Sequenciamento do genoma: Novas pesquisas podem gerar aumento no número de abortos

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Ao tornar o diagnóstico de doenças genéticas mais precoce, o sequenciamento também daria às mulheres mais tempo e potencialmente mais razões para considerar um aborto. (…)  Vários Estados americanos vêm regulamentando o aborto de forma mais restritiva nos últimos anos. Quatro deles (Arizona, Oklahoma, Illinois e Pensilvânia) proibiram a prática por motivo de sexo ou raça (cor da pele) do bebê, e há várias iniciativas legais também para torná-la ilegal quando motivada por anomalias físicas ou genéticas.

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Herton Escobar, do Estadão

São Paulo – Uma das principais preocupações éticas relacionadas ao sequenciamento do genoma de fetos nos Estados Unidos é que isso conduza a um aumento do número de abortos ou, no sentido contrário, a um aumento das restrições legais ao aborto.

Isso porque, ao tornar o diagnóstico de doenças genéticas mais precoce, o sequenciamento também daria às mulheres mais tempo e potencialmente mais razões para considerar um aborto. A interrupção da gravidez é permitida no País até o sexto mês de gestação, por qualquer motivo.

“Se você detecta mais problemas mais cedo na gestação, a probabilidade de a mulher optar por um aborto aumenta”, diz Jaime King, professora de Direito da Universidade da Califórnia em Hastings, que publicou um artigo sobre o assunto no início deste mês, na revista Nature.

Vários Estados americanos vêm regulamentando o aborto de forma mais  restritiva nos últimos anos. Quatro deles (Arizona, Oklahoma, Illinois e Pensilvânia) proibiram a prática por motivo de sexo ou raça (cor da pele) do bebê, e há várias iniciativas legais também para torná-la ilegal quando motivada por anomalias físicas ou genéticas.

O caso mais emblemático é o da síndrome de Down, causada por uma cópia extra (trissomia) do cromossomo 21 no genoma do feto. Testes de sangue e imagens de ultrassom podem dar indícios da doença, mas um diagnóstico conclusivo, tipicamente, só pode ser obtido a partir da 16.ª semana, com uma análise genética do líquido amniótico (amniocentese) – procedimento invasivo, que carrega 1% de risco de perda da gravidez.

Novos testes genéticos não invasivos, baseados no DNA fetal que circula no sangue da mãe, porém, permitiriam diagnosticar a síndrome já na 10.ª semana.

Para Jaime, isso não é necessariamente um problema, desde que a decisão de abortar seja tomada de forma informada e consciente. A preocupação maior quando se olha para o genoma inteiro, segundo ela, refere-se a características genéticas menos determinísticas, como mutações pontuais que podem aumentar o risco de doenças que poderão se manifestar – ou não – somente na vida adulta.

“O que a maioria das pessoas teme é que as mulheres recebam informações equivocadas ou confusas e acabem decidindo por um aborto com base em conclusões erradas. Isso seria realmente trágico”, diz. “As pessoas são muito determinísticas. Seria muito fácil interpretar um risco como uma certeza de que algo ruim vai acontecer.”

Nesse ponto, diz ela, é essencial que a Food and Drug Administration (FDA) regulamente o uso de testes genéticos no período pré-natal, para garantir que eles só serão usados para obter informações que sejam confiáveis e clinicamente relevantes.

Indicação. Para a chefe do setor de Medicina Fetal do Hospital Albert Einstein, Rita Sanchez, testes genéticos só devem ser feitos quando há alguma indicação clínica que o justifique. “Talvez no futuro as pessoas queiram sequenciar o genoma sem indicação médica, mas não vejo muita vantagem nisso.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/novas-pesquisas-podem-gerar-aumento-no-numero-de-abortos?page=2

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Dor muda de estatuto e passa a ser doença

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04/12/2012 – 08:23

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Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos em várias novas categorias de medicamentos contra a dor, que têm vindo a ser testadas em pacientes,  avança o Valor Económico, citando o Financial Times.

A dor é um problema sério. Responde por mais de metade de todas as consultas médicas.  As vendas mundiais de analgésicos totalizam 40 mil milhões de dólares anuais. Mas ela é    há muito minimizada pelos médicos, que a tratam mais frequentemente como um sintoma do que como uma doença com existência própria. Mesmo quando uma queixa subjacente  foi curada, a dor que ela desencadeou muitas vezes continua a atormentar os pacientes, deixando centenas de milhões de pessoas com dificuldade de trabalhar ou viver confortavelmente.

“Estamos determinados a elevar o estatuto da dor”, diz o professor Richard Langford, presidente da Sociedade Britânica de Dor. “Ela tem vindo a ser, inquestionavelmente, uma doença patinho feio que não é nem uma coisa nem outra. Falta a consciência de que a dor acarreta efeitos secundários e letalidade. Ela reduz a expectativa de vida. Não dá para ficar de braços cruzados”.

Infelizmente para as pessoas destruídas por dores crónicas, os laboratórios farmacêuticos – frustrados pelas dificuldades científicas – transferiram os seus investimentos para outros distúrbios. Nos últimos anos, concentraram-se menos nas causas do que nas maneiras de evitar o uso abusivo de analgésicos – muitas vezes à base de opióides estigmatizados por seu uso “recreativo” como alucinógenos. Mas há actualmente novos sinais de avanços revolucionários na ofensiva contra a dor. Os laboratórios farmacêuticos estão a intensificar os investimentos, e várias novas categorias de medicamentos têm vindo a ser testadas em pacientes. A Pfizer, a Johnson & Johnson e a AstraZeneca, ao lado de empresas de menor porte, como a Allergan, a MAP e a Zogenix, estão a desenvolver programas na área da dor. A consultoria de pesquisa de mercado Datamonitor contabiliza quase 200 medicamentos experimentais em processo de teste.

A análise diagnóstica começa a identificar mecanismos estruturais como mutações genéticas, e exames de laboratório apontam para o potencial analgésico das picadas das aranhas caranguejeiras, cobras e abelhas. Os cientistas, além disso, aderem cada vez mais à prática de isolar a dor pelo mapeamento dos fluxos de sangue no cérebro.

“Este foi um ano óptimo”, diz Clifford Woolf, do departamento de neurobiologia da Faculdade de Medicina de Harvard, que identifica os recentes avanços tanto do meio académico quanto dos órgãos reguladores e dos laboratórios farmacêuticos. “Efectivamente acho que a actividade científica está melhorando”, diz.

O reconhecimento da dor crónica também está a crescer. Num relatório do ano passado, o Instituto de Medicina dos EUA estimou que o mal atingiu 100 milhões de americanos e custou cerca de 600 mil milhões de dólares por ano em tratamento e em perda de produtividade. O estudo “A Dor na Europa” mostrou que quase 20% das pessoas disseram sofrer de dores crónicas que se estenderam por pelo menos seis meses, das quais uma parcela próxima de 40% não estava satisfeita com o tratamento que recebeu.

O professor Christopher Murray, do Instituto de Indicadores e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, disse que a sua maior surpresa foi constatar o impacto de distúrbios como problemas musculoesqueléticos, como dor nas costas. Ele finaliza um estudo sobre a carga mundial de doenças de todos os tipos, a ser publicado no mês que vem.

