Congresso recebe pesquisadores internacionais em ‘Medicina Preventiva’

Entre as presenças nacionais confirmadas está Cícero Galli Coimbra, pós-doutor em neurologia pela Universidade de Lund (Suécia). Coimbra atua como livre docente no Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo onde dirige o Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental. Na área clínica, seu foco é nos atendimentos neurodegenerativos e doenças autoimunitárias, onde vem obtendo resultados expressivos com a utilização de vitamina D. Outro palestrante brasileiro é o nutrólogo e doutor em Clínica Médica pela USP, Carlos Alberto Werutsky. Professor do curso latu senso de Nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) abordará em sua palestra os erros alimentares mais frequentes, podendo levar ao dano celular e consequente envelhecimento.

 

__

No evento serão discutidos os avanços da medicina preventiva e sua contribuição para a longevidade saudável

__

De 19 a 21 de outubro, a cidade de São Paulo será palco do II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM), do VI Simpósio Internacional de Fisiologia Hormonal e Longevidade, e do I Workshop de Nutrição Bioquímico Fisiológica. No evento serão discutidos os avanços da medicina preventiva e sua contribuição para a longevidade saudável. Os subtemas debatidos estão distribuídos em três grupos: solução dos problemas sexuais em homens e mulheres, prevenção do envelhecimento físico e do câncer, e combate à dor. No Workshop, especialistas em nutrição vão discutir o papel dos alimentos no processo do envelhecimento saudável.

Entre as participações internacionais mais esperadas estão o médico norteamericano Abraham Morgentaler, professor adjunto de Urologia na Escola de Medicina de Harvard e fundador do Men’s Health Boston, o médico porto-riquenho Jorge Flechas, mestre em saúde pública e doutor em medicina pela Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA) e o médico belga Thierry Hertogue, presidente da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM) e da International Hormone Society (IHS). Morgentaler irá palestrar sobre os mais recentes estudos acerca da saúde sexual masculina. Já Flechas, que tem vários artigos publicados sobre fibromialgia, síndrome da fadiga crônica e disfunções imunes, falará sobre seus estudos com a terapia do iodo nos distúrbios de mama e tireoide, reposição hormonal bioidêntica em homens e mulheres e disfunções cardíacas. Thierry Hertogue, autor de vários livros sobre Modulação Hormonal Bioidêntica, sobre a terapia hormonal aplicada à problemas sexuais masculinos e femininos.

Brasileiros

O Congresso Latino-Americano da WOSAAM acontece pela segunda vez no Brasil, sendo realizado em parceria com o Grupo Longevidade Saudável – entidade de educação médico continuada que reúne mais de 1.850 médicos estudiosos no tema. Entre as presenças nacionais confirmadas está Cícero Galli Coimbra, pós-doutor em neurologia pela Universidade de Lund (Suécia). Coimbra atua como livre docente no Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo onde dirige o Laboratório de Fisiopatologia Clínica e Experimental. Na área clínica, seu foco é nos atendimentos neurodegenerativos e doenças autoimunitárias, onde vem obtendo resultados expressivos com a utilização de vitamina D. Outro palestrante brasileiro é o nutrólogo e doutor em Clínica Médica pela USP, Carlos Alberto Werutsky. Professor do curso latu senso de Nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) abordará em sua palestra os erros alimentares mais frequentes, podendo levar ao dano celular e consequente envelhecimento.

O II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (Wosaam), VI Simpósio Internacional de Fisiologia Hormonal e Longevidade e I Workshop de Nutrição Bioquímico Fisiológica ocorrerá, de 19 a 21 de outubro, no WTC Convention Center, que fica na Avenida das Nações Unidas, 12.551, Brooklin Novo, São Paulo. Para outras informações, inscrições e programação completa acesse o site http://www.regencyeventos.com.br/evento/index.php?cod_eventos=23&cod.

Autor: Marcelo Egypto
Fonte: SB Comunicação – Assessoria de Imprensa

__

O neurologista Cícero Galli Coimbra explica os mistérios do cérebro

__

O neurologista Cicero Galli Coimbra conversou com os internautas no site do Globo Repórter sobre o funcionamento do cérebro. Leia a íntegra desse bate-papo.

