Falta de luz solar piora estado de pessoas com depressão. Falta do hormônio-vitamina D

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Agência FAPESP

Escuridão e depressão

A falta de luz solar está ligada à redução de funções cognitivas entre pessoas com depressão, aponta um novo estudo publicado na revista Environmental Health.

O trabalho foi feito por pesquisadores da Universidade do Alabama e da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, que usaram dados de satélites para medir a exposição à luz do Sol pelo território do país e relacionar as informações com a prevalência de problemas cognitivos em indivíduos com depressão.

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Foram utilizados dados de 14.474 pessoas, avaliadas em um levantamento feito com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) do país. “Observamos que entre os participantes com depressão a baixa exposição à luz estava associada com uma probabilidade mais elevada de prejuízo cognitivo”, disse Shia Kent, da Universidade do Alabama, primeiro autor do estudo.

Clima afeta a saúde

A associação não foi verificada entre os participantes do estudo que não tinham depressão.

“Essa relação continuou significativa após os ajustes feitos para as diferentes estações do ano. Essa descoberta de que o clima pode não apenas afetar o humor, mas também a cognição tem implicações importantes para o tratamento da depressão, particularmente para os distúrbios afetivos sazonais”, destacou.

Segundo os autores do estudo, os mecanismos psicológicos ligados à depressão sazonal também podem estar envolvidos no efeito da luz solar na função cognitiva no contexto dos sintomas depressivos.

Teste das funções cognitivas

Na pesquisa, a função cognitiva foi avaliada por meio de testes de memória de curto prazo e da orientação temporal. Assim com atua na regulação dos hormônios serotonina e melatonina, a luz também afeta o fluxo de sangue no cérebro, que, por sua vez, está relacionado a funções cognitivas.

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Educação para o sol – Vitamina D – Vitamin D

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“Quando o assunto é a prevenção do câncer de pele, mais importante do que defender o uso de filtro solar é “fotoeducar” pacientes, médicos, indústria farmacêutica, políticos e autoridades de saúde.  A proposta radical é do dermatologista Fernando Stengel, presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele e membro do Conselho Internacional da Skin Cancer Foundation.”
 
“Filtros solares são um produto e são vendáveis.  Por isso foram superpromovidos.  Agora estamos voltando atrás,” disse ele ao participar do 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.”
 
Relacionado a este assunto, assista ao vídeo sobre a necessidade de produção de Vitamina D para a saúde:
 
Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha
 
https://www.youtube.com/watch?v=cIwIWim4hNM&list=UU5grjCGNi25VAR8J0eVuxVQ&index=5&feature=plcp

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Com informações da Agência Fapesp
10/08/2012
Fonte: Diário da Saúde

Quando o assunto é a prevenção do câncer de pele, mais importante do que defender o uso de filtro solar é “fotoeducar” pacientes, médicos, indústria farmacêutica, políticos e autoridades de saúde.

A proposta radical é do dermatologista Fernando Stengel, presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele e membro do Conselho Internacional da Skin Cancer Foundation.

“Filtros solares são um produto e são vendáveis. Por isso foram superpromovidos. Agora estamos voltando atrás,” disse ele ao participar do 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.

Stengel afirma que o sol não é mais perigoso hoje do que no passado. “Mas a preocupação com o câncer de pele, no entanto, é maior, pois as pessoas estão mais expostas à radiação solar e a expectativa de vida aumentou,” disse.

Riscos de câncer de pele

Segundo dados da Skin Cancer Foundation, nos Estados Unidos mais pessoas tiveram câncer de pele nos últimos 31 anos do que todos os outros casos de câncer somados. Segundo as estimativas, um em cada cinco norte-americanos desenvolverá a doença ao longo da vida e uma pessoa morre de melanoma a cada hora.

Também no Brasil o câncer de pele é o tumor mais frequente, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A estimativa para 2012 é de 134,1 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e 1,3 mil casos de melanoma.

Um único episódio de queimadura solar na infância ou na adolescência dobra o risco de melanoma, segundo especialistas da Skin Cancer Foundation. O risco também dobra caso existam cinco ou mais episódios de queimadura solar em qualquer idade.

Cultura do bronzeado

Ainda assim, a cultura do bronzeado está em toda parte, disse Stengel. “É preciso rever a forma como a mensagem sobre fotoprevenção tem sido difundida”, disse.

“O melhor seria a “fotoeducação”. As empresas farmacêuticas tentam vender a ideia de que existe bronzeado seguro ou de que os filtros são capazes de bloquear totalmente o sol, mas isso não é verdade.

“Se os médicos apenas reforçam a ideia de que as pessoas devem usar protetor solar, mas elas não sabem por que nem como fazer isso, não adianta,” disse o médico.

Falta de sol

Por outro lado, há uma crescente preocupação com as deficiências de vitamina D, que é produzida no organismo com a exposição ao Sol.