“Elas são muito mais generalizadas do que se pensava”, diz ele. “Há uma grande e crescente necessidade de tratar eficazmente alguns desses distúrbios crónicos, e a parte problemática é que a maioria dos países não está equipada para atender a essa necessidade”, diz.

Muitos dos factores que geram dor, além disso, estão a aumentar no mundo inteiro: uma população em processo de envelhecimento, mais vulnerável a doenças como artrite e cancro; o aumento da obesidade, que desencadeia diabetes, com complicações de natureza neurológica; e a expansão das cirurgias, com risco de dor no pós-operatório.

Muitos dos factores que geram dor estão a aumentar no mundo, como o envelhecimento da população

Mas o tratamento muitas vezes continua ineficaz. Os medicamentos actualmente usados são limitados na sua capacidade de reduzir ou eliminar o sofrimento, e muitas vezes geram efeitos secundários relevantes. Os antiepilépticos desencadeiam fadiga e perda de concentração, por exemplo, enquanto os opióides podem causar prisão de ventre, dependência ou até mesmo morte, quando tomados em altas doses.

Alguns argumentam que os médicos, tradicionalmente, não deram suficiente ênfase à abordagem da dor em si, preferindo experimentar tratamentos das causas estruturais, sem se concentrar suficientemente no alívio. Isso deixa pacientes com cancro terminal, por exemplo, em situação de extrema dor física.

Mas, em muitas pessoas, não chega a ser diagnosticado qualquer problema estrutural. Noutras, mesmo quando a causa directa é identificada e tratada, a dor persiste, ou volta após certo período de trégua. Isso sugere que a dor pode ser – ou se tornar – uma doença por si só, em vez do que apenas um sintoma de outros distúrbios.

O Dr. Stuart Derbyshire, da Universidade de Birmingham, diz: “A boa notícia é que a dor está a ser levada muito mais a sério hoje e que os médicos estão um pouco mais preparados para acreditar em seus pacientes. O problema é que não há nada de novo para tratá-la. A situação até ficou pior, com mais pacientes e menos alternativas de tratamento. É uma grande decepção”.

Um dos motivos disso são as limitações do dinheiro e do foco dedicados a esse campo. O centro de pesquisa National Institutes of Health, ligado ao Departamento de Saúde dos EUA, com orçamento anual de 30 mil milhões de dólares, financia unidades voltadas para muitas doenças, mas não tem um instituto específico para a dor. “Os pacientes de dor crónica não têm grupos activistas muito ruidosos, como os de VIH”, diz Jürgen Häussler, chefe de pesquisa de dor da Johnson & Johnson, que lançou em 2011 uma versão de liberação prolongada no organismo do Nucynta®, um opióide para dor de moderada a forte. “O problema nem sempre consegue a atenção que merece”.

Outra dificuldade para os investigadores está em identificar e quantificar a dor. Ao contrário de muitos outros distúrbios, não existe qualquer “biomarcador” simples de sangue ou urina para medir a sua presença ou intensidade. Em vez disso, os médicos empregam uma escala subjectiva de 10 pontos ou um equivalente visual, em que cores diferentes denotam o nível de dor.

Isso restringe a facilidade de comparação com experiências de laboratório com animais – nos quais a dor tem de ser induzida. Em testes em seres humanos o efeito do placebo para tratar a dor é especialmente significativo, o que confunde os esforços para medir a acção específica de medicamentos experimentais.

O potencial do diagnóstico por imagem também é restrito. William Dillon, professor de radiologia da Universidade da Califórnia, campus de São Francisco, diz que pode às vezes ser possível, com boa formação, identificar danos mesmo em minúsculos nervos periféricos que podem causar dor. Para um melhor diagnóstico, ele gostaria de ver aparelhos que permitem que os pacientes se sentem e sejam rastreados em posições mais naturais, que comprimem os nervos, em vez de ficarem deitados na horizontal.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos contra a dor

A questão final é a cautela dos órgãos reguladores, que são tidos, em amplos círculos, como concentrados nos riscos de efeitos colaterais dos analgésicos, relativamente aos benefícios. Essa contraposição foi aguçada desde os enfartes vinculados ao uso de Vioxx®, da Merck, que a empresa retirou do mercado em 2004 apesar da sua eficácia em muitos pacientes portadores de artrite. “Ninguém morre em decorrência de dor, por isso os níveis de restrição são muito elevados em comparação, digamos, com o câncer”, diz o professor Steve McMahon, do King’s College de Londres.

Ironicamente, muitos dos principais medicamentos actuais para o tratamento da dor são derivados de produtos com raízes no folclore e hoje em dia estigmatizados pelo uso “recreativo” como alucinógenos, desde os opióides até à marijuana. O resultado foram medidas rígidas para restringir a sua oferta e monitorizar o seu uso. Outros foram originalmente desenvolvidos para outras indicações, encabeçados pelos anticonvulsivos e antidepressivos.

Apesar dos obstáculos, há sinais de avanços recentes na descoberta de novos tratamentos. O Sativex, da GW Pharma, derivado de uma variedade híbrida da maconha, e o Botox, da Allergan, estão sendo estudados para uso como diferentes tipos de alívio à dor, como é o caso da cetamina, já empregada como anestésico.

Mais fundamentalmente, um dos mais avançados medicamentos novos experimentais é voltado para o factor de crescimento do nervo, uma proteína vista como fundamental na geração da dor. O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos EUA, suspendeu os testes de vários medicamentos devido a preocupações com seus danos, mas levantou a interdição em Março, abrindo caminho para a fase final de testes do Tanezumab da Pfizer, por exemplo.

Um segundo enfoque provém do estudo de pessoas como o americano Steven Pete, apresentado numa nova exposição do Museu da Ciência de Londres. Ele é portador de um distúrbio extremamente raro chamado analgesia congénita, que o impede de sentir dor. “Tem que prestar atenção para não pôr a mão no tampo do fogão”, diz ele. “Tem que ouvir seu corpo, principalmente no que se refere a lesões internas”.

Um estudo publicado este ano mostrou a magnitude de mutações que determinam a produção do gene Nav1.7, essencial na transmissão dos sinais nervosos para o cérebro.

Ruth McKernan, directora científica da Neusentis, a divisão de dor da Pfizer, diz: “É muito raro encontrar dados genéticos tão sólidos que validem tão optimisticamente o alvo de um medicamento”. Ela fala também de perspectivas de mais longo prazo do uso, pela medicina regenerativa, dos próprios mecanismos de recuperação do organismo, e das células-tronco, como forma de avaliar a eficácia de novos medicamentos. “Os modelos animais de dor são apenas moderadamente esclarecedores, e é mais recomendável para nós usar células-tronco humanas nos primeiros estágios de pesquisa e pessoas, em vez de animais, nos estágios posteriores”.

De maneira muito mais experimental, vários artigos académicos recentes destacaram inesperados tratamentos em potencial. Investigadores franceses discutiram no mês passado na revista Nature duas proteínas que eles chamaram de “mambalginas”, presentes no veneno da cobra mamba-preta, que cortam a dor em ratinhos sem gerar efeitos colaterais. No início do ano, uma equipe encabeçada por cientistas sul-coreanos mostrou que o veneno diluído da abelha diminui a dor em ratos.

