Quase um terço dos brinquedos contem metais tóxicos

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KIEV, Ucrânia – Durante a temporada de férias, os pais devem ser mais cuidadosos ao escolherem brinquedos para seus filhos, segundo uma investigação recente.

Há suas semanas, um projeto de pesquisa conjunto anunciou resultados que mostram que 29% dos brinquedos testados continham elementos tóxicos.

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A pesquisa foi realizada por organizações ecológicas em seis países da Europa oriental e da Ásia, incluindo Ucrânia, Rússia, Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão. Os objetos de teste de brinquedos disponíveis nesses países foram selecionados aleatoriamente . A maioria dos brinquedos  são  originários da China.

Um total de 569 brinquedos foi testado para seis metais pesados: antimônio, mercúrio, arsênio, cádmio, chumbo e cromo. Os pesquisadores descobriram metais tóxicos em 164 brinquedos ou 29%.

Os resultados mostraram que chumbo era a toxina mais comum, descoberto em 18% dos brinquedos testados. 13% dos brinquedos continha antimônio, enquanto 8% continha arsênio e 3% continha mercúrio.

Cerca de 80% dos brinquedos selecionados era originário da China. Os outros 20% que continham elementos tóxicos eram fabricados na Alemanha, Itália, Grécia e República Checa.

“Os resultados nos permitiram concluir que apenas 71% dos brinquedos são limpos”, disse a ecologista Olga Tsygulyova, que participou da pesquisa, ao Epoch Times.

Tsygulyova diz que os brinquedos tóxicos são prejudiciais não só quando as crianças os colocam na boca ou engolem, mas também quando os tocam, já que as superfícies dos brinquedos podem conter partículas tóxicas.

Os pais devem estar atentos ao escolherem brinquedos e evitar comprar produtos com cores muito brilhantes ou odores fortes, aconselha Tsygulyova.

Tsygulyova também aponta que brinquedos inseguros são prejudiciais não só para a saúde das crianças, mas também para o ambiente quando são jogados fora como lixo. Neste caso, os brinquedos podem causar danos ao meio ambiente, liberando metais tóxicos que, gradualmente, penetram no solo e na água subterrânea. Este problema é especialmente grave em países sem sistemas desenvolvidos de triagem e reciclagem de lixo, como a Ucrânia.

Ecologistas aconselham aos pais que verifiquem se os brinquedos têm marcas de qualidade antes de comprarem. Marcas que incluam o ISO 9000 do sistema de garantia da qualidade, o ISO 14000 do sistema de gestão ambiental ou a marcação ‘CE’ para os produtos feitos na União Europeia (UE). Outras marcas de garantia de qualidade podem variar de país para país.

Os pais também podem pedir a varejistas que mostrem os documentos que acompanham os brinquedos, como os certificados de qualidade. Na legislação de muitos países, os consumidores têm o direito de solicitar informações sobre os produtos.

Os varejistas também são obrigados a dar certas garantias de qualidade. Oleksiy Shumilo, diretor da organização ecológica ucraniana EcoRight-Kharkiv, diz que os consumidores contribuem para a fabricação de produtos pobres quando compram brinquedos em locais não regulamentados.

“Por exemplo, quando saímos de uma estação de metrô e vemos alguém vendendo brinquedos e não temos tempo para ir a uma loja… Se compramos em tais lugares, sem verificar, então estamos sendo irresponsáveis com nossos filhos”, disse ele.

No entanto, de acordo com Zoryana Mischuk, diretor da organização ecológica ucraniana MAMA-86, brinquedos de baixa qualidade foram encontrados até mesmo em lojas credenciadas.

“Vocês podem encontrar brinquedos inseguros em grandes redes comerciais também. Tenham cuidado”, alertou Mishchuk.

Epoch Times publica em 35 países em 20 idiomas.

Fonte: http://www.epochtimes.com.br/quase-um-terco-dos-brinquedos-contem-metais-toxicos-diz-relatorio/

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Mais 80% dos fumantes acreditam que não sofrerão com câncer no pulmão

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 Cerca de 80% dos fumantes se consideravam imunes aos males do cigarro, até desenvolverem câncer no pulmão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O hábito de fumar traz sérios danos para a saúde, afinal, o cigarro possui diversas impurezas que afetam o funcionamento do organismo. Os fumantes correm mais riscos de sofrer infarto, derrame, envelhecimento precoce, doenças vasculares, gengivite, infertilidade, tosse crônica, asma, entre muitos outros problemas de saúde.

