Asma e Vitamina D – Vitamin D deficiency and poorer lung function in asthmatic children treated with steroids

Asthma in America

Asthma in America (Photo credit: GDS Infographics)

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Assista à entrevista sobre este assunto, em português:

Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

Ao vídeo:

Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy)

Leia:

Vitamina D pode revolucionar o tratamento da esclerose múltipla

 

 

Vitamin D deficiency is associated with poorer lung function in asthmatic children treated with inhaled corticosteroids, according to a new study from researchers in Boston.

“In our study of 1,024 children with mild to moderate persistent asthma, those who were deficient in vitamin D levels showed less improvement in pre-bronchodilator forced expiratory volume in 1 second (FEV1) after one year of treatment with inhaled corticosteroids than children with sufficient levels of vitamin D,” said Ann Chen Wu, MD, MPH, assistant professor in the Department of Population Medicine at Harvard Medical School and Harvard Pilgrim Health Care Institute. “These results indicate that vitamin D supplementation may enhance the anti-inflammatory properties of corticosteroids in patients with asthma.”

The findings were published online ahead of print publication in the American Thoracic Society‘s American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

The study was conducted using data from the Childhood Asthma Management Program, a multi-center trial of asthmatic children between the ages of five and 12 years who were randomly assigned to treatment with budesonide (inhaled corticosteroid), nedocromil, or placebo. Vitamin D levels were categorized as deficient (≤ 20 ng/ml), insufficient (20-30 ng/ml), or sufficient (> 30 ng/ml).

Among children treated with inhaled corticosteroids, pre-bronchodilator FEV1 increased during 12 months of treatment by 330 ml in the vitamin D insufficiency group and 290 ml in the vitamin D sufficiency group, but only 140 ml in the vitamin D deficient group.

Compared with children who were vitamin D sufficient or insufficient, children who were vitamin D deficient were more likely to be older, be African American, and have higher BMI. Compared with being vitamin D deficient, being vitamin D sufficient or insufficient was associated with a greater change in pre-bronchodilator FEV1 over 12 months of treatment after adjustment for age, gender, race, BMI, history of emergency department visits, and season that the vitamin D specimen was drawn.

The study had some limitations, including a small sample size of 101 vitamin D deficient children, and the investigators only studied vitamin D levels at one time point.

“Our study is the first to suggest that vitamin D sufficiency in asthmatic children treated with inhaled corticosteroids is associated with improved lung function,” said Dr. Wu. “Accordingly, vitamin D levels should be monitored in patients with persistent asthma being treated with inhaled corticosteroids. If vitamin D levels are low, supplementation with vitamin D should be considered.”
Source: American Thoracic Society

http://www.sciencecodex.com/vitamin_d_deficiency_and_poorer_lung_function_in_asthmatic_children_treated_with_steroids-94927

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Vitamina D tem papel crucial na resposta do corpo à tuberculose

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None – This image is in the public domain and thus free of any copyright restrictions. As a matter of courtesy we request that the content provider be credited and notified in any public or private usage of this image. (Photo credit: Wikipedia)

O assunto “Vitamina D” está maltratando sérios e escusos interesses dentro da Medicina  &  da Indústria Farmacêutica.

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352
 
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 Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

O vídeo referido na reportagem dominical de 27.05.12  da Folha está no endereço:

Vitamina D – Por uma outra terapia (Vitamin D – For an alternative therapy)

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Doença é responsável pela morte de quase 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo

13 de outubro de 2011 | 11h 30

O nível de vitamina D desempenha um papel crucial na resposta do sistema imunológico às infecções provocadas pela bactéria da tuberculose, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revisa “Science Translational Medicine”.

A tuberculose causa a morte de aproximadamente 1,8 milhão de pessoas por ano em todo o mundo.

A vitamina D, assinala o artigo, é mais um hormônio natural que uma vitamina, e tem um papel importante no desenvolvimento dos ossos, ajuda na proteção contra o câncer e as doenças auto-imunes e na luta contra as infecções.

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e agências de pesquisa científica da Alemanha e da Coreia do Sul, e teve a liderança de Mario Fabri, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

No estudo, os cientistas examinaram os mecanismos que regulam a capacidade do sistema imunológico para matar ou inibir o crescimento de bactérias como a Mycobacterium tuberculosis, a causadora da tuberculose.

A equipe determinou que os linfócitos liberam uma proteína chamada interferon, que inicia a comunicação entre essas células brancas e as dirige ao ataque contra as bactérias invasoras.

Para que essa ‘convocação à batalha’ seja eficaz, porém, se requer nível suficiente de vitamina D.

As pessoas com pele mais escura foram, tradicionalmente, mais suscetíveis à tuberculose, e há regiões na África com as maiores taxas de infecção.

Os cientistas acreditam que isso se deve, em parte, à melanina, que protege as pessoas dos raios ultravioleta mas que também reduz a produção de vitamina D.

A pesquisa registrou uma redução de 85% das bactérias de tuberculose em células macrófagas humanas tratadas com interferon na presença de nível insuficiente de vitamina D.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vitamina-d-tem-papel-crucial-na-resposta-do-corpo-a-tuberculose,784861,0.htm
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Cigarro oxidante

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Agência Fapesp

A exposição à fumaça de cigarros – que é um fator importante para o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica – aumenta o nível de oxidantes nos pulmões, levando ao estresse oxidativo e à destruição do tecido dos alvéolos. Um novo estudo, realizado por cientistas norte-americanos, indicou que a supressão de um gene pode atenuar o dano pulmonar induzido pelo hábito de fumar.