“Milhões de anos de evolução apuraram toxinas animais muito melhor do que qualquer químico de laboratório”, diz Steve Trim. Ele acrescentou que os contratos com sua empresa, a Venomtech, que fornece veneno de aranhas caranguejeiras e cobras, apontam para o crescente interesse da parte dos laboratórios. “A maioria dos grupos farmacêuticos está se voltando para a dor, e nós estamos em negociações com a maior parte dos dez maiores”.

O avanço final ocorre com o mapeamento do cérebro. Steve Williams, do King’s College, diz que imagens obtidas por ressonância magnética estão detectando fluxos de sangue cerebrais que podem ser correlacionados com a dor. “Estamos desenvolvendo métodos quantitativos. Ao longo da actual década, vamos usar scanners para fazer diagnósticos”.

“É pouco provável que exista um único remédio milagroso para alívio da dor e, em vez disso, serão necessários medicamentos de fins múltiplos voltados para os mecanismos específicos responsáveis”, diz Woolf.

Embora uma única cura possa ser inatingível, mesmo o progresso parcial na redução dos efeitos aflitivos sobre os indivíduos constituirá um significativo passo à frente.

 

Alzheimer: Vitamina D diminui riscos das mulheres padecerem da doença

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Autor: Joana Teles
Segunda-feira, 03 Dezembro 2012 16:36

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Toma de suplementos de vitamina D reduz risco da doença de Alzheimer nas mulheres, indicam estudos. De acordo com duas

pesquisas, as mulheres de meia-idade com piores níveis de vitamina D estão mais vulneráveis a padecer de doenças do foro psiquiátrico, entre as quais Alzheimer.

Duas pesquisas realizadas em França e nos EUA associam uma redução da vitamina D a um aumento, por parte das mulheres, de padecer de doença de Alzheimer.

Um dos estudos, da autoria do Hospital Universitário de Angers, localizado em França, avaliou dados de mais de 500 mulheres. De acordo com os dados recolhidos pelos investigadores, as mulheres que desenvolveram a doença de Alzheimer ingeriram, em média, 50, 3 microgramas daquela vitamina, por semana. Já as mulheres que padeceram de outros tipos de demência apresentavam um consumo de vitamina D diário muito superior: 63,6 microgramas por semana.

Ainda segundo esta pesquisa, orientada por Cedric Annweiler, as mulheres que permaneceram saudáveis até fases avançadas da sua vida apresentavam valores de vitamina D muito perto dos 60 microgramas. Estes dados levaram os investigadores a associar a ausência de Alzheimer a um aumento da toma da vitamina.

Conclusão idêntica retiraram investigadores norte-americanos do VA Medical Centre, dos EUA. Numa pesquisa semelhante, verificou-se que as mulheres que padeceram de algum tipo de doença cognitiva apresentavam menores quantidades desta vitamina.

No caso das mulheres que apresentavam níveis de vitamina D abaixo dos 20 nanogramas por mililitro de sangue, as possibilidades de padecer de doenças degenerativas como Alzheimer eram superiores.

As duas pesquisas apresentavam pontos em comum e complementam-se, sendo que o denominador comum é a sugestão de aumentar o consumo de vitamina D, por via da alimentação, ou através de uma exposição solar regrada. As duas pesquisas mereceram honras de publicação no Journals of Gerontology.

Recentemente, um estudo português permitiu descobrir uma variante de um gene, responsável pelo aumento do risco de padecer de Alzheimer. “É uma das mais influentes descobertas dos últimos vinte anos”, salienta Rita Guerreiro, um dos investigadores lusos.

Outro estudo, divulgado no Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer, associa o consumo de café a uma redução dos riscos de Alzheimer.

Fonte: http://www.ptjornal.com/2012120312515/geral/saude/alzheimer-vitamina-d-diminui-riscos-das-mulheres-padecerem-da-doenca-indicam-estudos.html

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SUS passa a ter medicamentos para doença ligada ao tabagismo

“Em 95% dos casos de tabagismo, as lesões no tecido pulmonar causadas pelo cigarro são irreversíveis, mesmo que a pessoa tenha parado de fumar há muitos anos”, completa. A DPOC engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

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O Ministério da Saúde vai incorporar à lista do Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos para tratar dos sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida por DPOC, relacionada ao tabagismo. Os remédios já estão disponíveis no sistema, porém para outras finalidades, como o tratamento de asma.

De acordo com o Ministério da Saúde, a DPOC também está relacionada à exposição passiva ao fumo, à poeira e à poluição. A doença causa falta de ar, fadiga muscular e insuficiência respiratória. Serão incorporados os corticóides inalatórios budesonida e beclometasona e os broncodilatadores fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol.

Segundo o pneumologista João Daniel Rego, 80% dos pacientes com DPOC são fumantes.  “As estatísticas mostram que são pessoas que fumam há mais de 15 anos. E, como é uma doença lenta, quando eles os pacientes chegam ao consultório, já estão em um estado de médio a grave”, relata.

O médico alertou também para o perigo da doença. “Ela tem alta taxa de mortalidade. E não há uma cura, a medicação é para combater o avanço da enfermidade”, disse. Entre os sintomas da doença, o médico destaca a falta de ar e a tosse com secreção.

A publicação da portaria que amplia a indicação dos medicamentos para a DPOC está prevista para a quarta-feira. A partir de então, as farmácias da rede pública de saúde terão até 180 dias para começar a ofertar os produtos à população.

Também estão incluídas na lista de incorporações outras linhas de cuidados para a DPOC, como a vacina contra a influenza, a oxigenoterapia domiciliar e os exames diagnósticos para deficiência de alfa-1, que é caracterizada por níveis muito baixos ou pela inexistência, no sangue, de uma proteína produzida pelo fígado.

No Brasil, o Ministério estima que cerca de 5 milhões de pessoas tenham DPOC. Em 2010, foram 116,6 mil internações causadas pela doença, que custaram R$ 83,6 milhões aos cofres públicos. Em 2011, o número de internações subiu para 116,7 mil, custando R$ 87,1 milhões. Até julho deste ano, já são 57,8 mil registros de internações, que já custaram ao governo R$ 45,1 milhões.

O número de mortes por DPOC também aumentou. Em cinco anos, o número cresceu 12%, passando de 33.616 mortes em 2005 para 37.592 em 2010.

Agência Brasil

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O Cigarro é responsável por 90% dos casos de DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. A doença atinge mais de sete milhões de brasileiros e é responsável por mais casos de internações do que a hipertensão arterial.

Hoje, o Brasil registra mais de 36 milhões de fumantes, 18% da população, de acordo com o Ministério da Saúde. Deste total cerca de 15% desenvolverá a DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. A doença atinge aproximadamente sete milhões de pessoas acima de 40 anos e é a quarta causa de internação nessa faixa etária.

A DPOC possui grande impacto socioeconômico e a sua evolução é tão grave quanto o diabetes ou hipertensão arterial. “Apesar das campanhas e do grande incentivo para que as pessoas parem de fumar, o número de tabagistas ainda é muito alto e em algum momento da vida essas pessoas podem desenvolver a doença”, afirma o pneumologista José Jardim, professor livre docente da Faculdade de Medicina da UNIFESP.

“Em 95% dos casos de tabagismo, as lesões no tecido pulmonar causadas pelo cigarro são irreversíveis, mesmo que a pessoa tenha parado de fumar há muitos anos”, completa. A DPOC engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar.

