Nos últimos 20 anos, a obesidade passou a matar mais pessoas do que a fome

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Written by Florbela Lourenço

Morrer por subnutrição é agora mais raro do que morrer por obesidade, indica a OMS. Na lista das principais causas de morte, a obesidade subiu do décimo para o sexto lugar, enquanto a fome desceu para a oitava posição. (…) como principais causas de morte as pioneiras são a alta pressão, o tabagismo, o álcool, a poluição e uma má alimentação – dieta pobre em nutrientes.

 

Nos últimos 20 anos, a obesidade passou a matar mais pessoas do que a fome. Segundo os dados de um estudo da Global Burden of Disease, realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990 registaram-se 3,4 milhões de mortes por subnutrição em todo o mundo, sendo que em 2010 foram assinaladas 1,4 milhões. Quanto à obesidade, só em 2010 detectaram-se cerca de três milhões de mortes a nível global.

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Na lista das principais causas de morte a obesidade ocupa agora a sexta posição, tendo descido do décimo lugar onde se encontrava. Já a fome subiu para a oitava posição.

Alan Lopez, professor da Universidade de Queensland da Austrália e um dos pesquisadores deste estudo, admite que este resultado o surpreendeu. Sobretudo por ser um fenómeno que se está a alastrar às nações em desenvolvimento. “Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenómeno) está a crescer”, referiu.

Na lista, como principais causas de morte as pioneiras são a alta pressão, o tabagismo, o álcool, a poluição e uma má alimentação – dieta pobre em nutrientes.

 

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Exposição solar e vitamina D

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O colecalciferol (vitamina D3) formado após exposição solar é a melhor e mais fácil fonte de vitamina D que podemos obter. A variedade de alimentos ricos em vitamina D é pequena, por isso, uma exposição solar frequente é necessária para que o corpo consiga ter reservas adequadas de vitamina D

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Populações que vivem em países de clima temperado são as que mais sofrem com a falta de vitamina D. Além da menor incidência de sol nos meses de inverno e outono, o frio faz com que as pessoas saiam menos de casa, e quando o fazem, precisam usar roupas grossas e compridas, impedindo o contato da pele com o sol, mesmo em dias ensolarados. Na Europa, cerca de metade da população chega ao final do inverno com níveis baixos de calcidiol  (25-hidroxivitamina D),  caracterizando deficiência de vitamina D.

Para quem vive em países com elevada exposição solar, como o Brasil, o risco de deficiência de vitamina D deveria ser bem baixo, mas não é.  Na verdade, a quantidade de sol que uma região recebe por ano é importante, mas há outros fatores que influenciam na capacidade da pele de produzir vitamina D a partir dos raios UV-B. Exemplos:

– No Oriente Médio, a exposição solar anual é bem elevada, entretanto esta região apresenta altas taxas de carência de vitamina D. O principal motivo é cultural, devido ao costume de se usar roupas compridas, que cobrem toda a superfície corporal, limitando o contato da pele com os raios solares.

A idade é outro fator importante também. Com o passar do anos, a pele vai ficando cada vez menos eficiente em produzir vitamina D, tornado os idosos um grupo com elevado risco para deficiência desta vitamina. Além da baixa eficiência da pele, os idosos costumam ter um consumo mais baixo de vitamina D na dieta, se expõem menos ao sol e muitas vezes passam o dia fechados em casa ou em lares para terceira idade. Em alguns países da Europa, mais de 80% da população idosa apresenta carência de vitamina D. Mesmo no Brasil, estima-se que metade da população idosa sofra de falta de vitamina D.

– Com a maior conscientização da população em relação aos riscos de câncer de pele devido à exagerada exposição solar, é cada vez maior o número de pessoas que evitam tomar banho de sol. Além disso, o uso frequente de protetor solar com elevado fator de proteção bloqueia os raios UV-B, impedindo que os mesmos consigam estimular a produção de vitamina D na pele.

– A cor da pele é outro importante fator. A melanina, presente em grande quantidade nas pessoas de pele mais escura, é um pigmento que nos protege contra os raios UV-A e UV-B. A melanina é a responsável pela menor incidência de câncer de pele em pessoas negras e pardas. Porém, a melanina não bloqueia só os efeitos maléficos dos raios ultravioleta. Pessoas de pele mais escura precisam ficar mais tempo ao sol para que sua pele produza mesma quantidade de vitamina D que pessoas mais brancas. A falta de vitamina D em negros é muito comum, principalmente naqueles que vivem em países com baixa incidência solar.

