O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5 ajuda a perpetuar mito da loucura feminina

 

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Em um estudo sobre os 170 membros do painel que produziu os critérios de diagnóstico do DSM-4 (publicado em 1994), 56% tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Isto incluía o financiamento de pesquisas, consultorias e pagamentos por palestras.

Alguns painéis pareciam mais ligados à Big Pharma do que outros. Nos painéis sobre transtornos de humor e esquizofrenia, 100% dos especialistas tinham ligações com a indústria farmacêutica.

Os painéis sobre transtorno disfórico pré-menstrual tinham 83%, distúrbios alimentares 83% e transtornos de ansiedade 81%. Com a exceção da esquizofrenia, todas são desordens mais vulgarmente atribuídas às mulheres.

Quando olhamos para os membros dos painéis convocados para elaborar o DSM-5, esse interesse e influência parece ter aumentado. Cerca de 70% dos membros da força-tarefa relataram relações com a indústria farmacêutica – um aumento de 14% em relação ao DSM-IV.

 

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A recém-lançada edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) pode ser anunciada como a “bíblia da psiquiatria”, mas não é um documento científico objetivo revelando a verdade sobre a loucura, como seus defensores afirmam.

Pelo contrário, é um manual que tem sido usado para propagar o diagnóstico errado e os maus-tratos a mulheres vulneráveis.

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A chamada “bíblia da psiquiatria” é um manual que tem sido usado para propagar o diagnóstico errado e os maus-tratos a mulheres vulneráveis. [Imagem: Amparo Torres/Wikimedia]

As mulheres são significativamente mais propensas do que os homens a serem diagnosticadas com uma vasta gama de doenças psiquiátricas. Isso inclui depressão, ansiedade, transtornos alimentares, transtorno de personalidade marginal (borderline), transtorno somatoforme, distúrbios do sono e transtorno de identidade dissociativa, ou despersonalização.

As mulheres também são significativamente mais propensas do que os homens a receberem receitas de medicações psicotrópicas conhecida como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), como o Prozac, receberem tratamentos de eletroconvulsoterapia (ECT), ou serem hospitalizadas por doenças psiquiátricas.

Mas isso não quer dizer que as mulheres sejam mais loucas do que os homens.

Elas são simplesmente mais propensas a serem rotuladas como tal quando expressam descontentamento ou angústia com a vida cotidiana. Ou quando não conseguem viver de acordo com os ideais irrealistas da esposa e mãe perfeitas.

Esses ideais mudam com o tempo.

No século 19, mulheres foram internadas em asilos para doentes mentais por usarem linguagem chula, fazer sexo fora do casamento ou quando expressavam desejo de deixar seus maridos.

Hoje, nós não trancamos mais as mulheres por comportamento não feminino ou por descontentamento conjugal – em vez disso, nós as colocamos em uma camisa de força química prescrevendo medicações psicotrópicas.

Testado em homens, prescrito para mulheres

Esse fenômeno é ilustrado em um estudo de 2004 que analisou propagandas dos antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) de 1985 a 2000. O estudo mostrou uma clara mudança para reposicionar reações normais das mulheres – dificuldades associadas com o casamento, a maternidade, a menstruação ou a menopausa – como doenças psiquiátricas que justificam a medicação ISRS.

Experiências emocionais, tais como “ser oprimida por tristeza”, ou “nunca sentir-se feliz”, começaram a ser catalogadas como depressão ou ansiedade, em vez de reações compreensíveis em relação à vida.

Tristeza e ansiedade não são doenças mentais

Os mesmos pesquisadores também analisaram artigos da mídia sobre a depressão entre 1985 e 2000.

Eles concluíram que não havia provas que dessem suporte ao “diagnóstico baseado em gênero” – um alargamento dos critérios específicos de gênero para a depressão -, que legitima o uso de ISRSs para as mulheres.

Histórias na imprensa retratam o Prozac como uma droga milagrosa, que pode ajudar as mulheres a se sentirem “normais”, “alicerçadas” e “melhor do que bem” (Prozac Nation), ou fornecendo a “química que ajuda a ser uma supermãe” (Time).

Quem não gostaria de tomar SSRIs se isso fosse verdade? Mas não é.

O teste original dos ISRS para a FDA (Food and Drug Administration) foi realizado em pequenos grupos de homens com diagnóstico de depressão grave.

No entanto, o principal mercado para essas drogas hoje são as mulheres com depressão leve ou “sombra”.

Nós sabemos também que os ISRS têm efeitos colaterais graves, incluindo suicídio, agressão, espasmo muscular, disfunção sexual, agitação interior, problemas de estômago e pele, e comportamento “fora do personagem”.