É uma doença de evolução progressiva que se desenvolve após a exposição prolongada dos brônquios (estrutura que leva o ar para dentro dos pulmões) às substâncias tóxicas contidas na fumaça inalada do cigarro. Como conseqüência, ocorre a inflamação brônquica (inchaço e aumento da produção de catarro nos brônquios) e a destruição dos alvéolos do pulmão.

Segundo especialistas, 20% a 30% dos fumantes desenvolvem a DPOC após os 40 anos, sendo que alguns estudos sugerem que as mulheres são mais susceptíveis aos efeitos maléficos do cigarro do que os homens.

Os principais sintomas da DPOC são tosse crônica, produção de catarro e falta de ar, principalmente durante o sono e durante o esforço físico Normalmente, os sintomas aparecem de maneira lenta e progressiva, sendo comum o paciente somente dar atenção ao problema quando o quadro piora.

A falta de ar (dispnéia) é o sintoma que mais provoca limitações ao paciente. Nas fases mais avançadas da doença, o paciente tem dificuldade para realizar atividades simples como tomar banho, trocar de roupa e fazer caminhadas curtas. A DPOC possui quatro estágios de gravidade (leve, moderado, grave e muito grave) e as crises respiratórias (denominadas pelos médicos como exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica) são causadas geralmente por infecções bacterianas ou virais. Nesse período, os pacientes sentem piora da falta de ar, fadiga, aumento da tosse crônica e da produção de catarro.

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Laudo médico particular é suficiente para concessão de isenção fiscal em caso de doença grave

Ministro Luiz Fux, em 22/03/2005: “A isenção do Imposto de Renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao tratamento.”

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A 7.ª Turma do TRF/ 1.ª Região negou provimento a recurso da Fazenda Nacional que pretendia obter antecipação de tutela para proceder ao desconto de imposto de renda dos proventos do recorrido, decorrentes de moléstia grave.

Defende a Fazenda Nacional que, para fins de isenção do imposto de renda, o laudo médico que atesta a enfermidade deve ser oficial e emitido por serviço médico da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, desvalidado, portanto, o laudo apresentado pela impetrada, a teor do art. 30 da Lei 9.250/95.

O relator, desembargador federal Reynaldo Fonseca, lembrou que o comando legal apontado destina-se à Fazenda Pública, podendo o magistrado valer-se de outras provas (CPC, arts 131 e 436), de acordo com entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, a exemplo do julgamento do REsp n.º 749.100/PE , Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJ de 28.11.2005.”

Por fim, o desembargador citou também o julgado no REsp 677603/PB, de relatoria do Ministro Luiz Fux, em 22/03/2005: “A isenção do Imposto de Renda, em favor dos inativos portadores de moléstia grave, tem como objetivo diminuir o sacrifício do aposentado, aliviando os encargos financeiros relativos ao tratamento.”

A decisão foi unânime.

AGA 0077933-35.2010.4.01.0000

Fonte: Ascom – TRF da 1ª Região

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Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

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Assista ao vídeo no endereço

https://www.youtube.com/watch?v=cIwIWim4hNM

Dia 18 de junho, o Programa Sem Censura recebeu o jornalista Daniel Cunha e o neurologista Cícero Galli Coimbra para uma conversa sobre a nova terapia para tratamento de esclerose múltipla com vitamina D.

Veja links sobre o mesmo assunto:

1. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/08/03/vitamina-d-pode-revolucionar-o-tratamento-da-esclerose-multipla/

2. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/04/12/vitamina-d-por-uma-outra-terapia/

3. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2011/03/23/informacoes-medicas-sobre-a-prevencao-e-tratamento-de-doencas-neurodegenerativas-e-auto-imunes-como-parkinson-alzheimer-lupus-psoriase-vitiligo-depressao/

4. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2010/03/20/vitamina-d-pode-combater-males-que-mais-matam-pessoas-no-mundo/

5. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/05/28/folha-de-sao-paulo-terapia-polemica-usa-vitamina-d-em-doses-altas-contra-esclerose-multipla/

6. https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/06/18/taxas-baixas-de-vitamina-d-na-maioria-da-populacao-preocupam-especialistas/

“(…) cerca de 70% da população mundial apresenta taxas inadequadas de vitamina D, substância que, dentro do corpo, trabalha como um hormônio. O fenômeno da insuficiência não poupa nem países tropicais, como o Brasil, e a defasagem tende a ser maior nas grandes cidades, já que, dentro de casa, no carro ou no escritório, as pessoas acabam fugindo do sol. De acordo com o endocrinologista Geraldo Santana, do Instituto Mineiro de Endocrinologia, “a deficiência de vitamina D é um achado frequente e também preocupante devido à importante ação da substância no organismo.”

Vitamina D tem papel crucial na resposta do corpo à tuberculose

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None – This image is in the public domain and thus free of any copyright restrictions. As a matter of courtesy we request that the content provider be credited and notified in any public or private usage of this image. (Photo credit: Wikipedia)

O assunto “Vitamina D” está maltratando sérios e escusos interesses dentro da Medicina  &  da Indústria Farmacêutica.

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
 
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 Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

O vídeo referido na reportagem dominical de 27.05.12  da Folha está no endereço:

Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy)

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Doença é responsável pela morte de quase 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo

13 de outubro de 2011 | 11h 30

O nível de vitamina D desempenha um papel crucial na resposta do sistema imunológico às infecções provocadas pela bactéria da tuberculose, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revisa “Science Translational Medicine”.

A tuberculose causa a morte de aproximadamente 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo.

A vitamina D, assinala o artigo, é mais um hormônio natural que uma vitamina, e tem um papel importante no desenvolvimento dos ossos, ajuda na proteção contra o câncer e as doenças auto-imunes e na luta contra as infecções.

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e agências de pesquisa científica da Alemanha e da Coreia do Sul, e teve a liderança de Mario Fabri, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No estudo, os cientistas examinaram os mecanismos que regulam a capacidade do sistema imunológico para matar ou inibir o crescimento de bactérias como a Mycobacterium tuberculosis, a causadora da tuberculose.

A equipe determinou que os linfócitos liberam uma proteína chamada interferon, que inicia a comunicação entre essas células brancas e as dirige ao ataque contra as bactérias invasoras.

Para que essa ‘convocação à batalha’ seja eficaz, porém, se requer nível suficiente de vitamina D.

As pessoas com pele mais escura foram, tradicionalmente, mais suscetíveis à tuberculose, e há regiões na África com as maiores taxas de infecção.

Os cientistas acreditam que isso se deve, em parte, à melanina, que protege as pessoas dos raios ultravioleta mas que também reduz a produção de vitamina D.

A pesquisa registrou uma redução de 85% das bactérias de tuberculose em células macrófagas humanas tratadas com interferon na presença de nível insuficiente de vitamina D.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vitamina-d-tem-papel-crucial-na-resposta-do-corpo-a-tuberculose,784861,0.htm
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Vitamina D – Por uma outra terapia

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O filme “Vitamina D — Por uma outra terapia”, produzido entre 2011 e 2012, conta a história de seis portadores de doenças autoimunitárias (a maioria com esclerose múltipla) que tiveram suas vidas transformadas por um tratamento à base de vitamina D.

