Pela 1ª vez, transgênicos ocupam mais da metade da área plantada no Brasil

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Da BBC Brasil em Londres

Atualizado em  8 de fevereiro, 2013 – 06:04 (Brasília) 08:04 GMT
Foto: ReutersTransgênicos corresponderão a mais de 50% da área cultivada no Brasil

Em 2013, pela primeira vez os cultivos geneticamente modificados devem ultrapassar, em área ocupada, os não transgênicos no Brasil.

Segundo a consultoria Céleres, especializada em agronegócio, o total da área plantada com cultivos geneticamente modificadas neste ano chega a 37,1 milhões de hectares, o que representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior (que por sua vez, já tinha registrado um aumento de mais de 21% em relação à safra de 2010/2011) – ou seja, 4,6 milhões de novos hectares dedicados a variedades transgênicas.

O IBGE prevê, para 2013, uma área recorde dedicada à atividade agrícola no país de 67,7 milhões de hectares. Cruzando o dado do IBGE com o da consultoria Céleres, chega-se à conclusão de que os transgênicos responderão por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país.

No ano passado, as lavouras transgênicas cobriram 31,8 milhões de hectares (segundo a Céleres) e a safra total (incluindo transgênicos e não transgênicos) atingiu 63,7 milhões de hectares (segundo o IBGE), ou seja, as lavouras não transgênicas ainda ocupavam uma área maior que as transgênicas.

Esse avanço impressiona, ainda mais considerando-se que há cinco anos, segundo a Céleres, o cultivo total com transgênicos no país era de apenas 1,2 milhão de hectares.

Soja

A grande estrela nessa façanha é a soja modificada, tolerante a herbicidas – uma das cinco variantes aprovadas no país também é resistente a insetos. Seu cultivo foi autorizado pela CTNBio em 1998, mas liberado apenas em 2004, quando já vinha sendo plantada ilegalmente havia anos. Já em 2012 ela respondia por 85% de toda a soja plantada no país, ocupando mais de 21 milhões de hectares.

A previsão para 2013 da Céleres é de que a proporção da soja transgênica suba para 88,8%, equivalente a uma área de 24,4 milhões de hectares, de longe, a maior dedicada a cultivares transgênicos no país.

 

tomates-transgenicos

CliqueLeia mais: Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar

Nos Estados Unidos, 94% dos feijões de soja colhidos nos EUA em 2011 eram transgênicos, o mesmo pode ser dito de 88% do algodão – modificado para resistir a insetos – plantado no mesmo ano na Índia.

Soja em fazenda de Cuiabá | Foto: ReutersSoja é o principal transgênico cultivado no Brasil

A soja transgênica foi introduzida nos Estados Unidos – o grande pioneiro do cultivos de GMs – em 1996, e já em 2001 ela respondia por 68% de toda a soja plantada no país.

O Brasil é hoje o segundo maior semeador de transgênicos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos –  onde, em 2011/2012, os transgênicos ocupavam 70 milhões de hectares.

 

Nas suas estatísticas comparativas mais recentes – reunindo dados de 2010 – a FAO, a agência da ONU para Alimentos e Segurança Alimentar estima que “quase 150 milhões de hectares no mundo” são plantados com cultivares geneticamente modificados.

O grosso dessa área é dedicado a plantações de soja, milho, canola (usado em forragem/ração) e algodão nas Américas, e de algodão na Ásia e na África.

Os maiores produtores entre os países em desenvolvimento são Brasil, Argentina, Índia e China. “Variedades de algodão resistente a insetos são os cultivares transgênicos comercialmente mais importantes na Ásia e na África”, diz a FAO. Na América Latina, “são a soja resistente a herbicidas seguida pelo milho resistente a inseto”.

A FAO reconhece que o cultivo de transgênicos cresceu “principalmente por causa dos benefícios da redução de custos de trabalho e produção, da redução no uso de químicos e dos ganhos econômicos”.

Fonte:  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130207_transgenicos_cultivo_tp.shtml

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Pagamento de impostos no Brasil é um investimento sem retorno

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14/12/12 – 01:23
POR SAMY
Folha de São Paulo

Um estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra o retorno da carga tributária de diversos países em forma de qualidade de vida.

Segundo a metodologia do estudo, dentre trinta países, o Brasil amarga a última posição no Índice de Retorno De Bem Estar à Sociedade, que é uma média ponderada da carga tributária de cada país com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU).

impostos e retorno newtonsilva

Países como Austrália, Estados Unidos e Japão possuem os melhores retornos dos seus impostos, enquanto países como Argentina e Uruguai estão numa posição intermediária.