O tempo diário de exposição solar pode ser verificado nesta entrevista da Rádio CBN de São Paulo:

Vitamina D: aos 43 anos, Jennifer Aniston conta seus segredos de beleza

“Honestamente, isso vai soar bobo, mas ir para o sol por 20 minutos por dia é realmente importante para a vitamina D, porque estamos agora tendo uma deficiência de vitamina D.”   

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Noiva do ator Justin Theroux, Jennifer Aniston aprendeu que dieta não é o mais importante para manter a forma e, em vez disso, gosta de passar o tempo no sol com um grande sorriso no rosto.

“Eu parei de fazer dieta quando descobri que você só tem que comer regularmente e com moderação.  As modas são demais…

Honestamente, isso vai soar bobo, mas ir para o sol por 20 minutos por dia é realmente importante para a vitamina D, porque estamos agora tendo uma deficiência de vitamina D.  E eu acho que ser feliz e sorrir muito é a melhor fórmula”, ela disse à versão britânica da revista  OK!.

Fonte: http://global.christianpost.com/news/jennifer-aniston-stays-thin-by-smiling-admits-she-stopped-dieting-83793/

Dr. Cícero Galli Coimbra – Doenças Autoimunes e Vitamina D


Assista também:

Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha

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Alimentos gordurosos podem causar depressão

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Jornal da Globo

Edição do dia 27/01/2011

 

Estudo espanhol publicado nos EUA mostra que quem consome mais alimentos calóricos tem grandes chances de desenvolver depressão. Em excesso, essas substâncias interferem na atividade cerebral.

Descontar na comida um aborrecimento qualquer sempre foi um hábito de muitas pessoas. “Foi um dia que eu estava triste, eu resolvi atacar os bombons”, conta a bióloga Heloise Bakhesteros.

“Quando você briga com amiga, mãe, namorado, você vai lá e come seis barras de chocolate, é normal”, fala a estudante Bibiana da Veiga.

Sempre ouvimos falar que depressão aumenta a vontade de comer alimentos calóricos. Agora um estudo espanhol publicado nos Estados Unidos mostra uma nova face dessa relação. Em alguns casos, aconteceu o contrário: a doença surgiu por causa da má alimentação.

Durante seis anos, os pesquisadores analisaram a dieta e o estilo de vida de cerca de 12 mil voluntários. Quando o estudo começou, nenhum dos participantes havia sido diagnosticado com depressão. No final, 657 tinham desenvolvido a doença.

Segundo a pesquisa, aqueles que consumiam em excesso gorduras trans, aquela presente em produtos industrializados ou em alguns lanches, apresentaram até 48% de aumento no risco de depressão.

Segundo neurologista Cícero Galli Coimbra, o sistema nervoso é constituído de gorduras que se renovam o tempo todo. Para manter o funcionamento das células, precisamos gordura boa, como aquela presente em nozes e peixes. A gordura trans é tóxica para os neurônios e acaba ocupando o lugar dos nutrientes interferindo na atividade cerebral.

“O armazenamento de novas informações, memória recente podem ser afetados justamente porque estamos oferecendo ao nosso cérebro um tipo de gordura não é a gordura adequada para o  perfeito funcionamento do cérebro. Depressão é apenas uma das manifestações entre tantas que estão por vir produzidas pela introdução de ácidos graxos e gordura trans na dieta ocidental”.

Fonte:

http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/01/alimentos-gordurosos-pode-causar-depressao-segundo-pesquisa.html

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Ovo é o principal alimento para produção de novas células

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observação: quando se refere a ovos o que foi explicado é relativo a clara do ovo como fonte de proteínas.

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No ovo estão contidas todas as substâncias necessárias à produção de novas células; pesquisas afirmam que a ‘colina’ é essencial para saúde do cérebro. A gema do ovo é o alimento que contém maior quantidade de colina – substância derivada de um aminoácido denominado serina (associada à sensação de bem-estar) -, entre os componentes da dieta comum. Uma unidade tem cerca de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão tem 56 miligramas.