Com direção de Daniel Cunha, jornalista, portador de esclerose múltipla e beneficiário do mesmo tratamento, o documentário surgiu da necessidade de compartilhar esse conhecimento com outros portadores, seus familiares e conhecidos, profissionais da saúde, estudantes de medicina e interessados em geral.

Mais informações:

vitaminadporumaoutraterapia.wordpress.com

 

Créditos:

Direção e montagem: Daniel Cunha
Produção e direção de arte: Tunay Canepari
Fotografia e câmeras: Luiz Pires
Locução: Geraldo Barreto
Ilustração: Catarina Bessell
Trilha sonora original: Emiliano Cosacov
Correção de cor: Alexandre Cristófaro
Edição de áudio: Guilherme Vorhaas

Imagens Surf: Joyce Grisotto
Imagens Estúdio: Pablo Moreno (Estúdio 12×8)

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Philip Morris é condenada a pagar indenização de R$ 100 mil a viúvo de fumante

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A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a Philip Morris a pagar R$ 100 mil de indenização, a título de danos morais, a Cláudio Rodrigues Bernhardt pela morte de sua esposa. Ela fazia uso dos cigarros “Luxor”, fabricados pela ré, e o vício teria lhe causado seqüelas irreversíveis. Na ocasião, não havia campanhas sobre os malefícios do cigarro.

De acordo com o autor, Letícia D’ Ávila Bernhardt fumava, usualmente, dois maços de cigarros por dia e os primeiros sintomas da doença surgiram em agosto de 2000, tendo ela falecido aos 50 anos, com quadro clínico de câncer de cavidade oral com metástase cervical. Conforme a documentação trazida aos autos, a vítima fumou por 35 anos de sua existência.

A desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, relatora do processo, destaca que “não pairam dúvidas de que a partir da época em que a Sra. Letícia iniciou o hábito de fumar, os malefícios do cigarro não eram difundidos pelas empresas de cigarros, assim como pelos órgãos públicos, tratando-se, pois, de riscos desconhecidos pelo consumidor, que somente fora descoberto posteriormente, de forma a violar a legítima expectativa do usuário sobre o consumo seguro do produto”.

Ainda segundo a decisão da 8ª Câmara Cível, “depois de todos os males causados pela indústria do tabaco na sociedade, não se pode deixar que seus danos continuem se perpetuando no mundo jurídico, isentando-a da responsabilidade pela morte e pelas doenças desenvolvidas pelos usuários do produto que a mesma colocou no mercado, sabedora de seus males”.

Processo: 0000051-90.2002.8.19.0210

Fonte: TJRJ

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Fumo, perda de dentes e câncer bucal estão relacionados

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8/12/2010

Danielli Spina

Bonde

Estudos evidenciam que quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair periodontite, doença que causa a destruição do osso que sustenta os dentes

O fumo pode sim provocar a perda de dentes. Pesquisas em todo o mundo já comprovaram que o tabagismo está diretamente relacionado à maioria das doenças da boca, inclusive ao carcinoma epidermóide, que é o principal tipo de câncer bucal.

Estudos evidenciam que quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair periodontite, doença que causa a destruição do osso que sustenta os dentes. Isto porque o fumo aumenta a descamação da mucosa oral, provoca aquecimento da gengiva e inflamação do tecido, com consequente destruição do tecido ósseo, podendo resultar na perda total do dente.

Dependendo da gravidade do caso (tempo de fumo, volume e falta de cuidados com a higiene bucal) a destruição do tecido ósseo pode chegar ao ponto de impedir a colocação do implante. Se o hábito de fumar persistir e a pessoa não tomar os cuidados necessários para manter a boca saudável, pode perder inclusive o implante já feito.

A perda do dente é um processo lento e antes de ele ficar evidente o fumante sofre outros problemas bucais. Um estudo realizado por Elizabeth Krall Kaye, Ph.D., epidemiologista e professora de política de saúde e serviços de pesquisa em saúde na Boston Universitys School of Dental Medicin, constatou que pessoas que fumam cigarro têm uma probabilidade até 70% maior de precisar fazer tratamento de canal (endodôntico) quando comparados a não fumantes.

O ideal para uma boa saúde bucal e para todo o organismo é parar de fumar. Melhor ainda é nem começar. Mas para aqueles que não conseguem deixar o vício, a melhor opção é prevenir fazendo visitas rotineiras e frequentes ao dentista para higienização e possíveis intervenções que evitem a instalação e agravamento de eventuais problemas.

Danielli Spina, dentista especialista em estética e prótese

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-27–48-20101208&tit=fumo+e+perda+de+dentes+estao+relacionados

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Vitamina D pode revolucionar o tratamento da esclerose múltipla

Sobre este assunto, assista:

Vitamina D – por uma outra terapia

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2012/04/12/vitamina-d-por-uma-outra-terapia/

Assista também este outro vídeo, de 18 de junho  de 2012

Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

https://www.youtube.com/watch?v=cIwIWim4hNM&list=UU5grjCGNi25VAR8J0eVuxVQ&index=1&feature=plcp

Dose mínima diária para pessoas saudáveis: 10.000 UI

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www.caasp.org.br

Terça-Feira, 25 de Maio de 2010

A esclerose múltipla é uma doença autoimunitária que afeta o sistema nervoso central e que, em estágio avançado, incapacita para as atividades mais corriqueiras. Fraqueza muscular, rigidez nas articulações e perda da coordenação motora são alguns dos sintomas. Sua evolução leva a insuficiência respiratória, incontinência ou retenção urinária e até a perda da visão e da audição. Em todo o mundo, 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose múltipla. No Brasil, há 35 mil casos, segundo a Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla).

O tratamento tradicional da esclerose múltipla é feito com o medicamento Interferon e corticosteroides, além de fisioterapia e fonoaudiologia, e os resultados apontam para a redução em 30% das crises da doença. Porém, estudos publicados em revistas científicas internacionais indicam que a chave para o problema é a vitamina D. No Brasil, o maior defensor da inovação terapêutica é o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor da Universidade Federal de São Paulo. “A vitamina D, daqui a alguns anos, será a base do tratamento não só da esclerose múltipla, mas de todas as doenças autoimunitárias”, prevê o especialista.

“Nas células do sistema imunológico, a vitamina D tem a função de produzir o que se chama de tolerância imunológica, ou seja, de impedir que essas células agridam o próprio organismo, que é o que acontece nas doenças autoimunitárias”, explica Coimbra. Nas pessoas com pré-disposição genética para doenças autoimunitárias, a transformação da vitamina D inativa em ativa (hidroxilase) dentro das células do sistema imunológico é lenta, o que favorece o surgimento desse tipo de doença. “Hoje, já se sabe que o risco de esclerose múltipla aumenta quando se têm níveis baixos de vitamina D. O que propomos é a elevação dos níveis de vitamina D ao ponto máximo que não provoque efeitos tóxicos ao organismo. O sucesso  do tratamento com vitamina D vem sendo demonstrado e a única dúvida que resta é quanto aos níveis que se devem atingir para que se obtenha o efeito ideal”, esclarece.