Uma das doenças mais letais causadas pelo cigarro é o câncer de pulmão. No entanto, as fumantes menosprezam as pesquisas que revelam a ligação direta entre o tabagismo e tumores malignos pulmonares. De acordo com estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano são registrados 27.320 novos casos de câncer de pulmão. O fato desta doença ser um dos cânceres mais comuns no Brasil e no mundo se deve a negligência dos dependentes.

Fumantes se consideram imunes ao cigarro

Uma pesquisa realizada pela indústria farmacêutica Pfizer revelou que 83% dos fumantes acreditam ser imunes aos danos causados pelo tabagismo, especialmente o câncer de pulmão. Eles ignoram os estudos que mostram que 90% dos portadores de tumores malignos pulmonares têm o hábito de fumar.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores da Pfizer avaliaram 166 pacientes com o diagnóstico de câncer nos pulmões, causado pelo tabagismo. Investigou-se, então, a sensação de segurança destas pessoas sobre a possibilidade de adoecer ou não.

Após as entrevistas, descobriu-se que, a cada dez pessoas com tumores malignos pulmonares, oito delas não acreditavam que sofreriam um dia com o esta doença. Em média, 83% dos pacientes não levavam a sério a possibilidade de adoecer.

A sensação de segurança que os pacientes tinham antes de adoecer também teve as justificativas avaliadas pelos pesquisadores. Quando questionados sobre os motivos de se sentirem imunes ao cigarro, 25% dos participantes responderam que viam a doença como uma possibilidade de acontecer com os outros, mas não com eles. Já 23% dos fumantes com câncer de pulmão afirmaram que eram pessoas saudáveis. Outros 9% justificaram o adoecimento através do discurso de não ter casos similares na família. Enquanto isso, 5% dos doentes alegaram que tinham o hábito de se exercitar e 3% defenderam o fato de que adotavam uma alimentação saudável.

Os especialistas que realizaram a pesquisa afirmam que os pacientes conheciam os males associados ao cigarro, mas simplesmente ignoravam os perigos oferecidos pelo hábito de fumar. Mesmo as pessoas que não possuem casos de câncer de pulmão na família estão vulneráveis a desenvolver a doença, pois o tabagismo danifica o DNA em poucos minutos e compromete a saúde do organismo.

A negligência do fumante brasileiro

O Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) também realizou um estudo sobre a autoconfiança dos fumantes e a forma como ignoram os perigos oferecidos pelo cigarro. De acordo com a pesquisa, seis em dez fumantes que enfrentam os tumores malignos pulmonares não abandonam o vício após sobreviver ao tratamento.

Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=7&cid=126626

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Direito ambiental é imprescritível

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“No caso de proteção do meio ambiente, os direitos são imprescritíveis em decorrência da natureza transcendental de que são revestidos”. Esse foi o entendimento da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ao dar provimento a recurso do Ministério Público e reformar sentença de 1ª Instância.

Ao ajuizar ação civil pública na Justiça de 1ª Instância, o Ministério Público alegou que o município de Nova Lima, em maio de 1976, aprovou o projeto primitivo do loteamento denominado Jardins de Petrópolis, de propriedade de Presidente Empreendimentos Imobiliários Ltda e outros. Acrescentou que, em junho de 1983, foi aprovado projeto de modificação do mesmo loteamento. Afirmou que a execução das obras foi feita sem a implantação de um sistema adequado de drenagem do loteamento, o que causou danos ambientais como erosão e degradação de recursos hídricos e florestais. Requereu, dessa forma, a implantação integral do sistema de drenagem das águas pluviais e reparação de danos. Na sentença, foi decretada a prescrição da ação. Inconformado, o Ministério Público recorreu da decisão.

Ao apreciar o recurso do Ministério Público, o desembargador Caetano Levi Lopes, relator, lembrou que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é patrimônio comum do povo, sendo chamado de direito de terceira geração pelo Supremo Tribunal Federal. Citou, ainda, julgado do TJMG dispondo que a proteção ao meio ambiente, por se tratar de um direito fundamental para preservação do planeta, pertence à humanidade e às gerações futuras, constituindo-se matéria imprescritível.