“Sabemos que há hoje muitos jovens enfurnados dentro de casa com seus jogos eletrônicos e computadores. São jovens que quase não fazem exercício e não se expõem ao sol. Essa população, principalmente se tiver uma dieta pobre em vitaminas, pode ter problemas. É preciso equilíbrio. Afinal, a espécie humana evoluiu ao longo de milhares de anos com sua pele interagindo com o sol e ele tem efeitos positivos sobre nós também,” concorda o especialista.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=nao-existe-bronzeado-seguro&id=8054

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Unesco mostra que produção científica no Brasil cresceu menos que economia

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Brasília – Um estudo mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) constatou que a produção científica brasileira cresceu mais lentamente que a economia do país.

“Entre 2002 e 2008, a intensidade do gasto doméstico bruto em pesquisa e desenvolvimento (P&D) aumentou em apenas 10%, de 0,98% para 1,09% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, o PIB aumentou em nada menos que 27%, de R$ 2,4 trilhões para R$ 3 trilhões”, diz o relatório.

Pela primeira vez, o documento da Unesco sobre a ciência mundial dedica um capítulo exclusivamente para o Brasil. Os autores são o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, e Hernan Chaimovich, diretor executivo da Fundação Butantan.

No relatório, a Unesco menciona que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não alcançou a marca de 2% do PIB para investimento em pesquisa e desenvolvimento, como havia anunciado em 2003, no primeiro mandato.

De acordo com o relatório, o Brasil precisaria investir um adicional de R$ 3,3 bilhões %u2013 quase três orçamentos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) %u2013 para alcançar a média de financiamento público em pesquisa e desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa as principais potências econômicas do mundo.

Os gastos governamentais com ciência e tecnologia, em junho deste ano, correspondiam a 0,59% do PIB brasileiro %u2013 15% a menos que a média dos países da OCDE. O setor público arca com 55% dos investimentos no setor.

Quando a comparação é feita com os gastos dos empresários em pesquisa e desenvolvimento, a diferença é maior. No Brasil, a participação da iniciativa privada equivale a 0,48% do PIB, contra a média de 1,58% da OCDE.

“Esse hiato evidencia um dos principais desafios para o sistema brasileiro de inovação nacional: criar as condições necessárias para um aumento na participação dos gastos empresariais com P&D da ordem de pelo menos três vezes, para que se possa alcançar uma taxa comparável à média da OCDE”, afirma a Unesco.

O relatório mostra que o Brasil aumentou os investimentos no setor nos últimos anos, o que proporcionou ao país liderar entre os vizinhos latino-americanos. Segundo o levantamento, em 2008, os gastos em P&D somavam US$ 23 bilhões, montante semelhante ao da Espanha e ao da Itália. Em 2008, os cientistas brasileiros publicaram 26.482 artigos em periódicos internacionais, fazendo com que o país se tornasse o décimo terceiro produtor de ciência no mundo.

Porém, o relatório diz que o Brasil ainda não conseguiu transformar o gasto em P&D em resultados práticos tal como os dois países europeus. Esse cenário ocorre, entre outras causas, pela falta de acesso ao capital devido às altas taxas de juros, problemas de logística e sistema de educação deficiente com baixa formação de trabalhadores qualificados. Esses são os desafios que o país tem para os próximos, segundo cientistas e empresários que investem em inovação.

O documento traz outras características do cenário brasileiro. Cerca de três quartos dos pesquisadores estão nas universidades. De acordo com a Unesco, a concentração de pesquisadores no setor acadêmico do país é uma das explicações para a pouca interação entre as universidades e o setor empresarial e para a baixa produção da iniciativa privada.

Mais de 90% dos artigos científicos publicados são provenientes das universidades públicas. Para se ter uma ideia, apenas sete delas foram responsáveis por 60% dos artigos publicados fora do país no ano passado. Em 2009, os empresários brasileiros registraram apenas 103 patentes no escritório norte-americano de propriedade industrial (USPTO), número inferior ao de cinco anos atrás, quando o empresariado brasileiro registrou 106 patentes.

Mesmo considerando que o Brasil está muito à frente dos seus vizinhos latino-americanos nesse indicador, o país é como um anão em comparação à Índia, país que, em 2009, registrou 679 patentes, conforme indica o estudo.

O relatório da Unesco é divulgado a cada cinco anos, no Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento.

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2010/11/10/interna_ciencia_saude,222636/unesco-mostra-que-producao-cientifica-no-brasil-cresceu-menos-que-economia.shtml?n=124

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Cigarro oxidante

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Agência Fapesp

A exposição à fumaça de cigarros – que é um fator importante para o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica – aumenta o nível de oxidantes nos pulmões, levando ao estresse oxidativo e à destruição do tecido dos alvéolos. Um novo estudo, realizado por cientistas norte-americanos, indicou que a supressão de um gene pode atenuar o dano pulmonar induzido pelo hábito de fumar.