O benefício da vitamina D fica ainda mais nítido, diz Coimbra, se observarmos que os casos de esclerose múltipla são muito mais frequentes nos países nórdicos, como as nações escandinavas e o Canadá, onde a exposição da população aos raios solares é muito baixa. O sol, como se sabe, é a principal fonte de vitamina D com a qual contamos. “A radiação solar da manhã e do final da tarde faz com que o nosso organismo produza vitamina D. Uma pessoa que fique na beira da piscina de sunga, com 90% do corpo exposto ao sol por apenas 10 minutos, produz mais vitamina D do que a contida na dose diária normalmente recomendada pelo médicos. Mas atenção: o mesmo não acontece com o sol do meio-dia, que provoca câncer de pele”, orienta o médico.

A esclerose múltipla, bem como as outras doenças do sistema imunológico, é um mal dos tempos modernos – e isso também tem a ver com o sol. Nossos antepassados sofriam muito menos com isso. “Nossos avós tinham uma vida na lavoura, iam à feira livre fazer compras. Hoje, nós pegamos o metrô, descemos num shopping center, entramos num carro com Insulfim, descemos na garagem de um prédio e subimos de elevador. Como toda doença autoimunitária, a esclerose múltipla aumentou muito nos dias atuais. Nosso nível de exposição solar é hoje quase o mesmo que o dos ratos de laboratório”, adverte Cícero Coimbra.

O especialista da Unifesp salienta que a vitamina D com fins terapêuticos deve ser consumida sob rigorosa orientação médica, pois os níveis necessários para a eficácia do tratamento são muito mais altos do que os que se encontram nos produtos vendidos em farmácias. “Não se consegue administrar doses que tenham efeito terapêutico apenas com os produtos à venda nas drogarias. Para efetuarmos o tratamento, ainda dependemos de formulações feitas em farmácias de manipulação”, sublinha.

Segundo Coimbra, a resistência à adoção definitiva da vitamina D no tratamento de doenças autoimunitárias deve-se ao lobby da indústria farmacêutica, que se sobrepõe aos estudos científicos. “O nosso grande problema é que esse conhecimento, que consta de revistas científicas internacionais, ainda não está incorporado ao armamento terapêutico do médico neurologista comum, que fica atento quase que exclusivamente aos lançamentos dos laboratórios. Mas a verdade é que o tratamento tradicional, basicamente com Interferon, está sendo superado e, na minha ótica, daqui a alguns anos o tratamento de todas as doenças autoimunitárias envolverá a elevação dos níveis de vitamina D ao máximo possível, sem a ocorrência de efeitos colaterais, como muitos casos já demonstram. Trata-se do restabelecimento de um mecanismo que a própria natureza do ser humano criou ao longo da evolução da espécie, justamente com o objetivo de impedir a agressão do organismo pelo sistema imunológico”, desabafa.

Mulheres jovens e estresse

As mulheres adultas jovens são as principais vítimas da esclerose múltipla, doença que decorre da predisposição genética à baixa hidroxilase, isto é, ao baixo índice de transformação da vitamina D inativa em ativa, o que faz com que as células do sistema imunológico ataquem o sistema nervoso central ao invés de agredirem vírus e bactérias. Esses ataques ocorrem de modo intermitente, daí os surtos que caracterizam a doença. A ciência já comprovou que o estresse emocional é o principal fator desencadeador dessas crises. “Em 2002, um estudo muito ilustrativo, que acompanhou pessoas portadoras de doenças autoimunitárias, verificou que 85% dos surtos estavam associados a eventos estressantes. Em média, esses eventos haviam ocorrido 14 dias antes da exacerbação dos sintomas da doença, ou seja, antes de um novo ataque do sistema imunológico”, relata Cícero Coimbra.

No passado, como os sintomas são variados e acometem diversas áreas do corpo, os portadores de esclerose múltipla eram confundidos com indivíduos em crise de histeria. “É a multiplicidade de lesões no sistema nervoso que caracteriza a doença, daí o termo ‘múltipla’”, diz o neurologista. “Na esclerose múltipla, o neurologista não consegue explicar todos os sintomas por meio de uma única lesão no sistema nervoso. Por isso, o que leva ao diagnóstico são sintomas que só são explicados por lesões em diferentes áreas do sistema nervoso, como na medula espinhal e no nervo ótico”.  O diagnóstico da doença só se fecha após a combinação dos resultados de exames de ressonância magnética, do líquor encéfalorraquidiano e de análise das manifestações clínicas.

O acumulo de sequelas deixadas por cada um dos surtos é o que agrava o quadro do paciente. “Com o aumento da frequência dos surtos a pessoa vai adquirindo sequelas cumulativas que comprometem sua capacidade de andar, de falar. Ela pode evoluir para uma situação de dependência de uma cadeira de rodas e até ficar completamente cega”, ressalta Coimbra. E vai além: “Se não se corrigirem os níveis de vitamina D, a tendência é que, mesmo com o uso de Interferon, a pessoa vá acumulando surtos cada vez mais frequentes e sequelas. Com o tempo, perde-se o controle da bexiga, o que provoca infecções urinárias – e infecções também fazem com que ocorram novos surtos. A partir de então, o doente passa a ficar permanentemente acamado, situação que favorece problemas como broncopneumonia e outros”.

O avanço definitivo no tratamento da esclerose múltipla, aposta o neurologista Cícero Galli Coimbra, ainda deve tardar alguns anos, mas com certeza virá quando forem ultrapassadas as barreiras que impedem a disseminação do uso da vitamina D. “Podemos até esperar algumas décadas, mas com certeza isso irá ocorrer”, acredita. E faz um alerta muito sério: “Cuidado com certos remédios que vêm sendo lançados no mercado, os chamados agentes biológicos para tratamento de doenças autoimunitárias, que são anticorpos produzidos em outros animais. Trata-se de drogas caríssimas e que colocam em risco a vida da pessoa, pois podem provocar um choque anafilático, ou então o efeito depressor do sistema imunológico, de tão acentuado, pode causar uma infecção grave por um germe oportunista”.

http://www.caasp.org.br/Noticias.asp?cod_noticia=1679

*Matéria publicada originalmente no Jornal do Advogado, edição de maio de 2010.

Vitamina D pode combater males que mais matam pessoas no mundo

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https://biodireitomedicina.wordpress.com/2011/03/23/informacoes-medicas-sobre-a-prevencao-e-tratamento-de-doencas-neurodegenerativas-e-auto-imunes-como-parkinson-alzheimer-lupus-psoriase-vitiligo-depressao/

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Uso de vitamina D no tratamento de esclerose múltipa

Restabelecida aposentadoria integral a servidor portador de Mal de Parkinson

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“Servidor público aposentado por invalidez permanente, decorrente de doença grave, prevista na legislação regente, tem direito a receber aposentadoria integral, sendo vedado à Administração Pública reduzir proventos com apoio em normas gerais em detrimento de lei específica”. Com esse entendimento, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu o pagamento integral de aposentadoria a servidor público portador do Mal de Parkinson, doença que afeta o sistema neurológico.

No caso, o servidor público comprovou com a apresentação de laudo médico oficial ser portador do Mal de Parkinson, doença que possui previsão legal de irredutibilidade de vencimentos na aposentadoria. O servidor questionou no STJ a legalidade do ato administrativo da Advocacia Geral da União que determinou o cálculo de sua aposentadoria de forma proporcional, em vez de integral.

