O neurologista Cícero Galli Coimbra explica os mistérios do cérebro

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O neurologista Cicero Galli Coimbra conversou com os internautas no site do Globo Repórter sobre o funcionamento do cérebro. Leia a íntegra desse bate-papo.

1. Gostaria de saber quais os são os outros tratamentos para hiperatividade além do neurofeedback e como esse mecanismo funciona.

A hiperatividade infantil tem sido bastante estudada e existem vários estudos publicados correlacionando a deficiência da Vitamina B6. Existem estudos mostrando que a administração de uma dieta mais rica e mais variada melhorou muito o déficit de atenção e hiperatividade e eu considero muito válido.

2. Gostaria muito de saber um tratamento para o TOC (transtorno obsesivo compulsivo) como o cerebro comporta-se com essa doença?

O TOC é mais acompanhado pela especialidade da psiquiatria e não faz parte da neurologia.

3. Tem algum alimento em especial para melhorar a memória?

Existem diversos alimentos. Existem determinadas vitaminas que ajudam. A pessoa que só come alimentos cozidos tem perda de material fólico e acontece uma perda de memória.

4. Perda de sono na madrugada “queima” neurônios?

O sono é fundamental para o sistema nervoso. A insônia é maléfica para o tecido nervoso. Durante o sono se estabelecem conexões que são fundamentais para o cérebro.

5. Gostaria de saber se cada instrumento musical influencia de forma diferente no cérebro?

Não, eu não tenho dados que indiquem que haja diferentes efeitos no cérebro, mas as funções típicas da música mostram que ela tem um efeito calmante.

6. Existe algum remédio que possa aumentar a potencialidade do cérebro?

Não, na realidade existem estudos que demonstram que o melhor para a preservação da memória é a emoção. Os fatos que ocorrem associados à emoção são fatos que ficam registrados na nossa memória. O aprendizado da escola deve ser feito de uma forma divertida, não monótona, para que este se torne estável e não apenas transitório. Tudo que aprendemos por interesse se torna uma aquisição permanente e isso porque uma emoção foi evocada.

7. Exigir das crianças, cada vez mais, que se dediquem a várias atividades simultaneamente, no intuito de promover um maior desenvolvimento intelectual, pode ter um efeito inverso daquele que esperamos?

A exigência excessiva nunca é benéfica. Deve-se ensinar a criança a viver com interesse.

8. O analfabeto tem a mesma capacidade de assimilação?

Não implica que ele não tenha memória. A memória depende da prática. Não existe isso.

9. Gostaria de saber a relação de exercícios físicos com o desenvolvimento de neurônios.

Essa matéria tem sido estudada e na realidade o que fazemos com o nosso cérebro leva ao desenvolvimento de habilidades.

10. Qual o efeito do choro no cerebro? Faz bem ou não?

Diversos pacientes tem perguntado isso. Na realidade o que é maléfico para o cérebro é o sofrimento e não importa se ele é exteriorizado ou não. O importante é não sofrer. E o choro se relaciona com a intencidade do sofrimento.

11. Quais as possíveis consequências cognitivas de uma depressão a longo prazo?

Existem experimentos feitos em primatas mostrando que o sofrimento e o stress emocional bloqueiam a produção de novas células pelo cérebro. Sofrimento envelhece o cérebro, pois você perde células e bloqueia a reposição dessas células.

12. Gostaria de saber como obter o equilíbrio de usar as duas partes do cerebro. O homem usa mais um lado e a mulher o outro…

Não, na realidade nós usamos as duas partes. O homem desenvolve mais funções que são desempenhadas pelo lado esquerdo do cérebro e a mulher em geral funções localizadas no lado direito, mas ambos usam os dois e isso não é uma regra fixa.

13. O que faz o nosso cérebro envelhecer antes do tempo?

São vários fatores e eu colocaria o sofrimento como um dos principais. A felicidade rejuvenece o cérebro. Outro fator importante é a exposição solar. Hoje o homem trabalha confinado e praticamente não se expõe ao sol! Isso tem um preço, não só no envelhecimento dos ossos como o do tecido nervoso. Outra coisa importante é evitar o uso alto de bebida alcóolica. E é fundamental a questão da nutrição, a colina que está presente na gema do ovo e há essa preocupação que as pessoas deixaram de comer ovos por causa do coletesterol.

14. As células-tronco tão divulgadas atualmente contribuirão para o processo de memoria e cognição?

É importante que se diga que existem células-tronco neurais que se multiplicam. O natural é que cada vez mais a ciência médica venha a entender quais os fatores que facilitam e prejudicam isso. Não acredito nisso.

