Máfia das Pensões de Teresina faz tráfico de rins

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Há pouco tempo atrás, muitas pessoas que se consideram profissionais “brilhantes” faziam anedotário sobre o tráfico de órgãos ser mera “lenda urbana”, tão somente para não comprometer a imagem do filão de ouro da medicina transplantadora no Brasil …

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352

O delegado Edvan Botelho, da Cico (Comissão Investigadora do Crime Organizado) está investigando, a partir de depoimentos de testemunhas, a série de crimes mais escandalosos da história do Piauí praticados por máfia formada por pensões de Teresina, empresas de ônibus do Piauí, médicos de clínicas privadas e hospitais públicos e até algumas enfermeiras do HGV (Hospital Getúlio Vargas).

O delegado Edivan Botelho ouviu funcionários de empresa de ônibus que fazem linhas de cidades do Maranhão para Teresina, que transportam pacientes para atendimento no sistema de saúde no Piauí.

Funcionários das empresas de ônibus informaram a Edvan Botelho que seus patrões e donos de Vans transportam pacientes de Tocantins, Maranhão e Pará e entram agenciadores durante as viagens nos municípios de Barra do Corda, Grajaú e Presidente Dutra (MA) já encaminhando para as pensões teresinenses de quem cobram R$ 10, R$ 12 e R$ 15 por pessoas.

Em um dos depoimentos mais chocantes prestados ao delegado Edvan Botelho, na Cico, um funcionário de empresa de ônibus afirma que existe tráfico de órgãos humanos e um rim pode ser vendido a R$ 70 mil.

Ele lembrou que estava em uma pensão em Teresina quando conheceu um paciente de Altamira (PA) que havia passado por uma cirurgia e ao perguntar sobre seu problema o homem disse que na verdade havia vendido um rim, pois estava em dificuldade financeira.

O paciente falou que ouviu comentários de que o valor de um rim custaria de R$ 8 mil a R$ 10 mil para a pessoa que “doa” (paciente que tem o órgão retirado) e que na mesma época ouviu uma dona de pensão chamada Silva falar pessoalmente com uma senhora dentro de sua pensão que o valor de um rim custava R$ 70 mil para quem necessitava do órgão.

Em outra denúncia apurada pelo delegado Edvan Botelho aponta que algumas enfermeiras do HGV (Hospital Getúlio Vargas) têm esquema com donos de pensão, que funciona da seguinte forma: os donos de pensão marcam consultas para seus pacientes e algumas enfermeiras cobram em média R$ 50 das pensões e esses pacientes têm prioridade em relação aos que são atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Os valores pagos pelas consultas são divididos por algumas enfermeiras e os donos de pensões e que quando o paciente necessita de uma cirurgia, algumas enfermeiras do HGV combinadam com alguns médicos marcam com o dono da pensão e essa cirurgia sera feita no próprio HGV e o dinheiro pago à vista ou depositado nas conta de dono de pensão ou de médico para que seja dividido entre os três porque oficialmente a cirurgia é feita pelo SUS.

Fonte: MeioNorte

http://portalesp.com.br/geral/?p=5923

OCTOBER 6, 2011 AT 10:07

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O tráfico de órgãos é uma realidade, mesmo na Europa

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Um homem propõe vender seu rim em uma rua de São Paulo, Brasil

Legenda: Um homem propõe vender seu rim
em uma rua de São Paulo, Brasil  (Keystone)


O tráfico de órgãos é uma realidade, até mesmo na Europa. Na Suíça, a lei é eficaz, mas deve ser acompanhada de perto para não entrar na “zona cinza” que permitiria o comércio.


Entre a venda de um carro, de um terreno ou de um cão, encontra-se às vezes a de um rim. Estamos em um sítio de anúncios na internet e as propostas de venda se multiplicam.

Por milhares de francos suíços, homens e mulheres jovens se dizem dispostos a ceder uma parte do corpo. O rim é o órgão número um do tráfico.