O resultado de pesquisas feitas pelo Departament of Agriculture (EUA), constatou que nenhum alimento supera a gema do ovo em concentração de colina. “Estima-se que a concentração circulante de colina duplica após a ingestão de uma refeição contendo dois ovos.” Diz o professor Cícero Galli Coimbra, do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo. A colina forma parte da estrutura dos denominados fosfolipídeos, os quais poderiam ser descritos como a unidade estrutural da membrana das células. Em sentido figurado, é como se a colina fosse o “tijolo” utilizado na construção da estrutura da membrana celular. Todas as células que se formam em nosso organismo requerem fosfolípídeos, portanto, colina, para estruturação das membranas. A colina é necessária para produção de novas células e para reparação das membranas celulares lesadas, que deve ser particularmente sensível à deficiência de colina, pois as células nervosas necessitam produzir mais quantidade de membrana celular do que qualquer outra célula. A formação de novos neurônios pode ocorrer mesmo no cérebro de indivíduos de idade avançada, graças ao trabalho de neurocientistas suecos (1998). As regiões responsáveis pela aquisição de novas informações, tais como hipocampo, são aquelas em que a neurogênese (formação de novos neurônios) é mais intensa, indicando a importância da colina sobre a preservação da memória. “A produção de uma substância fundamental para o armazenamento de informações pelo hipocampo – a acetilcolina – requer a disponibilidade de colina na dieta.” Explica o especialista. Há um composto derivado da colina denominado citicolina (ou CDP- colina), que constitui-se no único neuro-protetor até hoje demonstrado e confirmado contra as lesões provocadas pelo AVC(derrame). Com a descoberta de que a produção de novos neurônios encontra-se presente mesmo em idade avançada, entende-se a colina pode ter um papel positivo nas seguintes situações: doenças em que a recuperação possa ser facilitada ou àquelas cuja progressão possa ser limitada pela neurogênese. Dados concretos já existem em relação à prevenção de mal formações do sistema nervoso durante a vida intra-uterina, tais como anencefalia e espinha bífida. A colina consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto e do bebê, aumentando a formação de neurônios durante a gestação e a amamentação. Isso pode exercer uma influência decisiva na sua capacidade de aprendizado futura e, portanto, na sua capacidade de competir por oportunidades no ambiente profissional quando adulto. Vários estudos já mostraram que a colina é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação. Pesquisas futuras devem demonstrar efeitos positivos da colina sobre a evolução de doenças neurodegenerativas, tais como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson. Isso porque o cérebro do idoso tem menor capacidade de captar a colina circulante, sendo mais sensível às conseqüências negativas de uma dieta pobre em colina.

Fonte: Dr Cícero Galli Coimbra

Fonte: Apavi/Dr Cícero Galli Coimbra

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Alimentos e inteligência

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Será que algum nutriente pode potencializar o raciocínio? Embora uma dieta balanceada surta efeito sobre as funções cognitivas, é difícil afirmar isso com todas as letras. Comer para se tornar mais inteligente é mito, afirma Tasso Moraes e Santos, professor de bioquímica e metabolismo da Universidade Federal de Minas Gerais. Os nutrientes atuam no funcionamento cerebral como um todo. Não se pode dizer que sejam mais importantes para a inteligência, pondera o neurologista Paulo Caramelli. No entanto, se a pretensão é ficar mais atento, alimentos como o chocolate ajudam. Ele deixa o indivíduo mais desperto porque combina carboidratos e gordura, diz a nutricionista Gláucia Pivi. E há também a boa e velha cafeína, que, consumida com moderação, estimula a atividade cerebral.

http://saude.abril.uol.com.br/edicoes/0295/nutricao/conteudo_289357.shtml

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A dieta e as células nervosas

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Os neurotransmissores mantêm estreito elo com as proteínas. Muitos desses mensageiros químicos são produzidos por elas, explica Rubem Guedes, professor de neurofisiologia da Universidade Federal de Pernambuco. É o próprio aminoácido o produto final da digestão da proteína que exerce a função de neurotransmissor .

Um bom exemplo: para fabricar a serotonina, famosa por promover a sensação de bem-estar, o organismo precisa de um aminoácido chamado triptofano. Assim, ingerir alimentos como feijão e grão-de-bico, ricos nessa substância, contribui para afastar a tristeza e a depressão.

http://saude.abril.uol.com.br/edicoes/0295/nutricao/conteudo_289354.shtml__

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