt-pt/tabagismo-gravidez/qual-e-sua-importancia.html

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“O tabagismo é uma dependência química a uma droga”

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 “Fumar é uma pandemia: o cigarro é o vetor, a fumaça o agente! Fumar ou utilizar qualquer outra forma de tabaco causa uma doença neurocomportamental denominada tabagismo, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e classificada com o código internacional de doenças CID-10: F17. Os dados do Brasil demonstram um acerto nas políticas de controle do tabaco, pois é reconhecido como um dos países do mundo onde houve a maior queda do percentual de fumantes nos últimos 20 anos de 32% em 1989 para 17% em 2008, o que representa uma taxa de 47% de fumantes acima de 15 anos que deixaram de fumar neste período.”

O presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Alberto Araújo, fala, em entrevista, sobre os malefícios do tabaco e lembra que mesmo quem fuma pouco não garante um nível seguro para a saúde.

Brasília – Por hora morrem 23 pessoas no Brasil por doenças relacionadas ao consumo ativo de tabaco. Se o pulmão adoece compromete a cadeia vital, e fumar favorece a instalação da asma brônquica, das rinites, sinusites, laringites, edema de cordas vocais, tuberculose, pneumonias. Quem afirma é o presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia  e Tisiologia (SBPT), Dr. Alberto Araújo. Confira a entrevista.

– Existe uma grande diferença de quem fuma alguns cigarros por dia (ex: um cigarro após cada refeição) e uma pessoa que fuma mais de uma carteira de cigarros?

Sim, embora ambos sejam dependentes químicos da nicotina – uma substância psicoativa presente na fumaça do tabaco – existem algumas características que os diferenciam e outras que são similares. No que é similar comparando aos fumantes “pesados” (fumantes de mais de 20 cigarros/dia) aos fumantes ocasionais (finais de semana) e fumantes de poucos cigarros é que mesmo que fumem poucos cigarros, há evidências científicas de que não há nível seguro para a saúde, pois seguirão inalando partículas e gases altamente tóxicos para o sistema respiratório, circulatório e para as células.

– Qual a porcentagem de fumantes brasileiros?

Fumar é uma pandemia: o cigarro é o vetor, a fumaça o agente! Fumar ou utilizar qualquer outra forma de tabaco causa uma doença neurocomportamental denominada tabagismo, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e classificada com o código internacional de doenças CID-10: F17. Os dados do Brasil demonstram um acerto nas políticas de controle do tabaco, pois é reconhecido como um dos países do mundo onde houve a maior queda do percentual de fumantes nos últimos 20 anos de 32% em 1989 para 17% em 2008, o que representa uma taxa de 47% de fumantes acima de 15 anos que deixaram de fumar neste período.

– Um fumante tem tendências a ser um viciado em drogas no futuro?

Esta é uma questão das mais relevantes em termos de saúde pública. É verdade que a porta de entrada para as outras drogas, como o crack, a cocaína, a maconha, a heroína, o ecstasy etc., é precedida, na maioria das vezes, pela iniciação no consumo do tabaco e/ou do álcool (os quais são parceiros também frequentes na dependência da nicotina, particularmente nos fumantes mais compulsivos, que consomem mais de 1 maço por dia). Então, a prevenção da iniciação do tabagismo e do alcoolismo que costumam preceder o uso destas outras drogas, é fundamental.

– Parar de fumar é uma questão de foro íntimo?

Não, o tabagismo é uma dependência química a uma droga – nicotina – que tem poderosa ação no Sistema Nervoso Central estimulando a liberação de grande quantidade de neuro-hormônios na circulação, o principal deles a dopamina que atua no sistema de recompensa ou gratificação cerebral gerando a sensação prazerosa e/ou de alívio da abstinência (falta da droga) que o cigarro proporciona ao fumante.

Portanto, é uma doença crônica, que se instala em 70-80% dos fumantes, ainda no período da adolescência, fase em que se completa a maturação do sistema nervoso, por isso é também reconhecida como uma doença pediátrica. Além disso, cerca de 40-60% dos fumantes tem carga genética (herança) para desenvolverem a dependência à nicotina, dependendo do quanto ajam fatores sócio-ambientais e familiares na experimentação e iniciação do tabagismo.