1. Gostaria de saber quais os são os outros tratamentos para hiperatividade além do neurofeedback e como esse mecanismo funciona.

A hiperatividade infantil tem sido bastante estudada e existem vários estudos publicados correlacionando a deficiência da Vitamina B6. Existem estudos mostrando que a administração de uma dieta mais rica e mais variada melhorou muito o déficit de atenção e hiperatividade e eu considero muito válido.

2. Gostaria muito de saber um tratamento para o TOC (transtorno obsesivo compulsivo) como o cerebro comporta-se com essa doença?

O TOC é mais acompanhado pela especialidade da psiquiatria e não faz parte da neurologia.

3. Tem algum alimento em especial para melhorar a memória?

Existem diversos alimentos. Existem determinadas vitaminas que ajudam. A pessoa que só come alimentos cozidos tem perda de material fólico e acontece uma perda de memória.

4. Perda de sono na madrugada “queima” neurônios?

O sono é fundamental para o sistema nervoso. A insônia é maléfica para o tecido nervoso. Durante o sono se estabelecem conexões que são fundamentais para o cérebro.

5. Gostaria de saber se cada instrumento musical influencia de forma diferente no cérebro?

Não, eu não tenho dados que indiquem que haja diferentes efeitos no cérebro, mas as funções típicas da música mostram que ela tem um efeito calmante.

6. Existe algum remédio que possa aumentar a potencialidade do cérebro?

Não, na realidade existem estudos que demonstram que o melhor para a preservação da memória é a emoção. Os fatos que ocorrem associados à emoção são fatos que ficam registrados na nossa memória. O aprendizado da escola deve ser feito de uma forma divertida, não monótona, para que este se torne estável e não apenas transitório. Tudo que aprendemos por interesse se torna uma aquisição permanente e isso porque uma emoção foi evocada.

7. Exigir das crianças, cada vez mais, que se dediquem a várias atividades simultaneamente, no intuito de promover um maior desenvolvimento intelectual, pode ter um efeito inverso daquele que esperamos?

A exigência excessiva nunca é benéfica. Deve-se ensinar a criança a viver com interesse.

8. O analfabeto tem a mesma capacidade de assimilação?

Não implica que ele não tenha memória. A memória depende da prática. Não existe isso.

9. Gostaria de saber a relação de exercícios físicos com o desenvolvimento de neurônios.

Essa matéria tem sido estudada e na realidade o que fazemos com o nosso cérebro leva ao desenvolvimento de habilidades.

10. Qual o efeito do choro no cerebro? Faz bem ou não?

Diversos pacientes tem perguntado isso. Na realidade o que é maléfico para o cérebro é o sofrimento e não importa se ele é exteriorizado ou não. O importante é não sofrer. E o choro se relaciona com a intencidade do sofrimento.

11. Quais as possíveis consequências cognitivas de uma depressão a longo prazo?

Existem experimentos feitos em primatas mostrando que o sofrimento e o stress emocional bloqueiam a produção de novas células pelo cérebro. Sofrimento envelhece o cérebro, pois você perde células e bloqueia a reposição dessas células.

12. Gostaria de saber como obter o equilíbrio de usar as duas partes do cerebro. O homem usa mais um lado e a mulher o outro…

Não, na realidade nós usamos as duas partes. O homem desenvolve mais funções que são desempenhadas pelo lado esquerdo do cérebro e a mulher em geral funções localizadas no lado direito, mas ambos usam os dois e isso não é uma regra fixa.

13. O que faz o nosso cérebro envelhecer antes do tempo?

São vários fatores e eu colocaria o sofrimento como um dos principais. A felicidade rejuvenece o cérebro. Outro fator importante é a exposição solar. Hoje o homem trabalha confinado e praticamente não se expõe ao sol! Isso tem um preço, não só no envelhecimento dos ossos como o do tecido nervoso. Outra coisa importante é evitar o uso alto de bebida alcóolica. E é fundamental a questão da nutrição, a colina que está presente na gema do ovo e há essa preocupação que as pessoas deixaram de comer ovos por causa do coletesterol.