Segundo informações comunicadas no sítio, as ofertas vêm da França ou da Bélgica, países cujas ruas não são invadidas pela pobreza. Nesses países, o tráfico de órgãos é proibido. São falsos anúncios ou as ofertas são sérias? “Há anos que pessoas geralmente pobres propõem vender seus órgãos na internet”, diz Ruth-Gaby-Mongold, membro do Conselho da Europa e autora de um relatório sobre o tráfico de órgãos na Europa.

Um órgão por um punhado de dinheiro. Um comércio de seres humanos, mas em pedaços. O tráfico de órgãos não se limita às sórdidas prisões chinesas. Na Europa ele também existe.

“O tráfico de órgãos é um problema que deve ser resolvido no plano internacional”, afirma Thomas Gruberski, que fez uma tese de doutorado sobre a venda de órgãos*

Ruth-Gaby Vermot-MangoldRuth-Gaby Vermot-Mangold (swissinfo)

Leis eficazes


Submetido à lei do silêncio, o comércio de órgãos é particularmente difícil a combater. O único meio para os países consiste em adotar leis eficazes.

“O tráfico de órgãos é difícil. É um médico que deve extrair o órgão a ser transplantado em pouco tempo, e ele não suporta longas viagens. Portanto, se os países são bem organizados, controlam esse processo e respeitam as leis, o tráfico é quase impossível”, explica Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Na Suíça, como em outros países europeus, a lei proíbe o comércio de órgãos. Além disso, “é proibido receber ou dar dinheiro na doação de um órgão, de um tecido ou de células de origem humana.”

“Aqui os organismos como Swisstransplant (ndr: Fundação Nacional Suíça para a Doação e o Transporte de Órgãos) não utilizam órgãos sem verificar e ter certeza da proveniência. Essas instituições sabem que é preciso ter muito cuidado para não entrar na ‘zona cinzenta’ do tráfico”, afirma Gaby Vermot-Mangold.

Se em toda a Europa, em virtude da proteção dos direitos humanos, as leis proíbem o tráfico de órgãos, elas diferem em certos pontos, particularmente na definição das relações entre o doador e o receptor. Na Alemanha, a lei admite a possibilidade de transplante entre pessoas com laços emocionais fortes. Na França, cônjuges ou parentes do receptor ou ainda uma pessoa que vive mais de dois anos com o receptor podem exigir uma doação de órgãos.

Em contrapartida, na Noruega, na Espanha, na Áustria ou na Suíça, as leis são mais amplas e nenhuma ligação particular é obrigatória entre o doador e o receptor. É uma situação que pode propiciar a “zona cinzenta”.

Não é infalível


“A regulamentação constitui um grande dilema. De um lado, é bom que amigos possam ser doadores. De outro, isso pode levar ao tráfico ou a transplantes na ‘zona cinzenta’. Soubemos de casos em que o receptor indicou um falso amigo com o qual ele nem havia conversado por falarem línguas diferentes”, conta Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Há países onde nenhum laço é obrigatório entre o doador e o receptor e que lei abre pequenas portas para o tráfico. Mas, segundo Thomas Gruberski, esses países, entre eles a Suíça, avançam na boa direção liberalizando suas leis.

“As leis restritivas não são, do meu ponto de vista, judiciosas. Elas podem provocar situações de forte pressão em que o doador não toma decisões com seu livre-arbítrio. Se imaginamos uma família cuja mãe precisa de um rim e uma criança de cinco anos que é compatível, essa criança pode sofrer pressões. Também pode haver comércio dentro da família, com a promessa de uma parte maior da herança para o doador, por exemplo. Por essas razões, é importante ampliar o círculo de doadores autorizados.”

Transplante no estrangeiro


Para lutar contra o tráfico de órgãos, alguns defendem a liberalização total, como a filósofa e biotécnica inglesa Janet Radcliffe Richards. Ela acredita que a liberalização do comércio de órgãos permitiria um melhor controle e ofereceria um melhor acompanhamento médico aos doadores.