A força de vontade, a determinação, a persistência são parâmetros importantes para o fumante batalhar pela cessação, contudo sem o suporte com medicamentos para aliviar os sintomas da abstinência e a orientação terapêutica para as mudanças comportamentais esta tarefa fica mais difícil. Somente 3% dos fumantes que param sem ajuda médica conseguem ficar sem fumar após 1 ano, enquanto 35-45% conseguem ficar em abstinência por mais de 1 ano se procuram ajuda profissional.

– Como a SBPT trabalha o tabagismo? Existem cursos de orientação?

O tabagismo é uma das áreas prioritárias para os pneumologistas. É nas vias aéreas (respiratórias) que se espalham as 4.700 substâncias tóxicas, gases como o monóxido de carbono e partículas como a nicotina, presentes na fumaça do tabaco. O pulmão é um órgão vital para o funcionamento cotidiano do indivíduo e essencial para a manutenção da vida com qualidade, através dos alvéolos, se faz a troca gasosa (hematose), com a absorção do combustível da vida – oxigênio – e a eliminação de gases nocivos, como o monóxido de carbono (o mesmo dos escapamentos dos veículos automotivos). Além disso, os brônquios através do muco e do movimento ciliar fazem a “toalete brônquica” eliminando as impurezas depositadas durante as inspirações do indivíduo.

Assim, se o pulmão adoece compromete a cadeia vital, e fumar favorece a instalação da asma brônquica, das rinites, sinusites, laringites, edema de cordas vocais (voz grossa, p.ex., nas mulheres), tuberculose, pneumonias e, é o principal responsável pela bronquite crônica, enfisema pulmonar e câncer de pulmão, doenças debilitantes e incapacitantes, que podem abreviar não só a qualidade quanto à expectativa de vida do fumante. No site da SBPT há um espaço destinado ao público como informações sobre o tabagismo e um “Guia para a pessoa dar os primeiros passos para deixar de fumar”.

Fonte : Portugal Digital

Tabagismo possui ligação com risco aumentado de câncer da pele

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Portal de Oncologia Português

Uma meta-análise reúne evidências de que fumar possui ligação com risco aumentado de cancro da pele – carcinoma de células escamosas, avança o portal ISaúde.

Cerca de 97% dos cancros de pele se originam no tecido celular na pele (cancro epitelial) e são carcinomas de células basais ou carcinomas de células escamosas, que são classificados como cancros de pele – não melanoma (NMSC – sigla em inglês).

Casos de NMSC estão aumentando em todo o mundo. Estima-se que a cada ano surjam de dois a três milhões de novos casos da doença.

Uma equipa de investigadores liderada por Jo Leonardi-Bee, do Centre for Tobacco Control Studies, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, conduziu uma meta-análise de 25 estudos. “Esta revisão sistemática e meta-análise mostrou uma relação clara e consistente entre o tabagismo e casos de carcinomas de células escamosas, com aumento de 52% nas probabilidades. Entretanto, nenhuma associação clara foi observada entre tabagismo e carcinomas de células basais ou NMSC.

” «Os maiores efeitos da associação entre tabagismo e o carcinoma de células escamosas foram identificados em fumantes ou pessoas que nunca fumaram, com menor efeito ocorrendo em ex-fumantes”, afirmam os investigadores.

Os investigadores afirmam que as descobertas podem ser generalizadas devido ao fato de que os estudos que analisadas incluíram os resultados de 11 países de quatro continentes que analisaram populações da meia-idade à velhice.

“Este estudo destaca a importância de os clínicos identificarem os pacientes de alto risco, incluindo fumantes actuais, para possibilitar o diagnóstico precoce do cancro, pois isso pode melhorar o prognóstico, pois as lesões iniciais são mais fáceis de tratar”, conclui Leonardi-Bee.
2012-06-25 | 09:16
http://www.pop.eu.com/news/7315/26/Tabagismo-possui-ligacao-com-risco-aumentado-de-cancro-da-pele.html

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Influência do tabagismo na fertilidade, gestação e lactação

The influence of smoking on fertility, pregnancy and lactation

Acesse os endereços:

 http://www.jped.com.br/conteudo/01-77-04-257/port_print.htm

 http://www.jped.com.br/conteudo/01-77-04-257/ing_print.htm

Senado estende proibição do fumo em locais fechados a todo o país

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Medida aprovada também acaba com os fumódromos e restringe publicidade do produto

O Senado aprovou uma medida provisória que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país. Até os fumódromos, áreas criadas especificamente para fumantes em bares, restaurantes, danceterias e empresas, ficam proibidos.