Com esses fundamentos, o magistrado deu provimento à apelação para reformar a sentença e afastar a prescrição anunciada, determinando que o processo prossiga normalmente em primeiro grau de jurisdição. Votaram de acordo com o relator, os desembargadores Afrânio Vilela e Carreira Machado.

Processo nº 1.0188.07.0639748/001

Fonte: TJMG

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A luta de quem decidiu parar de fumar

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Acompanhe as dificuldades e os progressos do desafio de uma fumante para abandonar o cigarro

CRISTIANE SEGATTO

Desde que a lei antifumo passou a valer no Estado de São Paulo, há um mês, muitos de seus 41 milhões de habitantes incorporaram mudanças de hábito. Tenho a impressão de que elas não têm volta. Estão se tornando costumes tão automáticos quanto colocar o cinto de segurança. Ninguém mais acende cigarro no trabalho, ninguém lança baforadas nos restaurantes, ninguém volta para casa defumado depois de parar num bar. A lei pegou. A polêmica continua.

Muita gente acha que não se deve tolerar a intromissão do Estado na vida privada. Segundo essa corrente, fumar é uma opção individual que deve ser respeitada. A lei antifumo seria apenas uma das muitas manifestações do chamado “Estado-babá”, aquele que determina normas de comportamento e sufoca o livre arbítrio. A população deveria, portanto, resistir à tentação do autoritarismo.

Outros acham que o combate ao cigarro é uma questão de saúde pública. Uma situação excepcional. Num país onde 200 mil fumantes morrem a cada ano e outros 2,6 mil óbitos são atribuídos ao fumo passivo, a medida seria necessária. Para essa corrente, a decisão do Estado transcende o debate sobre o direito individual. Ela diz respeito aos custos sociais e econômicos que são repartidos por toda a sociedade – e não apenas pelos fumantes.

Essa é uma daquelas boas discussões porque há ideias defensáveis dos dois lados. A minha opinião está formada há muito tempo. Acho que o Estado tem obrigação de tomar uma atitude quando o produto em questão é uma droga poderosa. O cigarro contém 4,7 mil substâncias que fazem mal ao organismo. Causa dependência química e psicológica. Vicia tanto quanto a cocaína.

Se a cocaína é proibida, por que o cigarro é vendido livremente? Quem usa cocaína se acaba sozinho. Quem fuma estraga a saúde de quem está por perto. Por que as autoridades deveriam proteger a liberdade dos fumantes e ignorar a dos não-fumantes?

Saiba mais

A lei antifumo paulista não proíbe o cigarro. Quem quiser continuar fumando pode fazer isso nos locais abertos, nas tabacarias ou em casa. Ao proibir o fumo em lugares fechados, no entanto, a lei protege os não-fumantes, uma massa de milhões de pessoas que até recentemente fumava por tabela.

Um dos efeitos mais interessantes dessa lei é o incentivo à reeducação. Muitos fumantes que, num primeiro momento, reclamavam da proibição foram incentivados pela lei a procurar tratamento. Esse fenômeno foi verificado em vários países europeus que adotaram medidas semelhantes.

Uma pesquisa realizada com 550 fumantes pela Sapienza University, em Roma, dá uma amostra desse processo. “A proibição do fumo em lugares fechados motiva os pacientes a parar de fumar e aumenta a eficácia dos tratamentos”, escreveu a pesquisadora Caterina Grassi num artigo publicado na edição deste mês do periódico científico Nicotine & Tobacco Research.

Conheço vários fumantes que estão nessa batalha. A vida deles não está fácil. As clínicas particulares cobram caro. Os serviços de saúde que oferecem atendimento gratuito têm poucas vagas. Na quarta-feira, visitei o principal serviço público da capital, que fica no Bom Retiro, na região central.

É o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), da Secretaria Estadual de Saúde. Em quatro sessões (uma por semana) os pacientes recebem acompanhamento médico, psicológico e nutricional. Contam também com enfermeiras e assistente social.

“Depois da lei, a procura aumentou 50%”, diz Stella Regina Martins, coordenadora do programa de atenção ao tabagista do Cratod. “Mas conseguimos chamar os interessados em menos de dois meses”, afirma.

Os pacientes são tratados com goma de mascar e adesivo de nicotina e, em alguns casos, antidepressivos. O chiclete e o adesivo repõem no organismo a nicotina da qual os fumantes são dependentes. É uma forma de evitar a síndrome de abstinência que pode arruinar o tratamento.

