Mulheres que abortam sofrem de depressão mesmo depois de ter filhos

Aborto: debate na TV Justiça, no STF, em junho de 2007

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Mesmo depois de ter filhos saudáveis, mães continuam com sintomas depressivos

A depressão e a ansiedade experimentada por muitas mulheres após um aborto espontâneo podem continuar por anos, mesmo após dar à luz a uma criança saudável, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da University of Rochester Medical Center, nos Estados Unidos.

O estudo conduzido pela professora de psiquiatria do centro médico da universidade, Emma Robertson Blackmore, a descoberta “mostra claramente que o nascimento de um bebê saudável não resolve os problemas de saúde mental que muitas mulheres experimentam depois de um aborto ou natimorto.

– Esta descoberta é importante porque, ao avaliar se uma mulher está em risco de depressão pré-natal ou pós-natal, a perda da gravidez anterior não é geralmente tida em conta, da mesma forma como outros fatores de risco como história familiar de depressão, eventos estressantes da vida ou falta de apoio social.

O fim da gravidez por aborto ou por natimorto afeta mais de 1 milhão de mulheres nos Estados Unidos anualmente. Entre 50 e 80% delas, no entanto, conseguem engravidar novamente.

Os pesquisadores estudaram 13.133 mulheres grávidas no Reino Unido que estavam participando de um estudo de longo prazo, que analisou quem já havia passado por uma dessas situações. A partir disso, elas foram avaliadas quanto a sintomas de depressão e ansiedade por duas vezes durante a gravidez e quatro vezes após o parto em até 33 meses.

A maioria das mulheres não relatou abortos. Mas 2.823 mulheres, ou 21% relataram ter um ou mais abortos anteriores, enquanto 108 declararam ter um natimorto anterior, e três mulheres teve dois natimortos.

Já entre as mulheres que tiveram um aborto espontâneo ou morte fetal antes do parto de uma criança saudável, quase 13% tinham sintomas de depressão 33 meses após o parto. Entre aquelas com duas derrotas anteriores, quase 19% tinham sintomas de depressão 33 meses após o nascimento de uma criança saudável.

Os resultados podem ajudar os médicos a tratar grávidas nestas situações a evitar que seus problemas perdurem na vida dela e de seus filhos, segundo a pesquisadora.

– Nós sabemos que a depressão materna pode ter impactos negativos sobre as crianças e famílias. Se oferecermos um apoio específico durante a gravidez para mulheres que já perderam um bebê, que pode ser capaz de melhorar os resultados de saúde tanto para as mulheres e seus filhos.

Fonte: R7

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Federação Portuguesa pela Vida: “Aborto em Portugal é frequente, ilegal e inseguro”

Aborto: debate na TV Justiça, no STF, em junho de 2007

O suicídio programado de uma sociedade

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“Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado.  Se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.  O envelhecimento da população é acentuado, persistente e um dos problemas mais graves com fortes repercussões no já depauperado sistema da Segurança Social. Não obstante, milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros de abono de família para os filhos que tiveram, ainda que o Estado lhes pague centenas de euros se decidirem abortar”.

(…)

O estudo da FPV começa por sublinhar que 2007 foi o primeiro ano em que o número de mortes (104 mil) em Portugal superou o de nascimentos (pouco mais de 102 mil). Este (de)crescimento populacional (ver fig. 1) é também visível no ano 2009, em que pela primeira vez houve menos de 100 mil nascimentos.

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Quatro anos após o referendo, “o aborto continua frequente, ilegal e inseguro”. Esta é a posição da Federação Portuguesa pela Vida, que publicou um estudo sobre os números da liberalização do aborto em Portugal.

No estudo ‘Liberalização do Aborto em Portugal, 4 anos depois’, elaborado com base nos dados oficiais da Direcção Geral de Saúde, a Federação Portuguesa pela Vida (FPV) sublinha que o aborto “legal por opção” continua a aumentar em todas as faixas etárias, sobretudo entre mulheres estudantes e desempregadas. Outro dado a salientar do estudo é que 40% das mulheres que abortaram por opção em 2009 não tinham nenhum filho. “Quatro anos depois a Federação Portuguesa pela Vida afirma que o aborto em Portugal é Frequente, Ilegal e Inseguro” (ver caixa), salienta um comunicado da organização.

(De)crescimento populacional

O estudo da FPV começa por sublinhar que 2007 foi o primeiro ano em que o número de mortes (104 mil) em Portugal superou o de nascimentos (pouco mais de 102 mil). Este (de)crescimento populacional (ver fig. 1) é também visível no ano 2009, em que pela primeira vez houve menos de 100 mil nascimentos.

Aborto legal “por opção da mulher” cresce desde 2007

Sobre os dados relativos aos abortos legais “por opção da mulher” (ver fig. 2) realizados nos 3 anos que se seguiram à entrada em vigor da Lei 16/2007 (Julho de 2007), os números indicam que de Julho de 2007 a Junho de 2008 houve 15593 abortos, para no período seguinte (Julho de 2008 a Junho de 2009) o aumento ser de mais de 22% e passar para 18990 abortos. No terceiro e último período do estudo, de Julho de 2009 a Junho de 2010, o aumento é ainda mais significativo: 26%, para um total de 19591 abortos “por opção da mulher”. Desta forma, no total, desde Julho de 2007 foram realizados mais de 60 mil abortos legais “por opção da mulher”.

Aborto aumenta em todas as faixas etárias

Em 2009, a faixa etária das mulheres que fizeram mais abortos é a dos 25-29, com 4228 abortos, o que representa um aumento de 4% face a 2008. Entre as mulheres que tinham 20-24 anos houve 4145 abortos (aumento de 7% em relação a 2008), dos 30-34, 3990 (o que representa mais 3%). Contudo, o maior aumento de 2008 para 2009 (30%) ocorre na faixa etária das mulheres menores de 15 anos. A conclusão geral (ver fig. 3) é que o aborto “legal por opção” aumenta em todas as faixas etárias.

Lisboa lidera abortos com maioriaAo nível dos locais onde foram realizados mais abortos “legais por opção” em 2009, Lisboa e Vale do Tejo lidera destacado com 52% (9778 abortos), seguido do Norte do país com 20,1% (equivalente a 3812 abortos) e do Centro (2958 abortos “por opção da mulher”, ou seja, 16%). O quadro geográfico do país completa-se com o Algarve (1347, 7%), Alentejo (646, 3%), Madeira (248, 1,1%) e Açores (com 162 abortos “legais por opção”, o que representa 1%).

Estudantes e desempregadas

A condição sócio-económica terá também influência, uma vez que o número de abortos de 2008 para 2009 aumentou mais entre mulheres estudantes (+21%) e desempregadas (+14%). Estes dados representam ainda 35% dos abortos realizados “por opção da mulher” e registam as taxas de crescimento mais elevadas. As famílias monoparentais são também um dos factores apontados no estudo da Federação Portuguesa pela Vida: a probabilidade de uma grávida abortar por opção é cinco vezes maior se não viver com o pai do bebé.Igualmente a destacar que 40% das mulheres que abortaram por opção em 2009 não tinham nenhum filho, enquanto 8% dos abortos legais “por opção da mulher” em 2009 foram realizados por mães com 3 ou mais filhos (ver fig. 4).O estudo ‘Liberalização do Aborto em Portugal, 4 anos depois’ sublinha ainda que 21% dos abortos “legais por opção” em 2009 foram de mulheres que já tinham abortado antes.

Custos, desemprego e contribuições

O estudo da Federação Portuguesa pela Vida termina os custos, sublinhando que “os mais de 60 000 abortos legais “por opção” desde 2007 custaram ao Estado perto de 100 milhões de euros”. Por outro lado, os abortos fazem também aumentar o desemprego, uma vez que “em 2011 há 422 educadoras de infância e 422 auxiliares que não tiveram emprego por causa do aborto”. Finalmente, “com os 60 000 abortos legais “por opção” perderam-se 85 milhões de euros por ano em contribuições para a Segurança Social, já a partir de 2030”.

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FREQUENTE

Desde Julho de 2007 – o início da aplicação da lei que liberalizou o aborto em Portugal até às 10 semanas – e até ao final de Agosto de 2010, foram realizados 56239 abortos legais por “opção da mulher”, de acordo com os últimos dados disponibilizados pela Direcção-Geral de Saúde (DGS).

ILEGAL

A persistência do aborto clandestino em Portugal é corroborada pelos últimos dados publicados pela DGS sobre complicações graves associadas a abortos fora do quadro legal que apontam para entrada nos hospitais de 23 casos de infecção / sepsis e 3 casos de perfuração do útero ou de outro órgão.Também a classe médica tem dado um sinal claro sobre a sua abordagem a esta lei, com cerca de 75% a 80% dos médicos obstetras a declararem-se objectores de consciência, de acordo com Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, em entrevista ao Público (2010-06-27).

INSEGURO

Também no aborto legal por opção, existem complicações graves que colocam em risco a mulher, como confirmam os últimos dados publicados pela DGS, que em 2008, referem 5 registos de infecção grave / sepsis e 2 casos de perfuração do útero ou de outro órgão em abortos legais por “opção da mulher”.

UMA SOLUÇÂO IMPOSTA …

A liberalização do aborto abriu espaço para a legitimação/banalização de um novo conjunto de pressões sobre as grávidas, muitas vezes da família, do pai do bebé e da sua envolvente, por exemplo, os empregadores.Muitas mulheres acabam, assim, por abortar contra a sua vontade.in Bio Jornal, Federação Portuguesa pela Vida

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Petição entregue na Assembleia da República

A Federação Portuguesa pela Vida requereu, numa petição entregue recentemente formalmente ao Presidente da Assembleia da República, a revisão da regulamentação da prática do aborto designadamente no sentido de reforçar planos de apoio alternativos.

“Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado. Se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado. O envelhecimento da população é acentuado, persistente e um dos problemas mais graves com fortes repercussões no já depauperado sistema da Segurança Social. Não obstante, milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros de abono de família para os filhos que tiveram, ainda que o Estado lhes pague centenas de euros se decidirem abortar”. Segundo a Federação Portuguesa pela Vida, estas são algumas “das incongruências” que levaram à petição. Mas, segundo o FPV, há mais: “Manifesta-se, ainda, uma crescente preocupação com a reincidência do aborto. De acordo com dados da DGS, 21% dos abortos legais por opção de 2009 foram realizados por mulheres que já tinham abortado antes, sendo que 2% tinham-no feito no ano anterior. A liberalização do aborto abriu espaço para a legitimação de um novo conjunto de pressões sobre as grávidas, muitas vezes do companheiro, da família ou do patrão. Muitas mulheres acabam assim por abortar por falta de apoios e contra sua vontade”.

Diogo Paiva Brandão
13.03.2011
Fonte:

http://algarvepelavida.blogspot.com/2011/03/federacao-portuguesa-pela-vida-aborto.html

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O difícil repensar da saúde no Brasil

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“A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomenda que os países apliquem pelo menos 6% do PIB nos diferentes programas voltados á saúde de sua população. O Brasil tem aplicado 3,4% enquanto os demais países do bloco 4,6% do PIB. Os EUA despenderam dezesseis (16) % ou US$ 2,3 trilhões em 2008. Prevalece entre nós a visão de que saúde é despesa e não um setor que movimenta a economia com geração de empregos e ativação de um extenso parque industrial de fornecedores de insumos voltados á saúde de um povo. Tanto isto é verdade que no período de 1993 a 2003 o governo federal reduziu sua participação de 72% nos gastos para 51% e assim manteve-se nos últimos anos.”

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24 de dezembro de 2009 – Ao nascer todos recebemos uma marca. Um DNA que nos acompanha ao longo de nossa existência. Dependendo dele nossa saúde, capacidade de sobrevivência e superação está lançada. Tão certo quanto isto sabemos que entre 2030 e 2040 começa a inversão da curva populacional entre jovens e idosos. O sistema universal de saúde (SUS) iniciado em 1988 tinha como objetivo qualificar as responsabilidades públicas e privadas na atenção aos problemas de saúde da população brasileira. Passados vinte hum anos (21) nos defrontamos com enormes desigualdades regionais nas aplicações das verbas destinadas que compõe um misto de recursos com origem nos governos municipais, estaduais e federais. Dificuldades de obtenção de recursos públicos para investimentos no setor. Denúncias de corrupção nos processos de compra ou licitações. Desperdícios de medicamentos. Incapacidade de gestão de estruturas hospitalares complexas. Falta de uso de aplicativos da tecnologia da informação para otimização da gestão no setor.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomenda que os países apliquem pelo menos 6% do PIB nos diferentes programas voltados á saúde de sua população. O Brasil tem aplicado 3,4% enquanto os demais países do bloco 4,6% do PIB. Os EUA despenderam dezesseis (16) % ou US$ 2,3 trilhões em 2008. Prevalece entre nós a visão de que saúde é despesa e não um setor que movimenta a economia com geração de empregos e ativação de um extenso parque industrial de fornecedores de insumos voltados á saúde de um povo. Tanto isto é verdade que no período de 1993 a 2003 o governo federal reduziu sua participação de 72% nos gastos para 51% e assim manteve-se nos últimos anos. No ano 2000 entrou na Constituição Brasileira, através da emenda nº 29 a obrigatoriedade de estados e municípios aplicarem no mínimo doze (12) por cento de seus orçamentos em saúde. Uma emenda política, suficientemente vaga e sem menção a punições aos faltosos. Vaga o suficiente para que seja ignorada por políticos não identificados com a saúde pública. Um projeto de lei que disciplinaria a matéria está parado no Congresso desde 2002.

Segundo a pesquisadora Maria Ugá da Fundação Oswaldo Cruz, “os gastos públicos em saúde pública no Brasil giram em torno de US$ 153 per capita. Desse total, US$ 77,4 são investidos pela União, estados pagam US$ 37,5 e municípios, US$ 38,1”. O abandono do governo federal tem obrigado os estados e municípios a investirem mais nesta área. A participação dos estados cresceu em dez anos de 12% para 23% e dos municípios de 16% para 26%. Nas regiões sul, sudeste e centro oeste com maior poder econômico os governantes estão cobrindo a ausência do governo federal. As regiões norte e nordeste tem se restringido as dotações do governo central. Não por acaso são o foco de graves denúncias pela imprensa da completa falta de assistência para com os seus cidadãos.

Apesar destas deficiências, o Ministério da Saúde constatou que ao longo de 2007, mais de R$ 3,6 bilhões, distribuídos por dezesseis estados deixaram de ser aplicados na área. Esta verba permitiria a construção de setenta (70) hospitais de porte médio, cerca de duzentos (200) leitos. Isto foi possível por uma leitura facciosa da lei que permite a contabilização de gastos exógenos como: restaurantes populares e despoluição da baía da Guanabara, como no caso do Rio de Janeiro. O estado do Paraná usou de sua criatividade para contabilizar uniforme da polícia militar e merenda escolar. Minas Gerais contabilizou um programa de financiamento da casa própria. O estado de Goiás considerou a ampliação da rádio, da TV e de uma gráfica do governo. O resultado é que de vinte e sete (27) governadores dezesseis (16) deixaram de cumprir o preceito constitucional.

Apesar desta anacrônica situação nossos congressistas discutem a criação da CSS (Contribuição Social Saúde), que objetiva ressuscitar a antiga CPMF já banida pela sociedade civil por duas vezes. Muito prestativos estão incluindo nesta conta os gastos com o FUNDEB, fundo voltado para a educação básica, pagamento dos juros de dívidas contraídas para financiar o setor e estabelecem um prazo de quatro anos para enquadramento dos governos as normas. Providencial para estados como o do Rio Grande do Sul com apenas 3,75% e Minas Gerais 7,09% do piso. Com a alta freqüente nos custos de medicamentos, demanda por equipamentos que agregam inovações tecnológicas importantes, a necessária revisão salarial dos profissionais que atuam na área, necessidade de investimentos crescentes em programas voltados para AIDS, HPV, CANCER, DENGUE, MENIGITE entre outros, a questão central é de que se cumpra a lei e não de identificar novas fontes de arrecadação.

A saúde é sempre um tema polêmico onde quer que seja tratado. Nos EUA ela tem custado muito caro ao presidente Barack Obama. Desde que começou a tentar mudar o “status quo” vigente, sua popularidade caiu abaixo dos 50%. Como promessa de campanha prometeu solução para atender 47 milhões de americanos excluídos da assistência convencional pelo atual sistema. A ex-primeira dama Hillary Clinton no primeiro governo de seu marido chefiou uma comissão da presidência que se propunha a mudar as regras vigentes. Teve de abdicar de suas pretensões. A comissão foi extinta. O assunto nunca mais voltou à pauta governista. O interessante é que todos os intervenientes no processo, aqui e lá fora, se dizem perdedores, mas ninguém quer quebrar os paradigmas e clamam por mais verbas.

Após Outubro de 2008 o mundo começou a mudar drasticamente. Com menos dinheiro em circulação, mais de oito (8) trilhões de dólares viraram fumaça, é preciso muita razão para convencer alguém a pagar mais por menos. Lembrando da questão populacional brasileira temos apenas vinte (20) a vinte cinco (25) anos para repensar nosso modelo de saúde. Além de hospitais, consultas, exames, transplantes temos de pensar na assistência a terceira idade, o que envolve “home care”, casas de acolhimento ao idoso, nova farmacologia, melhorias no sistema previdenciário ou nossos homens públicos acreditam que nunca chegarão a este estágio da vida. Nossos políticos precisam começar a pensar em leis que agreguem valor ao cidadão. Agreguem melhoria na sua qualidade de vida presente e futura. A vida de uma população e o seu futuro não são necessariamente uma equação contábil financeira. Fosse assim porque o criador nos dotou com DNA’s tão diversos.

Carlos Stempniewski, mestre pela FGV, administrador, consultor e professor das Faculdades Integradas Rio Branco.

http://www.investimentosenoticias.com.br/ultimas-noticias/artigos-especiais/o-dificil-repensar-da-saude-no-brasil.html

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Ministério da Saúde patrocinou vídeo em defesa do aborto. Ou: “Abortar, verbo intransitivo”

Conselho da Europa: objeção de consciência é ameaçada

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Conselho da Europa: objeção de consciência é ameaçada


A Fundação Lejeune considera inaceitável o projeto de resolução

CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – “Conselho da Europa: a objeção de consciência é ameaçada” é a manchete do Gènéthique, o resumo de imprensa da Fundação Jérôme Lejeune, de Paris (França).

A pedido dos membros da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, (APCE), o Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ) preparou um memorando examinando as principais disposições do projeto de resolução intitulado “Acesso das mulheres a cuidados médicos legais: problema do recurso não regulamentado à objeção de consciência”, apresentado por Christine McCafferty (Cf. Synthèse de presse du 24/06/10).

Este memorando advertia aos membros da APCE que várias recomendações desta resolução violam seriamente a liberdade de consciência dos médicos, tal como está garantida pela lei europeia e internacional.

Entre outras disposições “inaceitáveis”, afirma o memorando, o projeto de resolução pede aos Estados membros da Europa:

Obrigar os profissionais da saúde a “dar o tratamento desejado ao qual o paciente tem direito legalmente (por exemplo, o aborto), em detrimento de sua objeção de consciência.”

– Obrigar o profissional da saúde a provar que “sua objeção está fundada na consciência ou em crenças religiosas e que sua rejeição é feita de boa fé”.

– Privar “as instituições públicas do Estado, tais como hospitais e clínicas públicas em seu conjunto” da “garantia do direito à proteção de consciência”.

– Criar um “registro de objetores de consciência”.

– Criar um “mecanismo eficaz de reclamações” contra os objetores de consciência.

O memorando do ECLJ recorda os principais aspectos do direito à objeção de consciência dos profissionais da saúde, baseando-se em uma vasta pesquisa das leis que protegem sua consciência nos 47 Estados membros do Conselho da Europa e nos 50 Estados dos Estados Unidos.

Aparece claramente nestas legislações que o direito à objeção de consciência está garantido nas leis europeias e internacionais e por regulamentos internacionais de ética profissional, tanto aplicados a indivíduos como a instituições, e que está bem regulamentado na maioria das sociedades democráticas.

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Campanha derruba mito do “aborto terapêutico” na Irlanda

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Roma, 11 Jun. 10 / 02:49 pm (ACI).- O grupo irlandês Youth Defence lançou uma campanha informativa para explicar à opinião pública que o mal chamado “aborto terapêutico” não existe, porque o aborto nunca é medicamente indicado e que os procedimentos médicos necessários para tratar as gravidezes ectópicas, a pré-eclâmpsia ou o câncer de útero não são considerados abortos.

Com avisos em jornais, folhetos e páginas Web, o grupo difunde testemunhos de mulheres e opiniões de especialistas sobre o tema.

Os organizadores explicam que “o aborto nunca salva a vida de uma mãe – só mata a criança” e por isso “é absolutamente falso alegar que os cuidados médicos necessários para o câncer e outras condições sejam considerados abortos”.

“Na Irlanda o aborto está proibido e, de acordo com a ONU, somos o país mais seguro no mundo para que uma mulher tenha um bebê. Então, em tais casos como uma gravidez ectópica ou o câncer do útero os médicos sempre podem tratar as mães – ainda se a atenção brindada tem como conseqüência a morte não intencional de seus bebês”, acrescentam.

Do mesmo modo, citam o presidente do Instituto de Obstetras e Ginecologistas quem perante o Comitê Dáil em 2000 expressou que “um obstetra jamais pensaria que intervir em um caso de pré-eclâmpsia, câncer de útero ou gravidez ectópica seja considerado um aborto. Para o profissional, não são abortos; são tratamentos médicos essenciais para salvar a vida da mãe”.

A campanha difunde testemunhos de mães como René. “Agora vejo que os promotores do aborto alegam que o tratamento para uma gravidez ectópica se considera um aborto. Isso é totalmente falso – e é injusto buscar assustar as mulheres dizendo que os cuidados médicos que elas necessitam sejam abortos. Eu não queria que meu bebê morresse. E agora me causa imensa pena ver que sua morte seja manipulada para promover a aceitação do aborto”, sustenta René.

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Comunidade mundial mobilizada contra tráfico de órgãos

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A comunidade internacional, liderada pela União Europeia e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), está a mobilizar-se crescentemente contra o turismo de transplante de órgãos, principalmente rins e fígados.

Uma «frente comum» internacional conseguiu atacar o problema, confirmou Luc Noel, coordenador da OMS para o turismo de transplante de órgãos, recordando que leis repressivas contra o tráfico de órgãos foram adotadas nos cinco países mais problemáticos, designadamente China, Filipinas, Paquistão, Egipto e Colômbia.

Na China «continua a existir turismo de transplantes, mas uma lei para reprimir este fenómeno foi votada em 2007 e um primeiro processo contra um bando de traficantes de órgãos vai começar a curto prazo», sublinhou Noel, que falava numa conferência que termina hoje em Madrid.

Diário Digital / Lusa

http://noticias.nunoprospero.com/?m=s&id=197006

 

O tabaco faz mal aos cofres públicos

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SÉRGIO CÔRTES – secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro

O tabagismo é um grave problema de saúde pública mundial. Neste sentido, o Rio fez um movimento decisivo em direção à mudança desse quadro, graças à Lei 5.517, sancionada pelo governador Sérgio Cabral, que regula o fumo em ambientes coletivos.

Um argumento comum daqueles que são contra a “lei antifumo” é que ela interfere nas liberdades individuais. Não é verdade. Pelo contrário: ela ampara uma parcela significativa de cidadãos que mesmo não fazendo uso do tabaco sofrem seus males, como fumantes passivos. Esse grupo, também composto por trabalhadores de bares, restaurantes e boates que não tinham alternativa senão conviver com a fumaça, tem agora assegurado o direito à sua saúde.

Cuidar da saúde da população é dever dos governantes. Quando estados e municípios adotam medidas que ampliam os benefícios constituídos por leis federais de proteção à saúde estão cumprindo seu papel de promover o bem-estar social. A Lei 5.517 é um exemplo dessa ação. O art. 23 da Constituição atribui responsabilidade tanto aos estados e municípios como ao governo federal para cuidar da saúde, proteger o meio ambiente e combater a poluição. O STF já se manifestou favoravelmente a respeito da possibilidade de leis estaduais e municipais aumentarem o grau de proteção a direitos fundamentais, mesmo diante da existência de legislação federal.

É preciso lembrar que as complicações decorrentes do tabaco são a maior causa de doenças e mortes evitáveis em todo o mundo. Só no Brasil, o tabaco é responsável por 200 mil óbitos por ano. O fumo está associado a 25% das doenças vasculares e das mortes causadas por angina e infarto do miocárdio, a 90% dos casos de câncer de pulmão e a 30% dos óbitos por câncer de laringe, faringe, boca, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero. A exposição à fumaça causa ainda câncer de seios e da face, além de colaborar para o desenvolvimento e agravamento de bronquite crônica e enfisema pulmonar.

Se as tendências atuais de consumo de tabaco não forem modificadas, poderemos atingir antes de 2030 a marca dos 10 milhões de óbitos por ano no mundo, advertiu a Organização Pan-Americana da Saúde em 2002. Diante desse desafio, qual é o papel da gestão pública? Antes de responder à pergunta, quero lembrar que, além dos danos à saúde, é impossível ignorar o mal que o fumo faz aos cofres públicos. Estima-se que R$338,6 milhões sejam gastos pelo SUS anualmente com internações e procedimentos de quimioterapia no tratamento de 32 patologias tabaco-relacionadas, segundo pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz.

Um estudo econômico encomendado pela Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil à UFRJ demonstrou que a despesa média anual do SUS no estado para tratamento de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão relacionados ao tabaco é de R$52,6 milhões. O número de vítimas dessas doenças no estado nos últimos cinco anos foi cerca de 82 mil.

Conhecedores de todos os aspectos que envolvem o tabagismo, nós — os gestores da saúde — somos responsáveis por garantir o acesso à assistência às vítimas desse mal, mas também temos a obrigação de criar e apoiar mecanismos legais que inibam o hábito de fumar e, principalmente, protejam a população não fumante exposta aos malefícios do tabaco em locais fechados.

Essas medidas já foram adotadas em outros centros urbanos como Paris, Nova York, Buenos Aires e São Paulo. Por sua importância cultural e turística, o Rio agora se alinha a essa tendência, dando o exemplo de que é possível combater o tabagismo sem prejudicar a economia, como temem os donos de estabelecimentos comerciais. Para provar que a lei não irá causar o desemprego de funcionários de bares, restaurantes e casas noturnas por uma suposta queda no movimento, recomendo a análise de algumas pesquisas.

Um levantamento de abril deste ano do Sindicato de Trabalhadores do Setor de Bares e Restaurantes de São Paulo constatou que 81% dos empregados desse tipo de estabelecimento aprovam a proibição do fumo em ambientes fechados. E mais: questionados se a medida poderia provocar demissões, cerca de 60% dos entrevistados disseram não acreditar nessa hipótese.

E o que acham da proposta os consumidores? Uma pesquisa Datafolha encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), feita em abril de 2008 em todo o país, mostrou que 2/3 dos entrevistados não deixariam de frequentar estabelecimentos que proibissem o fumo. O que se viu foi uma disposição oposta: 1/4 passaria a ir mais a esses locais. Outra pesquisa ACT/Datafolha, de maio deste ano, mostrou que a crença de que o fumo passivo faz mal à saúde já está arraigada na sociedade brasileira. É quase unânime no Rio, com o apoio de 97% dos cariocas, que são seguidos de perto pelos recifenses, com 95%. Em São Paulo, 84% das pessoas são conscientes dos males provocados pelo tabagismo passivo.

Creio que isso mostra que a maioria entende que o ato de fumar não deve ser encarado apenas como uma questão individual de opção ou liberdade, mas como um problema de saúde pública. Como cidadão, médico e responsável pela saúde da população fluminense, compartilho desta convicção e acho que a sociedade está madura para entender que a Lei 5.517 não é uma punição ao fumante, mas sim uma oportunidade de reeducação coletiva.

Fonte : O Globo

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Lei antifumo tem aprovação de 99,7% em três meses

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Das 7.057 visitas em Campinas, apenas 19 multas foram aplicadas

A Lei antifumo completou três meses anteontem e trás números que apontam sua popularidade entre os moradores, comerciantes e estabelecimentos diversos de Campinas. De acordo com a Vigilância Sanitária, foram realizadas 7.057 visitas, com apenas de 0,3% de autuações – aprovação de 99,7%.

No período, foram aplicadas 19 multas – dez para bares, duas em lojas, além de autuações em um shopping, posto de gasolina, imobiliária, imobiliária, oficina mecânica, açougue, fábrica e universidade. Os nomes dos locais não são divulgados pela

Secretaria do Estado da Saúde. “O resultado deste primeiro trimestre é muito positivo e mostra que a lei pegou.

Além disso, constantemente, ouvimos fumantes dizerem que diminuíram o consumo após a lei”, afirma Márcia Fante, assistente técnica de ações da vigilância.

Os números de Campinas são semelhantes aos do Estado. De acordo com o órgão foram realizados 110.197 ações de fiscalização em São Paulo, com 405 multas. Desde o início de vigência da lei, o índice de cumprimento foi superior a 99% em todas as regiões da Capital paulista e do interior.

Visitas diárias

Os agentes da fiscalização fizeram mais de 1,2 mil vistorias diárias. “Nosso planejamento sempre foi para uma ação contínua. Com a fiscalização e a colaboração da população, que se conscientizou sobre os males do cigarros e está apoiando a legislação, podemos afirmar que a lei não apenas pegou como veio para ficar. Quem ganha com isso é a saúde da população”, afirma Cristina Megid, diretor estadual da Vigilância Sanitária.

SAIBA MAIS

A lei antifumo está em vigor desde 7 de agosto. Proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas.

Quem quiser informar o descumprimento da legislação, pode fazer a denúncia pelo telefone 0800-771-3541 ou no site http://www.leiantifumo.sp.gov.br.

Fonte : Correio Popular – SP

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Europa aprova proibição total de fumar em espaços públicos

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27/11/2009

Parlamento Europeu não produziu legislação vinculativa, que iria implicar adaptações suplementares na hotelaria e restauração.

O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira em Estrasburgo, por esmagadora maioria, uma resolução promovida pela eurodeputada portuguesa Edite Estrela a defender uma proibição total de fumar nos espaços públicos fechados em toda a União Européia.

A resolução foi aprovada com 520 votos a favor, 53 contra e 45 abstenções, mas uma maioria da assembléia, por proposta do Partido Popular Europeu (PPE), rejeitou um pedido, que constava da versão original da resolução, para que a Comissão Européia apresentasse até 2011 uma proposta legislativa sobre a proibição de tabaco em todos os locais de trabalho fechados.

A avançar, a legislação implicaria adaptações suplementares nos setores portugueses da hotelaria e restauração.

“Esta expressiva votação significa que o PE está seriamente empenhado em proteger todos os trabalhadores, incluindo os da restauração e da hotelaria, do fumo passivo nos seus locais de trabalho”, comentou a deputada socialista Edite Estrela, que foi a porta-voz da comissão parlamentar de Saúde Pública e do Ambiente durante a interpelação à presidência da UE em plenário.

Por seu turno, o eurodeputado social-democrata José Manuel Fernandes, que integra a Comissão do Ambiente, Segurança Alimentar e Saúde Pública, disse que, com a supressão da proposta de legislação vinculativa, “respeita-se o princípio da subsidiariedade nesta matéria”, considerando que “há ainda um longo um caminho a percorrer por cada Estado-membro na criação dos espaços sem fumo e na promoção de ações de sensibilização eficazes”.

Segundo o Parlamento Europeu, o tabaco representa, por si só, a mais importante causa de morte evitável na UE, ceifando anualmente mais de meio milhão de vidas.

Fonte : http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

Tabagismo e o Dia Nacional de Combate ao Câncer

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Como parte das comemorações do Dia Nacional de Combate ao Câncer – 27/11 – o IBGE e o Ministério da Saúde lançaram os resultados da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), um caderno especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que traça um panorama inédito e detalhado do uso de produtos derivados de tabaco no Brasil, entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade, com informações para o país, as grandes regiões e as unidades da federação. Foram entrevistadas cerca de 392.000 pessoas em 51 mil residências.

É a primeira vez que uma pesquisa dessa dimensão no Brasil aprofunda questões relativas às crenças e percepções da sociedade sobre o tabagismo e sobre a eficiência de medidas adotadas para seu controle. E que também oferece um retrato do perfil do fumante brasileiro em relação ao seu nível de dependência, sua motivação para deixar de fumar dentre outros aspectos.

A pesquisa mostrou que em 2008, 17,2% da população de 15 anos ou mais de idade eram fumantes, correspondendo a 24,2 milhões de pessoas. Em 1989 a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição conduzida pelo IBGE mostrou que cerca de 32,4% da população acima de 15 anos fumava. Enfim, com essa pesquisa confirma-se a redução do tabagismo no Brasil assim como mostra o impacto de algumas medidas adotadas como as advertências sanitárias.

Essa pesquisa faz parte de uma proposta da OMS de uniformizar instrumentos de levantamento sobre tabagismo a ser utilizados pelos países nos seus sistemas de vigilância o que permitirá comparar e monitorar globalmente as tendências da epidemia de tabagismo.

A pesquisa seguiu o modelo da GATS (Global Adult Tobacco Survey), que está sendo realizada também em outros 13 países1, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O projeto internacional envolve também a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (EUA) e é parcialmente financiamento pela Bloomberg Philantropies.

Essa pesquisa faz parte da iniciativa Global Adult Tobacco Survey (GATS) coordenada pela OMS e CDC para levantar o tabagismo entre adultos. Inicialmente essa pesquisa está sendo priorizada em países de baixa e média renda onde vivem mais da metade dos fumantes do mundo e que portanto que arcam com a carga mais alta decorrente do uso de tabaco.

O Brasil foi o segundo país a divulgar os resultados dessa pesquisa (primeiro foi a Tailândia em 09 de novembro), e espera-se que vários outros países também o façam principalmente os 167 países Estados Partes da Convenção Quadro para Controle do Tabaco o primeiro tratado internacional de saúde pública que congrega um grupo de medidas multisetoriais cujo objetivo é reverter a epidemia global do tabagismo.

Uma das medidas desse tratado (artigo 20) prevê que os países aprimorem seus sistemas de vigilância sobre tabagismo. E essa iniciativa coordenada pela OMS corrobora para que os países partes da Convenção organizem seus sistemas de vigilância da epidemia do tabagismo.

http://www.inca.gov.br/tabagismo/atualidades/ver.asp?id=1314

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Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI

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A morte encefálica foi criada em função dos interesses transplantadores de alta complexidade e custo, no final da década de 60, por Comitê Ad Hoc de Harvard.  A forma mais simples de explicar este imperativo é de que os órgãos vitais únicos apenas podem ser retirados viáves para transplantação se a atividade cardiorrespiratória estiver preservada.

Celso Galli Coimbra

OABRS 11352

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ZP08110708 – 07-11-2008
Permalink
:
http://www.zenit.org/article-19996?l=portuguese

De qualquer forma, nestes casos, esclareceu citando o
«deve assumir-se como critério principal o respeito pela vida do doador,
de maneira que a extração de órgãos só aconteça após
se ter constatado sua morte real».

Transplantes de órgãos vitais exigem morte do doador, adverte Bento XVI


Pede que se chegue a um consenso científico claro «para constatar a morte do paciente»

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 7 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI insistiu em que os transplantes de órgãos vitais podem acontecer eticamente sob a condição de que se tenha constatado a morte do doador e com o consentimento informado de suas famílias.

O Papa tocou nesta sexta-feira um dos debates bioéticos mais candentes, ao receber no Vaticano os participantes do congresso internacional sobre «Um dom para a vida. Considerações sobre a doação de órgãos», realizado de 6 a 8 de novembro, por iniciativa da Academia Pontifícia para a Vida, em colaboração com a Federação Internacional das Associações Médicas Católicas e o Centro Nacional Italiano de Transplantes.

Em primeiro lugar, ao falar da doação de órgãos vitais, o pontífice explicou que «o consentimento informado é uma condição da liberdade para que o transplante se caracterize por ser um dom e não se interprete como um ato coercitivo ou de abuso».

Em segundo lugar, recordou, «os diferentes órgãos vitais só podem ser extraídos ex cadavere [do cadáver, N. da R.], que possui uma dignidade própria que deve ser respeitada».

«A ciência, nestes anos, fez progressos para constatar a morte do paciente», constatou, sem entrar no debate sobre qual o critério científico deve adotar-se para isso: a morte cerebral ou o cessar de funções vitais: a respiração, a circulação, a atividade do sistema nervoso.

O que o Papa pediu é que «os resultados alcançados recebam o consenso de toda a comunidade científica para favorecer a busca de soluções que dêem certeza a todos».

Agora, «em um âmbito como este», reconheceu, «não se pode dar a mínima suspeita de arbítrio e, quando não se tenha alcançado ainda a certeza, deve prevalecer o princípio de precaução».

«Para isso, é útil aumentar a busca e a reflexão interdisciplinar, de maneira que se apresente à opinião pública a verdade mais transparente sobre as implicações antropológicas, sociais, éticas e jurídicas da prática do transplante.»

De qualquer forma, nestes casos, esclareceu citando o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (n. 476), «deve assumir-se como critério principal o respeito pela vida do doador, de maneira que a extração de órgãos só aconteça após se ter constatado sua morte real».
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The Dead Donor Rule and Organ Transplantation

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In this issue of the Journal, Boucek et al. (pages 709–714) report on three cases of heart transplantation from infants who were pronounced dead on the basis of cardiac criteria. The three Perspective articles and a video roundtable discussion at http://www.nejm.org address key ethical aspects of organ donation after cardiac death. Bernat and Veatch comment on the cases described by Boucek et al.; Truog and Miller raise a fundamental question about the dead donor rule. In a related Perspective roundtable, moderator Atul Gawande, of Harvard Medical School, is joined by George Annas, of the Boston University School of Public Health; Arthur Caplan, of the University of Pennsylvania; and Robert Truog. Watch the roundtable online at http://www.nejm.org.

Since its inception, organ transplantation has been guided by the overarching ethical requirement known as the dead donor rule, which simply states that patients must be declared dead before the removal of any vital organs for transplantation. Before the development of modern critical care, the diagnosis of death was relatively straightforward: patients were dead when they were cold, blue, and stiff. Unfortunately, organs from these traditional cadavers cannot be used for transplantation. Forty years ago, an ad hoc committee at Harvard Medical School, chaired by Henry Beecher, suggested revising the definition of death in a way that would make some patients with devastating neurologic injury suitable for organ transplantation under the dead donor rule.1

The concept of brain death has served us well and has been the ethical and legal justification for thousands of lifesaving donations and transplantations. Even so, there have been persistent questions about whether patients with massive brain injury, apnea, and loss of brain-stem reflexes are really dead. After all, when the injury is entirely intracranial, these patients look very much alive: they are warm and pink; they digest and metabolize food, excrete waste, undergo sexual maturation, and can even reproduce. To a casual observer, they look just like patients who are receiving long-term artificial ventilation and are asleep.

The arguments about why these patients should be considered dead have never been fully convincing. The definition of brain death requires the complete absence of all functions of the entire brain, yet many of these patients retain essential neurologic function, such as the regulated secretion of hypothalamic hormones.2 Some have argued that these patients are dead because they are permanently unconscious (which is true), but if this is the justification, then patients in a permanent vegetative state, who breathe spontaneously, should also be diagnosed as dead, a characterization that most regard as implausible. Others have claimed that “brain-dead” patients are dead because their brain damage has led to the “permanent cessation of functioning of the organism as a whole.”3 Yet evidence shows that if these patients are supported beyond the acute phase of their illness (which is rarely done), they can survive for many years.4 The uncomfortable conclusion to be drawn from this literature is that although it may be perfectly ethical to remove vital organs for transplantation from patients who satisfy the diagnostic criteria of brain death, the reason it is ethical cannot be that we are convinced they are really dead.

Over the past few years, our reliance on the dead donor rule has again been challenged, this time by the emergence of donation after cardiac death as a pathway for organ donation. Under protocols for this type of donation, patients who are not brain-dead but who are undergoing an orchestrated withdrawal of life support are monitored for the onset of cardiac arrest. In typical protocols, patients are pronounced dead 2 to 5 minutes after the onset of asystole (on the basis of cardiac criteria), and their organs are expeditiously removed for transplantation. Although everyone agrees that many patients could be resuscitated after an interval of 2 to 5 minutes, advocates of this approach to donation say that these patients can be regarded as dead because a decision has been made not to attempt resuscitation.

This understanding of death is problematic at several levels. The cardiac definition of death requires the irreversible cessation of cardiac function. Whereas the common understanding of “irreversible” is “impossible to reverse,” in this context irreversibility is interpreted as the result of a choice not to reverse. This interpretation creates the paradox that the hearts of patients who have been declared dead on the basis of the irreversible loss of cardiac function have in fact been transplanted and have successfully functioned in the chest of another. Again, although it may be ethical to remove vital organs from these patients, we believe that the reason it is ethical cannot convincingly be that the donors are dead.

At the dawn of organ transplantation, the dead donor rule was accepted as an ethical premise that did not require reflection or justification, presumably because it appeared to be necessary as a safeguard against the unethical removal of vital organs from vulnerable patients. In retrospect, however, it appears that reliance on the dead donor rule has greater potential to undermine trust in the transplantation enterprise than to preserve it. At worst, this ongoing reliance suggests that the medical profession has been gerrymandering the definition of death to carefully conform with conditions that are most favorable for transplantation. At best, the rule has provided misleading ethical cover that cannot withstand careful scrutiny. A better approach to procuring vital organs while protecting vulnerable patients against abuse would be to emphasize the importance of obtaining valid informed consent for organ donation from patients or surrogates before the withdrawal of life-sustaining treatment in situations of devastating and irreversible neurologic injury.5

What has been the cost of our continued dependence on the dead donor rule? In addition to fostering conceptual confusion about the ethical requirements of organ donation, it has compromised the goals of transplantation for donors and recipients alike. By requiring organ donors to meet flawed definitions of death before organ procurement, we deny patients and their families the opportunity to donate organs if the patients have devastating, irreversible neurologic injuries that do not meet the technical requirements of brain death. In the case of donation after cardiac death, the ischemia time inherent in the donation process necessarily diminishes the value of the transplants by reducing both the quantity and the quality of the organs that can be procured.

Many will object that transplantation surgeons cannot legally or ethically remove vital organs from patients before death, since doing so will cause their death. However, if the critiques of the current methods of diagnosing death are correct, then such actions are already taking place on a routine basis. Moreover, in modern intensive care units, ethically justified decisions and actions of physicians are already the proximate cause of death for many patients — for instance, when mechanical ventilation is withdrawn. Whether death occurs as the result of ventilator withdrawal or organ procurement, the ethically relevant precondition is valid consent by the patient or surrogate. With such consent, there is no harm or wrong done in retrieving vital organs before death, provided that anesthesia is administered. With proper safeguards, no patient will die from vital organ donation who would not otherwise die as a result of the withdrawal of life support. Finally, surveys suggest that issues related to respect for valid consent and the degree of neurologic injury may be more important to the public than concerns about whether the patient is already dead at the time the organs are removed.

In sum, as an ethical requirement for organ donation, the dead donor rule has required unnecessary and unsupportable revisions of the definition of death. Characterizing the ethical requirements of organ donation in terms of valid informed consent under the limited conditions of devastating neurologic injury is ethically sound, optimally respects the desires of those who wish to donate organs, and has the potential to maximize the number and quality of organs available to those in need.

No potential conflict of interest relevant to this article was reported.

The opinions expressed in this article are those of the authors and do not necessarily reflect the policy of the National Institutes of Health, the Public Health Service, or the Department of Health and Human Services.

Source Information

Dr. Truog is a professor of medical ethics and anesthesia (pediatrics) in the Departments of Anesthesia and Social Medicine at Harvard Medical School and the Division of Critical Care Medicine at Children’s Hospital Boston — both in Boston. Dr. Miller is a faculty member in the Department of Bioethics, National Institutes of Health, Bethesda, MD.

References

     

  1. A definition of irreversible coma: report of the ad hoc committee of the Harvard Medical School to examine the definition of brain death. JAMA 1968;205:337-340. [Free Full Text]
  2. Truog RD. Is it time to abandon brain death? Hastings Cent Rep 1997;27:29-37. [Web of Science][Medline]
  3. Bernat JL, Culver CM, Gert B. On the definition and criterion of death. Ann Intern Med 1981;94:389-394. [CrossRef][Web of Science][Medline]
  4. Shewmon DA. Chronic “brain death”: meta-analysis and conceptual consequences. Neurology 1998;51:1538-1545. [Free Full Text]
  5. Miller FG, Truog RD. Rethinking the ethics of vital organ donation. Hastings Cent Rep (in press).

http://content.nejm.org/cgi/content/full/359/7/674?query=TOC

This article has been cited by other articles:

  • Abiola, S., Chernyak, I. (2008). Recent developments in health law.. J Law Med Ethics 36: 856-865
  • Chrispin, E, Conlon Vaswani, N, English, V, Harrison, C, Sheather, J, Sommerville, A (2008). Ethics briefings. J. Med. Ethics 34: 829-830 [Full Text]
  • Curfman, G. D., Morrissey, S., Drazen, J. M. (2008). Cardiac Transplantation in Infants. NEJM 359: 749-750 [Full Text]

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Rabbis divided on organ donation law

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“Today, with all the recent advances in medical science, a person who is brain-dead can be saved by doctors”

Neta Sela

Published: 03.25.08, 22:20 / Israel Jewish Scene

” Following the passage Monday of the bill proposed by MK Otniel Schneller (Kadima), which deems brain death as actual death for all legal and other purposes, MK Moshe Gafni (United Torah Judaism), speaking on behalf of Lithuanian rabbi Yosef Sholom Eliashiv, Tuesday urged all Jewish people to “ask doctors to keep treating a brain-dead relative until he either recovers or his heart stops beating.”

The new law passed in the Knesset allows families to decide, in accordance with their own beliefs and values, whether they deem brain death or cardiac death to be the actual moment of passing. MK Gafni, fiercely objecting to this notion, stated that “this in essence means that someone who has suffered a stroke or aneurysm can in essence be declared dead.”

At the heart of this controversy stands a long-running dispute between medical science and Torah law. Whereas medically a person is deemed dead when brain activity ceases, the Torah only views death as having taken place when cardiac activity and respiration no longer take place.

A DIVISE MATTER

To date only doctors could declare a patient dead. While rabbis were wary of doctors being overly hasty in pronouncing the deaths of their patients, which is tantamount to murder according to halacha, doctors resented “rabbinical supervision” in their hospital rooms.

All organ donations in Israel are carried out strictly with the consent of family members, based on medical evidence offered by the doctors involved. MK Schneller’s new law will allow families to attain their loved one’s medical documentation, and take it to a rabbi if they so wish in order to make sure that the doctor’s point of view in regards to organ donation does not run contrary to halacha.

Schneller consulted with a whole host of rabbis in drafting this new law, in an attempt to bridge the daunting chasm between Jewish law and medical science. While both Rabbi Ovadia Yosef and Chief Sephardic Rabbi Shlomo Amar endorsed the bill, Lithuanian chief rabbi Yosef Sholom Eliashiv objected to it, preferring to adhere to the traditional definition of death as occurring with the cessation of cardiac activity. This limits vastly the range of organs that can remain viable for donation.

MK Gafni, in keeping with Eliashiv’s views, objected to this law at every stage of the legislative process. “Death should only be declared with the cessation of cardiac activity,” he said. “From the Torah’s point of view a brain-dead individual is still alive. Today, with all the recent advances in medical science, a person who is brain-dead can be saved by doctors.

In spite of this dissent, the new law will make it easier for orthodox families to donate their loved ones’ organs in face of halachic concerns. It provides for the establishment of a state run medical steering committee that will train doctors in various facets of determining respiratory and brain deaths in their patients, as well as to better balance ethical, halachic and legal concerns arising from organ donation.

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Eda Haredit: Organ donation is murder

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Following ‘Zionist rabbinate’s shocking seal of approval’ to recognize brain-respiratory death, Badatz rabbis issue announcement saying brain dead patients ‘alive in every way, life support must not be disconnected’

Kobi Nahshoni

Published: 11.01.09, 16:19 / Israel Jewish Scene

 

Following a Ynet report on the Chief Rabbinate’s decision to recognize brain-respiratory death, thus allowing organ donations in accordance with Jewish religious laws, the Badatz, the Eda Haredit’s high court, ruled that taking organs from a person in such a condition or removing him or her from life support is murder.

In an announcement published in the ultra-Orthodox organization’s journal, ‘HaEda’, the Badatz, headed by Yitzhak Tuvia Weiss reiterated the ruling that was given almost two-years ago, “in light of the Zionist rabbinate’s shocking seal of approval”.

The announcement said, “We have already ruled and given a clear Torah judgment… that brain death or brain stem death are not defined as death, and if organs are taken from (a person in such a condition) it is murder.

“We repeat that such a ruling already exists, and life support must not be disconnected, the person is alive in every way.”

The Eda Haredit’s firm stance is in line with that of the mainstream ultra-Orthodox public’s position, as it expressed in the community’s Yated Ne’eman daily paper.

An editorial published after the Chief Rabbinate’s ruling titled “Caution: Bloodshed” criticized the rabbis’ debate over the matter, saying, “There is no place of discussions or debates in this matter” and protested the fact that “Every student is allowing himself to give ‘educated opinions’ and present ‘halachic studies’ in the matter as they please.”

The editorial said that paper would “continue to express the Torah and the halacha’s stance against these dangerous initiatives, as part of its role and its mission as a form of expression of the Torah world and the God-fearing public standing on the front lines of the struggle for the sanctity of life according to halacha.”

Last month the Chief Rabbinate ruled that the Organ Donation Law’s definition of brain death at the moment of death is in line with that of the halacha. However, arbiter Yosef Sholom Elyashiv maintains his objection to the ruling, and views cessation of cardiac rhythm as moment of death.

The Chief Rabbinate’s decision ratifies a ruling given by the council in 1987 on determining the moment of death. At the time, the rabbis ruled out organ donation after the medical establishment objected to having a rabbinical representative join the team that determines death.

Now that the law has been approved, there is no concern that doctors may pronounce someone dead against halacha, and the rabbinate decided to introduce a new organ donation initiative, parallel to that of the National Transplant and Organ Donations Center.
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Israeli Organ Trafficking and Theft: From Moldova to Palestine

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Leia

Legalizar o tráfico de órgãos humanos? Análise do editorial da Revista Nature, 461, 570, de 30 de setembro de 2009

Açougue Humano: de onde vêm e para onde vão os órgãos transplantados no tráfico humano

CFM será obrigado a explicar morte cerebral – Folha de São Paulo

CPI do Tráfico de Órgãos – teste da apnéia utilizado para “declarar” morte encefálica pode matar pacientes

Morte encefálica: o teste da apnéia somente é feito se houver a intenção de matar o paciente

Morte Suspeita – Editorial do Jornal do Brasil de 01.03.1999, Caderno Brasil, página 08

Tráfico de órgãos no Brasil: íntegra da entrevista com a antropóloga Nancy Scheper-Hughes

Tráfico de órgãos é terceiro crime organizado mais lucrativo no mundo, segundo Polícia Federal

Ação na justiça questiona a prática de transplantes

Morte encefálica: o teste da apnéia somente é feito se houver a intenção de matar o paciente

Transplantes: Revista dos Anestesistas recomenda em Editorial realização de anestesia geral nos doadores para que não sintam dor durante a retirada de seus órgãos. Se estão mortos para que a recomendação de anestesia geral?

Organ Harvesting: Now Defining Defenseless Human Beings as Natural Resources

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2009 November

Washington Report on Middle East Affairs, November 2009, Pages 15-17

 

Special Report

Israeli Organ Trafficking and Theft: From Moldova to Palestine

By Alison Weir


In August Sweden’s largest daily newspaper published an article containing grisly evidence suggesting that Israel had been taking Palestinian internal organs. The article, by veteran photojournalist Donald Bostrom, called for an international investigation to discover the facts.1

In this photograph taken March 22, 2007, Vasile Dimineti holds a picture of his 24-year-old son, who died a year after selling his kidney. The family lives in the impoverished Moldovan village of Mingir, where about 40 of its 7,000 residents are thought to have sold a kidney. AFP photo/Daniel Mihailescu/Files

Israel immediately accused Bostrom and the newspaper of “anti-Semitism,” and charged that suggesting Israelis could be involved in the illicit removal of body parts constituted a modern “blood libel” (medieval stories of Jews killing people for their blood).2

Numerous Israeli partisans repeated these accusations, including Commentary’s Jonathan Tobin, who asserted that the story was “merely the tip of the iceberg in terms of European funded and promoted anti-Israel hate.”3 Others suggested that the newspaper was “irresponsible” for running such an article.4

The fact is, however, that Israeli organ harvesting—sometimes with Israeli governmental funding and the participation of high Israeli officials, prominent Israeli physicians, and Israeli ministries—has been documented for many years. Among the victims have been Palestinians.

Nancy Scheper-Hughes is Chancellor’s Professor of Medical Anthropology at the University of California Berkeley, the founder of Organ Watch, and the author of scholarly books and articles on organ trafficking. She is the pundit mainstream media call upon when they need expert commentary on the topic.5

While Scheper-Hughes emphasizes that traffickers and procurers come from numerous nations and ethnicities, including Americans and Arabs, she is unflinchingly honest in speaking about the Israeli connection:

“Israel is at the top,” she states. “It has tentacles reaching out worldwide.”6

In a lecture last year sponsored by New York’s PBS 13 Forum, Scheper-Hughes explained that Israeli organ traffickers, “had and still have a pyramid system at work that’s awesome…they have brokers everywhere, bank accounts everywhere; they’ve got recruiters, they’ve got translators, they’ve got travel agents who set up the visas.”

Lest this sound simply like a successful international concern, it’s important to understand the nature of such a business.

As Scheper-Hughes describes it, organ trafficking consists of “paying the poor and the hungry to slowly dismantle their bodies.”

Organ traffickers prey on the world’s poorest, most desperate citizens—slum dwellers, inhabitants of dying villages, people without means or hope. Traffickers promise them what seem like astronomical sums of money (from $1,000 to $10,000)—which they frequently don’t even deliver—in return for vital internal organs.

For traffickers, human body parts are commodities, to be cut out of the bodies of the poor and sold to the rich. The organ “donors” receive no follow-up care and end up worse off on many levels—physically, financially, psychologically, socially—than even their original tragic situation. Sometimes they are coerced into such “donations.”

Organ sales have been illegal in most countries for years. The United Nations Convention against Transnational Organized Crime, which covers prevention, enforcement and sanctions in trafficking of humans, includes in its definition of human exploitation the extraction of organs for profit.7 Israel finally passed legislation against organ trafficking in 2008.8, 9

In her Forum 13 lecture Scheper-Hughes discussed the two motivations of Israeli traffickers. One was greed, she said. The other was somewhat chilling: “Revenge, restitution—reparation for the Holocaust.”

She described speaking with Israeli brokers who told her “it’s kind of ‘an eye for an eye and a tooth for a tooth. We’re going to get every single kidney and liver and heart that we can. The world owes it to us.’”

Scheper-Hughes says that she “even heard doctors saying that.”

For many years Israelis in need of an internal organ have gone on what experts call “transplant tourism”—traveling to other nations to obtain internal organs. Sometimes body parts are obtained from those freshly dead; more often from the desperately needy. While affluent people from numerous countries and ethnicities engage in this practice, Israel is unique in several significant ways.

First, Israelis engage in this at an extraordinarily high rate. According to a 2001 BBC report, Israelis buy more kidneys per capita than any other population.

Second, Israelis have the lowest donor rate in the world—one-fifth that of Europe, according to BBC. This is in part because there has been a widespread impression that Jewish religious law prohibits transplants as a “desecration of the body.”10 The Israeli news service Ynet reports, “the percentage of organs donated among Jews is the lowest of all the ethnic groups.”11

Third, the Israeli government has enabled the practice. For many years the Israeli health system subsidized its citizens’ “transplant holidays,” reimbursing Israelis $80,000 for medical operations abroad. Much of the remaining costs could often be obtained from government-subsidized12 Israeli insurance plans.13 In addition, Israel’s Ministry of Defense was directly involved.

Scheper-Hughes discussed Israeli organ trafficking in detail in 2001 in published testimony to the Subcommittee on International Relations and Human Rights of the House Foreign Affairs Committee.14 In her extensive testimony, Scheper-Hughes stated that although Israel had become a pariah for its organ policies, Israeli officials exhibited “amazing tolerance … toward outlawed ‘transplant tourism.’”

She described an international syndicate which was “organized through a local business corporation in conjunction with a leading transplant surgeon, operating out of a major medical center not far from Tel Aviv,” and which had forged links with transplant surgeons in Turkey, Russia, Moldavia, Estonia, Georgia, Romania, and New York City.

The Israeli Ministry of Defense was directly involved in what Scheper-Hughes called Israel’s “‘illicit [in other nations] national ‘program’ of transplant tourism…Members of the Ministry of Defense or those closely related to them” accompanied transplant junkets.

In her Forum 13 lecture, Scheper-Hughes said that investigating Israeli organ trafficking over the past decade had taken her “from country to country to country to country.”

One of these is Moldova, the poorest country in Europe—and homeland of Israeli Foreign Minister Avigdor Lieberman—where 90 percent of the people earn less than $2 a day. A 2001 BBC report on organ trafficking described the situation: “Hundreds of Israelis have created a production line that starts in the villages of Moldova, where men today are walking around with one kidney.15

Another is Brazil, where a legislative commission found that 30 [it may actually have been as high as 60] Brazilians from impoverished neighborhoods had sold their kidneys to a trafficking ring headed by Israelis, with Israeli citizens receiving almost all of the organs, and the Israeli government providing most of the funding.16

The ring had also begun inquiring about buying other vital organs from poor residents, including lungs, livers and corneas.17

An Inter Press Service (IPS) news story from the time reported that Scheper-Hughes testified to the commission that international trafficking of human organs had begun some 12 years earlier, promoted by Zaki Shapira, head of kidney transplant services at Bellinson Medical Center, near Tel Aviv.

Scheper-Hughes reported that Shapira had performed more than 300 kidney transplants, sometimes accompanying his patients to other countries such as Turkey. The recipients were very wealthy or had very good health insurance, and the “donors” very poor people from Eastern Europe, the Philippines and other developing countries.

The chairman of the Brazilian commission, physician Raimundo Pimentel, was outraged at Israeli policies, pointing out that trafficking can only take place on a large scale if there is a major source of financing, such as the Israeli health system. Pimentel charged that the resources provided by the Israeli health system “were a determining factor” in enabling a network that preyed on society’s poorest populations.

In 2004 there were reports that Israeli traffickers had added China to their target donor populations.18 In one recent case an Israeli paid an organ broker $100,000 for a kidney transplant in China from an 18-year-old Chinese girl. She received $5,000 and died following surgery.19

New York Times reporter Larry Rohter pointed out that allowing brokers to operate with few restrictions benefited Israel “by exporting Israel’s organ shortage overseas.” Rohter cites a kidney specialist at Hadassah Hospital in Jerusalem who explained that patients who go abroad “‘save the country a lot of money; not only in terms of what doesn’t have to be spent on dialysis, but also by opening places for other people who are on the list.’”20

Many people find governmental complicity in organ trafficking deeply troubling on moral and philosophical grounds.

As Scheper-Hughes testified: “The sale of human organs and tissues requires that certain disadvantaged individuals, populations, and even nations have been reduced to the role of ‘suppliers.’

“It is a scenario in which only certain bodies are broken, dismembered, fragmented, transported, processed, and sold in the interests of a more socially advantaged population…of receivers.” She believes that the risks and benefits of organ transplant surgery should be more equally distributed among nations, ethnic groups, and social classes.

Organ theft


It is difficult to know how often Israeli trafficking involves outright theft of vital organs from living human beings.

It is not rare for the “donor” to receive little or none of the compensation promised. For example, in 2007 Israel’s Haaretz newspaper reported that two Israelis had confessed to persuading Palestinians “from the Galilee and central Israel who were developmentally challenged or mentally ill to agree to have a kidney removed for payment.” According to the Haaretz report, after the organ had been taken the traffickers refused to pay for them.

On occasion, people are coerced into giving up their organs. For example, Levy Izhak Rosenbaum, the alleged Brooklyn trafficker recently arrested in an FBI sweep in New Jersey, reportedly carried a gun. When a potential organ seller would try to back out, Rosenbaum would use his finger to simulate firing a gun at the person’s head.

The Rosenbaum case, reportedly part of a ring centered in Israel, is the first case of trafficking to be prosecuted in the US. His arrest and the substantial evidence against him may have surprised State Department Countermisinformation Director Todd Leventhal, who had characterized organ trafficking as an “urban legend,” stating, “It would be impossible to successfully conceal a clandestine organ-trafficking ring.” Leventhal called such reports “irresponsible and totally unsubstantiated.”

More often organ theft involves dead bodies—or those alleged to be dead.

Israel’s very first successful heart transplant, in fact, used a stolen heart.

In 1968 Avraham Sadegat unexpectedly died two days after being hospitalized in Beilinson Hospital in Israel’s Petah Tikva for a stroke. When his family finally was able to retrieve his body (the hospital initially refused to release it) they found his chest covered with bandages; odd, they thought, for a stroke victim. Upon removing these they discovered that the chest cavity was stuffed with bandages and the heart was missing.21

During this time, the Israeli press was heralding the historic heart transplant, performed by a team of surgeons who were to become some of Israel’s most celebrated physicians, among them Dr. Morris Levy, Dr. Bernardo Vidne, and Dr Jack Solomon, who harvested the heart.22

When the family began to ask questions, the hospital denied any connection. After the man’s wife and brother had raised a media furor, petitioned three cabinet ministers—and agreed to sign a document that they would not sue—the hospital finally admitted it was Sadegat’s heart that had been used.

Haaretz quoted Sadegat’s tearful wife: “They treated him like an alley cat. From the moment he entered the hospital, they apparently saw him only as a potential source of organs and not as a man in need of treatment. They only thought about how to do the deed without us knowing.”

Sadegat’s medical condition before his heart was removed has not been made public. It is possible—perhaps probable—that up until his heart was removed it was still beating; according to an Israeli media report, “once a heart stops beating, it is no longer fit for transplantation.”23

Even if he was what is now termed “brain dead,” the general view is that family members should at least be a party to decisions regarding the patient: first, whether to “pull the plug,” and, second, whether to donate an organ. At the time, however, Israeli law allowed organs to be harvested without the family’s consent.

Forty years later the hospital held an anniversary celebration of the transplant, despite the fact that, according to Haaretz, the heart had been obtained “through deceit and trickery.” The festivities, which honored surviving members of the transplant team, featured balloons and a red, heart-shaped cake.

In this incident of organ theft (and from a possibly living body), the family was Israeli. Had the wife and brother been Palestinians from the West Bank or Gaza, they would not have possessed the power to force a confession from the hospital, and it is likely that those individuals today calling the Swedish article a “blood libel” or “irresponsible journalism” would have applied the same epithets to journalists reporting questions concerning the historic Israeli heart transplant—if any reporters even bothered or dared to do so.

Yehuda Hiss, keeper of the morgue


Perhaps one of the most long-term and high-level cases of organ theft—and one that involves Palestinian as well as Israeli organs—concerns an extraordinarily high official: Dr. Yehuda Hiss, Israel’s chief pathologist and, from 1988 through 2004, director of Israel’s state morgue, the L. Greenberg Institute of Forensic Medicine at Abu Kabir.

An early indication of malfeasance came to light in 1998 and concerned a Scottish man named Alisdair Sinclair, who had died under questionable circumstances after being taken into custody at Israel’s Ben-Gurion Airport.

The Israeli story, as reported by the Israeli news magazine Jerusalem Report, is that Sinclair had confessed to transporting drugs, even though none were found, although he was in possession of 9,000 German marks ($5,000). He then, the police claim, hanged himself by looping his shoelaces and T-shirt around a towel bar about a meter off the ground and slipped the improvised noose around his neck. From a squatting position, the police story goes, he repeatedly threw his bodyweight downward, choking himself.

Sinclair did not die, however, and medics were able to restore a heartbeat. He was transferred to a hospital where, according to the magazine report, the hospital’s associate director, Dr. Yigal Halperin, said that Sinclair “had suffered irreversible brain damage, and there was little doctors could do for him. Left in a corner of the emergency room, he died at 7 p.m. [It’s unknown whether he had been put on life support.] His corpse was transferred to the Institute for Forensic Medicine at Abu Kabir for an autopsy.”

Afterwards, Israeli authorities located Sinclair’s family and gave them three weeks to dispose of the body. They suggested that he be buried in a Christian cemetery in Israel, pointing out that this would be one-third the cost of shipping the body back to Scotland. However, the grieving family scraped up the money to bring him home.

They had a second autopsy performed by Glasgow University, only to discover that Sinclair’s heart and a small bone in his throat called the hyoid were missing. The British Embassy filed a complaint with Israel, and a heart was sent to Scotland. According to the Jerusalem Report, the family “wanted the Forensic Institute to pay for a DNA test to confirm that this heart was indeed their brother’s, but the Institute’s director, Prof. Jehuda Hiss, refused, citing the prohibitive cost.”

Despite a protest from the British government, Israel refused to supply Hiss’s pathology findings or the police report. According to the British government and a report in the Israeli media, around the time of Sinclair’s death a doctor at Tel Aviv’s Ichilov Hospital put in a request for a hyoid bone for research purposes—and eventually received a bill for shipping costs.24 Israel retained Sinclair’s $5,000.

Through the years Hiss and the Abu Kabir Institute of Forensic medicine continued to be accused of organ theft. In 2000 the Israeli newspaper Yediot Ahronot published an investigative report alleging that Hiss had been extracting organs without permission and then packing the bodies with broomsticks and cotton wool to fill in cavities before burial. The report charged that under Hiss the institute had been involved in organ sales of body parts—“legs, thighs, ovaries, breasts and testicles,” allegedly to medical institutions.

In 2001 a district judge found the Institute had performed hundreds of autopsies and had removed body parts without the families’ permission—and sometimes in direct opposition to their expressed wishes.25 One report described a “museum of skulls” at the institute.

Little was done, however, and complaints continued—often by the parents of dead Israeli soldiers horrified to discover that body parts had been taken from their sons. Finally, in 2004 Israel’s health minister transferred directorship of the morgue itself away from Hiss. Hiss, however, retained his position as Israel’s chief pathologist, a post it appears he holds to this day.26, 27

Hiss had also been connected with two previous national scandals, both of which may have involved powerful people in Israel, which may account for his longevity in Israel’s medical establishment despite years of proven wrongdoing.

The first controversy concerned the “Yemenite Children’s Affair”—a situation, largely from the early 1950s, in which a thousand babies and small children of recent immigrants to Israel had “disappeared.”

When the immigrants had arrived as part of Israel’s “ingathering of the exiles,” babies were immediately taken from their mothers and placed in children’s houses. Many were hospitalized for a variety of ills, and hundreds died, their deaths coming in such large numbers that they were announced over loudspeakers.

The distraught parents often never saw the body or received a death certificate, and there were growing suspicions that not all had died—some, it was believed, had been “given” to Ashkenazi parents. One author writes: “It was a well-known fact within the Jewish community in the United States that if a family wanted a child they could go to [baby brokers, both rabbis] and simply pay the necessary fee.”28

Some Israeli investigators have found considerable evidence for these charges, and indications of complicity at multiple levels of the power structure. In fact, one researcher charges: “People in positions of power at the time that the State of Israel was established profited from the abduction and sale of children from poor immigrant families.”29

Hiss’ connection comes in 1997, when Israel finally had formed a committee to investigate the disappearance of Yemenite and other Jewish children in the years 1948-1954. Among those testifying before this committee was a California woman who had come to Israel searching for her biological mother—and, according to DNA testing by a geneticist at Hebrew University, had found her.

The committee demanded that another DNA test be conducted at the Abu Kabir forensic institute. As at least one observer predicted ahead of time, Hiss’s test came up negative, and the government was allegedly exonerated, despite the fact that the geneticist who had conducted the first tests stood by his results.30

Hiss also plays a role in some conspiracy theories regarding the 1995 assassination of Prime Minister Yitzchak Rabin, who had begun a peace process with Palestinians. In March 1999 a group of academics presented findings alleging that Hiss had submitted false evidence to the commission that investigated the killing.31

Palestinian Victims


Israelis have also targeted Palestinians, a particularly vulnerable population on numerous levels.

In her congressional subcommittee testimony, Scheper-Hughes reported that before he moved overseas, Israeli hospital transplant head Zaki Shapira had located kidney sellers “amongst strapped Palestinian workers in Gaza and the West Bank.” She said that his “hand was slapped by an ethics board,” and he moved his practice overseas.

For decades numerous Palestinians and others have charged Israel with taking body parts from Palestinians they had wounded or killed.

In her subcommittee testimony, Scheper-Hughes testified that toward the end of the apartheid period in South Africa, “human rights groups in the West Bank complained to me of tissue and organs stealing of slain Palestinians by Israeli pathologists at the national Israeli legal medical institute in Tel Aviv.”

A Washington Report for Middle East Affairs article by Mary Barrett (see “Autopsies and Executions,” April 1990 Washington Report, p. 21) reported “widespread anxiety over organ thefts which has gripped Gaza and the West Bank since the intifada began in December of 1987.”

Barrett quotes a forensic physician: “There are indications that for one reason or another, organs, especially eyes and kidneys, were removed from the bodies during the first year or year and a half. There were just too many reports by credible people for there to be nothing happening. If someone is shot in the head and comes home in a plastic bag without internal organs, what will people assume?”

A 2002 news story from IRNA reported that three Palestinian boys aged 14-15 had been killed by Israeli forces on Dec. 30, their bodies finally being returned for burial on Jan. 6. According to the report: “shortly before burial, Palestinian medical authorities examined the bodies and found out that the main vital organs were missing from the bodies.” In an interview on Al Jazeera, President Yasser Arafat held up photos of the boys, saying, “They murder our kids and use their organs as spare parts.”

Journalist Khalid Amayreh, recently investigating this topic further, found that “several other Palestinians gave a similar narrative, recounting how they received the bodies of their murdered relatives, mostly men in their early twenties, with vital organs taken away by the Israeli authorities.”

Israel has consistently characterized such accusations as “anti-Semitic,” and numerous other journalists have discounted them as exaggerations.

However, according to the pro-Israel Forward magazine, the truth of these charges was, in fact, confirmed by an Israeli governmental investigation a number of years ago.

In a recent story critical of the Swedish article, the Forward actually confirmed its main point, that Israel had been taking the body parts of slain Palestinians. The Forward article reported that one of the governmental investigations into Hiss had revealed that “he seemed to view every body that ended up in his morgue, whether Israeli or Palestinian, as fair game for organ harvesting.”32

Over the years, a great many Palestinian bodies have “ended up” in the Israeli morgue. In numerous cases Israeli occupation forces have taken custody of wounded or dead Palestinians. Sometimes their bodies are never returned to their grieving families—Palestinian NGOs say there are at least 250 such cases.

In other cases the bodies have been returned to the families days later, with crudely stitched naval-to-chin incisions. On many occasions Israeli soldiers have delivered the bodies late at night and required the bereaved families to bury their children, husbands, and brothers immediately, under Israeli military guard, sometimes with the electricity shut off.

In 2005 an Israeli soldier33 described a military doctor who gave “medics lessons in anatomy” using the bodies of Palestinians killed by Israeli forces. Haaretz reports: “The soldier said that the Palestinian’s body had been riddled with bullets and that some of his internal organs had spilled out. The doctor pronounced the man dead and then ‘took out a knife and began to cut off parts of the body,’ the soldier said.

“‘He explained the various parts to us—the membrane that covers the lungs, the layers of the skin, the liver, stuff like that,’ the soldier continued. ‘I didn’t say anything because I was still new in the army. Two of the medics moved away, and one of them threw up. It was all done very brutally. It was simply contempt for the body.’”34

While most Israeli investigations into organ theft have largely ignored the Palestinian component, a number of significant facts are known:

  • Palestinian organs were harvested during years of an astonishingly lax system in which the body parts even of Jewish Israelis were extracted illicitly at the national morgue by the chief pathologist and exchanged for money.
  • Palestinians in the West Bank and Gaza are largely a captive population. Numerous reports by highly reputable Israeli and international organizations have documented a situation in which Palestinians have few if any real rights; Israeli forces have killed civilians with impunity, imprisoned massive numbers of people without benefit of trials, and routinely abused prisoners.
  • Israeli authorities have conducted numerous autopsies of Palestinians without permission of their families, without even a semblance of public transparency, and without, it appears, accompanying reports. For example, the families of those who were taken while still alive are not provided with a medical report stating time and cause of death.
  • A very small but significant minority of Israelis, including military officers and governmental ministers, hold extremist supremacist views relevant to organ extraction. In 1996, Jewish Week reported that Rabbi Yitzhak Ginsburgh, a leader of the Lubavitch sect of Judaism and the dean of a religious Jewish school in a West Bank settlement, stated: “If a Jew needs a liver, can you take the liver of an innocent non-Jew passing by to save him? The Torah would probably permit that.” Ginzburgh elaborated: “Jewish life has infinite value. There is something infinitely more holy and unique about Jewish life than non-Jewish life.” [The Jewish Week, April 26, 1996, pp. 12, 31]

While most Israelis strenuously repudiate such beliefs, Rabbi Moshe Greenberg, an Israeli scholar on Jewish scriptural views on racism and ethnic chauvinism, has said, “The sad thing is, these statements are in our books.” Greenberg, who was a professor at Hebrew University, pointed out that such Talmudic texts were “purely theoretical” at the time of their writing, because Jews did not have the power to carry them out. Now, he pointed out, “they’re carried over into circumstances where Jews have a state and are empowered.”

While it is impossible to know whether any Israelis have ever acted on such religious permission to kill a non-Jew in order to provide body parts to Jews, some observers have considered this a possibility.

Dr. A. Clare Brandabur, a distinguished American scholar who has lived and traveled extensively in Palestine, writes that the information published in the Swedish article “resonates with reports from Palestinians in Gaza which I heard during the first intifada.”

She comments, “When I interviewed Dr. Haidar Abdul Shafi, head of the Red Crescent in Gaza, I mentioned to him reports of shootings of Palestinian children at times when there were no ‘clashes’ going on—a solitary 6-year-old entering his schoolyard in the morning with his bookbag on his back. The soldiers abducted the wounded child at gunpoint, then his body would be returned a few days later having undergone an ‘autopsy at Abu Kabir Hospital.’”

She says: “I asked Dr. Shafi if he had considered the possibility that these killings were being done for organ transplant, since (as Israel Shahak notes in Jewish History, Jewish Religion), it is not allowed to take Jewish organs to save a Jewish life, but it is allowed to take the organs of non-Jews to save Jewish lives. Dr. Shafi said he had suspected such things but since they had no access to the records of Abu Kabir Hospital, there was no way to verify these suspicions.”

Scheper-Hughes, in her congressional testimony, describes the danger of “organs got by any means possible including (I was told by one guilt-ridden practitioner) chemically inducing the signs of brain death in dying patients of no means and with access to minimal social support or family surveillance.”

Whether or not there have ever been organ-inspired murders in Israel as it appears there have elsewhere, numerous groups around the world are urging an international investigation into Israel’s handling of Palestinian bodies in its custody.

However, the Israeli government and its powerful advocates abroad, who regularly block investigations into Israeli actions, are doing their utmost to prevent this one.35, 36 Several lawsuits have been filed against the Swedish newspaper, the largest by Israeli lawyer and IDF officer Guy Ophir, who filed a $7.5 million lawsuit in New York against the newspaper and Bostrom. Ophir declared that Israel must “silence the reporter and the newspaper.”37

International investigations, of course, have two results: the innocent are absolved, the guilty discovered.

It is clear which category Israel believes it falls into.


Alison Weir is executive director of If Americans Knew and is on the board of the Council for the National Interest.

 

An Internet petition calling for an investigation can be viewed at

http://www.ipetitions.com/petition/investigateorgantheft/

Footnotes:

1 Bostrom, Donald, “Our sons plundered for their organs,” Aftonbladet, Aug. 17, 2009 , translated by Tlaxcala.

http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=8390&lg=en

(Original Swedish version at http://www.aftonbladet.se/kultur/article5652583.ab )

2 Israel Insider, “Netanyahu to press Sweden to condemn blood libel,” Aug. 23, 2009

http://israelinsider.ning.com/profiles/blogs/netanyahu-to-press-sweden-to

3 Tobin, Jonathan, “Swedish Anti-Semites Dig Up a Blood Libel,” CommentaryMagazine.com, Aug. 20, 2009

http://www.commentarymagazine.com/blogs/index.php/tobin/76522

4 Cassel, Matthew, “Baseless organ theft accusations will not bring Israel to justice,” The Electronic Intifada, Aug. 24, 2009

http://electronicintifada.net/v2/article10730.shtml

5Scheper-Hughes, Nancy, “The Organ of Last Resort,” UNESCO, http://www.unesco.org, July, 2001

http://www.unesco.org/courier/2001_07/uk/doss34.htm

University of California Berkeley Anthropology Faculty CV: Nancy Scheper-Hughes, Chancellor’s Professor in Medical Anthropology, Head, Doctoral Program in Medical Anthropology, Critical Studies in Medicine, Science and the Body, Director, Organs Watch

http://anthropology.berkeley.edu/nsh.html

6 Griffin, Drew and David Fitzpatrick, “Donor says he got thousands for his kidney,” CNN Special Investigations Unit, CNN, Sept. 2, 2009

http://www.cnn.com/2009/WORLD/meast/09/01/blackmarket.organs/index.html

7Osava, Mario, “BRAZIL: Poor Sell Organs to Trans-Atlantic Trafficking Ring,” Inter Press Service (IPS), Feb. 23, 2004

http://ipsnews.net/news.asp?idnews=22524

8 Yeshiva World News, “CNN: Israel a Leader in Organ Trafficking,” Sept. 3, 2009

http://www.theyeshivaworld.com/news/General+News/38973/CNN:+Israel+a+Leader+in+Organ+Trafficking.html

9Chabin, Michele, “Organ Donation: Legal, But Still Controversial,” Jewish Week, April 9, 2008

http://www.thejewishweek.com/viewArticle/c40_a7588/News/Israel.html

10Rohter, Larry, “Tracking the Sale of a Kidney on a Path of Poverty and Hope,” The New York Times, May 23, 2004

http://www.nytimes.com/2004/05/23/international/americas/23BRAZ.html?th=&pagewanted=print&position=

11Shapira-Rosenberg, Efrat, “A mitzvah called organ donation,” Ynet News, June 10, 2007

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3388529,00.html

12 Rohter, Larry, op. cit.

13Ibid.

14 “Organs for Sale: China’s Growing Trade and Ultimate Violation of Prisoners’ Rights,” Hearing Before the Subcommittee on International Operations and Human Rights of the Committee on International Relations, House of Representatives, 107th Congress, First Session, June 27, 2001, Serial No. 107–29

http://commdocs.house.gov/committees/intlrel/hfa73452.000/hfa73452_0f.htm

15 Lloyd-Roberts, Sue, “Europe’s poorest country supplying organs to its neighbours,” BBC Newsnight, 9/7/01

http://news.bbc.co.uk/2/hi/events/newsnight/1437345.stm

16 “BRAZIL: Poor Sell Organs to Trans-Atlantic Trafficking Ring,” Mario Osava, IPS, Feb. 23, 2004

http://ipsnews.net/news.asp?idnews=22524

17New York Times

18 “Israeli organ traffickers shift operations to China,” BioEdge, June 4, 2004

http://www.bioedge.org/index.php/bioethics/bioethics_article/7726/ http://www.nytimes.com/2004/05/23/international/americas/23BRAZ.html?th=&pagewanted=print&position=

19 “CNN: Israel a Leader in Organ Trafficking,” Yeshiva World News, Sept. 3, 2009

http://www.theyeshivaworld.com/news/General+News/38973/CNN:+Israel+a+Leader+in+Organ+Trafficking.html

20“Tracking the Sale of a Kidney on a Path of Poverty and Hope,” New York Times, Larry Rohter, May 23, 2004

http://www.nytimes.com/2004/05/23/international/americas/23BRAZ.html?th

21 “40 years after Israel’s first transplant, donor’s family says his heart was stolen,” Dana Weiler-Polak, Haaretz, Dec., 14, 2008

http://www.haaretz.com/hasen/spages/1046041.html

22“40 years on, medical staffers from Israel’s first human heart transplant reminisce about the feat,” Judy Siegel, Jerusalem Post, Dec. 7, 2008

http://www.encyclopedia.com/doc/1P1-159077338.html

23“Shas swing vote pushes through organ donor law,” Shahar Ilan, Haaretz, March 25, 2008

http://www.haaretz.com/hasen/spages/968084.html

“With top rabbis’ blessing, Knesset approves organ donation law,” Shahar Ilan, Haaretz, Aug. 7, 2008

http://www.haaretz.com/hasen/spages/967871.html

24 “Scottish Tourist’s Family Rejects Out-of-Court Settlement,” Netty C. Gross, The Jerusalem Report, Jan. 29, 2001

25“Attorney-General lodges complaint against Abu Kabir coroner,” Dan Izenbert, Jerusalem Post, Dec. 11, 2003

26 “Hiss fired for repeated body-part scandals,” Judy Siegel, Jerusalem Post, May 11, 2004

27 “Infamous Chief Pathologist to Once Again Evade Punishment,” Ezra HaLevi, Arutz Sheva Israel National News, Sept. 26, 2005

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/90518

28 “Were the Children Sold?” Yechiel A. Mann, Stop-Abuse.net

http://stop-abuse.net/ym5.htm

29 “The Missing Children,” Yechiel A. Mann, Stop-Abuse.net

http://stop-abuse.net/ym1.htm

30 “Infamous Chief Pathologist to Once Again Evade Punishment,” Ezra HaLevi, Arutz Sheva Israel National News, Sept. 26, 2005

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/90518

31“Infamous Chief Pathologist to Once Again Evade Punishment,” Ezra HaLevi, Arutz Sheva Israel National News, Sept. 26, 2005

http://www.israelnationalnews.com/News/News.aspx/90518

32“Illicit Body-Part Sales Present Widespread Problem,”

By Rebecca Dube, Forward, Published Aug. 26, 2009, issue of Sept. 4, 2009

http://www.forward.com/articles/112915/

33“Palestinian corpse used for IDF anatomy lesson,” Amos Harel, Haaretz, Jan. 28, 2005

http://www.haaretz.com/hasen/pages/ShArt.jhtml?itemNo=533018

34 “The Swedish canard—not only smoke, but also fire,” Shraga Elam, Aug. 25, 2009 (posted Sept. 4, 2009)

(Hebrew: http://cafe.themarker.com/view.php?t=1192567 )

http://shraga-elam.blogspot.com/2009/09/swedish-canard-not-only-smoke-but-also.html

35 “Israeli lawyer sues Swedish paper,” JTA, Aug. 27, 2009

http://jta.org/news/article/2009/08/27/1007480/israeli-lawyer-sues-swedish-paper

36 “Israeli lawyer sues ‘Aftonbladet’ in NY Court,” E.B. Solomont, Jerusalem Post, Aug. 26, 2009

http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1251145124980&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull

37 “Israeli Reservists To Sue Swedish Newspaper,” David Bedein, The Bulletin, August 30, 2009

http://thebulletin.us/articles/2009/09/04/news/world/doc4a9aa59f46ce3700709743.prt

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Organ Harvesting: Now Defining Defenseless Human Beings as Natural Resources

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Captação de órgãos para transplante: agora definindo pessoas indefesas como fonte natural de órgãos

Leia sobre o mesmo assunto:

Legalizar o tráfico de órgãos humanos? Análise do editorial da Revista Nature, 461, 570, de 30 de setembro de 2009

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by Wesley J. Smith
October 16
, 2009

LifeNews.com Note: Wesley J. Smith is a senior fellow at the Discovery Institute and a special consultant to the Center for Bioethics and Culture. His most recent book is the Consumer’s Guide to a Brave New World.

For years, organ transplant ethicists and some in the bioethics community have agitated to change the definition of death from a purely biological determination, to one based in utilitarianism and desired sociological narratives. Why mess with death? Too few organs are donated for transplant, leading to long waiting lines and the deaths of some people who might be saved were organs more readily available.

But why redefine death? The point of this reckless advocacy — although they don’t put it this bluntly — is that there are thousands of perfectly good organs being used by people who really don’t need them anymore, by which they mean patients with profound cognitive impairments who will remain unconscious or minimally aware for the rest of their lives. Why not harvest such patients, this thinking goes, for the benefit of people who could return to normal lives?

The problem is that would break the “dead donor rule,” the legal and moral pact organ transplant medicine made with society promising that vital organs would only be harvested from patients who are truly dead. Hence, if the definition of death were loosened to include, say, a diagnosis of persistent vegetative state, more organs could be obtained — and the dead donor rule could still appear to be honored, deemed essential for transplant medicine to retain the trust of society.

Of course, that would be fiction, and the redefinition actually a betrayal. What these “ethicists” really propose is killing for organs, a view now being promoted in some of the world’s most prestigious medical, science, and bioethical journals. For example, Nature recently editorialized in favor of liberalizing the rules governing brain death.

Currently, brain death requires the irreversible cessation of all functions of the entire brain and each of its constituent parts. Nature’s editorial claimed — without proof — that doctors obey “the spirit but not the letter, of this law. And many are feeling uncomfortable about it.”

As well they should. But the proper answer to unethical practice isn’t to accommodate wrong behavior by redefining it as right. Rather, it is to work to bring actual methods back into proper alignment with legal and ethical practice.

Instead, Nature descends into rank relativism, arguing that “the legal details of declaring death in someone who will never again be the person he or she was should be weighed against the value of giving a full and healthy life to someone who will die without transplant.” Think about the looseness of that language! At minimum, it would mean that those with profound incapacities would be redefined out of the human condition and used as if they were mere natural resources.

Only a week later, an article by NIH bioethicist F.G. Miller, published in the Journal of Medical Ethics, opined that the ethical proscription against killing by doctors is “debatable,” and asserted that doctors should be able to harvest organs from living patients when planning to withdraw life support:

“In at least the near future it is probable that we will continue to muddle through [with the current system]. In the longer run, the medical profession and society may, and should, be prepared to accept the reality and justifiability of life terminating acts in medicine in the context of stopping life sustaining treatment and performing vital organ transplantation.”

In that seductive prescription is the end of human equality and the obliteration of universal rights.

It is important to stress that doctors are not currently harvesting the organs of people in PVS, and surely most would never do so. But that doesn’t mean it can’t happen here. Richard John Neuhaus once wrote, “Thousands of medical ethicists and bioethicists, as they are called, professionally guide the unthinkable on its passage through the debatable on its way to becoming the justifiable, until it is finally established as the unexceptionable.”

That process is steaming full speed ahead in the related fields of organ transplantation and biotechnology. The only way to stop this dehumanizing agenda is to take notice and push back before it is too late. Some things should ever and always be unthinkable.

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