A medida passará a valer a partir da sanção do texto pela presidente Dilma Rousseff. A proposta, porém, ainda depende de regulamentação para fixar valor de multa.

 

O projeto é semelhante ao aprovado pelo então governador José Serra (PSDB) em São Paulo. No Estado, o dono do estabelecimento onde ocorre a infração pode pagar multa de até R$ 1.745.

 

Mas a medida aprovada pelo Senado é ainda mais restritiva, porque bane até as tabacarias –locais onde é possível fumar desde que não haja comida e bebida. A proposta, que começou a tramitar no Congresso em agosto deste ano, foi aprovada de maneira simbólica.

Outras alterações foram aprovadas no Senado. Uma delas é a que prevê que, a partir de 2016, os maços de cigarros também tragam mensagens de advertência sobre os riscos do produto à saúde em 30% da parte frontal (hoje existe só na parte de trás). Pontos de venda de cigarro não poderão mais ter propaganda. Eles deverão apenas expor os produtos e suas advertências à saúde.

Essas restrições foram comemoradas pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde). “Dados de outros países mostram que restringir o uso do cigarro em espaços coletivos e a propaganda no espaço de venda contribuem para reduzir o fumo”, afirmou à Folha. No Brasil, estima-se uma população fumante de 15% –em 1989 era de quase 35%.

Padilha, porém, criticou outro ponto da medida provisória, que libera a publicidade do cigarro em eventos.

ALTERAÇÕES

O projeto passou por várias alterações na tramitação. Na Câmara, o relator Renato Molling (PP-RS) era a favor do fim dos fumódromos, mas tentou abrir a possibilidade de que alguns locais (como restaurantes e boates) fossem totalmente livres para o fumo. Não teve sucesso.

“Nossa proposta era mais ampla, se protegia um pouco mais a produção e os fumantes”, disse o deputado, que vem do principal Estado produtor de tabaco.

A Souza Cruz e Philip Morris, duas das maiores produtoras de cigarro do país, não quiseram comentar o caso.

Fonte : Folha on Line

Gestação, amamentação e fumo: veneno para o bebê

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A nicotina contamina o leite, o que prejudica o desenvolvimento do recém-nascido, afetando seu sono e aumentando a incidência de cólicas, náuseas, vômitos e problemas respiratórios

Rio – Problemas de sono e respiratórios, maior incidência de cólicas, náuseas e vômitos. Bebês podem ter todos estes problemas se amamentados por mães que fumam, uma vez que o leite materno é contaminado com derivados da nicotina.

A pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Sônia de Lourdes Liston, alerta a relação entre o número de cigarros que a mãe consome e o descanso do bebê: “A alteração do sono está ligada à quantidade de cigarros fumados. Cinco por dia já são capazes de diminuir a qualidade e a quantidade das horas dormidas pela criança, o que prejudica seu desenvolvimento”.
Fumo durante a amamentação contamina leite por derivados da nicotina.

No corpo, a nicotina é absorvida pela circulação, passando para todos os órgãos. Nesta passagem, a substância sofre um processo de metabolização, resultando em várias novas substâncias. Uma delas é a cotinina. É ela que vai contaminar o leite. Como consequência, além da falta de sono, a criança pode ter problemas respiratórios e alteração de humor.

O bebê que é amamentado por uma fumante não se prejudica apenas pelo leite, que passa a ser produzido em menor quantidade e com menos nutrientes. Ele se torna um fumante passivo, devido à inalação das substâncias nocivas do cigarro, podendo, então, ter predisposição a quadros pulmonares alérgicos e secretivos a curto prazo.