Inconformado, ele ingressou com mandado de segurança no STJ contra ato da AGU que determinou, por meio da Portaria 1.497/2008, o cálculo proporcional da aposentadoria. No ato, a autoridade respalda a decisão pelo teor da Emenda Constitucional 41/03, que barrou o pagamento integral para benefícios nos termos do artigo 40, parágrafo 3º, da Constituição.

No entanto, o ministro Napoleão Maia Filho, relator do processo, esclareceu que a Constituição Federal, em seu artigo 40, parágrafo 1º, inciso I, estabelece que o servidor aposentado por invalidez permanente, decorrente de doença grave, será aposentado com proventos integrais. Já a Lei 8112/1990, ao regulamentar o artigo, especifica várias doenças graves, entre as quais o Mal de Parkinson. O ministro explicou que existe uma ‘controvérsia jurídica’ por parte da autoridade e reiterou que a Terceira Seção já pacificou o entendimento a respeito da Emenda Constitucional 41/03, a qual excetuou expressamente os casos de doenças graves.

Por fim, o ministro Napoleão Nunes determinou a anulação da Portaria 1.497/2008, da Advocacia Geral da União, que determinou o cálculo proporcional da aposentadoria do servidor, devendo ser mantido o pagamento integral dos proventos. A decisão foi unânime.

Processo: MS 14160

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Sem nexo causal não pode haver indenização por erro médico

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Para se conceder uma indenização por danos morais, materiais e estéticos relacionados a erro médico em cirurgia, deve ficar comprovado o nexo causal (relação de causa e efeito) entre o procedimento e os supostos danos. Com esse entendimento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, aceitar recurso movido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que concedeu indenização a um funcionário da empresa após cirurgia realizada em hospital da própria empresa.

O funcionário da empresa foi acometido por mielopatia súbita sem trauma, doença incurável. Durante o tratamento médico, não houve um diagnóstico definitivo da doença e foi indicada uma cirurgia de descompressão da coluna. Após a cirurgia, o paciente ficou paraplégico e entrou com ação de indenização contra a CSN. O TJRJ considerou que, apesar de não ficar comprovado o erro médico ou a culpa da siderúrgica, haveria direito a uma indenização por dano moral de 50 salários mínimos, com considerações humanitárias.

No recurso ao STJ, a defesa da CSN alegou ofensa ao artigo 159 do Código Civil (CC) de 1916, pela falta de nexo causal entre a cirurgia e a paralisia. Também argumentou que conceder a indenização por questões humanitárias ou “por pena” seria julgar a causa com fundamento diferente daquele proposto na ação, o que é vedado pelos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador convocado Honildo de Mello Castro, apontou que perícia inclusa no processo indicou haver diagnósticos diferentes da doença e que haveria pelos menos quatro outras patologias que poderiam ser confundidas com a mielopatia súbita. A perícia também indicou que a cirurgia seria indicada para casos em que o diagnóstico fosse incerto e que a paraplegia era um desenvolvimento natural da doença.

Com base nessas informações, o relator considerou que não houve nexo causal que apontasse o erro médico. O ministro sustentou que o artigo 927 do atual CC impede que alguém seja responsabilizado por aquilo a que não deu causa e que o artigo 403 do mesmo código só considera como “causa” o evento que produz direta e concretamente o dano. Para o magistrado, isso vedaria o pagamento de indenização no caso, conforme a jurisprudência do próprio STJ. Com essa fundamentação, o ministro cancelou o pagamento da indenização, destacando que o benefício não poderia ser concedido por razões humanitárias, pois essa hipótese não é prevista na legislação.

Resp 685929

Fonte: STJ

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Especialistas investem em prevenção ao fumo para deter o avanço do câncer no mundo: em 2010 será a primeira causa de morte

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de 14/09/2009

O Globo

Antônio Marinho*

O tabaco é o grande inimigo a ser vencido na luta contra o câncer. O cigarro é o maior responsável pela doença — principal causa de morte no mundo a partir do ano que vem, ultrapassando as complicações cardíacas. Para os participantes do Livestrong Global Cancer Summit, que discutiu durante três dias propostas para o combate ao câncer, a saída é reforçar as medidas restritivas a fumantes e taxar ainda mais o cigarro.

Hana Ross, da Sociedade Americana do Câncer, citou uma pesquisa dos EUA mostrando que proibir o fumo em locais públicos, como bares e restaurantes, não trouxe prejuízos a comerciantes. Pelo contrário. Eles pagaram mais impostos com o maior lucro devido ao bom movimento de clientes. As vantagens para a saúde, por sua vez, são enormes.

Pelo menos 25% dos fumantes morrem devido às mazelas do tabagismo e milhares adoecem na fase mais produtiva de suas vidas. Em 2015, 2,1 milhões de mortes por câncer serão atribuídas ao hábito de fumar. Por volta de 2030, 83% dessas mortes serão em países de baixa renda, como mostra a nova edição do “Atlas do Tabaco”, lançada no encontro, que reuniu 500 representantes de 65 países, em Dublin, na Irlanda.

No encontro, o consenso foi de que só com maior cooperação, melhor distribuição de recursos para prevenção, diagnóstico e tratamentos, além de incentivo à adoção de hábitos saudáveis é possível derrotar o câncer, mal que cobra caro.

Os custos econômicos com novos casos de câncer no mundo são estimados em US$305 bilhões só este ano, segundo dados apresentados pela Fundação Lance Armstrong e pela Sociedade Americana do Câncer. Por dia, 33 mil são diagnosticados com a doença. Estima-se que haverá 12,9 milhões de novos casos de câncer só este ano. Em 2030, serão 27 milhões, com 17 milhões de óbitos. A situação piora porque há um déficit de US$217 bilhões para cobrir os gastos com tratamentos, sendo 65% deste valor em países em desenvolvimento. Hoje as nações ricas ficam com a maior fatia.

Um dos líderes na luta global contra o câncer é o ciclista Lance Armstrong. Aos 25 anos ele já era um dos melhores do mundo. Mas descobriu que sofria de câncer de testículo, tumor com alta chance de cura se detectado no início. Jovem e sem sintomas, ele não deu muita importância à doença na época. Logo o câncer se disseminou, até para seu cérebro, e o ciclista soube que tinha pouca chance de escapar. Decidido a encarar a doença, enfrentou duro tratamento. Casou-se, teve filhos e se diz um sobrevivente. Em 1997 voltou a pedalar e venceu o Tour de France sete vezes (1999-2005).

— É preciso combinar os esforços porque há poucos recursos para fazer tudo que é necessário. O câncer ainda é visto como sentença de morte e os pacientes sofrem com o preconceito. A medida importante é o controle do uso de tabaco é uma das ações mais importantes, algo simples de fazer e eficaz — disse Armstrong, um dos fundadores da instituição que leva seu nome.

Além de maior controle do tabagismo, ministros, ex-chefes de estado, médicos e representantes de ONGs defenderam mais investimentos em prevenção, diagnóstico e tratamento, que inclui cuidados paliativos. Por ano, 4,8 milhões de pessoas no mundo sofrem de dores terríveis porque ficam sem receber drogas de alívio, como morfina.
— O câncer deveria entrar na agenda de desenvolvimento do milênio. É um tema médico, mas também político — afirma John Seffrin, executivo-chefe do escritório da Sociedade Americana do Câncer.