O excesso de prescrição dessas drogas para as mulheres é claramente uma questão de séria preocupação. E esse excesso de prescrição pode ser diretamente ligado ao DSM.
A chamada “bíblia da psiquiatria” é um manual que tem sido usado para propagar o diagnóstico errado e os maus-tratos a mulheres vulneráveis. [Imagem: Amparo Torres/Wikimedia]

Ligações duvidosas

Em um estudo sobre os 170 membros do painel que produziu os critérios de diagnóstico do DSM-4 (publicado em 1994), 56% tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. Isto incluía o financiamento de pesquisas, consultorias e pagamentos por palestras.

Alguns painéis pareciam mais ligados à Big Pharma do que outros. Nos painéis sobre transtornos de humor e esquizofrenia, 100% dos especialistas tinham ligações com a indústria farmacêutica.

Os painéis sobre transtorno disfórico pré-menstrual tinham 83%, distúrbios alimentares 83% e transtornos de ansiedade 81%. Com a exceção da esquizofrenia, todas são desordens mais vulgarmente atribuídas às mulheres.

Quando olhamos para os membros dos painéis convocados para elaborar o DSM-5, esse interesse e influência parece ter aumentado. Cerca de 70% dos membros da força-tarefa relataram relações com a indústria farmacêutica – um aumento de 14% em relação ao DSM-IV.

O diagnóstico psiquiátrico e a prescrição de medicação para as mulheres também aumentou ao longo deste período de 20 anos.

A indústria farmacêutica é uma das indústrias mais rentáveis do mundo – com vendas globais alcançando US$ 400 bilhões por ano. As medicações psicotrópicas desempenham um papel fundamental nos lucros, com os cinco primeiros SSRIs rendendo entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões por ano, apesar de as drogas serem quase idênticas. Isso equivale a lucros totais de mais de US$ 10 bilhões por ano.

Lucros doentios

A indústria é impulsionada pelo imperativo econômico para manter lucros elevados através de manutenção e da expansão contínua de seus mercados. E o DSM desempenha uma função chave nesse processo expandindo a lista de categorias de diagnóstico a cada nova edição.

Isso permite que os psiquiatras diagnostiquem infelicidade como loucura, e prescrevam medicamentos para um número crescente de mulheres infelizes ou vulneráveis.

Nós precisamos levar a angústia relatada por mulheres – e por homens – a sério.

Às vezes, a ajuda terapêutica ou medicinal é necessária. Mas nós também precisamos questionar a crescente patologização da infelicidade cotidiana.

Ela fornece um mercado para a indústria farmacêutica e legitima o controle psiquiátrico. E isso reforça o mito de que as mulheres são mais loucas do que os homens.

Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=dsm-5-perpetuar-mito-loucura-feminina&id=8885&nl=nlds
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Psiquiatras ampliam definição de doenças para aumentar mercado – O normal como aberração

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,”

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Baseado em artigo de Kim Andreassen

O que é normal e o que é anormal

Quando os limiares de diagnóstico são reduzidos, ser normal acaba sendo tão inalcançável quanto tentar se parecer com as supermodelos nas passarelas.

O Dr. Lars Fredrik Svendsen, da Universidade de Bergen, na Noruega, é mais um que se junta ao enorme grande coro de protestos contra a ampliação do manual de diagnósticos mentais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM).

As edições do manual de diagnósticos da DSM são criticadas por baixarem constantemente os limiares de qualificação para um diagnóstico psiquiátrico.

Essas normas são usadas como referência na maioria dos outros países.

Quando os psiquiatras redefinem o que é normal e o que é anormal não se trata de algo restrito aos consultórios.

Segundo o Dr. Svendsen, isso tem significado cultural muito amplo, já que a redução constante dos limiares de diagnóstico tem a ver com como os seres humanos se veem.

“Nós estamos no processo de transformar a doença na norma, onde o normal se torna a exceção. Se isso continuar, vamos finalmente ver aquilo que consideramos normal colocado no que eu chamo de passarela mental,” diz o pesquisador, referindo-se aos inatingíveis modelos de beleza divulgados nas passarelas da moda.

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Normal como aberração

“Exatamente como as supermodelos nas passarelas, corremos o risco de ver o normal como uma aberração, tornando-se algo além do que é humanamente possível,” diz o pesquisador.

Na prática, isso pode significar que mais pessoas se desviem da norma e que mais pessoas vão querer se submeter a tratamentos médicos simplesmente para se aproximar de alguma aparência de normalidade.

Isso não é muito diferente da maneira como corpos perfeitos estão sendo manipulados digitalmente por computador nas revistas de estilo de vida.

“Os manuais de diagnóstico têm um monte de influência, criando diagnósticos biologicamente determinados,” diz Svendsen. “Esses manuais moldam nossas vidas de uma forma sem precedentes.”