CIGARRO DURANTE A GESTAÇÃO

Já no caso dos bebês em gestação, os malefícios do cigarro são parecidos e só serão percebidos depois do nascimento. “O feto gerado nestas condições pode nascer com problemas pulmonares, baixo peso, ou até mesmo ser um bebê irritado”, afirma Sônia. A nicotina estimula o sistema nervoso central, fazendo com que sejam liberadas em excesso substâncias já presentes no corpo, como a dopamina, a noradrenalina e vasopressina, responsáveis pela manutenção da pressão arterial. Presentes na circulação em exagero, estas substâncias provocam a contração dos vasos sanguíneos, dificultando as trocas gasosas e de nutrientes entre mãe e feto.

24/5/2010. O Dia

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Leis antifumo em locais públicos reduziram ataques cardíacos em um terço

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Pesquisas nos EUA indicam benefício maior do o esperado após proibição em fumo em locais públicos.

Dois estudos americanos publicados nesta semana indicam que as leis antifumo tiveram um impacto bem maior do que o esperado na prevenção de ataques cardíacos.

Os estudos apontam que o número de ataques cardíacos na Europa e América do Norte chegaram a cair em torno de um terço após a introdução das leis que proíbem o fumo em locais públicos.

O primeiro estudo, realizado pela Universidade do Kansas, realizou uma revisão sistemática de 10 relatórios de 11 regiões diferentes nos EUA, Canadá e Europa que adotaram as leis antifumo.

Os resultados, publicados na revista científica Journal of the American College of Cardiology, indicam que o número de ataques cardíacos reduziu em até 26% por ano depois da adoção das leis.

“A proibição do fumo em locais públicos parece ser tremendamente eficaz em reduzir os ataques cardíacos e, teoricamente, também podem prevenir o câncer de pulmão e o enfisema”, afirmou David Meyers, que liderou a pesquisa.

Segundo ele, os benefícios cardíacos aumentaram conforme o tempo de vigência das leis.

O pesquisador afirma que os primeiros efeitos positivos puderam ser percebidos logo nos três primeiros meses de vigência das leis, quando o número de ataques cardíacos já apresentou um declínio.

Efeito positivo

A segunda pesquisa sobre o assunto, realizada pela Universidade da Califórnia e publicado na revista científica Circulation, analisou 13 pesquisas sobre o tema realizadas na América do Norte, Itália, Escócia e Irlanda.

Os resultados mostram que, apesar das diferenças regionais, a redução do risco de ataques cardíacos após a adoção das leis antifumo foram consistentes e chegaram a 17% apenas no primeiro ano de vigência da lei.

Assim como na pesquisa anterior, o impacto positivo das leis também aumentou conforme o tempo de vigência da legislação e o risco de ataques cardíacos chegou a cair 36% nos três anos após a adoção das novas leis.

“Obviamente não vamos reduzir os ataques cardíacos a zero, mas essas descobertas nos dão provas de que no curto e médio prazo, a proibição dos fumos em locais públicos prevenirá muitos ataques“, disse James Lightwood, que liderou a pesquisa.

“O estudo contribui para as fortes evidências de que o fumo passivo causa ataques cardíacos e que aprovar leis antifumo em locais de trabalho e espaços públicos é algo que podemos fazer para proteger o público”, afirmou o pesquisador.

De acordo com Ellen Mason, da ONG British Heart Foundation, o estudo mostra o impacto positivo das legislações que proíbem o fumo em locais públicos na saúde cardíaca.

“As estatísticas mostram ainda a rapidez com a qual os benefícios podem ser sentidos depois da adoção das leis e indicam como o fumo passivo pode ser perigoso para o coração”, disse Mason.

“Se você é um fumante, a única coisa grande que pode fazer para prevenir ataques cardíacos é parar de fumar, o que também pode proteger a saúde de seus amigos e familiares”, afirmou.

BBC Brasil

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Brasil é firmatário de Tratado Internacional para o Controle do Tabaco

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O Brasil é depositário na ONU da ratificação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vindo a ser  o 100º país a confirmar oficialmente sua participação.  Dessa forma, pode usufruir de apoio internacional, técnico e financeiro para o fortalecimento de uma política agrícola de alternativas ao fumo e assim beneficiar as 200 mil famílias brasileiras que ainda  dependem da plantação do tabaco.

O  Brasil é o maior exportador da folha de tabaco no mundo e o segundo maior produtor da planta.