Embora o estudo do IBPT analise de forma satisfatória o problema da inefiência da máquina estatal brasileira, existe uma forma mais fácil e intuitiva de comparar a carga tributária e o IDH de cada país.

O gráfico a seguir relaciona a carga tributária, como porcentagem do PIB (dados extraídos do 2012 Index Economic Freedom da Heritage Foundation), e os 87 países que tem IDH “alto” ou “muito alto”, segundo classificação da ONU .

IDH1

 

Diante do gráfico que criamos, é possível analisar que o Brasil mantém uma relação entre impostos e IDH abaixo da média, representada pela reta. Ou seja, quando comparado com países com carga tributária próxima a nossa, o Brasil deveria entregar um melhor retorno a sua população (IDH).

Se tivéssemos uma eficiência média do dinheiro arrecadado, o Brasil, com seus de 34.3% de carga tributária, deveria ter um IDH de aproximadamente 0.827 (maior do que o de países como Portugal, Polônia e Hungria). No entanto, a realidade mostra a ineficiência do dinheiro arrecadado e Brasil apresenta um IDH de 0.718, pior do que o do Equador.

A comparação com países que sabem utilizar os seus impostos de forma eficiente é ainda mais impressionante e incômoda. A Alemanha, que tem um carga tributária três pontos percentuais maior do que a do Brasil (de 37% e 34% do PIB, respectivamente) consegue fornecer aos seus cidadãos um IDH de 0.905, que é 26% maior do que o IDH brasileiro.

Alguém poderia argumentar que países como a Alemanha têm um PIB per capita muito maior e que, desta forma, seria possível fornecer mais serviços aos seus cidadãos com uma mesma carga tributária, o que é verdade. Por isso, é necessário compararmos também o Brasil com países que tem PIB per capita similares ao brasileiro.

Neste sentido, o que o gráfico anterior ainda mostra é que países com PIB per capita próximo ao brasileiro, como Cazaquistão e a Romênia conseguem melhores resultados: carga tributária menor e IDH maior.

O mais surpreendente é que até países com PIB per capita um pouco menor do que o brasileiro, como Peru e Sérvia, conseguem obter, novamente, IDH maior do que o brasileiro, com menos impostos. Ou seja, estes paíse conseguem fazer mais com muito menos impostos, sobre uma população mais pobre. A tabela a seguir reúne os dados citados.

idh3

Portanto, o governo brasileiro cobra muitos impostos, mas como não sabe utilizar de forma eficiente os seus recursos ele acaba fornecendo serviços de baixa qualidade aos seus cidadãos.

Não é atoa que teremos um pífio crescimento do PIB em 2012. Para crescer mais em 2013 (e mais do que o recém-divulgado crescimento de 0,6% do PIB no 3º trimestre), é necessário arrumar as ineficências do aparelho estatal para reduzir a carga tributária e ainda assim fornecer serviços de maior qualidade para os brasileiros.

Post em  parceria com Daniel de Lima e Leonardo de Siqueira Lima , graduandos pela EESP-FGV.

Folha de São Paulo: http://carodinheiro.blogfolha.uol.com.br/2012/12/14/pagamento-de-impostos-no-brasil-e-um-investimento-sem-retorno/

Monsanto’s Roundup Continuously Shown to Cause Birth Defects

English: A sign warning about pesticide exposure.

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Patrick Gallagher
NaturalSociety

Monsanto has recently been noted as one of the key power players in the welfare  of people across the country, continually extending their influence to the more remote parts of the world as well. Monsanto has also been engineering extensively genetically modified crops for the past several decades, and now finally has a type of soybean crop that can survive sustained pesticide exposure – for maximum insect control of course.

What seems to be a positive situation is actually a mostly dangerous toxic  product; made specifically to deflect the harmful effects of the pesticides and  weed killers on the growing plants, the Roundup Ready crops are recognized as the root cause of disease and discontent spread upon the Argentinean mass growing plains known as the Pampas. There was a time when the Pampas were littered with small farms, but ever since Monsanto hit the scene, the Pampas have been a major GMO growing operation.

The genetically engineered crops’ effect on the population has been simply terrible. The crop itself is not the only problem, the crops are sprayed on a regular basis with gallons of pesticides and weed killers, which has taken the toll on the locals. They consume much of the crops themselves, either by exports or to be consumed themselves – the soybean crop accounts for a very large portion of income, and is also a centerpiece in the Argentine diet. Effects vary, but some people have been known to develop breasts, have a variety of birth defects, and have been known to experience carcinogenic effects as well. The people are also becoming sterile over time. Given the rate of consumption, they will likely be completely sterile within a decade.