Paradoxalmente, eles são cada vez menos tolerante a desvios, ao mesmo tempo que muitos mais de nós são considerados “desviantes” do padrão normal.

“Eu acredito que há uma boa razão para discutirmos se os critérios que usamos para estabelecer o que é normal e anormal são razoáveis,” observa ele.

Ligeiramente menos anormal

O novo manual, chamado DSM-5, que está previsto para publicação em 2013,  não vai apenas permitir diagnosticar novas doenças, mas também vai baixar os sintomas que caracterizam o que se chama de “doenças mentais”, criando “sublimites”.

Se um paciente atingir os novos critérios necessários para um diagnóstico, ele não vai necessariamente chegar ao limiar patológico – em vez disso, ele será considerado apenas um pouco menos anormal.

Uma proposta que está sendo fortemente questionada é o diagnóstico conhecido como “síndrome do risco de psicose“.

A ideia por trás desse diagnóstico é identificar as pessoas que podem estar desenvolvendo esquizofrenia, para que o paciente possa receber tratamento em uma idade mais jovem.

Até mesmo Allen Frances, presidente do comitê que deu origem à força-tarefa que está elaborando o DSM-5, afirmou que isso poderia facilmente se transformar em uma “mina de ouro para a indústria farmacêutica, mas a um custo enorme para os novos pacientes falso-positivos, capturados na rede excessivamente larga do DSM-5”.

Luto vira doença

Muitos críticos dos manuais de diagnóstico acreditam que várias características humanas gerais tornaram-se patologizadas – um fenômeno conhecido como medicalização – ao longo dos últimos anos.

Por exemplo, na proposta apresentada pelo DSM-5, argumenta-se que a dor pós-morte – o luto – se qualifica como um sintoma incondicional de depressão.

“Tornou-se muito fácil ser diagnosticado com depressão,” argumenta Svendsen. “É preciso lembrar que a depressão é classificada como uma de nossas doenças mais graves pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é considerada tão debilitante quanto a cegueira ou a síndrome de Down.”

“Estamos no processo de criar pessoas que são incapazes de viver a vida,” acrescenta ele.

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Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia – Low vitamin D in newborns linked to schizophrenia

Age-standardised disability-adjusted life year...

Age-standardised disability-adjusted life year (DALY) rates from Schizophrenia by country (per 100,000 inhabitants). (Photo credit: Wikipedia)

Duas matérias, a primeira em português, outra a seguir em inglês.

Deficiência de vitamina D na gravidez eleva risco de esquizofrenia, diz cientista australiano

Nos últimos sete anos, o biólogo Darryl Eyles, diretor do laboratório de neurobiologia do Centro de Estudos em Saúde Mental de Queensland (Austrália), coordenou uma pesquisa sobre o impacto da deficiência de vitamina D na gestação no desenvolvimento da esquizofrenia –distúrbio caracterizado por sintomas como alucinações, cujas causas ainda são pouco compreendidas pela ciência.

Mães e Filhos

Os resultados da pesquisa foram apresentados no seminário “Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença”, realizado no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo. Na ocasião, Eyles deu a seguinte entrevista à Folha.

Folha – Por que a associação entre vitamina D e esquizofrenia?

Darryl Eyles – A hipótese surgiu com um dado dos estudos epidemiológicos. A maioria dos pacientes com esquizofrenia nasceu nos meses de primavera e inverno, quando diminuem os níveis de vitamina D no organismo da mãe.

Folha – Como foi feita a pesquisa?

Eyles – Foi um estudo em animais, para ver se os que nasceram de mães com deficiência de vitamina D tinham alterações na morfologia do cérebro relacionadas à esquizofrenia. Quando não houve privação da vitamina, ou quando ela ocorreu só no primeiro trimestre da gestação, não se observou sinais do distúrbio, mas a deficiência no final da gestação provocou alterações no cérebro. Os resultados foram iguais em testes comportamentais.

Folha – A pesquisa limitou-se aos animais?

Eyles – Partimos de dados populacionais, mas os testes foram feitos em animais. Há uma parte da pesquisa, ainda em andamento, com humanos. Na Dinamarca, estamos recolhendo amostras de sangue de recém-nascidos, e pretendemos acompanhar o aparecimento de distúrbios na vida adulta.

Folha – Se a hipótese for confirmada, o que pode ser feito?

Eyles – Para saber se uma intervenção com vitamina D durante a gestação pode prevenir eventos futuros, precisamos de grandes estudos, que ainda não foram feitos. Mas acho que pode ser uma saída. Há um trabalho no Canadá sustentando que a suplementação na gestação pode prevenir defeitos no feto.

Folha – Como seria feita essa suplementação?