O Brasil exporta a parte externa dessa planta e deixa para consumo interno a parte mais próxima do caule. Portanto, a parte mais tóxica dessa folha é a que fica no Brasil e consumida por brasileiros fumantes e fumantes passivos.

Saiba mais sobre a Convenção-Quadro e os países que já a ratificaram no site da OMS (inglês).

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Doenças associadas ao tabagismo

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Muitos estudos evidenciam que o consumo de derivados do tabaco (cigarro, charuto, narguillé) causa quase 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, e o câncer de pulmão, a primeira causa de morte por câncer.

As estimativas sobre incidência e mortalidade por câncer no Brasil, publicadas pelo INCA, indicam que, em 2009, 27.270 pessoas deverão adoecer de câncer de pulmão (17.810 homens e 9.640 mulheres) causando cerca de 16.230 mortes; 11.315 entre os homens e 4.915 entre as mulheres.

Além disso, esses estudos mostram que o tabagismo é responsável por:

200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
25% das mortes causadas por doença coronariana;
45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa abaixo dos 60 anos;
45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa abaixo de 65 anos;
85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer tabaco-relacionados (boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero);
25% das doenças vasculares (derrame cerebral, trombose).

O tabagismo ainda pode causar:

impotência sexual no homem;
complicações na gravidez;
aneurismas arteriais;
úlcera do aparelho digestivo;
infecções respiratórias;

Porém, ao parar de fumar o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

O que você ganha parando de fumar

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central, como a cocaína, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas sete segundos – dois a quatro segundos mais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada dia.

As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam risco

10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
5 vezes maior de sofrer infarto
5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Se parar de fumar agora …

após 20 minutos sua pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal
após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar readquire a capacidade de identificar sabores
após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Quanto mais cedo você parar de fumar, menor o risco de adoecer. Quem não fuma aproveita mais a vida!

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Fonte: INCA


Fumo, Cigarro e Suas Conseqüências

Anvisa diz que recomendou alteração de fórmula de refrigerantes para evitar contaminação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) garante ter recomendado, em 2007, que os fabricantes de refrigerantes alterassem a fórmula de algumas bebidas, sobretudo as de sabor laranja, como forma de prevenir a contaminação dos produtos pelo benzeno. Autoridades mundiais suspeitam que a substância, comprovadamente cancerígena, se formaria a partir da associação entre dois aditivos químicos usados como conservante e antioxidante. Segundo a associação de defesa do consumidor Pro Teste, sete de 24 refrigerantes submetidos a testes continham benzeno.

A Anvisa diz ter tomado a “precaução” após o surgimento, nos Estados Unidos, em 2005, de “relatos” sobre a possibilidade de baixos níveis de benzeno serem constatados em alguns refrigerantes, provavelmente devido à associação entre o ácido ascórbico e sais de benzoato (e não ácido benzóico, conforme anteriormente informado à reportagem pela associação de defesa dos consumidores Pro Teste e pelo Ministério da Agricultura).

“Ao analisar a questão, o Codex Alimentarius (programa conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação – FAO e da Organização Mundial de Saúde – OMS) entendeu que faltava e ainda falta consistência científica para determinar medidas mais restritivas, não considerando necessário estabelecer limites para o benzeno nessas bebidas”, sustenta nota enviada esta tarde à Agência Brasil. Na condição de signatário do Codex Alimentarius, o Brasil, como outros países, também não estabeleceu limites para o benzeno em refrigerantes.

A Anvisa admite que especialistas continuam discutindo o assunto em todo o mundo, mas cita dados internacionais para minimizar os riscos da ingestão do benzeno em refrigerantes. A agência assegura ainda que a via mais comum de exposição à substância é a respiratória, sobretudo em áreas de tráfego intenso, proximidades de postos de gasolina ou onde haja grande concentração de fumaça de cigarro.

“Segundo a agência que controla alimentos no Reino Unido, uma pessoa precisaria ingerir no mínimo 20 litros por dia de um refrigerante que contivesse 10 microgramas por litro para ser exposto a mesma quantidade de benzeno a que está exposto pela respiração nas cidades todos os dias. Além disso, estima-se que ao consumir 20 cigarros ao dia, a pessoa se exponha a 7.900 microgramas de benzeno. O fumante passivo está exposto a cerca de 50 microgramas dia da substância”, garante a Anvisa.