The studies have also proven that extended use of non-organic crops and pesticides will continuously affect the body and the core functions of the body, primarily in the reproductive areas. Glyphosate, which is in many Monsanto products and crops, has been found to have a direct correlation to the disruption of the well-being of several key systems of the body – growth hormones are immediately affected, followed by the endocrine systems and the reproductive systems on the long term. Glyphosate has been credited as being the poison that is killing the Argentine population slowly and to no avail.

Thankfully, after receiving anonymous threats, a woman from Argentina has taken action against Monsanto and pesticide spraying – successfully resulting in positive change for her community. She even won an environmental award for her activism.

This isn’t the only occurrence of mass experimentation with GMO crops and pesticides; in fact this is but one crop in one particular location of the world. Glyphosate-based crops and pesticides have been in circulation in many nations for decades. One study conducted by a German university found very high concentrations of Glyphosate in all urine samples tested. Canola, soybeans, corn, and cotton are all a major part of the GMO crops that have been ravaging the health and well-being of the nation, even with the prior knowledge that the GMO crops were shown to be harmful to a large quantity of both people and animals alike.

Fonte: http://naturalsociety.com/monsantos-roundup-cause-birth-defects/

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Uso de agrotóxico no país quase triplica em 10 anos

É importante salientar que recente decisão judicial da Argentina demonstrou que existe também uma relação direta entre agrotóxicos, abortos, câncer e doenças congênitas:

Na Argentina, uma condenação histórica contra o agrotóxico: é causa de aborto, câncer e deformações congênitas

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Enquanto a taxa mundial de consumo de agrotóxicos nos últimos 10 anos cresceu 93%, no Brasil esse índice quase triplicou chegando a 190% de aumento. A razão disso, conforme especialistas, é o crescimento da produção agrícola brasileira e a importância no cenário internacional da produção que incentiva a monocultura para a exportação.

A reportagem é de Nestor Tipa Júnior e publicada pelo jornal Zero Hora, 13-09-212.

O aumento de consumo de agrotóxico é tema de debate que terminou, promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/RS) na Assembleia.

O crescimento do uso no Brasil foi constatado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

– Este avanço expressivo na produção e na produtividade tem um alto custo – avalia Gervásio Paulus, diretor técnico da Emater.

A última pesquisa anual divulgada pela Anvisa aponta que 28% dos alimentos analisados apresentaram níveis de agrotóxicos acima do indicado pela entidade.

Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Renar João Bender entende que antes de punir é preciso educar o agricultor nas melhores práticas. Lembra também que o debate deve ser ampliado para outros contaminantes que podem resultar de manejo irregular ao longo do segmento produtivo, como o processo de industrialização e de venda.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/513501-uso-de-agrotoxico-no-pais-quase-triplica-em-10-anos
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Monsanto’s Roundup Continuously Shown to Cause Birth Defects

English: Monsanto pesticide to be sprayed on f...

English: Monsanto pesticide to be sprayed on food crops. Français : Remplissage d’un épandeur (Photo credit: Wikipedia)

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Patrick Gallagher
NaturalSociety
May 14, 2012

Monsanto has recently been noted as one of the key power players in the welfare of people across the country, continually extending their influence to the more remote parts of the world as well. Monsanto has also been engineering extensively genetically modified crops for the past several decades, and now finally has a type of soybean crop that can survive sustained pesticide exposure – for maximum insect control of course.

What seems to be a positive situation is actually a mostly dangerous toxic product; made specifically to deflect the harmful effects of the pesticides and weed killers on the growing plants, the Roundup Ready crops are recognized as the root cause of disease and discontent spread upon the Argentinean mass growing plains known as the Pampas. There was a time when the Pampas were littered with small farms, but ever since Monsanto hit the scene, the Pampas have been a major GMO growing operation.

The genetically engineered crops’ effect on the population has been simply terrible. The crop itself is not the only problem, the crops are sprayed on a regular basis with gallons of pesticides and weed killers, which has taken the toll on the locals. They consume much of the crops themselves, either by exports or to be consumed themselves – the soybean crop accounts for a very large portion of income, and is also a centerpiece in the Argentine diet. Effects vary, but some people have been known to develop breasts, have a variety of birth defects, and have been known to experience carcinogenic effects as well. The people are also becoming sterile over time. Given the rate of consumption, they will likely be completely sterile within a decade.