Dr. Cícero Galli Coimbra fala: Posso deixar o meu e-mail coimbracg.nexp@epm.br e na medida que eu puder, respondo a todos.

Fonte: Arquivo de videochat do Globo Repórter

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A importância da colina para a regeneração neuronal

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“A colina é especialmente importante na gravidez. “Vários estudos já mostraram que ela é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação”


Antes inimigo da saúde cardiovascular, o alimento agora está liberado pelos médicos

Anna Paula Buchalla

Ao longo das últimas décadas, o ovo carregou a má fama de inimigo da saúde cardiovascular. Como a gema é rica em colesterol, seu consumo foi associado ao aumento no risco de infarto e derrame. Foi necessária a revisão de mais de 200 estudos, realizados a partir da década de 80, com cerca de 8.000 pessoas, para chegar à sentença (definitiva, pelo menos até agora) de que o ovo tem mesmo substâncias potencialmente nocivas mas privar-se dele na dieta pode ser ainda mais danoso. Recentemente se descobriram três novos bons motivos para levá-lo de volta à mesa. Presente na gema, a colina é um nutriente vital para o bom funcionamento do cérebro. Além disso, o ovo é uma excelente fonte de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina, a substância associada à sensação de bem-estar. Do total de gorduras contidas em um ovo, a maioria é de monoinsaturadas – a gordura do bem, protetora do coração.

Com o ovo condenado por tanto tempo, muita gente deixou de consumir o alimento – e, junto com ele, uma série de nutrientes essenciais ao organismo. Muitos deles podem ser encontrados em outros alimentos, mas a colina, em especial, é abundante sobretudo no ovo. Uma unidade tem cerca de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão tem 56 miligramas. Recentemente, pesquisadores das universidades Harvard e da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, analisaram a dieta de 2.000 mulheres e detectaram que as americanas ingerem uma quantidade de colina inferior à considerada ideal – 314 miligramas diários, contra os 425 miligramas recomendados. A colina é especialmente importante na gravidez. “Vários estudos já mostraram que ela é tão ou mais importante do que o ácido fólico durante a gestação”, diz o professor Cícero Galli Coimbra, do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo. A colina consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto. Além disso, outras pesquisas mostram que a substância é essencial para a saúde do cérebro, inclusive na formação de novos neurônios. Por essa razão, o consumo de colina é indicado na prevenção das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Alçada à condição de substância de 1.001 utilidades, a colina já pode ser encontrada em cápsulas, barras de cereais e bebidas energéticas.

Além de conter colina, o ovo é rico em proteínas. “Depois do leite materno, o ovo de galinha é a proteína animal mais completa e barata”, diz o professor Antonio Gilberto Bertechini, da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais. Outro benefício do ovo é a presença de antioxidantes, como a luteína e a zeaxantina, que ajudam a prevenir a degeneração macular. O baixo teor de gordura constitui mais uma vantagem do alimento. Uma unidade tem em média 7 gramas de gordura total – apenas 1,5 grama é gordura saturada, a metade do que se encontra numa fatia de queijo branco, considerado um alimento magro e saudável. “O ovo é o alimento de menor valor calórico com relação a outras fontes protéicas”, diz a nutricionista Eda Maria Scur. Um ovo tem cerca de 70 calorias. Um bife de 120 gramas, igualmente rico em proteínas, tem o dobro desse valor. O consumo de quatro gemas por semana é suficiente para obter todos esses benefícios.

De fato, o ovo tem muito colesterol. Uma unidade contém 213 miligramas da substância, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação Americana do Coração, que é de 300 miligramas. O erro, no entanto, é imaginar que todo esse colesterol, depois de ingerido, tem como destino certo o entupimento das artérias. Para 70% das pessoas, o colesterol da comida não causa impacto significativo nos níveis de gordura circulante no sangue. A elas, que não têm problema de colesterol, permite-se o consumo de até um ovo por dia. Para os 30% restantes, sugere-se moderação, mas não necessariamente a eliminação total do ovo do cardápio – especialmente se ele não dividir o prato com gorduras trans. Essas, sim, estão na mira dos médicos.

http://veja.abril.com.br/041006/p_104.html

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EUA: Pais acusam hospital de matar seu filho para retirar-lhe os órgãos

Comentário anterior à notícia:

Todos os médicos que desligarem o respirador de um paciente traumatizado encefálico severo — supostamente para prognosticar morte encefálica — podem estar cometendo homicídio por dolo eventual e estão sujeitos a processo judicial também no Brasil e junto com o CFM, responsável pela Resolução 1.480/97, que não tem hierarquia superior à Constituição Federal e à legislação penal, como querem fazer crer gestores médicos.  Não existe “direito de matar” como “defende” procurador de justiça de Goiás em tentativa anedótica de proteger interesses que são de obrigação do Ministério Público reprimir.