Assim, a Anvisa diz ter concluído, em consonância com o Codex Alimentarius e sistemas reguladores de outros países, que “não há risco caracterizado neste momento que enseje o estabelecimento de limites para benzeno em refrigerantes, semelhantes ao já estabelecido para a água, conforme solicitados pela Pro Teste. Salientamos, no entanto, a importância de manter a exposição a este tipo de substância no menor nível possível e que os estudos realizados, bem como monitoramentos futuros, são importantes para o dimensionamento do risco, de forma que as melhores opções de gerenciamento do risco sejam adotadas”.

Fonte: Ag. Brasil

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Assembleia paulista aprova proibição ao fumo em ambientes fechados

A Assembleia paulista aprovou ontem, 7/4, por 69 votos a favor e 18 votos contrários, o Projeto de Lei 577/2008, de autoria do Executivo, que proíbe o fumo em ambientes coletivos públicos e privados e cria ambientes livres de tabaco no âmbito do Estado.

Foram também aprovadas três emendas de autoria dos deputados, as de números 14, 16 e 17 que, respectivamente, determinam a disponibilidade de tratamento na rede pública de saúde para os que desejem parar de fumar; 90 dias de prazo para a vigência da lei após sua sanção pelo governador; e realização de campanha educativa para informar a população sobre a abrangência da lei.

Responsabilidade do proprietário

O projeto autoriza o proprietário ou responsável pelo espaço a chamar a polícia em caso de descumprimento da lei por parte do fumante e prevê ainda multa ao proprietário, interdição do estabelecimento ou até cassação da licença de funcionamento nos termos do artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor. O proprietário fica responsável por afixar avisos sobre a proibição do fumo no estabelecimento.

Diferente da Lei Federal 9.294/1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de tabaco, a lei antifumo de São Paulo proíbe a existência de fumódromos nos espaços coletivos fechados, prevê punições ao proprietário que não coibir o fumo em seu estabelecimento e inclui condomínios no conjunto de estabelecimentos onde o fumo é proibido.

Líderes defendem posição de bancadas com relação ao projeto antifumo

O PT declarou voto contrário ao PL 577/2008 sob o argumento de que seu teor é autoritário, por ameaçar o uso de força policial para retirada de fumantes flagrados em ambientes livres de tabaco e por induzir a prática de delação de fumantes (leia abaixo texto da assessoria da bancada). Outro argumento dos petistas foi quanto à possível inconstitucionalidade da matéria. Segundo declaração de voto da bancada, já existe lei federal que trata do assunto e não proíbe fumar em ambientes fechados, desde que em locais separados e adequados à dispersão da fumaça. O líder do partido, Rui Falcão, também registrou voto favorável da bancada às emendas de autoria de seus deputados (Emendas 1,2, 3, 4, 8, 11 e 12).

O PCdoB registrou voto favorável às emendas 3, 4, 7 e 8. O deputado Jorge Caruso (PMDB) às emendas de sua autoria (9 e 10).

Amparo e não delação

O líder do Governo na Casa, deputado Vaz de Lima, rebateu os argumentos petistas declarando à imprensa que estudou leis assemelhadas ao projeto e, segundo ele, todas preveem o uso de força policial. O deputado citou especificamente a lei municipal da capital paulista que determinou horário para que bares fechassem para preservar o silêncio e que ficou conhecida como Lei do Psiu. “Se meu direito é violado, devo procurar o amparo da polícia em sua defesa. Não tem delação”, afirmou. Em relação à alegada inconstitucionalidade, Vaz de Lima enfatizou que em matéria de saúde e de defesa do consumidor as leis estaduais, municipais e federais são concorrentes.

O líder do PSDB na Assembleia paulista, Samuel Moreira, afirmou que a necessidade de melhorar indicadores de saúde foram considerados no projeto do governador, bem como os limites de ação do Estado. Segundo o líder tucano, o direito individual de quem não fuma deve prevalecer em relação ao do cidadão que fuma.

O PL foi debatido com a sociedade civil em duas audiências públicas realizadas pela Assembleia antes de o Plenário iniciar sua discussão.

Fonte: ALESP

http://www.editoramagister.com/noticia_ler.php?id=35367

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