De acordo com um dos autores, Rubin Tuder, professor da Universidade do Colorado em Denver, a pesquisa, publicada na edição de maio da revista American journal of respiratory cell and molecular biology, representa uma importante abordagem genética contra a lesão pulmonar induzida por oxidantes.

Tuder, que é especialista em patobiologia e patologia de doenças pulmonares, apresentou os resultados da nova pesquisa durante a 1st São Paulo School of Translational Science (1ª Escola São Paulo de Ciência Translacional), da qual participou nas duas últimas semanas de abril. O curso, primeiro organizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), nova modalidade de fomento da FAPESP, foi realizado pelo Hospital A.C. Camargo.

Segundo Tuder, em resposta à fumaça de cigarro, as células epiteliais do pulmão compensam os altos níveis de oxidantes ativando vias de Nrf-2 – uma proteína que aumenta os níveis endógenos de antioxidantes das células –, elevando a expressão de enzimas desintoxicantes e antioxidantes, protegendo os pulmões das lesões.

“Levantamos a hipótese de que estimulando as vias ativadas por Nrf-2, poderíamos conseguir proteção contra o dano pulmonar induzido pelo cigarro. Para isso, desenvolvemos um modelo animal no qual o gene inibidor de Nrf-2, Keap-1, é suprimido das células epiteliais das vias respiratórias de camundongos”, disse à Agência FAPESP.

O resultado da supressão do gene foi um aumento da expressão de Nrf-2, protegendo as células contra o estresse oxidativo causado pela fumaça de cigarro in vivo. “Os resultados poderão ser importantes para a busca de novas drogas e terapias para os danos causados pelo cigarro”, afirmou.

Segundo ele, nos Estados Unidos a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a quarta maior causa de mortalidade, sendo responsável por cerca de 120 mil das 400 mil mortes causadas anualmente pelo cigarro. A DPOC atinge preferencialmente indivíduos com mais de 65 anos.

De acordo com Tuder, esse dado é a base de uma das linhas de pesquisa tratadas em seu laboratório: a relação entre o processo de envelhecimento e o enfisema pulmonar – que, juntamente com a bronquite crônica, é uma das principais manifestações da DPOC.

“Sabemos que, teoricamente, todos os seres humanos que venham a viver além dos 105 anos de idade irão eventualmente desenvolver a DPOC – seja com limitação pulmonar ou enfisema senil. Estamos confirmando, passo a passo, que o dano celular causado pelo envelhecimento e pelo cigarro envolvem mecanismos patogênicos inter-relacionados. Queremos entender melhor esses mecanismos a fim de definir grupos de risco e fornecer potenciais plataformas para novas terapias”, explicou.

Tuder afirma, no entanto, que os danos causados pela exposição à fumaça de cigarro não se limitam a causar câncer e DPOC. De acordo com ele, estudos mostram que, nos indivíduos adultos, quando o pulmão é lesionado cronicamente pelo cigarro, a capacidade de resposta do pulmão contra fatores infecciosos diminui. “A fumaça de cigarro induz alterações na resposta imune inata às infecções virais e essas mudanças agravam a destruição alveolar característica do enfisema”, disse.

O cientista acrescenta que alguns vírus se instalam permanentemente no pulmão em estado de latência, não podendo ser eliminados. “Existem dados que mostram que alguns desses vírus, como o adenovírus, por ser persistente, podem fazer com que o processo inflamatório obstrutivo se perpetue”, disse.

Dados epidemiológicos consistentes mostram ainda que, em crianças expostas ao fumo em casa, a predisposição a doenças aumenta. Já se sabia, de acordo com Tuder, que durante a vida uterina o cigarro afeta a criança irremediavelmente, prejudicando o seu crescimento, uma vez que a fumaça afeta a sinalização relacionada com o fator de crescimento endotelial, entre outros problemas.

“Mas, agora, sabemos também que mesmo depois do nascimento existem danos, como a maior predisposição à infecção viral e à asma. O pulmão dessas crianças fica permanentemente avariado e nunca volta a ser totalmente normal. Se começarem a fumar ou tiverem uma infecção na vida adulta, terão provavelmente um risco maior de desenvolver doenças como asma”, afirmou.

Outro efeito conhecido do cigarro é o desencadeamento da mutagênese que causa o câncer. Segundo o cientista norte-americano, no entanto, nem todos os fumantes têm risco aumentado de desenvolvimento de câncer.

“Não sabemos ainda como identificar esses indivíduos que têm risco aumentado, nem sabemos por que razão alguns são atingidos e outros não. Também não sabemos quais os fatores anteriores para que os indivíduos desenvolvam a doença. Mas as pesquisas se encaminham para isso”, disse.

O artigo Deletion of Keap1 in the Lung Attenuates Acute Cigarette Smoke–Induced Oxidative Stress and Inflammation, de David Blake e outros, pode ser lido por assinantes da American journal of respiratory cell and molecular biology em http://ajrcmb.atsjournals.org/cgi/content/abstract/42/5/524

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