Só no Brasil o custo com quimioterapias no SUS aumentou 450% nos últimos anos, passando de R$18 milhões para R$ 82 milhões, como resultado do envelhecimento dos brasileiros e da chegada de novas drogas e tratamentos. Para este ano, a estimativa é de 466.730 casos novos no país.

Entre as propostas no encontro estão desenvolver nas escolas programas para falar da doença — crianças têm grande poder de influenciar seu familiares — e melhorar o apoio aos cuidadores dos doentes. Esse também é um caminho para acabar com o estigma em torno do câncer.

— A cultura de boa saúde começa nas escolas. Se isso tivesse sido feito há mais tempo, hoje não teríamos tantos problemas relacionados ao tabagismo e à obesidade — afirmou José Córdova Villalobos, secretário de Saúde do México.

Christopher Wild, diretor da Agência Internacional para Pesquisa de Câncer, reforça que é preciso por fim à crença — comum em países pobres — de que não há nada a fazer contra o câncer. A maioria dos casos é relacionada a estilo de vida e ao ambiente.

Ele cita como exemplo as infecções por papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da hepatite B, respectivamente associados a tumores de colo de útero e fígado. As restrições e proibições ao cigarro e a prevenção com vacinas têm impacto grande na redução do número vítimas. Outro fator é que a maioria dos cânceres em fase inicial tem cura. E apesar de grande parte deles apresentar relação com estilo de vida e ambiente, a ideia não é responsabilizar pacientes, acusando-os de negligenciar a própria saúde. Até porque há tumores de causa desconhecida.

— Um grama de prevenção é melhor que uma tonelada de tratamento — disse Faisal A–Fayez, ex-primeiro ministro da Jordânia, citando provérbio árabe.

* O repórter viajou a convite da Fundação Lance Armstrong e da Sociedade Americana do Câncer

Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Ciência Tamanho: 912 palavras
Edição: 1 Página: 38
Coluna: Seção:
Caderno: Primeiro Caderno

Sobre este assunto há várias publicações neste espaço na categoria “Tabagismo”, na coluna da esquerda deste site.

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Brasil é firmatário de Tratado Internacional para o Controle do Tabaco

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O Brasil é depositário na ONU da ratificação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), vindo a ser  o 100º país a confirmar oficialmente sua participação.  Dessa forma, pode usufruir de apoio internacional, técnico e financeiro para o fortalecimento de uma política agrícola de alternativas ao fumo e assim beneficiar as 200 mil famílias brasileiras que ainda  dependem da plantação do tabaco.

O  Brasil é o maior exportador da folha de tabaco no mundo e o segundo maior produtor da planta.

O Brasil exporta a parte externa dessa planta e deixa para consumo interno a parte mais próxima do caule. Portanto, a parte mais tóxica dessa folha é a que fica no Brasil e consumida por brasileiros fumantes e fumantes passivos.

Saiba mais sobre a Convenção-Quadro e os países que já a ratificaram no site da OMS (inglês).

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Doenças associadas ao tabagismo

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Muitos estudos evidenciam que o consumo de derivados do tabaco (cigarro, charuto, narguillé) causa quase 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, e o câncer de pulmão, a primeira causa de morte por câncer.

As estimativas sobre incidência e mortalidade por câncer no Brasil, publicadas pelo INCA, indicam que, em 2009, 27.270 pessoas deverão adoecer de câncer de pulmão (17.810 homens e 9.640 mulheres) causando cerca de 16.230 mortes; 11.315 entre os homens e 4.915 entre as mulheres.

Além disso, esses estudos mostram que o tabagismo é responsável por:

200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
25% das mortes causadas por doença coronariana;
45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa abaixo dos 60 anos;
45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa abaixo de 65 anos;
85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer tabaco-relacionados (boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero);
25% das doenças vasculares (derrame cerebral, trombose).

O tabagismo ainda pode causar:

impotência sexual no homem;
complicações na gravidez;
aneurismas arteriais;
úlcera do aparelho digestivo;
infecções respiratórias;

Porém, ao parar de fumar o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

O que você ganha parando de fumar

A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central, como a cocaína, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas sete segundos – dois a quatro segundos mais rápido que a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada dia.

As estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam risco

10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
5 vezes maior de sofrer infarto
5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Se parar de fumar agora …

após 20 minutos sua pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal
após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar readquire a capacidade de identificar sabores
após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Quanto mais cedo você parar de fumar, menor o risco de adoecer. Quem não fuma aproveita mais a vida!

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Fonte: INCA


Administração de doses elevadas de riboflavina associada à eliminação dos fatores desencadeantes no tratamento da doença de Parkinson

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Cícero Galli Coimbra – Médico Neurologista e Professor Livre-Docente
Departamento de Neurologia e Neurocirurgia – Universidade Federal de São Paulo

Em defesa da administração de doses elevadas de riboflavina associada à eliminação dos fatores desencadeantes no tratamento da doença de Parkinson do tipo esporádico
Sofrimento emocional e consumo excessivo de carne vermelha
como desencadeantes da doença de Parkinson

Prof. Dr. Cicero Galli Coimbra e Profa. Dra. Virgínia Berlanga Campos Junqueira

RESUMO

Os autores, através deste texto, não somente exercem o seu direito de resposta a críticas direcionadas publicamente por outros neurologistas ao seu estudo (Coimbra CG, Junqueira VBC. High doses of riboflavin and dietary elimination of red meat promotes recovery of some motor functions of Parkinson’s disease patients.  Braz J Med Biol Res 2003; 36:1409-1417), mas também oferecem novas evidências relativas ao valor terapêutico da correção da hipovitaminose B2 (predisposição hereditária) associada à eliminação dos fatores desencadeantes (ambientais, alimentares ou comportamentais) nos pacientes portadores da doença de Parkinson do tipo esporádico que, em contraposição ao tratamento farmacológico tradicional, constituem uma abordagem eficaz (porque direcionada à antagonização das causas da doença, não apenas ao alívio paliativo e transitório dos sintomas). Evidentemente, a demonstração do Coeficiente de Ativação da Glutationa Redutase (EGR-AC) alterado nos pacientes portadores de doença de Parkinson do tipo esporádico confirma a deficiência de vitamina B2 e inverte o ônus da prova, tornando obrigatória, sob o ponto de vista ético e técnico, a correção dos níveis desse micronutriente, ou a apresentação de dados em contrário. Também demonstram como o estresse emocional sustentado ao longo de muitos anos pode atuar como fator desencadeante (alternativo ou associado ao consumo excessivo de carne vermelha na dieta) da doença em pessoas portadoras do mesmo fator hereditário predisponente. Demonstram como o princípio da parcimônia (ou “navalha de Occam”) pode ser utilizado na compreensão da fisiopatologia da doença e no suporte à proposição de que esta abordagem efetivamente antagoniza a continuidade do processo degenerativo das células produtoras de DA. Ao final, salienta-se o conflito entre interesses econômicos e éticos que inevitavelmente emerge em decorrência do encontro de uma metodologia terapêutica simples, não onerosa, dotada eficácia largamente superior àquelas até então disponíveis, além de não ser patenteável, tornando fundamental o emprego de cautela, transparência e adesão a preceitos genuinamente científicos em manifestações relativas ao assunto.

Índice

continua:

http://www.unifesp.br/dneuro/nexp/riboflavina/

http://www.unifesp.br/dneuro/nexp/riboflavina/indice.htm

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