The studies have also proven that extended use of non-organic crops and pesticides will continuously affect the body and the core functions of the body, primarily in the reproductive areas. Glyphosate, which is in many Monsanto products and crops, has been found to have a direct correlation to the disruption of the well-being of several key systems of the body – growth hormones are immediately affected, followed by the endocrine systems and the reproductive systems on the long term. Glyphosate has been credited as being the poison that is killing the Argentine population slowly and to no avail.

Thankfully, after receiving anonymous threats, a woman from Argentina has taken action against Monsanto and pesticide spraying – successfully resulting in positive change for her community. She even won an environmental award for her activism.

This isn’t the only occurrence of mass experimentation with GMO crops and pesticides; in fact this is but one crop in one particular location of the world. Glyphosate-based crops and pesticides have been in circulation in many nations for decades. One study conducted by a German university found very high concentrations of Glyphosate in all urine samples tested. Canola, soybeans, corn, and cotton are all a major part of the GMO crops that have been ravaging the health and well-being of the nation, even with the prior knowledge that the GMO crops were shown to be harmful to a large quantity of both people and animals alike.

Fonte: http://naturalsociety.com/monsantos-roundup-cause-birth-defects/

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Na Argentina, uma condenação histórica contra o agrotóxico: é causa de aborto, câncer e deformações congênitas

 

“(…) o tribunal se baseou em dados inquestionáveis: de 142 crianças moradoras de Ituzaingó que foram examinadas, 114 contêm agroquímicos em seu organismo, e em altas quantidades. Foram constatados ainda 202 casos de câncer provocados pelo glifosato, dos quais 143 foram fatais num lapso curtíssimo de tempo. Houve, em um ano, 272 abortos espontâneos. E dos nascidos, 23 sofrem deformações congênitas. Moram em Ituzaingó pouco mais de cinco mil pessoas, o que dá uma dimensão clara dos males sofridos.” (…)

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Uma sentença determinada por um tribunal de Córdoba, a segunda província e a segunda maior cidade do país, abriu espaço e conquistou atenções: num julgamento considerado histórico, a Justiça cordobesa condenou a três anos de prisão (que serão cumpridos em trabalhos sociais) um latifundiário e o piloto de um avião que fumigou plantações de soja numa região urbana. Dois componentes químicos – endosulfán e glifosato – foram espalhados, em 2004 e 2008, nos inseticidas fumigados pelo piloto Edgardo Pancello nas plantações de soja de Francisco Parra, vizinhas ao bairro de Ituzaingó, em Córdoba.

Foi a primeira vez que a Argentina condena o uso de glifosato, produzido pela multinacional  Monsanto – a mesma que desenvolveu o “agente laranja” utilizado pelos Estados Unidos na guerra do Vietnã e produz sementes transgênicas utilizadas em vários países, o Brasil inclusive.

É o resultado de uma luta de dez anos dos moradores de Ituzaingó e de outras localidades argentinas, que denunciam as conseqüências do uso do glifosato nos agrotóxicos produzidos pela Monsanto e fumigados a torto e a direito país afora. O embriologista argentino Andrés Carrasco, que há anos denuncia os altíssimos riscos de contaminação do agrotóxico Roundup, fabricado pela Monsanto à base de glifosato, já havia antecipado, o que o tribunal de Córdoba agora concluiu: quem usa esse produto comete crime ambiental gravíssimo.

Contra todos os argumentos da Monsanto, o tribunal se baseou em dados inquestionáveis: de 142 crianças moradoras de Ituzaingó que foram examinadas, 114 contêm agroquímicos em seu organismo, e em altas quantidades. Foram constatados ainda 202 casos de câncer provocados pelo glifosato, dos quais 143 foram fatais num lapso curtíssimo de tempo. Houve, em um ano, 272 abortos espontâneos. E dos nascidos, 23 sofrem deformações congênitas. Moram em Ituzaingó pouco mais de cinco mil pessoas, o que dá uma dimensão clara dos males sofridos.

A cada ano que passa cerca de 280 milhões de litros de Roundup – ou seja, de glifosato – são despejados nos campos argentinos. São cerca de 18 milhões de hectares aspergidos ou fumigados nas plantações de soja transgênica, que significam 99% de tudo que o país produz. O mais brutal é que essa soja nasce de sementes geneticamente modificadas, produzidas pela própria Montanto. O glifosato contido no Roundb destrói tudo – menos a semente.