Essa posição é considerada perigosa por Ruth-Gaby Vermot-Mangold. “As pessoas que vendem um rim, o fazem geralmente por causa da pobreza. E mesmo que houvesse um sistema de acompanhamento médico para os doadores nos países pobres, muitos não seriam beneficiados”. É que, frequentemente, as pessoas que aceitam doar um órgão encontram-se em situação extremamente precária e não têm meios para pagar um médico.

Essa precariedade é explorada por certas pessoas nos países desenvolvidos para conseguir um órgão. Obter um órgão em seu próprio país é difícil e é menos complicado fazer o transplante no estrangeiro.

“Na Suíça, fizemos recentemente pesquisas aprofundadas e não descobrimos nenhum caso de receptor que foi ao estrangeiro, notadamente na China, para fazer um transplante. Só que isso não quer dizer que não exista”, afirma Franz Immer, diretor de Swisstransplant.

No entanto, segundo um questionário acerca do tráfico de órgãos recolhido em 2004 pelo comitê diretor de bioética e pelo comitê europeu da saúde, em vários países europeus pessoas viajam ao estrangeiro para fazer um transplante. Na França, os receptores vão à África, China, Índia ou à Turquia. A Bélgica é considerada como um ponto importante para o tráfico.

Aliás, doadores moldávios que Ruth-Gaby Vermot-Mangold encontrou no contexto de seu relatório afirmaram que doaram seus rins na Turquia. Prometeram-lhes um emprego naquele país. Como não havia emprego nenhum, propuseram-lhes vender um rim por 2 a 3 mil euros para pagar a viagem de volta à Moldávia.

Eles aceitaram. Cinco depois tiveram que sair do hospital e voltaram para a Moldávia de ônibus, com um órgão a menos e um pouco de dinheiro no bolso. “Voltei a ver um deles. Com esse dinheiro ele comprou uma pequena casa para sua família, mas sua saúde vai muito mal”, diz Ruth-Gaby Vermot-Mangold.

Laureline Duvillard, swissinfo.ch
(Adaptação: Claudinê Gonçalves)

*”Das strafrechtliche Verbot der entgeltlichen Organspende und des Organhandels gemäss schweizerischem Transplantationsgesetz – Begründung, Wesen und Problematik”, Thomas Gruberski, a ser publicado brevemente.

http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/Orgaos_por_pouco_dinheiro.html?cid=24885516&rss=true

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Morte encefálica e transplante de órgãos

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Oportunos esclarecimentos prestados pelo médico neurologista Prof. Cícero Galli Coimbra, da UNIFESP, sobre esse atualíssimo tema

“O tratamento de hipotermia é capaz de normalizar rapidamente a pressão no interior do crânio,impedindo que sua elevação faça cessar a circulação cerebral. Reduz também o edema (inchaço) cerebral”

Imaginemos a cena. Um jovem, vítima de acidente automobilístico, está entre a vida e a morte na UTI de um hospital. Seus pais e familiares, na ante-sala, desejam ardentemente sua recuperação.

Outro quadro, na mesma UTI: um homem de meia idade pode salvar-se se receber um transplante de fígado. Caso contrário, morrerá. E, quanto mais passa o tempo sem receber esse transplante, menores são suas possibilidades de sobreviver. Sua família agita-se para obter a doação do órgão que vai salvar sua vida, o qual poderia vir do jovem acidentado.

Duas situações dramáticas. E a família do homem de meia idade está submetida a uma grave prova de ordem moral. Pois não pode, para salvar seu ente querido, precipitar a morte do jovem que sofreu o acidente automobilístico, por mais improvável que seja sua recuperação. Mesmo que essa recuperação esteja inteiramente descartada pelos mais sólidos critérios da medicina!