A lógica por trás disso é a redução de danos. O paciente continua recebendo nicotina, mas não se intoxica com os outros milhares de substâncias nocivas. Se a equipe identifica depressão associada ao tabagismo, o paciente recebe o remédio bupropriona.

O fumante faz um acordo com a equipe profissional, logo no primeiro contato. O combinado é que ele pare de fumar de uma vez. Bruscamente. Sem prazo de adaptação. “Digo que ele tem duas opções: parar de fumar hoje ou amanhã”, diz Stella.

Estranhei essa abordagem. Fiquei me perguntando quantas pessoas conseguem parar dessa forma. “Depois das quatro sessões, cerca de 40% param de fumar”, diz Stella.

Acompanhei a reunião do grupo que começou o tratamento há duas semanas. Dezoito pessoas (a maioria, mulheres) compareceram à terceira das quatro sessões. Onze já estavam sem fumar. Sete não haviam conseguido parar. As justificativas:

“Todo mundo viajou. Fiquei sozinha, nervosa. Eu me senti perdida e acendi o cigarro”

“Meu marido fuma. No meu trabalho, três pessoas fumam. Não dá para ficar longe do cigarro”

“Moro sozinha. Quando sinto solidão, fumo”

“Nem sei qual é a minha dificuldade. Tiro o adesivo para dormir. Quando acordo, estou com uma fissura danada. Preciso fumar antes de ir trabalhar”

“Fiquei distraída e, quando percebi, já tinha acendido o cigarro”

“Sinto uma ansiedade terrível. Não consigo dormir à noite. A ansiedade me leva ao cigarro”

PERFUME X CIGARRO

Ana Rita diz que adora perfumes, mas o cheiro se confunde com o do cigarro, o que lhe rendeu o apelido de cheirosa fedida no trabalho. Nesse grupo, conheci a funcionária pública Ana Rita Conde Lopes Guida, de 56 anos. É uma das pessoas que a lei antifumo conseguiu arrastar para o tratamento. Começou a fumar quando tinha 11 anos. Nunca parou. Nunca tentou.

Decidiu parar de fumar agora porque a lei dificultou o acesso dela ao cigarro. Ana trabalha no departamento de perícias médicas da Secretaria Estadual de Gestão Pública. Para conseguir fumar, precisa subir uma ladeira e, muitas vezes, ficar encolhida embaixo de chuva.

Ainda não conseguiu parar, mas reduziu. Fumava trinta cigarros por dia. Diz que agora fuma seis. Adora perfumes, mas o cheiro do cigarro confunde o olfato de quem passa por ela. “No meu trabalho, os médicos dizem que sou a cheirosa fedida”, afirma. Eles a inscreveram no Cratod e estão na torcida. Ana sofre de bronquite, asma e dificuldades vasculares. Está assustada com sinais de trombose no braço direito.

As recaídas de Ana parecem ter forte ligação com sua condição psicológica. Ela não tem filhos. Ficou solteira até os 46 anos. Em 1999, casou-se com um homem 32 anos mais velho. No ano seguinte, ele teve câncer. Depois veio um AVC. Ana virou mulher, irmã, enfermeira. Na semana passada, o marido de 88 anos quebrou o pulso.

Ana errou o caminho do hospital, mas conseguiu levá-lo até lá. “Ele virou um bicho comigo”, diz. “Fiquei tão nervosa que, quando voltei para casa, arranquei o adesivo de nicotina e fumei”, afirma.

Quebrar essa associação – a ideia de que o cigarro ameniza o sofrimento emocional – é um dos maiores desafios dos fumantes.

Nas próximas semanas, contaremos os progressos e as dificuldades que Ana vêm enfrentando. Quem quiser incentivá-la ou saber como passou a semana tem um encontro marcado com ela todos os sábados, nesta coluna.

Há muitos argumentos racionais contra o fumo. Um deles é a queima de parte do orçamento familiar. Se você quiser saber quanto gasta com cigarros durante um ano, divirta-se com a calculadora abaixo, que encontrei num material preparado pela empresa Pfizer.

Depois, recompense o seu esforço. Diariamente, guarde o dinheiro que você gastaria com o cigarro e conte-o ao final de cada semana. Que tal pegar o dinheiro que economizou e se dar um presente?

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