O glifosato continua sendo usado em campo aberto. Mas, na Argentina, já não poderá mais ser aplicado em áreas próximas às zonas urbanas.  Além de abrir jurisprudência no país, a sentença do tribunal cordobês abre um precedente importante para milhares de processos em andamento na América Latina.

No Brasil, o agrotóxico continua sendo um dos motores principais do agronegócio, crescendo percentualmente em seu rendimento mais do que o próprio agronegócio.  Em nosso país, o volume de pesticidas e agrotóxicos utilizados no campo é mais de três vezes superior ao da Argentina.   Somos campeões mundiais no uso de agrotóxicos, com consumo de cinco litros por habitante ao ano.

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Educação para o sol – Vitamina D – Vitamin D

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“Quando o assunto é a prevenção do câncer de pele, mais importante do que defender o uso de filtro solar é “fotoeducar” pacientes, médicos, indústria farmacêutica, políticos e autoridades de saúde.  A proposta radical é do dermatologista Fernando Stengel, presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele e membro do Conselho Internacional da Skin Cancer Foundation.”
 
“Filtros solares são um produto e são vendáveis.  Por isso foram superpromovidos.  Agora estamos voltando atrás,” disse ele ao participar do 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.”
 
Relacionado a este assunto, assista ao vídeo sobre a necessidade de produção de Vitamina D para a saúde:
 
Vitamina D – Sem Censura – Dr. Cicero Galli Coimbra e Daniel Cunha
 
https://www.youtube.com/watch?v=cIwIWim4hNM&list=UU5grjCGNi25VAR8J0eVuxVQ&index=5&feature=plcp

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Com informações da Agência Fapesp
10/08/2012
Fonte: Diário da Saúde

Quando o assunto é a prevenção do câncer de pele, mais importante do que defender o uso de filtro solar é “fotoeducar” pacientes, médicos, indústria farmacêutica, políticos e autoridades de saúde.

A proposta radical é do dermatologista Fernando Stengel, presidente da Fundação Argentina de Câncer de Pele e membro do Conselho Internacional da Skin Cancer Foundation.

“Filtros solares são um produto e são vendáveis. Por isso foram superpromovidos. Agora estamos voltando atrás,” disse ele ao participar do 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.

Stengel afirma que o sol não é mais perigoso hoje do que no passado. “Mas a preocupação com o câncer de pele, no entanto, é maior, pois as pessoas estão mais expostas à radiação solar e a expectativa de vida aumentou,” disse.

Riscos de câncer de pele

Segundo dados da Skin Cancer Foundation, nos Estados Unidos mais pessoas tiveram câncer de pele nos últimos 31 anos do que todos os outros casos de câncer somados. Segundo as estimativas, um em cada cinco norte-americanos desenvolverá a doença ao longo da vida e uma pessoa morre de melanoma a cada hora.

Também no Brasil o câncer de pele é o tumor mais frequente, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A estimativa para 2012 é de 134,1 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e 1,3 mil casos de melanoma.

Um único episódio de queimadura solar na infância ou na adolescência dobra o risco de melanoma, segundo especialistas da Skin Cancer Foundation. O risco também dobra caso existam cinco ou mais episódios de queimadura solar em qualquer idade.

Cultura do bronzeado

Ainda assim, a cultura do bronzeado está em toda parte, disse Stengel. “É preciso rever a forma como a mensagem sobre fotoprevenção tem sido difundida”, disse.

“O melhor seria a “fotoeducação”. As empresas farmacêuticas tentam vender a ideia de que existe bronzeado seguro ou de que os filtros são capazes de bloquear totalmente o sol, mas isso não é verdade.

“Se os médicos apenas reforçam a ideia de que as pessoas devem usar protetor solar, mas elas não sabem por que nem como fazer isso, não adianta,” disse o médico.

Falta de sol

Por outro lado, há uma crescente preocupação com as deficiências de vitamina D, que é produzida no organismo com a exposição ao Sol.

“Sabemos que há hoje muitos jovens enfurnados dentro de casa com seus jogos eletrônicos e computadores. São jovens que quase não fazem exercício e não se expõem ao sol. Essa população, principalmente se tiver uma dieta pobre em vitaminas, pode ter problemas. É preciso equilíbrio. Afinal, a espécie humana evoluiu ao longo de milhares de anos com sua pele interagindo com o sol e ele tem efeitos positivos sobre nós também,” concorda o especialista.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=nao-existe-bronzeado-seguro&id=8054

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