Eyles – Em termos de desenvolvimento neurológico do feto, deveria ser feita a partir do segundo trimestre da gravidez.

Folha – É possível suplementar o bebê após o nascimento?

Eyles – Suplementar a mãe é o modelo. Mas creio que há uma “janela” entre o terceiro trimestre da gestação e o primeiro ano de vida que, arrisco dizer, pode ser usada para prevenir problemas neurológicos.

Folha – Em países tropicais, a exposição ao sol garante os níveis de vitamina D?

Eyles – Fizemos uma pesquisa epidemiológica na Austrália, incluindo regiões de clima tropical e de clima temperado. Observamos que em ambas ocorre deficiência de vitamina D no inverno. Há vários fatores que influem na exposição ao sol, como os hábitos urbanos e o uso de bloqueadores solares.

Fonte: Folha On Line
http://www.west1.com.br/news.php?recid=1862

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Cisne Negro

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MARTIN MITTELSTAEDT
The Globe and Mail
Published Thursday, Sep. 09 2010, 2:30 PM EDT
Last updated Thursday, Aug. 23 2012, 4:25 PM EDT

The cause of schizophrenia has long baffled doctors, but a tantalizing clue has emerged that some cases of the debilitating mental disorder are linked to having too little vitamin D during fetal development and early in life.

Researchers studying schizophrenia cases in Denmark have discovered that newborns with the lowest level of the sunshine vitamin in their blood at birth had about twice the risk of developing the disease when they became adults, compared to those with moderate amounts.

In some countries, milk and cereal grains are ...

Vários países fortificam os alimentos com Vitamina D para prevenir doenças

The finding suggests it may be possible to reduce the incidence of the illness by having babies and pregnant women either take the vitamin, or increase their exposure to sunshine, the natural way of making the nutrient.

“The study opens up the possibility that improving vitamin D levels in pregnant women and newborn babies could reduce the risk of later schizophrenia,” observes John McGrath, director of the Queensland Centre for Mental Health Research, one of a team of Australian and Danish researchers who conducted the investigation.

A paper on the findings appeared earlier this week in Archives of General Psychiatry. The research is the first to link neonatal vitamin D levels and the brain disease.

Schizophrenia is a severe mental illness in which people often experience hallucinations and hear voices. It typically develops in young adults, around the age of 20, and causes a lifetime of symptoms that sometimes can be controlled through medications.

It’s thought that the disease lies dormant until after puberty, when changes in the brain allow symptoms to break through and become apparent.

Researchers have long scratched their heads over why some people develop the disease, which affects an estimated one person out of 100 in Canada. Previous studies have found it’s more common in children born to older fathers, for instance, as well as among those living in urban areas, and in non-white immigrants to northern latitude areas.

But one previously identified risk factor has hinted at an insufficiency of vitamin D: the time of year a child is born. Children with winter births, when mothers’ vitamin D levels are typically low because of the lack of exposure to strong sunlight, have about a 10-per-cent higher risk of schizophrenia than those born at other times of the year. Fetuses depend entirely on their mothers for the nutrient.

For winter births, this seasonal fetal vitamin D famine occurs during the last stages of pregnancy, a time when brain development is very rapid and the lack of a key nutrient could have a major impact. The new research is an important breakthrough because it tracked actual vitamin D levels in children, rather than the inferred amounts from the season of birth.

Previous experiments by Dr. McGrath have found that pregnant rats deprived of vitamin D give birth to pups with altered brain development. One possible link to schizophrenia suspected by the researchers is that too little vitamin D before birth alters the brain’s dopamine system, an important chemical factor influencing mood and other mental processes.

The research on newborns was based Denmark’s vaunted Newborn Screening Biobank, which has collected dried blood samples from all children born in the country since 1981. Vitamin D levels in the blood were compared in 424 people, ranging in age from 16 to 29, who had developed schizophrenia and an equal number of so-called controls who had not. These comparisons found the excess risk among those with low levels.

A paradoxical finding in the research is that the babies with the highest amounts of vitamin D also had an elevated risk of the mental disease, at first glance suggesting that both too little or too much of the nutrient might be a bad thing when it comes to schizophrenia.

But Dr. McGrath played down this possibility and said there may be a subgroup of the population that has difficulty metabolizing vitamin D into the form used by cells, causing levels of the nutrient to build up in their blood. These individuals would consequently have cells experiencing shortages, while simultaneously having high blood levels awaiting to be converted.

Dr. McGrath said the possibility that there is a vitamin D resistant part of the population is “pure speculation,” and needs to be confirmed by more research into genetic differences in the way people metabolize the nutrient.

Fonte:  http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/conditions/low-vitamin-d-in-newborns-linked-to-schizophrenia/article4268128/
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