14. As células-tronco tão divulgadas atualmente contribuirão para o processo de memoria e cognição?

É importante que se diga que existem células-tronco neurais que se multiplicam. O natural é que cada vez mais a ciência médica venha a entender quais os fatores que facilitam e prejudicam isso. Não acredito nisso.

Dr. Cícero Galli Coimbra fala: Posso deixar o meu e-mail coimbracg.nexp@epm.br e na medida que eu puder, respondo a todos.

Fonte: Arquivo de videochat do Globo Repórter

__

Cigarro mata 23 pessoas por hora no Brasil

__

Hoje, data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Fumo, os dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia são alarmantes: o cigarro mata 23 pessoas por hora no Brasil. Além disso, o tabagismo é a segunda causa de morte no mundo e a primeira evitável. A preocupação com os fumantes passivos será o ponto principal da campanha, pois morrem 2.700 pessoas por ano no Brasil desta causa. De acordo com o pneumologista Wagner Paschoalino, 80% das pessoas que buscam o atendimento em seu consultório são fumantes, acima de 45 anos e já apresentam problemas de saúde relacionados ao hábito. “Cerca de 60% dos fumantes passivos são mulheres com mais de 65 anos.

Os estudos mostram que de cada mil mortes causadas pelo cigarro, 29 são por doenças vasculares, 25 por problemas cardíacos e sete relacionadas ao câncer de pulmão em pessoas que não fumam e nunca fumaram”, conta. Segundo ele, as principais doenças decorrentes do cigarro são as Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), como bronquites e enfisemas, cânceres e as cardiovasculares. O médico explica que as principais queixas dos pacientes que buscam o seu consultório São a tosse persistente, falta de ar e dificuldades em realizar atividades físicas, provocada principalmente pelo cansaço. O tratamento varia de acordo com cada tipo de DPOC. “Primeiramente, tem que deixar de fumar com auxilio de um psicólogo e através de medicamentos de reposição de nicotina, como os adesivos e a goma de mascar, inibidores e redutores da ansiedade, além de outros mais caros, que chegam a custar a R$ 700.” Ele também explica que as campanhas e os investimentos devem ser voltados para a prevenção. “A Prefeitura deveria criar grupos para realizar o apoio psicológico e fisioterapêutico, além de fornecer medicamentos. Fora isso, todos devem realizar exames preventivos anualmente, entre eles o raio X e espirometria, exame que verifica a função pulmonar”, fala. De acordo com o fisioterapeuta Luís Gustavo Pozzi, docente de Fisioterapia Aplicada às Disfunções Cardiovasculares do Centro Universitário de Araraquara (Uniam), o cigarro altera a integridade dos vasos e acelera o processo de envelhecimento das veias e artérias. Além disso, aumenta a quantidade do colesterol ruim, o LDL. “As chances de ter um infarto aumentam e muitos param de fumar quando isso ocorre, porém, a recuperação de um ex-¬fumante será sempre muito mais lenta”, diz.
fonte: Tribuna Impressa Araraquara, Cidade

__


O perigo dos derrames silenciosos

Na surdina, uma artéria minúscula é obstruída e para de irrigar um grupo de neurônios, que, sem combustível, sucumbe. A princípio, o indivíduo nem se dá conta de um derrame que, como a falta de sintomas indica, é silencioso. Mesmo assim, ninguém deve julgar seu estrago inofensivo. Aos poucos, esse tipo de acidente vascular cerebral (AVC), como os médicos denominam o problema, semeia a discórdia no cérebro, podando funções cognitivas como o raciocínio.

“Ele é de cinco a dez vezes mais frequente que os derrames que apresentam sinais e sequelas na hora”, chama a atenção o neurologista Vladimir Hachinski, editor-chefe da revista científica Stroke, da Associação Americana de Derrames, que, agora, joga os holofotes sobre a versão silenciosa do mal para alertar a população e os profissionais de saúde a respeito desse perigo — mensagem que, sem dúvida, também é válida para o Brasil.