Para a equipe médica que vai diagnosticar a morte do jovem, o drama moral torna-se ainda mais agudo. Um erro pode custar uma vida: a do jovem, candidato a doar seus órgãos, se a morte dele for diagnosticada de forma precipitada ou defectiva; ou a do homem de meia idade, se não receber a tempo o órgão que lhe falta para a sobrevivência, e cuja família pressiona para que a equipe autorize logo o transplante.

Neste caso imaginário, a equipe médica sente o poder de vida e de morte em suas mãos. Quase se diria que, mais do que um grupo de médicos, funciona ali um verdadeiro tribunal com poderes aterradores. E obrigações não menos terríveis, porque, como ensina a doutrina da Igreja, os poderosos serão poderosamente atormentados.

O pressuposto para que um transplante possa ser considerado lícito, nos casos em que a extração do órgão a ser transferido importe em falecimento do doador, é que este último já esteja realmente morto.

Em outras palavras, não se pode admitir que alguém seja levado à morte para poupar a vida de outrem. Então, toda a problemática referente aos transplantes esbarra num problema primeiro, incontornável: estará o doador realmente sem vida?

Não é suficiente que o futuro doador esteja desenganado pelos médicos. Pois a previsão pode falhar. E mesmo que fosse infalível, ou seja, que tal ou tal pessoa não pudesse de modo algum sobreviver, não seria lícito levá-la à morte para efeito de transplante.

Em situação tão delicada, compreende-se então, com facilidade, que a equipe médica necessita ter, atrás de si, critérios legais perfeitamente confiáveis de acordo com a moral, atualizados e firmes. É o caso dos adotados no Brasil?

O “Jornal do Brasil”, nos dias 21 e 22 de fevereiro último, publicou duas matérias sobre esse assunto. Nelas, relata os estudo feitos pelo neurologista Cícero Galli Coimbra, que questionam os critérios preconizados pelo Conselho Federal de Medicina. E no dia 1º de março, em editorial intitulado Morte Suspeita, o mencionado quotidiano carioca declara que o cientista levanta uma “dúvida séria”. E a respeito dos doadores potenciais afirma o jornal:

“Deve-se tentar salvar esse paciente e não considerá-lo a priori, por falta de recursos, preguiça ou até ganância desenfreada, simples doador de órgãos”. E conclui que, se assim não for feito, “estaremos matando pacientes, em geral pobres, que poderiam ser salvos, em nome da eficiência e da esperança dos transplantes”.

Sem nos envolvermos diretamente na controvérsia eminentemente científica, e que a esse título escapa às características desta revista, Catolicismo julga útil informar seus leitores a respeito dela. E, para isso, traz às suas páginas declarações do jovem e brilhante neurologista Cícero Galli Coimbra, Professor-adjunto do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), Orientador da pós-graduação em Neurologia e Neurociências, Pós-Doutor pela Universidade de Lund (Suécia). O entrevistado recebeu amavelmente a reportagem de Catolicismo em seu gabinete de trabalho no Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da UNIFESP.

* * *

Catolicismo — Os critérios adotados no Brasil, para a constatação da morte do futuro doador de órgãos, são inteiramente confiáveis? Ou pode suceder a retirada de órgãos de pessoa que, na realidade, não estava morta?

Prof. Cícero Galli Coimbra — Os critérios são adotados em nível internacional, não apenas no Brasil. Encontram-se, no entanto, ultrapassados pelo progresso do conhecimento científico atual, que se contrapõe aos conceitos que levaram à elaboração desses critérios em 1968. Na realidade, são critérios prognósticos, não diagnósticos: a partir de um período curto de observação, infere-se que não ocorrerá recuperação das funções neurológicas, que se constata estarem ausentes através do exame clínico. Um prognóstico ruim pode mudar com o progresso da medicina, que disponibiliza novos e mais eficientes recursos terapêuticos para situações antes consideradas irreversíveis. Ademais, o teste da apnéia constitui-se em um grande risco para esses pacientes em tal situação crítica, pois pode comprometer irreversivelmente a circulação de sangue ao cérebro, induzindo à morte, que deveria apenas auxiliar a diagnosticar.