Há irrebatível documentação e provas judiciais já constituídas para esta responsabilização ser posta em prática. O desligamento do respirador nesta situação de prognóstico de morte constitui-se em homicídio de até 2/3 dos pacientes (aqueles que não entram na zona de penumbra isquêmica em queda livre) submetidos a este procedimento letal.

Conforme admitido pela Câmara Técnica Brasileira da Morte Encefálica em 1998/99 (e publicado pelo Jornal do Brasil em fevereiro de 1999), cujas atas das reuniões obtivemos em processo judicial, o protocolo de morte no Brasil foi feito por razões de “custo-benefício” e com o objetivo de proteger estes médicos contra processos judiciais, pois eles sabem muito bem o que significa o desligamento do aparelho de respiração de um traumatizado encefálico severo por 10 minutos com o seu verdadeiro objetivo de fornecer órgãos vitais únicos para o bilionário interesse da atividade transplantadora.

O consentimento para doação de órgãos nas circunstâncias atuais é inválido devido à indução a erro promovida entre doadores e seus familiares, e seria impossível no Brasil se o seu custo venha a ser a vida do doador, como acontece na maioria dos casos.

O tráfico de órgãos humanos não está fora da medicina, mas dentro, e não poderia existir de outra forma para alcançar os patamares de terceira atividade criminosa organizada mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas, conforme acusa a Polícia Federal e foi constatado em CPIs nos últimos anos.

Leia também:

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

https://biodireitomedicina.wordpress.com/2009/01/05/transplantes-revista-dos-anestesistas-recomenda-em-editorial-realizacao-de-anestesia-geral-nos-doadores-para-que-nao-sintam-dor-durante-a-retirada-de-seus-orgaos-se-estao-mortos-para-que-a-recomend/

Celso Galli Coimbra – OABRS 11352

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Parents Accuse Hospital of Killing Son to Harvest Organs

By Kathleen Gilbert

PITTSBURGH, PA, March 5, 2009 (LifeSiteNews.com) – An Ohio couple filed a lawsuit Wednesday accusing doctors of removing a breathing tube from their 18-year-old son, who had suffered a brain injury while skiing, in order to harvest his organs.

Michael and Teresa Jacobs of Bellevue, Ohio, parents of Gregory Jacobs, maintain that their son’s death was caused, not by his injury, but by doctors removing his breathing tube and administering unspecified medication in preparation for organ removal.

The charges were filed against Pittsburgh’s Hamot Medical Center doctors and a representative of the Center For Organ Recovery and Education (CORE).

The parents also say the CORE representative directed that Jacobs’ organs be removed in the absence of a valid consent.

“But for the intentional trauma or asphyxiation of Gregory Jacobs, he would have lived, or, at the very least, his life would have been prolonged,” says the lawsuit.  “Gregory was alive before defendants started surgery and suffocated him in order to harvest his organs,” which included his heart, liver and kidneys.

The suit maintains that Jacobs “experienced neither a cessation of cardiac activity nor a cessation of brain activities when surgeons began the procedures for removing his vital organs.”

The parents filed the suit in the U. S. District Court in Pittsburgh seeking more than $5 million for their son’s pain and suffering, medical bills, funeral expenses, and punitive damages.

The lawsuit comes only weeks after neurologist Dr. Cicero Coimbra told a Rome “brain death” conference that, “Diagnostic protocols for brain death actually induce death in patients who could recover to normal life by receiving timely and scientifically based therapies.”  (http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022504.html)

Coimbra referred to the so-called “apnea test,” whereby living patients who cannot breathe on their own have their ventilator removed, and are deemed “brain dead” if after ten minutes patients do not resume breathing.  The problem with the test, said Coimbra, is that otherwise treatable patients sustain irreversible brain damage by oxygen deprivation during that ten minutes.

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09030505.html

See related LifeSiteNews.com coverage:

“Brain Death” Test Causes Brain Necrosis and Kills Patients: Neurologist to Rome Conference
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022504.html

“Brain Death” as Criteria for Organ Donation is a “Deception”: Bereaved Mother
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022306.html

“Brain Death” is Life, Not Death: Neurologists, Philosophers, Neonatologists, Jurists, and Bioethicists Unanimous at Conference
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021608.html

Doctor to Tell Brain Death Conference Removing Organs from “Brain Dead” Patients Tantamount to Murder
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021608.html

New England Journal of Medicine: ‘Brain Death’ is not Death – Organ Donors are Alive
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/aug/08081406.html

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