“Os AVCs silenciosos costumam ser desprovidos de sintomas porque não atingem regiões estratégicas do cérebro”, esclarece o neurologista Alexandre Pieri, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “As áreas danificadas não estão envolvidas com as funções sensorial e motora”, completa seu colega cero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo. Com o tempo, porém, as lesões podem se multiplicar. Ocorre uma aqui, outra acolá, e assim por diante. “Daí, com o passar dos anos, parte do cérebro fica parecida com um queijo suíço”, compara Coimbra.

O que, afinal, faz florescer esse fenômeno lento e progressivo? “A pressão alta, o diabete, o colesterol elevado, o abuso do álcool e o tabagismo”, dá Pieri a lista dos vilões. O próprio envelhecimento tem lá sua culpa. “Um estudo americano aponta que um em cada dez idosos já sofreu um AVC silencioso”, conta o neurologista Jefferson Fernandes, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. No fundo, são os mesmos fatores que plantam um derrame avassalador. “Além disso, muitas vezes os próprios episódios silenciosos recorrentes predizem um AVC mais grave”, lembra Pieri.

Para Hachinski, o problema não é tão sigiloso quanto parece ser. “Ele pode alterar a capacidade de o indivíduo se concentrar e se organizar”, diz. Dessa forma, uma avaliação minuciosa com o neurologista abriria o caminho para surpreendê-los. O dilema é que, muito antes de haver uma devastação nos neurônios, o paciente não nota nem se queixa de nada — e a doença acaba passando despercebida até pelo médico. “Às vezes o diagnóstico é feito por acaso. O indivíduo tem uma dor de cabeça não relacionada ao problema e, na hora de realizar um exame de imagem, descobrem- se as lesões”, relata Fernandes.

O alarme disparado pela Associação Americana de Derrames pretende fazer com que o AVC sem sintomas imediatos deixe de ser tão negligenciado. “É preciso mais atenção com esse problema que pode começar antes do que pensávamos e cujos fatores de risco necessitam ser controlados ainda mais cedo, desde a juventude”, diz o professor Hachinski. Nem todo mundo, é claro, precisa correr ao consultório do neurologista e cobrar uma ressonância magnética, o exame de imagem que flagra os pequenos derrames espalhados na massa cinzenta. O cérebro só deve ser investigado quando não há queixa aparente em quem convive com a pressão arterial nas alturas ou tem um diabete duro na queda, por exemplo. Nesses casos, o especialista checa se há ou não rastros dos microAVCs.

O ataque silencioso ao cérebro deve ser desarmado quanto antes. Do contrário, a permanente poda de pencas e pencas de neurônios propicia o que os cientistas chamam de comprometimento cognitivo vascular. “Nesse quadro, o indivíduo passa a responder mais lentamente a estímulos, tem dificuldade para prestar atenção e perde a capacidade de planejamento”, explica o neurologista Paulo Caramelli, da Universidade Federal de Minas Gerais. Em algumas situações, as múltiplas lesões geram até mesmo mudanças de comportamento. “A pessoa fica apática, não tem mais iniciativa”, diz Caramelli. A boa notícia é que, ainda nesse estágio, uma aliança entre assistência médica, remédios e mudanças de hábitos pode frear o déficit cognitivo, prevenindo novas lesões.

O perigo é tudo isso passar batido e a somatória de pequenos AVCs desencadear a temida demência vascular. Daí, sim, fica quase impossível reverter a situação, já que o cérebro não conseguirá compensar a perda de tantas células. O que, então, determina o tamanho do estrago? “A extensão das lesões e as regiões que foram acometidas por elas”, responde Jefferson Fernandes. Mas lembre-se: felizmente nada acontece da noite para o dia. Há como agir antes que a cabeça fique inoperante. A respeitada revista médica Stroke já sentenciou: “O derrame é uma catástrofe que pode ser prevenida e remediada”. Independentemente de ser vítima ou não de um AVC silencioso, saiba que dá para assegurar a integridade do cérebro. Se você preza por uma mente saudável e faz o que está ao seu alcance para cuidar dela, são grandes as chances de nunca colher um derrame — barulhento ou não.

http://www.circuitomt.com.br/home/materia/14733

%d blogueiros gostam disto: