Bayer to Buy U.S. Vitamin Maker Schiff for $1.1 Billion

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Bayer AG (BAYN) agreed to buy Schiff Nutrition International Inc. (SHF) for $1.1 billion to add a faster- growing vitamins and nutritional supplements business to the German drugmaker’s consumer-health unit.

Investors will receive $34 a share in cash, Leverkusen- based Bayer said in a statement today. The price is 47 percent above Schiff’s closing level Oct. 26, the most recent day of stock trading in the U.S. Bayer also said its third-quarter profit rose 2.2 percent.

Bayer will strengthen its U.S. consumer-health unit with the Salt Lake City, Utah-based business. Signed about six weeks after Bayer agreed to buy Teva Pharmaceutical Industries Ltd. (TEVA)’s animal-health business, the deal fits Bayer’s strategy of building its life sciences unit with small- and mid-sized acquisitions, Chief Executive Officer Marijn Dekkers said.

“These are two of the areas that we are very committed to growing, both organically and with these bolt-on acquisitions,” Dekkers said in a Bloomberg Television interview today.

Schiff sales in the year ended May 31 totaled $259 million. The company said last month that sales this fiscal year would increase by 43 percent to 46 percent after its acquisition of Airborne, the cult cold-prevention remedy featured by Oprah Winfrey.
Tiger’s Milk

Schiff also makes Tiger’s Milk nutrition bars, Omega-3 product MegaRed and Move Free, a pill for joints.

The U.S. company won’t seek a competing offer, though it has the option to review unsolicited bids until Nov. 28, Schiff said in a regulatory filing today. Chairman Eric Weider’s company Weider Health and Fitness, which owns a controlling stake in Schiff, agreed to the deal, according to the filing.

“Nutritionals are a reasonably fast-growing area,” said Alistair Campbell, an analyst at Berenberg Bank in London who recommends buying Bayer stock. “It broadens their product line.”

The deal is expected to close by the end of 2012. Bayer was advised by Bank of America Merrill Lynch, and Rothschild advised Schiff.

Schiff declined 0.4 percent to close at $23.19 on the New York Stock Exchange Oct. 26. Trading was closed yesterday in the U.S. because of Hurricane Sandy, and markets will remain closed today. TPG, the Fort Worth, Texas-based buyout firm, owns 34 percent of Schiff’s shares, according to data compiled by Bloomberg.
Vitamin Companies

The purchase including net debt values Schiff at about 17.8 times this year’s estimated earnings before interest, tax, depreciation and amortization. Buyers have paid a median 16.9 times profit for acquisitions of vitamin companies over the past five years, according to data compiled by Bloomberg.

Bayer has no upper limit for deals, though it’s primarily seeking smaller acquisitions, Dekkers said in a conference call with reporters.

The purchase price is based on about 31.1 million shares outstanding, including shares underlying stock options. Bayer also is assuming $122 million in net debt.

Growth in the health and crop-chemical business helped push earnings up in the third quarter, Bayer said in a separate statement today. Earnings before interest, taxes, depreciation, amortization and special items increased to 1.85 billion euros ($2.39 billion) from 1.81 billion euros a year earlier, Bayer said. That beat the 1.83 billion-euro estimate of 11 analysts surveyed by Bloomberg.
Plastics Forecast

Sales rose 12 percent to 9.67 billion euros. Bayer raised its forecast for the plastics unit, saying it now expects a small increase in sales. The company had previously said sales and profit from plastics wouldn’t rise this year.

Bayer, Johnson & Johnson (JNJ)’s partner on the blood thinner Xarelto, has been leaning on its health-care and agriculture units for growth. The company reiterated today that sales will increase 4 percent to 5 percent this year, with a “high single- digit” percentage boost to adjusted Ebitda.

Sales in the crop-science unit increased 19 percent to 1.64 billion euros in the third quarter. Consumer-health sales climbed 12 percent to 1.99 billion euros.
Growing Conditions

“It continues an excellent year for crop,” said Berenberg’s Campbell. “The big question is going to be whether this is because of growing conditions” and whether they’ll be able to continue the growth next year with this year’s strong basis for comparison.

Bayer rose 1.7 percent to 67.65 euros in Frankfurt.

The company said yesterday that Liam Condon, 44, has been named chairman of the executive committee of the crop-science unit. He replaces Sandra Peterson, who’s leaving Bayer Nov. 30 to join Johnson & Johnson.

To contact the reporter on this story: Naomi Kresge in Berlin at nkresge@bloomberg.net

To contact the editor responsible for this story: Phil Serafino at pserafino@bloomberg.net

Fonte: http://www.bloomberg.com/news/2012-10-30/bayer-to-buy-u-s-vitamin-maker-schiff-for-1-2-billion.html

Vendas de medicamentos da Bayer sobem 13% no terceiro trimestre de 2012

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31/10/2012 – 11:23

A Bayer anunciou na terça-feira que as vendas de medicamentos no terceiro trimestre cresceram 13% para 2,7 mil milhões de euros (3,5 mil milhões de dólares), impulsionadas pelo desempenho na América do Norte e nos mercados emergentes, bem como pelas vendas mais elevadas do Xarelto®. A receita do anticoagulante, que a farmacêutica comercializa com a parceira Johnson & Johnson, mais do que quadruplicou em relação ao mesmo trimestre do ano anterior para 81 milhões de euros (105 milhões de dólares), subindo dos 68 milhões de euros (88 milhões de dólares) registados no segundo trimestre, avança o site FirstWord.

O CEO da Bayer, Marijn Dekkers, referiu que as vendas na unidade de saúde, em especial na divisão pharma, ganharam um maior impulso de crescimento durante o período de três meses. A receita da unidade de saúde subiu 12,4% para 4,7 mil milhões de euros (6,1 mil milhões de dólares). “Os negócios evoluíram favoravelmente […], especialmente na América do Norte e nos mercados emergentes”, comentou Dekkers, destacando o crescimento contínuo, especialmente na China. As vendas de medicamentos cresceram 24,3% na América do Norte, para 619 milhões de euros (802 mil milhões de dólares), enquanto a receita subiu 1,3% na Europa para 888 milhões de euros (1,1 mil milhões de dólares).

A empresa referiu que, no trimestre, as vendas do Kogenate® subiram 16,7% para 300 milhões de euros (388 milhões de dólares), com o crescimento impulsionado pelo aumento das remessas enviadas a um parceiro de distribuição e pelos negócio na Austrália. A receita do Betaferon® subiu 1% em relação ao mesmo período do ano passado, para 292 milhões de euros (378 milhões de dólares), que a Bayer disse que se deveu principalmente a um declínio na Europa, enquanto as vendas da linha de produtos YAZ® aumentou menos de 1% para 277 milhões de euros (359 milhões de dólares). A farmacêutica indicou que a receita do anticoncepcional oral “foi prejudicada pela concorrência dos genéricos, especialmente na Europa Ocidental”. Além disso, as vendas do Nexavar® subiram 12,4% para 199 milhões de euros (258 milhões de dólares), com o crescimento a ocorrer principalmente na China e nos EUA.

As vendas globais da empresa no terceiro trimestre cresceram 11,5% para 9,7 mil milhões de euros (12,6 mil milhões de dólares), embora Dekkers tenha dito que “o lucro líquido desceu […] devido a encargos especiais – particularmente para acções judiciais e de reestruturação”. Os números caíram 17,8% para 528 milhões de euros (683 milhões de dólares) com a Bayer a por de lado mais 205 milhões de euros (265 milhões de dólares) para litígios relacionados com a YAZ® e a Yasmin®. A Bayer indicou que, até agora, concordou em pagar um total de 750 milhões de dólares para resolver 3.490 processos judiciais que reivindicam que os contraceptivos orais causam lesões de coágulos venosos, com mais 3800 casos pendentes.

“Continuamos num caminho de sucesso, e confirmamos a nossa previsão para 2012”, acrescentou Dekkers. A empresa espera que as vendas globais cresçam de 4% para 5% este ano, levando a receita global de cerca de 39 mil milhões de euros (50,5 mil milhões de dólares) para 40 mil milhões de euros (51,8 mil milhões de dólares). Enquanto isso, as previsões da Bayer é de que as vendas de produtos farmacêuticos subam um pouco mais em 2012.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/industria-farmaceutica/31-10-12/vendas-de-medicamentos-da-bayer-sobem-13-no-terceiro-tri

Publicação relacionada:
Pesquisa examina 4 mil medicamentos na França e mostra que metade deles são inúteis, e 25% perigosos ou mortais

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Para tirar os primeiros venenos do seu prato

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Brasileiros ingerem 14 pesticidas ultra-tóxicos, proibidos em dezenas de países.

Campanha quer vetá-los e chamar atenção para viabilidade da agroecologia

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que mobiliza cerca de 70 grandes organizações, está divulgando nacionalmente um abaixo-assinado, que pode ser impresso ou assinado virtualmente, chamando atenção ao uso abusivo, no Brasil, de venenos usados nas lavouras. O alvo principal são 14 tipos de agrotóxicos, que têm em sua composição princípios ativos banidos em dezenas de países. Entre eles estão o Endosulfan (proibido em 45 países), Cihexatina (vedado na União Europeia, Austrália, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Líbia, Paquistão e Tailândia, entre outros), e Metamidofós (proibido, por exemplo, na União Europeia, China, Índia, e Indonésia), (veja lista completa e detalhada).

Nos últimos quatro anos, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e passou a ocupar a posição de maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Enquanto no no mundo a média do uso desses produtos cresceu 93% entre 2000 e 2010 (substituindo, em muitos casos, o veneno químico pelo controle natural de pragas), no Brasil o percentual foi muito superior (190%).

Chamam atenção as pressões da indústria de agrotóxicos para evitar qualquer tipo de controle sobre seus produtos. Há anos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu processo para rever a autorização para uso das 14 substâncias já banidas em dezenas de países. Destas, apenas quatro foram de fato proibidos – Acetato, Cihexatina, Metamidofós e Tricloform; e um (Endossulfam) deixará o prato dos brasileiros apenas em julho de 2013.

A demora deve-se à pressão de empresas que comercializam os agrotóxicos e dos grandes produtores rurais. O gerente- geral de toxicologia do órgão, Luis Claudio Meirelles, declarou ao jornal Brasil de Fato: “A reavaliação já enfrentou vários debates e inúmeras ações na Justiça. Inclusive, quando a gente decide pelo banimento do produto, tentam derrubar nossa decisão”.

A campanha contra os 14 venenos trabalha com três objetivos: informar a sociedade a respeito dos efeitos degradantes dos agrotóxicos ao meio ambiente, à saúde do trabalhador rural e à população; pressionar o governo para interromper a expansão do uso desses venenos; e pautar a necessidade de mudança do atual modelo agrícola (baseado na monocultura e em grandes propriedades) para uma agroecologia camponesa sustentável.

Um vasto dossiê científico embasa estas metas. Foi produzido pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) e tem três partes: “Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde”, publicada em abril; “Agrotóxicos, Saúde e Sustentabilidade”, lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20 / Cúpula dos Povos), em junho; e “Agrotóxicos, Conhecimento e Cidadania”, que sairá em novembro, no X Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Porto Alegre (RS).

Segundo o dossiê, esses 14 componentes, assim como qualquer outro agrotóxico no mundo, podem ocasionar problemas no sistema nervoso, imunológico e reprodutivo, além de terem alto potencial cancerígeno. Alguns dos efeitos mais comuns são: cansaço, dores, alergias, morte celular levando a variadas síndromes, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, diminuição da produção de anticorpos, alteração nos hormônios, deformação no feto, aborto, entre muitas outras doenças crônicas.

Dados da Anvisa atestam que, na última safra brasileira (segundo semestre de 2010 e primeiro de 2011), o mercado nacional de agrotóxicos movimentou 936 mil toneladas de produtos, sendo 246 mil importadas.  São 7 bilhões de dólares, 80% dos quais concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf.

São 852,8 milhões de litros de agrotóxicos para 71,1 milhões de hectares de área plantada (com alimentos e outros produtos, como os que vão se transformar em combustível) e a expansão não pára.  No gráfico abaixo é possível visualizar, passou-se de 10,5 litros por hectare (l/ha) em 2002, para 12,0 l/ha em 2011.  No prato do consumidor, isso significa uma média de 4,5 litros de veneno ingeridos no ano.

Estas e outras informações podem ser vistas no documentário  “O Veneno está na mesa”, disponível gratuitamente no site da Campanha.  O site da Articulação Nacional da Agroecologia é uma boa fonte para quem quer saber mais a respeito dessa que é a principal alternativa, em construção, ao modelo do agronegócio. Abaixo, as principais exigências específicas da Campanha:

– Exigir que o MDA e Banco Central determinem a que seja proibido a utilização dos Créditos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF para a aquisição de agrotóxicos, incentivando a aquisição/utilização de insumos orgânicos e a produção de alimentos saudáveis;
– Exigir da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – a reavaliação periódica de todos os agrotóxicos autorizados no país, além de aprofundar o processo de avaliação e fiscalização à contaminação de água para consumo público;
– Que os governos estaduais e assembleias legislativas proíbam a pulverização aérea (feita pela aviação agrícola) de agrotóxicos em seus estados;
– Que o Ministério da Saúde organize um novo padrão de registro, notificação e monitoramento no âmbito do Sistema Único de Saúde dos casos de contaminações, seja no manuseio de agrotóxico, seja na contaminação por água, meio ambiente ou alimentos, orientando a todos profissionais de saúde para esses procedimentos;
– Que haja fiscalização para que se cumpra o código do consumidor e todos os produtos alimentícios tragam no rótulo se foi usado agrotóxico na produção, dando opção ao consumidor de optar por produtos saudáveis;
– Aumentar a fiscalização das condições de trabalho dos trabalhadores expostos aos agrotóxicos, desde a fabricação na indústria química até a utilização na lavoura e o manuseio no transporte;
– Exigir que o Ministério Público Estadual e Federal, e organismos de fiscalização do meio ambiente, fiscalizem com maior rigor o uso de agrotóxicos e as contaminações decorrentes no meio ambiente, no lençol freático e nos cursos d’água.

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Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos

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A indústria do agrotóxico tem taxa de lucros proporcionais maiores do que o próprio agronegócio no Brasil.  Isto diz tudo sobre o assunto – inclusive sobre o desmatamento – e diz porque você está sendo envenenado.

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Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos.

Saiba o que você está comendo para saber porque vai adoecer e poderá morrer.

As desculpas “políticas” para o uso de agrotóxicos: “se não usarmos ‘defensores agrícolas’ (agrotóxicos) não dará para alimentar toda a população brasileira.  Se isto fosse verdade mesmo – não o é, porque a indústria de agrotóxicos é intencionalmente privilegiada dentro do Brasil –  a opção servida na sua mesa é adoecer, abreviar a vida e matar o consumidor com venenos.

A indústria do agrotóxico tem taxa de lucros proporcionais maiores do que o próprio agronegócio no Brasil.  Isto diz tudo sobre o assunto – inclusive sobre o desmatamento – e diz porque você está sendo envenenado.

Celso Galli Coimbra
OABRS 11352

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