De acordo com um dos autores, Rubin Tuder, professor da Universidade do Colorado em Denver, a pesquisa, publicada na edição de maio da revista American journal of respiratory cell and molecular biology, representa uma importante abordagem genética contra a lesão pulmonar induzida por oxidantes.

Tuder, que é especialista em patobiologia e patologia de doenças pulmonares, apresentou os resultados da nova pesquisa durante a 1st São Paulo School of Translational Science (1ª Escola São Paulo de Ciência Translacional), da qual participou nas duas últimas semanas de abril. O curso, primeiro organizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), nova modalidade de fomento da FAPESP, foi realizado pelo Hospital A.C. Camargo.

Segundo Tuder, em resposta à fumaça de cigarro, as células epiteliais do pulmão compensam os altos níveis de oxidantes ativando vias de Nrf-2 – uma proteína que aumenta os níveis endógenos de antioxidantes das células –, elevando a expressão de enzimas desintoxicantes e antioxidantes, protegendo os pulmões das lesões.

“Levantamos a hipótese de que estimulando as vias ativadas por Nrf-2, poderíamos conseguir proteção contra o dano pulmonar induzido pelo cigarro. Para isso, desenvolvemos um modelo animal no qual o gene inibidor de Nrf-2, Keap-1, é suprimido das células epiteliais das vias respiratórias de camundongos”, disse à Agência FAPESP.

O resultado da supressão do gene foi um aumento da expressão de Nrf-2, protegendo as células contra o estresse oxidativo causado pela fumaça de cigarro in vivo. “Os resultados poderão ser importantes para a busca de novas drogas e terapias para os danos causados pelo cigarro”, afirmou.

Segundo ele, nos Estados Unidos a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a quarta maior causa de mortalidade, sendo responsável por cerca de 120 mil das 400 mil mortes causadas anualmente pelo cigarro. A DPOC atinge preferencialmente indivíduos com mais de 65 anos.

De acordo com Tuder, esse dado é a base de uma das linhas de pesquisa tratadas em seu laboratório: a relação entre o processo de envelhecimento e o enfisema pulmonar – que, juntamente com a bronquite crônica, é uma das principais manifestações da DPOC.

“Sabemos que, teoricamente, todos os seres humanos que venham a viver além dos 105 anos de idade irão eventualmente desenvolver a DPOC – seja com limitação pulmonar ou enfisema senil. Estamos confirmando, passo a passo, que o dano celular causado pelo envelhecimento e pelo cigarro envolvem mecanismos patogênicos inter-relacionados. Queremos entender melhor esses mecanismos a fim de definir grupos de risco e fornecer potenciais plataformas para novas terapias”, explicou.

Tuder afirma, no entanto, que os danos causados pela exposição à fumaça de cigarro não se limitam a causar câncer e DPOC. De acordo com ele, estudos mostram que, nos indivíduos adultos, quando o pulmão é lesionado cronicamente pelo cigarro, a capacidade de resposta do pulmão contra fatores infecciosos diminui. “A fumaça de cigarro induz alterações na resposta imune inata às infecções virais e essas mudanças agravam a destruição alveolar característica do enfisema”, disse.

O cientista acrescenta que alguns vírus se instalam permanentemente no pulmão em estado de latência, não podendo ser eliminados. “Existem dados que mostram que alguns desses vírus, como o adenovírus, por ser persistente, podem fazer com que o processo inflamatório obstrutivo se perpetue”, disse.

Dados epidemiológicos consistentes mostram ainda que, em crianças expostas ao fumo em casa, a predisposição a doenças aumenta. Já se sabia, de acordo com Tuder, que durante a vida uterina o cigarro afeta a criança irremediavelmente, prejudicando o seu crescimento, uma vez que a fumaça afeta a sinalização relacionada com o fator de crescimento endotelial, entre outros problemas.

“Mas, agora, sabemos também que mesmo depois do nascimento existem danos, como a maior predisposição à infecção viral e à asma. O pulmão dessas crianças fica permanentemente avariado e nunca volta a ser totalmente normal. Se começarem a fumar ou tiverem uma infecção na vida adulta, terão provavelmente um risco maior de desenvolver doenças como asma”, afirmou.

Outro efeito conhecido do cigarro é o desencadeamento da mutagênese que causa o câncer. Segundo o cientista norte-americano, no entanto, nem todos os fumantes têm risco aumentado de desenvolvimento de câncer.

“Não sabemos ainda como identificar esses indivíduos que têm risco aumentado, nem sabemos por que razão alguns são atingidos e outros não. Também não sabemos quais os fatores anteriores para que os indivíduos desenvolvam a doença. Mas as pesquisas se encaminham para isso”, disse.

O artigo Deletion of Keap1 in the Lung Attenuates Acute Cigarette Smoke–Induced Oxidative Stress and Inflammation, de David Blake e outros, pode ser lido por assinantes da American journal of respiratory cell and molecular biology em http://ajrcmb.atsjournals.org/cgi/content/abstract/42/5/524

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