Catolicismo — No que consiste o tratamento por hipotermia?

Prof. Galli Coimbra — Na redução da temperatura do corpo de 37ºC para 33ºC, mantendo-se o paciente assim por um período que varia de 12 a 24 horas, conforme prática que tem sido empregada no Japão, na Alemanha e nos EUA. Entre outros efeitos, esse tratamento é capaz de normalizar rapidamente a pressão no interior do crânio, impedindo que sua elevação faça cessar a circulação cerebral. Reduz também o edema (inchaço) cerebral, que é um dos principais fatores responsáveis pela elevação dessa pressão, e paralisa as reações químicas que levam as células nervosas à morte. Vítimas de traumatismo craniano grave e de paradas cardíacas prolongadas (30 a 47 minutos de duração) têm tido as suas funções neurológicas completa ou quase completamente recuperadas através desse tratamento.

Catolicismo — Há casos de recuperação total de pessoas que poderiam ser consideradas mortas de acordo com os atuais critérios de diagnóstico de morte encefálica?

Prof. Galli Coimbra — Desde que não tenha sido executado o teste da apnéia, pessoas que preenchem muitos ou todos os demais critérios clínicos foram recuperadas pelo tratamento hipotérmico, vindo a reassumir a sua rotina de atividades diárias meses após o acidente que as vitimou. Os casos recuperáveis podem chegar a 50% ou 70%, conforme a rapidez com que o tratamento é instituído e conforme a causa da lesão cerebral.

Catolicismo — Qual o peso da autoridade dos médicos que estão contestando, no plano internacional, esses critérios?

Prof. Galli Coimbra –– A validade das críticas veiculadas aos atuais critérios através da Internet (http://www.epm.br na parte de “Serviços ao Público”), tem sido reconhecida pela Comissão Organizadora do 3º Simpósio Mundial sobre Coma e Morte (Alan Shewmon e outros), pelo Presidente da Sociedade Católica de Medicina dos EUA (Paul Byrne) e pelo Presidente da Comissão de Ética e Humanidades da Academia Americana de Neurologia (James Bernat), entre outros. As cartas de apoio encontram-se também disponíveis na Internet, traduzidas para o português.

Catolicismo — Que problemas éticos estão envolvidos na polêmica?

Prof. Galli Coimbra — A continuidade do emprego do teste da apnéia, em que se desliga o respirador por até 10 minutos, mesmo com medidas que tentam (mas não conseguem completamente) prevenir a ocorrência da falta de oxigênio durante o teste, é indefensável sob o ponto de vista ético, pois pode determinar a morte através dos efeitos deletérios já citados sobre o suprimento de sangue ao cérebro, e não traz — nem é executado com a intenção de trazer — qualquer benefício terapêutico para o paciente. O médico inglês David Evans, que também apóia essas críticas, em carta disponível na Internet, aconselha os familiares a não autorizarem a realização desse teste.

O não emprego do tratamento hipotérmico (principalmente quando a alternativa oferecida é o teste da apnéia, para benefício de possíveis receptores de órgão) constitui-se, de fato, no mínimo em uma negativa de socorro, mesmo que seja motivada pela falta dos recursos necessários, ou pelo desconhecimento dos resultados surpreendentemente bons alcançados com pacientes muito graves, e já publicados na literatura médica desde 1996. É destituída de coerência a argumentação de que esses resultados são muito recentes ou carecem de mais reiterada confirmação, simplesmente porque os autores dessa argumentação não têm a oferecer nenhuma alternativa terapêutica que tenha propiciado resultados melhores.

Fonte: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=2B2A92C3-B7DD-54F7-12DCA9133D12DE6A&mes=Setembro2009

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